Notas iniciais
Desculpa a demora

— Então se eu for ômega?

– Você precisa começar a treinar para se torna Luna Suprema. Então qual o seu status?

– Eu sou Ômega e se antes eu estava assustada agora eu estou apavorada. – Falei baixando a cabeça. Levantei quando ouvi um rosnado.

– Desculpe, mas o meu lobo estava um pouco nervoso e agora ele estar meio excitado com a informação. – Eu fiquei boquiaberta e vermelha quando ele falou.

Alek falou isso com uma voz rouca e profunda, ele foi chegando para perto de mim e eu fui andando para trás até sentir a parede atrás de mim, o Alek colocou as mãos na parede me prendendo lá, quando levantei a vista percebi que os olhos dele estavam vermelhos, cor de sangue, ele abaixou o rosto cheirou meu pescoço e deu um rosnado mais forte.

Quando ele cheirou meu pescoço senti algo diferente, que não soube explicar. Senti um frio no estômago, meu corpo arrepiou-se e tremeu todo, minhas pernas ficaram bambas e meu coração acelerou e tudo que eu queria era beija-lo quando ele rosnou. Ele bem rápido levantou a cabeça, olhou para mim (os olhos de volta a cor azul-esverdeado) e falou com um olhar assustado.

– Desculpe Lucy, o lobo assumiu.

– Esta tudo bem. – falei corada e ofegante – Mas porque ele assumiu?

– Não sei, ele não costuma assumir assim. – respondeu pensativo, de repente ele enrijeceu e perguntou.

– Por qual motivo você esta com cheiro de sangue?

Não entendi a pergunta e perguntei confusa:

– Como assim?

– Você esta cheirando com se estivesse sangrando.

Corei quando imaginei o motivo do cheiro, mas fiquei sem saber como responder.

– Bom... eu estou... meio que, sangrando em um lugar.

– Você esta ferida? – ele ficou nervoso

– Não, eu estou hhhmmmmsss. – falei a ultima parte tão baixo que acho que nem deu para entender.

– Desculpe não ouvi a ultima palavra.

– Menstruada, eu estou menstruada. – assim que falei os olhos ficaram vermelhos de novo.

Eu não sabia o que fazer, ele ainda estava me prendendo na parede, seus olhos estava vermelho outra vez e eu comecei a senti algo no meu corpo de novo, mas dessa vez segui o que meu corpo dizia. Então segurei o rosto dele em minhas mãos e encostei meus lábios no dele que gemeu e me puxou para mais perto, como não sabia o que fazer eu deixei que ele guiasse. O beijo ficou mais rápido e forte então parou quando achei que fosse se afastar ele me abraçou mais apertado e cheirou meu pescoço, ficamos assim por um tempo quando sinal toucou e nos assustamos.

– Que horas são? – perguntei baixinho, pois não tinha a menor vontade de falar.

– 16h30min – falou surpreso – Perdemos o almoço e umas duas aulas.

– Eu perdi a aula de feitiços, sorte que o treino de quadribol foi cancelado. – falei rindo e quando vi o rosto confuso expliquei. – Não vimos o tempo passar.

Ele riu e nos despedimos cada um foi para sua sala, não nos vimos o resto do dia meus amigos perguntaram por que não fui à aula, mas disse que estava com dor de cabeça e eles não perguntaram mais. Quando voltamos do jantar as meninas ficaram na sala comunal e eu fui direto ao dormitório, pois queria falar com a Molly. Quando olhei em cima da cama tinha um envelope da Molly, abri e dentro tinha um espelho, dois diários de capa preta, um com as minhas iniciais em vermelho e outro sem nada, e um bilhete escrito:

“Lucy, eu achei um feitiço muito legal, que permite que você encante um objeto para se comunicar com outra pessoa instantaneamente. Não é incrível? Então eu testei nos diários e no espelho. Os diários é um para você (obvio né?) e o outro para quem você quiser. O espelho é um meu e outro seu, para me chamar é só dizer: Molly Weasley, o espelho vai esquentar e eu vou saber.”

Resolvi testar o espelho.

– Molly Weasley. – ela logo apareceu no espelho.

– Oi amorzinho! – respondeu animada como sempre

– Abri o envelope, amei os diários e o espelho.

– Imaginei que você fosse gostar, assim quando você precisar falar comigo não vai demorar.

– Bem, chegou não hora certa, pois eu preciso da sua ajuda. – falei ansiosa.

– Com o que?

– Esta sozinha? – ela olhou para os lados e andou um pouco antes de sentar e responder.

– Agora sim, estou no dormitório e ainda coloquei um feitiço de privacidade. O que aconteceu? – ela perguntou preocupada.

– Nada para se preocupar é só uma duvida.

– Manda. – falou aliviada.

– Lembra-se do Aleksander, o garoto no natal? – ela assentiu – então ele é um lobisomem... – contei a confissão no natal, a aula de hoje, meu status, ele me falando sobre a matilha, eu revelando meus status.

– ELE ROSNOU? POR QUÊ? – ela me interrompeu gritando

– Ele disse que o lobo ficou excitado. – falei vermelha e ela riu.

– Continue.

– A voz dele estava rouca e profunda e ele foi chegando mais perto e eu fui andando para trás até sentir uma parede atrás de mim, ele colocou as mãos na parede e os olhos dele estavam vermelhos, ele abaixou o rosto cheirou meu pescoço e deu um rosnado mais forte. – eu esta mais vermelha

– E depois? Ele fez algo que você não gostou?

