Notas iniciais
Estrelinhas, chegamos ao último capítulo. Muito obrigada pelos favoritos e comentários e por terem acompanhado a história até aqui. (C/c) - Cor do cabelo. (C/p) - Cor preferida. (S/n) - Seu nome. Boa leitura!

A semana passou em um estalar de dedos, (S/n) tinha acabado de terminar a maquiagem e pegou sua bolsinha de alças para levar o celular e os documentos caso fossem necessários.

A garota de cabelos (C/c) passou a semana inteira aguardando pelo dia de hoje. Tudo bem que ela viu o Mirio durante a semana, mas para ela pareceu uma eternidade, como se eles estivessem em câmera lenta.

(S/n) ainda se recorda do beijo na roda gigante: A sensação dos lábios dele nos lábios dela, o formigamento na pele e a sensação de que centenas de borboletas levantavam voo dentro de si ou a respiração descompassada pela falta de ar, tudo isso eram sinais de que ambos se completavam.

Era como se eles fossem um só e talvez realmente fossem, pois (S/n) acreditava que todos os humanos tinham sua outra metade. Ao ver o fio interligado em ambos, sua teoria provou-se mais fiel do que era possível.

A garota se despediu de seus pais e ao ver Mirio com uma calça jeans e blusa social de manga curta cujo marcava seu peitoral, ela sentiu o coração disparar.

Mirio sentia o mesmo ao ver (S/n) com um vestido curto de cor (C/p).

Eles seguiram de metrô até a casa da azulada e quando chegaram no local, foram a procura de seus amigos. Não encontrando os dois no meio dos jovens, Mirio indicou que (S/n) a seguisse. Subiram numa escada que levava ao segundo andar e Mirio parou de frente a uma porta.

— O que você vai… — Antes de (S/n) terminar de falar, Mirio utiliza sua individualidade para atravessar o rosto na porta.

— Ah, devia esperar por isso. — (S/n) diz com uma gota na cabeça.

— Sabia que iria encontrá-los aqui! — Togata segura o seu braço e ambos atravessam a porta.

Tamaki e Nejire estavam mexendo em algumas caixas que se encontravam na cama da azulada. Nejire ao nos ver, sorriu e falou:

— Vocês vieram! O reforço chegou, Tamaki. Precisamos levar essas caixas lá para baixo.

Olhando de perto, a garota vê que nas caixas continham plumas coloridas, arcos, óculos falsos com bigode, pulseiras que brilham no escuro e muitos outros itens. Após distribuírem para todos que estavam presentes, a Nejire mudou a música da caixa de som para uma com ritmo mais animada.

Sentada a mesa da cozinha, (S/n) observa os jovens dançando conforme o ritmo, duas músicas depois, o som passou a ser mais lento com uma melodia doce.

Quando ela se deu conta, Mirio estava ao seu lado com o braço estendido e perguntou:

— Me concede essa dança?

— Ah… Claro! — A garota fala contente.

Levantando-se, (S/n) é conduzida até o meio da pista de dança, onde antes ficava a sala de estar.

Mirio coloca as mãos em sua cintura aproximando a garota de si e (S/n) faz o mesmo, envolvendo os braços pelo pescoço dele.

Enquanto dançavam, (S/n) se sentiu hipnotizada. Era perceptível o clima que iniciava entre ambos, como se nada mais importasse a sua volta.

Durante a dança, eles conversaram sobre a festa e a possibilidade de Nejire estar gostando do Tamaki. Quando o assunto desviou para o romance, ambos ficaram em silêncio se encarando, não tinha como evitar a sensação que surgiu dentro dos dois.

Mirio chegou mais perto da garota e sussurrou em seu ouvido:

— (S/n), eu… preciso falar com você em particular.

— Sobre o que? — Pergunta (S/n), embora já soubesse do que se tratava.

— Eu… — Mirio suspira. — Aqui não dá, precisamos de…

Como se a resposta tivesse caído do céu, Nejire e Tamaki apareceram:

— Tudo bem, amigos? Se divertindo? Claro que sim, né? Precisamos de ajuda com outras caixas de refrigerantes para trazer, elas estão no meu quarto.

