Notas iniciais
Não preciso nem perguntar se demorei pra postar esse né? ):
Mas não me matem rsrs... Estou aqui com mais um novo capítulo, esperando ansiosa pelas novas reviews, e é claro, para agradecer a Ruby Luna Cullen... ela está sendo uma fofa comigo... Fez a Capa da minha Fic, fez Recomendação... Preciso dizer mais? Ele fez tudo. Eu nunca dediquei nenhum capítulo a ninguém... Mas esse é pra você Luna... Obg por tudo. E não se canse de ouvir meus agradecimentos, assim como nunca me cansarei de ler suas palavras, tanto na sua fic, com nas Reviews... Em tudo. Obg mesmo garota!!!
Agora vamos para o Capítulo 16... Que está recheado com o que eu já havia pensado, e com um incentivo de alguém.
Esse alguém escreve uma fic lindíssima, cliquem no link, não se arrependerão:
https://www.fanfiction.com.br/historia/218158/Uma_Mae_Para_o_Meu_Bebe/ageconsent_ok
Tá... não ficou um link, mas acessem... Vão amar, assim como eu (:

A dor tinha uma maior intensidade. Na verdade eram às dores...

Mas eu estava lutando, lutando para viver. E se fosse preciso sentir aquelas dores de volta, deixar a tranquilidade e o aconchego... Eu faria. Eu faria, pois não haveria aconchego nem tranquilidade, sem as pessoas que amava.

Sentia uma forte pressão, mas não ouvia ninguém do outro lado daquela escuridão. Eu não poderia desistir. Eu conseguiria, pois já sentia isso.

Estava chegando ao ponto de desistir de lutar. Mas se deixar de lutar significasse deixar a minha vida, deixar Edward e Isa... Eu não faria isso. Eu não deixaria de lutar, pois eu estava conseguindo...

Eu precisava pelo menos saber que eles ficariam bem, que Isa e Edward ficassem bem, e depois disso – se nem a incessante luta deixasse de sobrepujar a escuridão – eu poderia ir, mas sabendo que tudo ficaria bem, mas se eu estava sendo coerente aquele ponto, pensar em algo que não fosse lutar para viver, mas mesmo assim eu podia ver a diferença: não estava mais no escuro, à dor estava cessando – como se tivessem aplicado morfina e a dor estivesse se esvaindo, me deixando avulsa a ela, e a qualquer tipo de pensamento.

O que houve? Eu estava morrendo? Eu estava enfim na escuridão, onde não havia dor? Não... Eu não podia. Eu não havia conseguido? Eu não tinha lutado?

Mas na verdade a pergunta era: ‘Eu não havia lutado o suficiente?’

A resposta veio...

A luta incessante não estava sendo em vão, eu sabia disso; sabia que voltaria a ver os meus dois amores.

Era como um pesadelo, um pesadelo que me traria a realidade, como acordar... Despertar, de um pesadelo que não queria voltar a viver.


Eu estava confusa no meio de lembranças que eu tentava assimilar a realidade. Tudo estava escuro, mas agora era diferente, diferente porque era uma escuridão que eu sabia que a hora que eu abrisse meus olhos, veria, veria tudo pelo qual eu lutei com toda a minha força, com todo meu amor.

Não havia mais dor, mas só podia ser a morfina. A morfina que me alienava da intensa dor e me levou até onde estou.

Eu sentia a presença; uma presença perceptível, que lá no meu intimo eu sabia quem era, e meu coração também, pois estava acelerado. Eu sabia disso, por causa do monitor cardíaco, que eu só ouvia um barulho lento.

Só agora senti a mão dele na minha, só agora senti uma descarga elétrica percorrer meu corpo, ainda mais intensa do que antes. Como isso podia acontecer? A morfina não era páreo para essas sensações, as sensações que jamais deixariam de existir... Mesmo que eu não existisse.

Eu queria abrir meus olhos, encarar o lindo rosto da pessoa – umas das, que me motivou a lutar –, mas eu não conseguia – eu não conseguia abrir meus olhos, para voltar a ver o amor da minha vida. A isso eu não conseguia lutar contra, a isso a morfina era mais forte, e me xinguei mentalmente.

