Uma Weasley Diferente
7 Capitulo 7
— Nós não estávamos juntos... Quer dizer, eu e o Levi estávamos, mas a menina chegou quando a as pessoas começarão a correr. Não sei direito o que aconteceu, só lembro-me de já esta voltando para casa quando um raio verde passou por mim e acertou uma trouxa na minha frente, depois disso os raios pareciam mirar em nos três, o Levi recebeu um Cruciatus tão forte que desmaio, a menina levou um feitiço que a deixou vomitando sangue, lembro-me de ver o comensal apontar a varinha para mim e depois acordar aqui.
Não podemos perguntar mais nada, pois a enfermeira chegou e nos expulsou do quarto. O tio Viktor precisou falar com uns aurores e com o diretor Solveigov, então eles foram conversar em um canto e nós voltamos escondido para o quarto do Aleksander e ficamos conversando até sermos expulsos (de novo) pela enfermeira.
Depois que fomos expulsos achamos o tio Viktor e ele nos levou embora, como estava muito tarde liguei para casa e disse que ia dormi no tio Viktor. No outro dia fui direto para casa, meus pais perguntaram o que aconteceu e disse que um amigo tinha sofrido um acidente, passei a férias recebendo noticias de ataques de comensais e descobri que o ministro daqui (Londres) não sabia de nada ainda.
Recebi a carta do Instituto e recebi uma de Hogwarts, claro que escolhi Durmstrang e fui comprar o material junto com a Molly, o Louis, a Lily e o Alvo (os dois últimos falam mais ou menos comigo).
– Lucy o que você vai comprar? – perguntou a Lily
– Não sei. – respondi pegando a lista – Ah, já sei.
Uniforme:
Três conjuntos de vestes comuns de trabalho (pretas ou marrom)
Um par de luvas protetoras (couro de dragão ou similar)
Três casacos de inverno (preto ou marrom)
Obs.: As roupas do aluno devem ter etiquetas com seu nome.
Obs².: Traga roupas quentes para o frio.
Livros:
O Livro Padrão de Feitiços (2ª série), de Miranda Goshawk
O Nobre Esporte Chamado Quadribol de Quintino Umfraville
Obs.: O livro de Quadribol é só para quem joga no time.
O resto do dia foi entediante, compramos os livros, minha vassoura (que achei que estava quebrada) estava precisando de uma manutenção mais reforçada, fomos na loja do tio Jorge onde gastei o resto dos meus galeões, e parte dos da Molly, em logros e por ultimo tomamos sorvetes e voltamos para a toca. E o restante das minhas férias eu passei na Toca ou jogando xadrez-bruxo com o Louis ou ajudando o vovô.
Finalmente chegou o dia irei para Drumstrang, levantei cedo, tomei café, guardei a ultimas coisas na mala, coloquei uma roupa mais quente (não vesti o casaco), peguei a chave de portal e me despedi dos meus pais e da Molly, fechei os olhos e a ultima coisa que senti foi tudo rodando quando abri estava no porto, sorri e embarquei.
Fui andando até chegar à cabine 093 (a mesma do ano passado) e entrei, encontrei o Gustavo e a Natasha jogando xadrez, a Pietra dormindo (já?) e o Erik desenhando no rosto dela um bigode de gato.
– Bom dia. Quem esta ganhando? E porque os bigodes? – perguntei e no final apontei para a Pietra
– Lucyiiiiiiiiiiii! – gritou o Gustavo pulando em mim e derrubando nos dois no chão.
– Oi Gustavo, tudo bem? Faz tempo que a gente não se fala. Você pode sair de cima? – falei rindo com um pouco de ironia e tentando me levantar.
– Lucyiiiiiiiii! – gritou a Pietra e nos duas fomos ao chão. – como você estar?
