Uma admiradora nem tão secreta
2 Parque
Notas iniciais
Pov. (S/n)
Durante a semana que se seguiu acabei conseguindo o telefone do Big Three. Estava deitada na cama enquanto olhava para a tela do celular, mais especificamente no nome gravado nela. Movendo o dedo na tela, abro o chat de conversa e digito um "oi".
Levou alguns segundos para o Mirio me responder e pergunto:
— Mirio, tudo bem? Sobre o seu convite, têm algum lugar em mente para sair?
— (S/n)! Tudo sim e você? Pensei em dar uma volta no parque de diversões amanhã, pode ser?
— Estou bem, obrigada! É uma boa ideia, amanhã a tarde estarei livre.
— Então combinado, amanhã às três!
Desligo o telefone e fecho os olhos, estava ansiosa pela chegada do dia de amanhã.
No dia seguinte, acordei e me vesti para ir ao colégio. Durante a aula, meus pensamentos não estavam claros, pois a conversa de ontem permanecia na mente. O tempo passou voando e na hora do intervalo, Nejire me chamou para me sentar com o Big Three.
Por estar andando bastante com eles ultimamente, não demorou para ter boatos no colégio onde diziam que o grupo deixaria de ser o Big Three e nós formaríamos um novo time. Seria interessante eu me juntar ao grupo, mas estou longe de ser a melhor aluna do terceiro ano.
Seguimos até a fila do lanche e quando iria me sentar numa cadeira próxima do Tamaki, a Nejire foi mais rápida e se sentou no lugar. Sabia o que ela estava fazendo, a azulada queria que eu me aproximasse de Mirio, nem que fosse fisicamente. No fundo era grata por ela.
— (S/n), quer me fazer companhia na festa da Nejire? — Mirio me pergunta de repente.
— E-Eu ser a sua acompanhante? Claro que aceito! — Digo na hora, não posso perder essa chance.
Nós conversamos diversos assuntos e quase esquecemos que estávamos acompanhados. A cara de Nejire continha um sorriso um tanto suspeito, por que estou pressentindo que ela irá aprontar?
Resolvo deixar esse assunto de lado por enquanto e volto a focar na conversa. O sinal do final do recreio tocou e antes de eu seguir para a aula, ando até meu armário para pegar os materiais.
Abrindo a porta dele, vejo um envelope cair e me abaixo para pegar e ler.
Cupido
O cupido nunca erra seu alvo,
Pois as flechas do amor sempre alcançam aqueles destinados.
O amor brotou dentro de mim quando te vi, (S/n).
A flecha nos uniu e conectou um fio que nos interliga.
Não consigo parar de pensar em você,
Fecho os olhos e estás a minha frente.
Você é como a lua serena,
Nenhuma estrela se compara a seu brilho.
Que sensação será essa que brotou em meu peito?
Hoje sei que ela se chama amor.
Não havia nenhuma assinatura, mas logo reconheço a caligrafia do Mirio. Feliz por receber a carta, sigo de volta a sala.
***
Finalmente havia chegado o dia do passeio no parque. Estava terminando de passar a maquiagem, quando Ren, meu irmão entra sem bater na porta.
— Maninha, se esconda! Tem um tio com olho esquisito querendo te raptar! Eu te protejo.
— O que? Ren, ninguém vai me raptar, deve ser o Mirio que chegou.
— Milho? Por que você pediu milho pra comer? Nem para dividir com seu niisan?
Uma gota surge em minha cabeça e colocando as mãos nos fios de cabelos do meu irmão, faço um cafuné e digo:
— Não é milho, o nome dele é Mirio. —Falo soletrando o nome. — Um amigo meu vai me levar para sair.
Seguimos para a entrada e ele ao me ver, me cumprimenta:
— Boa tarde (S/n)! Nossa, se eu soubesse que você estaria tão linda eu teria me arrumado melhor.
Sinto meu rosto corar pelo elogio e agradeço:
— O-Obrigada. Você também está.
Minha mãe se aproxima e diz:
— Vocês dois tomem juízo e nada de ficar depois das dez horas andando por aí.
— Não precisa se preocupar, pois estaremos até às sete de volta. — Mirio responde.