- Amor? – Ouvi a voz dele, agora diferente do grito carregado com dor; ouvi-lo, era como ter a certeza de que nada havia acontecido, de que eu só tinha mesmo vivido um pesadelo, um pesadelo que eu estava lutando para acordar. – Os médicos disseram que você poderia me ouvir, mas eu... – Ele hesitou, e ali eu soube que aquela não era a primeira vez que ele falava comigo. – Me desculpa, eu sou um tolo, mas a ideia de te perder, era insuportável. – Eu podia notar a dor com que ele falava aquelas palavras. – Olhar para nossa filha pela primeira vez, me fez entender o por que de você querer renunciar a sua... Vida, pois seria por alguém que amamos. E eu não quis entender isso.

Ouvi a respiração dele pesada.

- Volta Bella... Nós precisamos de você.

Como ouvir aquele pedido dele, e não poder atender?

Eu queria abrir os olhos, mas não conseguia.

Era até cômico de dizer, pois eu lutei pela vida, passei de novo pela dor, e agora, só abrir os olhos... Era impossível. Mas eu sabia que abriria aqueles olhos, para voltar a vê-lo, para conhecer a minha pequena Isa... Eu atenderia mais aquele pedido.

- Edward? – Ouvi uma voz feminina, que vinha de algum lugar de onde quer que eu esteja. – Precisa deixá-la descansar.

Era a Doutora Laura.

- Tudo bem. Só quero me despedir.

O quê? Ele disse se despedir? O que ele estava dizendo?

A porta, que eu nem tinha ouvido se abrir, se fechou, e senti ele se aproximar mais de mim. Ouvi sua voz roçando no meu ouvido. Será que não eram perceptíveis os arrepios que se formou com aquele ato, com o aperto da mão dele na minha, quente... ?

- Eu volto meu amor. Só espero que seja para voltar a ver seus olhos abertos. Você não sabe a saudade que estou de vê-los abertos, de ouvir sua voz... – Parecia que ele queria dizer mais, mas ele respirou fundo, e parou. Então ele não iria embora, mas ele se afastaria, e aquilo me preocupava, meu coração estava apertado, contra isso a morfina não era resistente. – Vou ver nossa pequena Isa. Ela tem seus olhos, será como se você estivesse ao nosso lado.

Meus olhos? Eu imaginava Isa, como Edward... Mas meus olhos? Será que aquela umidade que estava sentindo se formar no canto dos meus olhos era perceptível para Edward?

Tive a resposta logo em seguida:

- Você está me ouvindo. – Não era uma pergunta, era uma confirmação. Poderia afirmar que ele sorria ao pronunciar aquelas palavras. – Eu amo você! – Ele sussurrou, ainda roçando os lábios no meu ouvido, e com a mão dele ainda na minha, ele a ergueu, e a beijou.

Queria respondê-lo, mas também descobri que meus lábios não se moviam. Mas tudo bem, se era isso que eu teria que suportar, para depois ter a recompensa de vê-lo, de beijá-lo, de conhecer minha filha, eu aceitaria de bom grado.

Já não sentia a respiração dele próxima ao meu ouvido, agora sentia o aroma do hálito doce dele, próximo a minha boca. Foi um beijo só da parte dele, mas ele sabia que eu o tinha correspondido.

- Estaremos te esperando.

Ele abrangia não só a ele, e aquilo me alegrou ainda mais, me fez perceber que eu não deveria julgá-lo pelo ‘abandono’ – já que eu nunca pensei dessa forma –, que eu não deveria discutir, quando abrisse os olhos e pudesse falar. Eu o amo com toda a minha força – mesmo desgastada –, e seria contra o meu amor, discutir com ele, discutir por ele ter deixado claro que não aceitaria me perder; entendia que seria o mesmo que a morte para ele, pois se fosse ele a morrer, também seria a morte para mim.

E assim ele se afastou. Já não mais sentia sua presença nem sua mão na minha, nem seu halito doce banhando o meu rosto. Aquilo não era um sonho, não era. Talvez eu só não acordasse, porque... Eu estava em coma? Em coma? Mas por quanto tempo?