– Estou bem e vocês? – perguntei me levantando e derrubando a Pietra (AI!) sem querer no chão. Eles murmuram que estavam bem e ficamos conversando até que a Natasha pegou um espelho e entregou para a Pietra que saiu correndo atrás do Gustavo que saiu gritando que nao foi ele. Havia se passado uns dez minutos quando a porta se abriu e alguém falou:
– Olá! – o Aleksander Konstantinov, ele é branco com cabelos castanhos e olhos azul-esverdeados e tem um jeito bem tímido na frente de outras pessoas, mas já havia notado que ele ficava bem diferente com os amigos.
– Oi, Aleksander. Como você esta?
– Bem eu me curo rápido.
– Isso é bom... Você conhece todos aqui?
– Conheço. Vocês souberam do que aconteceu ontem?
– Não, o que aconteceu? – todos nos perguntamos.
– Outro ataque; conseguiram pegar um que disse que eles estão procurando uma joia ou algo assim.
– Que tipo de joia? – Natasha falou
– Não sei o jornal não falou nada sobre que tipo de joia.
Depois disso conversamos sobre as aulas, professores e outras besteiras até uma idiota de uma menina o vir chamar para a cabine deles, pois ele estava muito tempo com as ‘’crianças’’.
– Você esta há muito tempo com essas crianças, vamos. Quem aquela ‘’coisa’’ pensa que é? Eu por acaso pareceu uma criança? É uma sirigaita, ela pensa que eu não conheço a fama. Ela é mais rodada que pião.
– Lucy você esta reclamando, direto, desde que ela foi à cabine... – começou a Pietra.
– E isso faz uma hora... – continuo a Natasha
– Você precisa respirar e tomar folego. Mas nos responda... – a Pietra como sempre completando a frase da Natasha
– Você esta com raiva porque ela te chamou de criança ou por que levou o lobinho? – e como sempre o idiota do Erik não podia deixar de participar da brincadeira.
– Onde esta o Gustavo? – perguntei quando me dei conta que o Gustavo não tinha participado da brincadeira, olhei em volta e percebi que estávamos no Salão Principal. – Quando chegamos ao Instituto e viemos para o salão Principal?
Os três reviraram os olhos para mim e não me disseram nada. Depois do jantar fomos dormir e no outro dia quando fui para o Salão o Alek (ele me deixou-o chama-lo assim ontem) estava entregando os horários. Entregou-me dois papeis no primeiro tinha:
Regras básicas e avisos:
— Café da manha: 07h00min
—Almoço: 12h00min
— Jantar: 20h00min
—Toque de recolher: 21h00min — Monitores: 22h30min
–Domingo (Fim de semana)
— Ao som do sinal (básico) se dirija ao Salão Principal/Comunal ou as salas. — Ao sinal de emergências (sons e vibrações) se dirijam IMEDIATAMENTE ao Salão Comunal — Não é obrigatório o uso da farda nos finais de semanas
Olhei para as pessoas na mesa e todas estavam olhando para o papel sem entender:
– Eu ia perguntar, mas já vi que vocês também não sabem. – todos negaram e resolvi ver meu horário.