"— Doce ilusão". — Pensou a garota, achando que não teria tempo para ficar com o Mirio.

— Sem problemas, vamos ajudar e depois terminamos a conversa. — Responde o loiro observando (S/n) como se tivesse lido seus pensamentos.

Ela pode notar um brilho nos olhos de Nejire enquanto o Tamaki não olhava para a dupla, seu rosto permanecia corado. Por que a garota (C/c) pressentia que algo estava fora do normal?

Dando de ombros, eles seguiram até o quarto da azulada e ao adentrar o ambiente, acenderam a luz. (S/n) foi a primeira a falar:

— Não tem nenhuma caixa! — Quando estava para se virar, eles ouviram o som da porta sendo trancada e um apetrecho que até então não tinha reparado, se ativar.

— Mas, o que? Nejire, o que pensa que está fazendo?

— Deviam me agradecer, aproveitem a noite.

Ouviram ela se afastar e (S/n) suspirou.

— Já que iremos ficar presos aqui, o que você queria me contar?

(S/n) notou uma determinação nos olhos de Mirio cujo a surpreendeu. Ele veio em passos decididos e segurando o queixo de (S/n), disse antes de iniciar um beijo veloz e faminto:

— Queria dizer, ou melhor, permita que os atos lhe contem.

Suas línguas se entrelaçaram num ritmo frenético e sedento por mais contato, os olhos emanando desejo.

Conforme a velocidade e necessidade ia aumentando, o calor se tornou presente a ponto de Mirio ter que tirar sua blusa. Ele passou a distribuir beijos por todo o corpo de (S/n) que sentiu as mãos do loiro abrirem o fecho do sutiã e logo, peça por peça foi se tornando desnecessária a medida que o desejo falava mais alto.

Um tempo depois, Mirio e (S/n) que haviam pego no sono, são acordados por Nejire que destranca a porta na manhã seguinte. Tamaki vinha logo atrás.

— Bom dia! Dormiram bem?

Tamaki nota as peças de roupas jogadas no chão e corado, ele tampa a vista da azulada com as mãos.

— É, é m-melhor você não ver.

— Não me deixe curiosa, Tamaki. — Ela infla as bochechas, ato que fez o elfo corar novamente.

— Bom dia! Dormi mais do que bem. — Mirio diz com ar de malícia enquanto encarava a garota que, envergonhada, se enfiou em baixo do lençol.

— Então, a tal surpresa que você tinha prometido era isso? — Pergunta (S/n). — Trancar a gente para termos uma "privacidade"?

Como reposta, Nejire sorri e o elfo não sabia onde enfiar a cara. Segundos se passaram até que a garota começa a rir e falar:

— Vocês são os melhores amigos do mundo! Obrigada! — Ela falou, deixando Nejire surpresa.

— Por um momento acreditei que ficaria chateada.

— Claro que não, Nejire!

Depois de se vestirem e de se despedirem dos amigos, Togata leva a (S/n) para um parque.

Curiosa, (S/n) pergunta:

— Qual o motivo para estarmos aqui?

— (S/n), tudo começou por causa de suas cartas. Me permiti experimentar o seu amor e hoje vejo quão importante é para mim. Você é meu ar, sem você perco a capacidade de respirar. Eu te amo, (S/n), você aceita namora comigo?

O pedido fora simples, mas a pegou desprevenida. (S/n) sentiu as famosas borboletas no estômago sobrevoarem e a causarem arrepios na pele.

— Sim! Te amo, Mirio! Claro que aceito ser a sua namorada.

Togata sorri, e eles voltam a se beijar, explorando cada pedaço dos lábios.

Tudo começou com uma carta, (S/n) sentiu-se num conto de romances quando Mirio respondeu o poema. Agora que suas auras haviam se encontrado, (S/n) tinha certeza, o fio que os interligava jamais se romperia.

Fim.

Notas finais
Estrelinhas, quero agradecer novamente a todos que acompanharam essa história. Espero que tenham gostado e até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!