Espero não ter perdido muito, mas só pelo fato de eu ter as duas pessoas que mais amo na minha vida, já era o suficiente, pois nenhum tempo no mundo seria o suficiente para ser considerado como desperdício, quando os tinha. Quando eu tinha por quem lutar...

Não sabia se o coma era capaz de me fazer perder a noção do tempo, mas não sabia o quanto eu tinha esperado, até voltar a ouvir o som da porta se abrindo. Eu ainda estava naquele estado de não ver nada... E também não sabia se tinha pegado no sono, mas pelo o que eu sabia do coma era um estado inerte, que era considerado um sono, dormir, mas mesmo assim era diferente, pois eu podia ouvir, só não podia responder; eu estava acordada, mas com os olhos fechados.

- Edward, você acha que é uma boa ideia? – Era a voz de Alice. Ao que ela se referia com o que disse?

- Alice. Isa saiu da incubadora ontem. Sei que será bom tanto para ela conhecer a mãe, como sei que será bom para Bella. – Edward respondeu. Ele estava com a nossa filha. Eu queria me mover, fazer algo... Mas não conseguia, aquele coma me prendia aquela cama, me prendia a não poder falar nada.

- Mas você disse que ela chorou ontem...

- Sim. E eu sei que ela vai acordar mais cedo ou mais tarde. – Ele dizia com esperanças.

- E isso acontecerá filho. – Esme falou, dando apoio para ele. Ela também estava ali.

- Tudo dará certo. – Carlisle reforçou o apoio de Esme.

E foi assim que ouvi um chorinho de um bebê. Era um pecado imperdoável não poder vê-la.

- Ela sabe que a mamãe dela está aqui. Está impaciente para... – Edward parou de falar.

Eu também estava impaciente para vê-la...


E foi assim que senti meus olhos formigarem, piscarem. Abrirem.


Eu vi... eu vi os dois amores da minha vida. A minha família.

Era uma visão turva, mas conseguia vê-los, conseguia ver a expressão de surpresa de cada um, e um sorriso se formando, quando se deram conta do que estava acontecendo.

- Bella. – Edward falou me nome tão docemente, como sempre fazia.

Eu tinha atendido o pedido dele, só que talvez, demorado...

Alice saiu do quarto, um pouco atordoada, e sorrindo. Não sabia o por que disso, mas Jasper também foi.

Esme e Carlisle vieram até o meu lado, e ambos seguraram a minha mão, e sorriram ainda mais. Mas eu tive que desviar o olhar, eu tinha que voltar a procurar os orbes de Edward.

- Nós vamos ver se Alice chegou em segurança para avisar a Drª Laura sobre o ocorrido. – Carlisle disse, quebrando o silêncio que havia se formado naquele quarto de hospital.

Então foi pra isso que Alice saiu.

Mas foi ai que a Drª Laura chegou, e logo atrás Alice e Jasper.

Laura veio até mim, e percebi que ela iria me examinar...

- Preciso que todos saiam. – Ela falou.

- Não. – Eu sussurrei, tentando soar coerente, mas acho que saiu mais que um ruído.

Ela estava na frente de Edward e Isa. Eu queria que eles ficassem, eu queria ver Isa.

- Bella. Você ficou em coma durante uma semana, preciso te examinar, saber como você está. Você compreender isso? – Ela perguntava como se eu fosse uma retardada e que eu não entendia.

Só foram uma semana, uma semana que eu perdi para ver minha pequena crescendo, por mais que pouco. Eu estava com medo de que fosse meses, mas nem ver Isa enrolada em um cobertor foi capaz de me tranquilizar disso.

- Nós não vamos se afastar muito amor. – Edward disse, aparecendo do lado da Drª Laura.

Eu concordei com um leve movimento de cabeça, mas com um aperto no coração.

Eles saíram, mas dessa vez meu coração não doeu, pela primeira vez em tempos – desde que tudo aconteceu – senti ele completo.

Notas finais
Tentei fazer ele grande... até postaria a continuação dele, mas achei melhor ficar para o próximo, e talvez ultimo capítulo de Uma Vida, Por Outra Vida.
Só para reforçar... https://www.fanfiction.com.br/historia/218158/Uma_Mae_Para_o_Meu_Bebe/ageconsent_ok