Professores
Igor Russev – Voo
Greta Jakobsen – Herbologia (diretora da Haus Land)
Ian Sörensen – Poções
Skipp Toneva – Transfiguração
Freja Petersson – Feitiços (diretora da Haus Wasser) Christer Gustafsson – Historia da Magia
Soren Stoyanov – Artes das Trevas (diretor da Haus Feuer) Karina Mortensen – Duelos (diretora da Haus Luft)
Ivan Solveigov – Diretor
2° Ano (Haus Feuer / Haus Luft)
Segunda-feira
Café da manha: 07h00min
08h00min às 10h00min – Feitiços
10h00min às 12h00min – Quadribol
Almoço: 12h00min
13h00min às 14h30min – Herbologia
15h00min às 16h30min – Quadribol
Jantar: 20h00min
Terça-feira
Café da manha: 07h00min
09h00min ás 10h30min — Transfiguração
10h30min ás 11h00min – Transfiguração
Almoço: 12h00min
13h30min às 15h00min– Quadribol
16h00min ás 16h30min — Feitiços
17h00min às 18h30min — Duelos
19h00min às 19h30min – HDM
Jantar: 20h00min
Quarta-feira
Café da manha: 07h00min
8h30min às 09h00min — HDM
9h00min ás 10h00min – HDM
10h30min às 12h00min – Poções
Almoço: 12h00min
16h00min ás 16h30min – Feitiços
18h30min às 19h00min – Poções Jantar: 20h00min
20h30min às 21h30min – Quadribol
Quinta-feira
Café da manha: 07h00min
Almoço: 12h00min
14h30min às 16h00min – HDM
16h30min às 19h30min — Duelos
Jantar: 20h00min
Sexta-feira
Café da manha: 07h00min
08h30min às 10h00min – Quadribol
10h00min às 11h00min – Quadribol
Almoço: 12h00min
17h00min às 17h30min – Herbologia
17h30min ás 18h00min — Poções
Jantar: 20h00min
Sábado
Café da manha: 07h00min
8h30min às 09h00min – Quadribol
9h30min às 12h00min – Historia do Quadribol
Almoço: 12h00min
16h00min às 16h30min — Quadribol
Jantar: 20h00min
– Alunos! – O diretor chamou a atenção – Bom dia, eu imagino que estão curiosos com as regras básicas, como todos sabem estamos passando por tempos difíceis e para garantir a segurança de todos criamos o sinal de emergência, ele, com diz no papel, não haverá sons somente luzes e suas varinhas vibraram. Irei mostrar.
Quando ele terminou de falar, ficou tudo escuro, acendeu umas luzes vermelhas e nossas começaram a vibrar e da ponta apareceu uma luz fraquinha. E logo tudo voltou ao normal.
– Quando isso acontecer significa que estão sobre ataque e devem se dirigir IMEDIATAMENTE para os seus Salões Comunais, a luz que acendeu em suas varinhas é só para que vocês consigam enxergar e que não chamem atenção para nenhum de vocês. Em relação ao horário, de aulas, de vocês, quem participa do time de quadribol estará tendo aulas sobre a historia e as técnicas do quadribol e treinos pré-selecionados, qualquer treino extra, deve ser agendado com o professor Igor Russev. Bom dia e boa aula.
Tocou o sinal e nos dirigimos para a aula de Feitiços, onde aprendemos os feitiços Bombarda e Accio. Depois eu e o Erik corremos para o quadribol que o treino foi mais para se acostumar de novo com o campo, quando estávamos voltando ouvi um uivo baixinho e comecei a seguir.
– Lucy, nós não podemos ir para ai.
– Não sabia que aqui tinha uma floresta.
– Essa floresta fica antes da Montanha da Depressão. Os alunos que são lobisomens às vezes vêm aqui, quando querem caçar. Mas o que você quer aqui?
– Eu ouvi um uivo... Olha ali. – apontei para onde tinha um lobo – É filhote de lobo-ártico cizento – falei e fui me aproximando e peguei no colo. Quando virei o Erik estava se aproximando com um filhote também.
– Onde estava esse?
– Ali perto da árvore. – falou apontando. – É lobo ártico também. Será que não tem mãe?
– Vamos procurar! – nós enrolamos os filhotes na capa e ficamos procurando até que achamos um lobo morto. Parecia com o filhote no colo do Erik.
– Vem, vamos voltar. – ele falou me puxando de volta para o castelo. – Esconde o seu filhote e vamos até o diretor.
– Será que o diretor vai deixar a gente ficar com eles?
– Espero que sim.
Quando chegamos à sala do diretor, ele deixou a gente entrar e contamos o que aconteceu e depois de tudo ele só disse que para levamos os filhotinhos para casa só se nossos responsáveis deixassem.
Havia se passado quase três meses faltava uma semana para o Natal, o Loki e a Meei (os lobinhos o Loki era meu e a Meei era do Erik) iam ficar na escola, pois eram muito novinhos. Dessa vez para o Natal a Pietra e a Natasha iram também, já que os pais delas estavam preocupados com os ataques, durante esse período ocorreram dois ataques na vila Durmsvarg, e elas vão passar o natal em Londres.