– Não sei.

– Como assim? – ela estava confusa

– Eu senti e fiz uma coisa, mas não sei se é bom ou ruim.

– Primeiro conta o que você sentiu e depois me fala o que você fez e por que.

– Assim que ele cheirou meu pescoço senti um frio no estômago, meu corpo arrepiou e tremeu todo, minhas pernas ficaram bambas, meu coração acelerou e quando ele rosnou tudo que eu mais queria era beija-lo. – respondi tão vermelha quanto os cabelos da tia Gina.

– Querida acho você estava excitada também. – Respondeu sorrindo – eu me sinto assim quando estou com o Frank. O que mais aconteceu?

– Ele pediu desculpa, disse que o lobo assumiu e perguntou por que eu tinha cheirando como se estivesse sangrando...

– O que você respondeu? – ela perguntou toda curiosa me interrompendo.

– Disse que esta menstruada...

– E o que ele fez?

– Seus olhos ficaram vermelhos...

– E o que você fez?

– Eu ainda estava presa na parede...

– E então?

– Para de me interromper criatura! – falei morrendo de rir da sua ansiedade

– Desculpa, continua. – ela disse, sorrindo.

– Eu segui meus instintos, segurei o rosto dele em minhas mãos e encostei meus lábios nos dele, ele gemeu e me puxou para mais perto, eu deixei que ele guiasse, pois não sei o que fazer. O beijo ficou mais rápido e forte, então ele parou eu achei que fosse se afastar só que ele me abraçou mais apertado e cheirou meu pescoço, ficamos assim até o sinal tocar nos assustando.

– Que belo primeiro beijo, mas relaxa você não fez nada errado e o que você sentiu é bom. – ela estava sorrindo– Mas sugiro que você converse com ele sobre isso de companheira e procure algo na biblioteca. E se não me falha a memoria a 2º etapa era beijar por vontade própria. Tome cuidado! E boa noite.

Depois disso desliguei e fui dormi.

[...]

Já tinha se passado dois meses e o Alek estava me evitando, eu contei o que aconteceu só para a Molly e para o Erik, toda vez que o Alek me ver ele abaixa a cabeça ou desvia o caminho eu sinto um vazio enorme toda vez que ele faz isso. Passei esses meses brincando na floreta com o Loki durante meu tempo livre, pois não queria ver ninguém, estava passando pelos corredores quando escutei:

– Lucy! (itálico: esta falando em inglês)

– Tio Harry?!— falei surpresa e abraçando ele – O que vocês fazem aqui? – perguntei, em inglês quando vi que o Sr. Malfoy, a tia Hermione e o tio Remus, que me abraçou de lado, estavam com ele.

– O Ministro nos chamou e marcou a reunião aqui na escola, mas estamos perdidos. – falou a ultima parte meio envergonhado.

– Vamos! Eu sei onde é.

Levei-os até a entrada da sala do diretor, quando chegamos a frente à parede eu parei e todos ficaram me olhando com um grande ponto de interrogação na testa.

– Lucy, você disse que sabia onde era.— a tia Hermione reclamou.

Na hora que disse isso, um lobo atravessou a parede e eles olharam assustados pegando a varinha. Entrei na frente deles ficando entre os adultos e o lobo e falei:

– Calma!— falei para eles e virando para o lobo continuei desta vez falando em búlgaro – Mika perdoe-me, mas eles querem falar com o diretor.

– O que esta acontecendo aqui? – Perguntou o Sr. Malfoy

– Esse é a Mika o “guarda” da sala do Solveigov. – Falei passando a mão na cabeça da Mika. – Ela avisa ao diretor quando tem alguém querendo vê-lo. Para entrar é só atravessar a parede.

Eles não pareciam muito confiantes então passei na frente, depois que passei, eles logo me acompanharam. Quando olhei para frente estava o Solveigov (diretor) e o ministro, Levi Ericsson, nos olhando.

– O que faz aqui, Lucy? – perguntou o diretor

– Eu vim deixa-los.

– Ok, pode sair agora. – disse me dispensando e assobiando para a Mika ir para junto dele.

Quando sai da sala esparrei na fonte da minha solidão. O Alek me olhou e abriu a boca como se quisesse falar alguma coisa, me afastei e passei direto como se ele não estivesse lá. Ele ficou parado me olhado por um tempo e depois correu atrás de mim.

– Lucy, espera! Lucy! Lucy, para! – gritou atrás de mim.

Eu continuei andando sem prestar atenção nele, até que me senti sendo agarrada e prensada contra a parede. Olhei para ele e seus olhos estavam vermelho sangue e seus dentes caninos estavam tão pontudos quanto às presas de um lobo adulto. Ele abaixo a cabeça para o meu pescoço, senti-o cheirando o local, depois ele lambeu e deu uma mordida forte, senti o sangue escorrer e tudo ficou preto.

{...}

Acordei ouvindo uns ruídos. Quando despertei percebi que os ruídos eram passos e grunhidos e que eu estava em uma cama macia e confortável, sentindo uma leve dor no pescoço virei para onde tinha escutado passos e vi o Alek andando de um lado para o outro passando as mãos no cabelo e resmungando.

Notas finais
Comentem, por favor.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.