Uma Weasley Diferente
10 Capitulo 10
Notas iniciais
— Então se eu for ômega?
– Você precisa começar a treinar para se torna Luna Suprema. Então qual o seu status?
– Eu sou Ômega e se antes eu estava assustada agora eu estou apavorada. – Falei baixando a cabeça. Levantei quando ouvi um rosnado.
– Desculpe, mas o meu lobo estava um pouco nervoso e agora ele estar meio excitado com a informação. – Eu fiquei boquiaberta e vermelha quando ele falou.
Alek falou isso com uma voz rouca e profunda, ele foi chegando para perto de mim e eu fui andando para trás até sentir a parede atrás de mim, o Alek colocou as mãos na parede me prendendo lá, quando levantei a vista percebi que os olhos dele estavam vermelhos, cor de sangue, ele abaixou o rosto cheirou meu pescoço e deu um rosnado mais forte.
Quando ele cheirou meu pescoço senti algo diferente, que não soube explicar. Senti um frio no estômago, meu corpo arrepiou-se e tremeu todo, minhas pernas ficaram bambas e meu coração acelerou e tudo que eu queria era beija-lo quando ele rosnou. Ele bem rápido levantou a cabeça, olhou para mim (os olhos de volta a cor azul-esverdeado) e falou com um olhar assustado.
– Desculpe Lucy, o lobo assumiu.
– Esta tudo bem. – falei corada e ofegante – Mas porque ele assumiu?
– Não sei, ele não costuma assumir assim. – respondeu pensativo, de repente ele enrijeceu e perguntou.
– Por qual motivo você esta com cheiro de sangue?
Não entendi a pergunta e perguntei confusa:
– Como assim?
– Você esta cheirando com se estivesse sangrando.
Corei quando imaginei o motivo do cheiro, mas fiquei sem saber como responder.
– Bom... eu estou... meio que, sangrando em um lugar.
– Você esta ferida? – ele ficou nervoso
– Não, eu estou hhhmmmmsss. – falei a ultima parte tão baixo que acho que nem deu para entender.
– Desculpe não ouvi a ultima palavra.
– Menstruada, eu estou menstruada. – assim que falei os olhos ficaram vermelhos de novo.
Eu não sabia o que fazer, ele ainda estava me prendendo na parede, seus olhos estava vermelho outra vez e eu comecei a senti algo no meu corpo de novo, mas dessa vez segui o que meu corpo dizia. Então segurei o rosto dele em minhas mãos e encostei meus lábios no dele que gemeu e me puxou para mais perto, como não sabia o que fazer eu deixei que ele guiasse. O beijo ficou mais rápido e forte então parou quando achei que fosse se afastar ele me abraçou mais apertado e cheirou meu pescoço, ficamos assim por um tempo quando sinal toucou e nos assustamos.
– Que horas são? – perguntei baixinho, pois não tinha a menor vontade de falar.
– 16h30min – falou surpreso – Perdemos o almoço e umas duas aulas.
– Eu perdi a aula de feitiços, sorte que o treino de quadribol foi cancelado. – falei rindo e quando vi o rosto confuso expliquei. – Não vimos o tempo passar.
Ele riu e nos despedimos cada um foi para sua sala, não nos vimos o resto do dia meus amigos perguntaram por que não fui à aula, mas disse que estava com dor de cabeça e eles não perguntaram mais. Quando voltamos do jantar as meninas ficaram na sala comunal e eu fui direto ao dormitório, pois queria falar com a Molly. Quando olhei em cima da cama tinha um envelope da Molly, abri e dentro tinha um espelho, dois diários de capa preta, um com as minhas iniciais em vermelho e outro sem nada, e um bilhete escrito:
“Lucy, eu achei um feitiço muito legal, que permite que você encante um objeto para se comunicar com outra pessoa instantaneamente. Não é incrível? Então eu testei nos diários e no espelho. Os diários é um para você (obvio né?) e o outro para quem você quiser. O espelho é um meu e outro seu, para me chamar é só dizer: Molly Weasley, o espelho vai esquentar e eu vou saber.”
Resolvi testar o espelho.
– Molly Weasley. – ela logo apareceu no espelho.
– Oi amorzinho! – respondeu animada como sempre
– Abri o envelope, amei os diários e o espelho.
– Imaginei que você fosse gostar, assim quando você precisar falar comigo não vai demorar.
– Bem, chegou não hora certa, pois eu preciso da sua ajuda. – falei ansiosa.
– Com o que?
– Esta sozinha? – ela olhou para os lados e andou um pouco antes de sentar e responder.
– Agora sim, estou no dormitório e ainda coloquei um feitiço de privacidade. O que aconteceu? – ela perguntou preocupada.
– Nada para se preocupar é só uma duvida.
– Manda. – falou aliviada.
– Lembra-se do Aleksander, o garoto no natal? – ela assentiu – então ele é um lobisomem... – contei a confissão no natal, a aula de hoje, meu status, ele me falando sobre a matilha, eu revelando meus status.
– ELE ROSNOU? POR QUÊ? – ela me interrompeu gritando
– Ele disse que o lobo ficou excitado. – falei vermelha e ela riu.
– Continue.