– Aonde você vai? – perguntou a Pietra
– Falar com os mortos.
– Espera! Vou com você. – falou o Gus e o Erik juntos
Fomos andando até um corredor desabitado, lembrando quando vim aqui pela primeira vez foi uma semana depois de acharmos os filhotes e tínhamos nos metido em uma cilada, pois tinham visto a gente explodindo a sala de transfiguração e nós saímos correndo.
– Onde nos estamos? – perguntou o Gus parando de correr e nós fazendo esparrar nele. Olhei em volta e estávamos num corredor escuro com, o que parecia, uma porta lá no final, quando abrimos a porta tinha uma salinha com três portas, em uma das portas tinha um mini cozinha, e nas duas portas(uma verde musgo e um vermelho sangue) tinha uma escada em cada uma. Na porta verde lá em cima tinha um laboratório, um quarto e uma porta trancada. Na porta vermelha tinha um quarto( igual ao primeiro só que em vez de detalhes verdes eram vermelhos), uma porta trancada, igual a primeira e uma sala comprida. Quando descemos vimos, surpresos uma porta surgi em uma das paredes e duas pessoas sair de lá, uma era Severo Snape, reconhecia por causa do tio Harry, que nos olhava confuso e a outra pessoa era Igor Karkaroff, reconheci por causa da enorme estatua no pátio da escola, que nos olhava com uma cara engraçada.
– Snape, meu amigo, eu acho que temos visitas. – o Karkaroff falou
– Quem são vocês? E como entraram aqui? – o Snape falou carrancudo.
– Oras... Como acha que entramos aqui? Pela a porta, é claro. – O Erik falou, obviamente, ignorando a primeira pergunta.
– Sim, sim sei que foi pela a porta...
– Se sabe por que perguntou? – falei interrompendo o Snape
– Mas quero saber como acharam, pois esse corredor tem senha. E, de novo, quem são vocês?
– Sei lá... Estávamos fugindo de pegar mais uma detenção, quando vimos à porta no final do corredor. – dessa vez quem respondeu foi o Gus
– QUEM SÃO VOCÊS? DIGAM LOGO! – gritou o Karkaroff, sabe-se lá de onde.
– Ai, está bem! Eu sou o Erik Krum, ele é o Gustavo Zograf e ela é a Lucy Weasley.
– Ah... Vocês são parentes do Krum e do Zograf? – o Karkaroff perguntou animado
– Sim ele é meu pai e o tio Viktor é tio do Erik.
– E você é filha de qual Weasley? – o Snape me perguntou com uma cara mais carrancuda, se é possível (?), que a anterior.
– Percy Weasley. – na hora que falei o vi suspirando, se de alivio ou aflição eu não sei.
– Vocês não estavam mortos? – perguntei
– Sim, nos estamos mortos. – respondeu o Karkaroff saindo da sala e indo para a cozinha
– Olha só quem sabe que estamos aqui é o diretor, vocês não podem falar nada. – o Snape falou – Vocês têm que ir. – quando a gente abriu a pouca para reclamar ele falou – E não adianta protestar. Agora vão.
Depois disso já fomos visita-los algumas vezes e o Karkaroff disse que ia cuidar dos lobinhos e para ninguém suspeitar sempre dizemos que vamos “falar os mortos”. Estávamos voltando quando ouvi uma voz levemente grave:
– Ei, Lucy! – me virei e vi que era o Alek. – Onde você vai passar o natal?
– Vou passar na casa da vovó em Londres. – falei e percebi que os meninos nos tinham deixados a sós.
– Vai só você ou os meninos vão? – nós tínhamos nos tornados amigos e conversávamos sobre muitos assuntos
– Vão os meninos e as meninas também.
– Lucyvoceachaqueeupossoircomvoce? – ele falou rápido e baixo e não entendi nada.
– Hã?... Repete, por favor.
– Você acha que eu posso ir com vocês? Meus pais estão com medo por causa dos ataques.
– Claro que sim, minha vó vai adorar. – Ele me beijou na bochecha, eu corei e sai para mandar uma carta para meus pais.
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