Notas iniciais
Annyong hashimnigga!
Como estão todos?
Essa fanfic veio do nada na minha cabeça e eu como uma pessoa bem impulsiva comecei a escreve-la. Espero realmente que gostem...
Deixem seus comentários ^^

Não vou mentir. A vida em Seul não é tão fácil como muitos pensam. Cheguei aqui há quatro meses, vim com algumas economias que havia conseguido juntar do meu último trabalho no Brasil, mas em menos de um mês já havia gastado praticamente tudo. Então o jeito foi aceitar qualquer trabalho de meio período. Pela manhã entrego leite e jornal, em seguida vou para o restaurante onde ajudo a servir até a hora do almoço, depois corro até um mercadinho que tem ao lado do quarto que aluguei e fico lá até às oito da noite. Hoje por um milagre consegui uma folga no mercadinho, então resolvi dar aquela arrumada na casa e depois se sobrar algum tempo dar uma volta pelo parque.

Já era por volta das seis horas quando terminei a faxina, deitei na minha cama me sentindo exausta. Não sabia que um quarto daquele tamanho poderia ter tantas coisas. Passei a mão pela minha barriga e ri ao ouvir o barulho que vinha da mesma. – Melhor eu matar essa fome antes que ela me mate. – Disse achando graça do meu estômago roncando, me levantei da cama e abri a porta do armário pegando o primeiro ramen que encontrei. Enquanto esperava a água ferver, me peguei fazendo alguns passos de dança. Já fazia tanto tempo que não ensaiava, sentia falta de poder entrar em uma sala de ensaios e ficar por horas com aquele som alto me levando para lugares tão distantes em minha mente. Assim que terminei de fazer meu ramen me sentei no chão próximo à cama e abri o jornal o deixando no chão mesmo. Precisava encontrar um serviço em horário integral, viver daquele jeito não me levaria a lugar nenhum. Circulei alguns anúncios para ligar na manhã seguinte antes de entrar no meu segundo emprego. Pensando nisso resolvi tomar um banho e me preparar para dormir. O dia seguinte seria longo e a senhora Lee Na Na só havia me liberado por que, segundo ela, minhas olheiras estavam assustando os clientes.

[...]

Eu havia marcado dez anúncios que me atraíram naquele jornal, mas de todos eles oito já haviam sido ocupados. Disquei o nono número sentindo certo receio de mais uma vez levar um não na cara. Ouvia o barulho do telefone e me sentia agoniada por demorarem tanto para atenderem.

- Shin Ni Chan, boa tarde, em que posso ajudar? – Uma voz feminina atendeu e respirei aliviada.

- Boa tarde, meu nome é Alexandra, vi o anúncio sobre a vaga de auxiliar geral, queria saber se ela ainda está em aberto. – Disse tentando transparecer calma, mas tenho certeza que não havia funcionado.

- Sim, a vaga está em aberto e temos certa urgência em ocupá-la. Pode comparecer ao nosso escritório ainda hoje? – Sorri com a boa notícia e quase caí da bicicleta que ainda pedalava.

- Só preciso do endereço. – Disse confiante, todo o nervosismo havia ido embora. Parei a bicicleta na mesma hora e logo tomei nota de onde deveria ir. Aquela vaga seria minha, algo me dizia isso.

Não sabia exatamente qual o ambiente que me esperava, então coloquei um vestido preto social e uma sapatilha, deixei meu cabelo bem preso e fiz uma maquiagem leve. Assim que cheguei à frente do prédio senti um friozinho na barriga, era uma mistura de ansiedade, medo e esperança. Respirei fundo antes de me dirigir a recepção, assim que dei meu nome me mandaram para o segundo andar. Falaria com a mesma mulher que havia me atendido. Não foi muito difícil encontrar a Shin Ni Chan, mas para minha surpresa ela era mais nova do que eu esperava. Encontrei uma garota com pouco mais de 20 anos completamente perdida mexendo em alguma papelada. Cheguei de fininho até sua mesa e toquei em seu ombro a tirando de sua concentração.

- Com licença, eu sou a Alexandra, nos falamos por telefone mais cedo.

- Oi, graças a Deus alguém veio atrás da vaga, as pessoas não dão muita importância para a vaga de auxiliar geral e acabam perdendo uma boa oportunidade. – Ela disse sorrindo enquanto acertava alguns papéis. – Bom, preciso saber se tem disponibilidade, precisamos de alguém que possa entrar cedo, por volta das oito da manhã, e que não se importe em sair por volta das oito ou nove horas da noite. O serviço não é difícil, você vai abastecer a geladeira das salas de ensaio, ver se tem toalhas limpas e secas, desligar os aparelhos de som e iluminação antes de ir embora, isso do segundo ao quinto andar. Nas horas livre vai ficar comigo aqui na recepção. Eu te ajudo, prometo que não é difícil. – Olhei para a moça, que me mostrou um contrato de trabalho com o valor que receberia por semana e as horas que teria de trabalhar, os sábados e domingos seriam livres e ainda teria duas horas de almoço por dia.

- Onde eu assino e quando eu começo? – Perguntei sorrindo enquanto a garota a minha frente sentava feliz na cadeira à minha frente.

- Você pode assinar aqui e se puder começar amanhã eu agradeço muito. Ah, não se esqueça de trazer seus documentos, preciso deles para sua ficha.

[...]

Não havia sido fácil a conversa com todos os meus antigos patrões. Alguns até que ficaram bem bravos e gritaram coisas que não fui capaz de entender. Na manhã seguinte acordei realmente animada, sem contar que consegui dormir duas horinhas a mais. Vesti uma calça bailarina preta e uma baby-look branca e por fim coloquei uma sapatilha e deixei meus cabelos soltos e naturais. NiChan havia me dito que deveria ir de forma confortável, pois iria correr boa parte do dia arrumando as coisas na sala. Como combinado, nos encontramos na cozinha que ficava no primeiro andar. Ela já estava animada separando algumas coisas.