— Se divirtam!
Seguimos para o parque de metrô, Mirio me contou sobre a sua infância e como havia conhecido os seus amigos. Fiquei surpresa em descobrir que ele e Tamaki eram amigos de infância.
Chegando no parque, descobrimos que havia um evento de Halloween, onde estavam distribuindo doces e havia um palco montado no centro onde uma banda iria tocar mais tarde.
Andamos para as barraquinhas de jogos e se divertimos muito com as atividades. Numa das barracas havia competição de quem conseguia comer mais cachorro quente e o vencedor ganhava ingressos para outro show da banda que iria tocar hoje.
Nós dois decidimos entrar na competição e esperamos o juiz dar o sinal. Sorte que não havia tomado café da tarde e nem almoçado muito.
Quando comecei a devorar os cachorros quentes tão rápido, Mirio se surpreendeu com a minha agilidade e tentou me alcançar. Dezenove cachorros quentes depois, já estava sentindo que iria passar mal, porém faltava apenas um. Respirei fundo e engoli tudo, forçando para que esse último entrasse.
— E temos uma campeã! — Falou o juiz, meus parabéns, você acaba de ganhar dois ingressos para o show!
As pessoas me aplaudiram e respirei fundo, acho que não vou conseguir comer mais nada por uma semana.
— Quem diria que você fosse ganhar, meus parabéns, (S/n)!
— Obrigada, você está bem? Seu rosto está meio verde.
— É, sobre isso… Os cachorros quentes me fizeram mal, preciso ir no banheiro.
Acompanhei ele até o local e o aguardei. Quando ele voltou a se sentir bem, seguimos para as outras barraquinhas e Mirio tentou conseguir um prêmio, mas infelizmente não deu certo.
Porém, notei que ele tinha ficado triste mesmo com o sorriso estampado no rosto. Decidida, dou mais uma nota de um real para o vendedor e me concentro para atirar as argolas nos alvo. Cinco tentativas depois, consigo ganhar e pergunto o que ele iria querer como prêmio.
— Tem certeza, (S/n)? Você que venceu.
— Claro Mirio, estou te deixando escolher pois sei o quanto você queria um desses prêmios, senti a sua aura.
— Você é um anjo, (S/n). — Ele sorri e escolhe o prêmio: Um boneco do All Might.
***
Quando o show terminou, o céu já estava se pondo e seguimos para a roda gigante.
Ao entrar na cabine, a roda começou a subir e ficamos apreciando a vista de cima. O pôr do sol parecia de outro mundo, enquanto descia atrás das montanhas.
Observo o garoto a meu lado e sinto meu rosto esquentar, pois nós dois estávamos sozinhos naquela pequena cabine. Mirio nota a minha inquietação e pergunta:
— Você gostou do dia de hoje?
— Eu adorei ficar a seu lado, queria que a gente repetisse isso de novo algum dia.
— É uma boa ideia. (S/n), tenho que te falar uma coisa. Durante o nosso passeio, eu não consegui esquecer daquela carta que você escreveu e após esses dias ao seu lado, percebi que comecei a ter um sentimento por você. (S/n), eu descobri que te amo.
Meu coração acelerou quando ouvi suas palavras e meu rosto ganhou um tom rosado.
— E-Eu também te amo, Mirio.
Com o sol se pondo, as luzes coloridas da roda foram ligadas e notei que estávamos ficando bem próximos. Mirio se inclinou para mais perto e pude sentir a sua respiração. Fechando meus olhos, sinto um toque em meus lábios que logo passam a se tornar um beijo lento e doce.
Quando a roda estava bem no topo, tivemos que nos separar pela falta de ar. Nossas auras estavam mais fortes e brilhantes do que antes, o que significava que ambos nos correspondíamos.
Quando descemos da roda, Mirio me trouxe de volta para casa e se despediu de mim com outro beijo, cujo não passou despercebido por minha mãe que fez diversas perguntas e de Ren que decidiu ficar de guarda por não querer que o Mirio me levasse embora.
— Esse Ren… — Digo rindo.
Deitando-me na cama, recordo-me do dia de hoje e com um certo loiro em mente, acabo pegando no sono.
Continua...
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