– A voz dele estava rouca e profunda e ele foi chegando mais perto e eu fui andando para trás até sentir uma parede atrás de mim, ele colocou as mãos na parede e os olhos dele estavam vermelhos, ele abaixou o rosto cheirou meu pescoço e deu um rosnado mais forte. – eu esta mais vermelha
– E depois? Ele fez algo que você não gostou?
– Não sei.
– Como assim? – ela estava confusa
– Eu senti e fiz uma coisa, mas não sei se é bom ou ruim.
– Primeiro conta o que você sentiu e depois me fala o que você fez e por que.
– Assim que ele cheirou meu pescoço senti um frio no estômago, meu corpo arrepiou e tremeu todo, minhas pernas ficaram bambas, meu coração acelerou e quando ele rosnou tudo que eu mais queria era beija-lo. – respondi tão vermelha quanto os cabelos da tia Gina.
– Querida acho você estava excitada também. – Respondeu sorrindo – eu me sinto assim quando estou com o Frank. O que mais aconteceu?
– Ele pediu desculpa, disse que o lobo assumiu e perguntou por que eu tinha cheirando como se estivesse sangrando...
– O que você respondeu? – ela perguntou toda curiosa me interrompendo.
– Disse que esta menstruada...
– E o que ele fez?
– Seus olhos ficaram vermelhos...
– E o que você fez?
– Eu ainda estava presa na parede...
– E então?
– Para de me interromper criatura! – falei morrendo de rir da sua ansiedade
– Desculpa, continua. – ela disse, sorrindo.
– Eu segui meus instintos, segurei o rosto dele em minhas mãos e encostei meus lábios nos dele, ele gemeu e me puxou para mais perto, eu deixei que ele guiasse, pois não sei o que fazer. O beijo ficou mais rápido e forte, então ele parou eu achei que fosse se afastar só que ele me abraçou mais apertado e cheirou meu pescoço, ficamos assim até o sinal tocar nos assustando.
– Que belo primeiro beijo, mas relaxa você não fez nada errado e o que você sentiu é bom. – ela estava sorrindo– Mas sugiro que você converse com ele sobre isso de companheira e procure algo na biblioteca. E se não me falha a memoria a 2º etapa era beijar por vontade própria. Tome cuidado! E boa noite.
Depois disso desliguei e fui dormi.
[...]
Já tinha se passado dois meses e o Alek estava me evitando, eu contei o que aconteceu só para a Molly e para o Erik, toda vez que o Alek me ver ele abaixa a cabeça ou desvia o caminho eu sinto um vazio enorme toda vez que ele faz isso. Passei esses meses brincando na floreta com o Loki durante meu tempo livre, pois não queria ver ninguém, estava passando pelos corredores quando escutei:
– Lucy! (itálico: esta falando em inglês)
– Tio Harry?!— falei surpresa e abraçando ele – O que vocês fazem aqui? – perguntei, em inglês quando vi que o Sr. Malfoy, a tia Hermione e o tio Remus, que me abraçou de lado, estavam com ele.
– O Ministro nos chamou e marcou a reunião aqui na escola, mas estamos perdidos. – falou a ultima parte meio envergonhado.
– Vamos! Eu sei onde é.
Levei-os até a entrada da sala do diretor, quando chegamos a frente à parede eu parei e todos ficaram me olhando com um grande ponto de interrogação na testa.
– Lucy, você disse que sabia onde era.— a tia Hermione reclamou.
Na hora que disse isso, um lobo atravessou a parede e eles olharam assustados pegando a varinha. Entrei na frente deles ficando entre os adultos e o lobo e falei:
– Calma!— falei para eles e virando para o lobo continuei desta vez falando em búlgaro – Mika perdoe-me, mas eles querem falar com o diretor.
– O que esta acontecendo aqui? – Perguntou o Sr. Malfoy
– Esse é a Mika o “guarda” da sala do Solveigov. – Falei passando a mão na cabeça da Mika. – Ela avisa ao diretor quando tem alguém querendo vê-lo. Para entrar é só atravessar a parede.
Eles não pareciam muito confiantes então passei na frente, depois que passei, eles logo me acompanharam. Quando olhei para frente estava o Solveigov (diretor) e o ministro, Levi Ericsson, nos olhando.
– O que faz aqui, Lucy? – perguntou o diretor
– Eu vim deixa-los.
– Ok, pode sair agora. – disse me dispensando e assobiando para a Mika ir para junto dele.
Quando sai da sala esparrei na fonte da minha solidão. O Alek me olhou e abriu a boca como se quisesse falar alguma coisa, me afastei e passei direto como se ele não estivesse lá. Ele ficou parado me olhado por um tempo e depois correu atrás de mim.
– Lucy, espera! Lucy! Lucy, para! – gritou atrás de mim.
Eu continuei andando sem prestar atenção nele, até que me senti sendo agarrada e prensada contra a parede. Olhei para ele e seus olhos estavam vermelho sangue e seus dentes caninos estavam tão pontudos quanto às presas de um lobo adulto. Ele abaixo a cabeça para o meu pescoço, senti-o cheirando o local, depois ele lambeu e deu uma mordida forte, senti o sangue escorrer e tudo ficou preto.
{...}
Acordei ouvindo uns ruídos. Quando despertei percebi que os ruídos eram passos e grunhidos e que eu estava em uma cama macia e confortável, sentindo uma leve dor no pescoço virei para onde tinha escutado passos e vi o Alek andando de um lado para o outro passando as mãos no cabelo e resmungando.
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