- Bom dia.

- Bom dia unnie, espero que esteja animada, algumas bandas voltam hoje para os ensaios do comeback. Traduzindo, o dia vai ser cheio, mas foi como eu te disse, trabalharemos juntas, então tudo vai dar certo.

- Okay, e por onde eu começo? – Perguntei enquanto colocava minha bolsa dentro de um dos armários.

A nossa manhã passou rápida. Começamos enchendo nossos carrinhos de garrafinhas de água, frutas e toalhas limpas. Subimos para o quinto andar e logo começamos a arrumar tudo. Ela me explicou que todas as manhãs antes que qualquer banda chegasse, eu deveria trocar as toalhas e encher as geladeiras de água, sem me esquecer de deixar algumas garrafinhas sem gelo também; as frutas sempre ficavam no mesmo lugar e eu deveria olhar se havia ou não alguma estragada. O trabalho era basicamente correr o dia inteiro deixando as coisas no lugar. Terminamos todos os andares em uma hora e meia. Mas, segundo ela, aquele só era o primeiro turno do dia, enquanto eles iam almoçar eu teria de fazer tudo outra vez.

- Bom Unnie, aqui na recepção a coisa é fácil, basicamente anotamos os recados, respondemos e-mails e falamos em que sala cada um vai ficar, por que sempre tem um integrante perdido que não sabe se deve ir para o ensaio de voz ou de dança. Sem contar quem ainda está treinando, esses são mais perdidos do que tudo. – Ficamos conversando sobre o movimento dali, ela sempre comentava alguma coisa engraçada depois que alguém chegava e era direcionado a sua sala. Conversamos muito no horário do almoço, e logo em seguida saímos correndo para arrumar toda a bagunça que eles fizeram. Às vezes ainda encontrávamos alguns treinando sozinhos, então fazíamos o nosso trabalho o mais rápido possível e saíamos para não atrapalhar ninguém.

- Ni Chan, que horas eles costumam parar os ensaios? – Perguntei enquanto enchia uma das geladeiras do terceiro andar.

- Depende Alle, alguns param no mesmo horário que a gente, por volta das oito, outros ficam até dez, onze horas. – Ela disse enquanto se sentava no sofá ao meu lado e arrumava as frutas na mesinha de centro. – Depende muito de como já está o projeto deles. Por exemplo: A banda nova que vimos ensaiando agora pouco lá no quinto andar. Eles vão debutar logo, então a chefia pega no pé deles, tem dias que eles saem daqui por volta das duas da manhã. E quando são oito horas então todos aqui sorrindo como se tivessem dormido a noite inteira. Em compensação tem outras bandas que já estão bem e fazem os ensaios normais, ou seja, começam lá pelas nove e quando são sete estão se arrumando para ir embora, mas demora até isso acontecer. Sem contar que a vida deles é isso aqui. Geralmente eles vêm no carro da empresa e depois o mesmo carro os deixa em casa, e se desconfiarem que saíram sem autorização recebem alguma penalidade.

- Penalidade? – Perguntei confusa enquanto saímos daquela sala e esperávamos o elevador. Graças ao bom Deus no segundo andar só eram três salas.

- Às vezes ficam na geladeira e perdem a oportunidade de fazer algum trabalho solo. Ou ganham mais horas de treino. Não são liberados para as festas da empresa. Por falar em festas, nós também vamos as festas, viu? E podemos levar um acompanhante. Falando nisso, não te perguntei se tem namorado.

- Solteiríssima. – disse fazendo uma careta engraçada.

- A empresa não vê nada de errado em funcionários namorarem, desde que não atrapalhe no desempenho de nenhum dos dois, então um conselho que te dou: se for namorar algum integrante de banda ou dançarino, não fique com aqueles que ainda estão treinando, nunca dá certo. Escolhe um mais velho na empresa. – Não tive como não rir com o comentário dela. Eu, namorando algum integrante de banda? Algo pouco provável...

[...]

Assim como no primeiro dia havia acordado realmente animada, não demorei muito para chegar até a empresa e perceber certa movimentação, tudo parecia de pernas para o ar. Ni Chan corria de um lado para o outro e já fazia quase uma hora que havia subido até a presidência. Eu tentava inutilmente arrumar as agendas que ficavam por ali, sem contar os recados, telefonemas e informações. Estava perdida em meio aos papéis quando alguém parou em frente a minha mesa. Não levantei minha cabeça tentando entender o que minha dongsaeng havia escrito.

- Annyong hashimnigga, preciso reservar a sala de dança do quinto andar. – Levantei minha cabeça nesse instante ainda perdida com tudo aquilo. Eu queria poder respirar para simplesmente poder dizer que tudo bem, a sala seria reservada. Mas eu realmente não esperava encontrá-lo ali. Acho que minha feição era de medo e susto, pois vi que seu sorriso havia sumido e seu semblante era preocupado.

- Noona, você se sente bem? Ficou pálida de repente.

- Ah, me desculpe, acho que estou com fome. Então, temos todo o horário dessa sala livre e ela já está reservada no nome da banda. — Disse tentando transparecer calma. Ele apenas sorriu e assentindo.

- Obrigado, e por favor, se cuide. — Dizendo isso ele se foi e pude realmente me soltar na cadeira. Não podia acreditar. O que ele fazia ali?

Notas finais
E ai o que acharam? E quem sera que chegou ali?
As apostas estão abertas o/
Mandem para mim quem voces acham que é!
Annyonghi kaseyo!