Uma Viagem Muito Louca
7 Tesouro numa árvore velha e um inimigo das sombras
Notas iniciais
Selena até achou estranha a atitude do amigo, mas a ignorou e seguiu andando. O “casal” foi andando à frente, Stive vinha logo atrás com o braço algemado ao de Betty, atrás vinham os gêmeos de mãos dadas e totalmente sorridentes.
Todos caminhavam calmamente e em silêncio até que a loirinha viu uma borboleta.
– Um unicórnio! – a moça saiu correndo e empurrou os amigos que estavam em sua frente.
Leo caiu com o bumbum no chão e Selena se chocou contra uma árvore que rachou.
– Ai! Toma cuidado animal! – a morena se zangou.
– Vocês se machucaram? – Isaak perguntou.
– Não... – o loiro disse.
– Para a sorte dela. – a roqueira disse num tom de voz ameaçador.
– Calma ae! – Stive tentava fazer aloira voltar.
– O que é isso...? – a garota de cabelos negros olhou dentro do tronco da árvore e viu o reflexo de algo.
– O que você viu?- Filipe se aproximou já curioso.
– Parece um espeto ou sei lá o que.
– Um espeto dentro de uma árvore velha?
– Deixe-me ver o que é isso... – a moça enfiou o braço dentro da rachadura e puxou o objeto que estava dentro da mesma.
– Isso é uma espada. – a espada de prata com uma safira de enfeite estava agora nas mãos da adolescente.
– O que isso estaria fazendo aí?
– Você não deveria estar aqui – Uma voz aparentemente feminina e ao mesmo tempo tenebrosa ecoou ali.
– Quem está aqui?
– Ninguém de importância...
– Mostre-se logo! – a morena se irritou.
– Eu só queria lhes avisar algo...
– Desembucha logo! – Stive disse furioso por Betty não ficar quieta.
– Aqui há somente uma coisa...
– Que seria...? – Filipe perguntou.
– Aqui há somente morte! –a criatura seguiu do galho de uma árvore, era metade humana e metade aranha e deu golpes com suas patas nos jovens.
Leo e Selena bateram numa árvore , os gêmeos caíram no chão e Stive e Betty se chocaram com uma pedra, a loira bateu a cabeça numa pedra e ficou desacordada.
– O que é você? – Leonardo olhou bem para aquilo,
– Eu sou uma Mithopeles Tarântura.
– Mito o que? – a roqueira perguntou.
– Sou uma criatura especial, metade humana, metade aranha.
– Ah! Que legal pra você, mas se não se importar temos que passar.
– Hum... vocês vão passar sim, vão passar direto pelo meu sistema digestivo!
O animal começou a atacar os gêmeos que desviaram, Stive pegou Betty no colo e conseguiu desviar com estranha agilidade, Leo passou por baixo da coisa e Selena golpeou- lhe, mas ao desviar a lâmina só feriu sua bochecha superficialmente.
– Meu rosto! Meu lindo rosto!
– Lindo?
A criatura soltou um urro alto e seu corpo começou a se contorcer.
– Credo... que cheiro ruim é esse? – Betty abriu lentamente seus olhos e corou ao notar que estava no colo de Stive, ao voltar-se para a criatura perguntou- O que é isso?
– Um cadáver. – Selena disse fria.
– Vem cá, você come o que?
– Quer mesmo saber?
– Se não quisesse não teria ne perguntado...
– Eu como carne humana.
– Parece comer estrume caramba! — a loira se abanou- Que fedor.
– Cale-se!
A tarântula tentou golpear a menina, porém sua melhor amiga ficou á sua frente e bloqueou o golpe com sua espada.
– Sai da frente!
– Estou doidinha pra você me tirar.
A coisa se contorceu novamente, seu corpo diminui e suas pernas se tornaram humanas, sua pele e cabelo eram brancos, seus olhos vermelhos, em suas mãos estavam duas adagas Sai.
– Garota impetulante.
– Olha, eu fiz esgrima quando era mais nova... sei como usar uma espada, te darei duas opções: Ou você corre, ou terei que te matar.
– Matar? Tente garotinha!
A coisa, agora mulher, atacou Selena, seus amigos tentaram ir ajuda-la, mas apareceram tarântulas menores em seus caminhos.
– Deixe meus amigos foras disso.
– E se eu não quiser? Não se preocupe, assim que te matar eu os devoro, um a um.
– Essa eu quero só ver...
A tarântula a atacou usando o Sai que estava na mão esquerda, a morena atravessou suas espada entre os espaços da direita e do meio, o que acabou lançando o “garfo” longe, ou melhor, perto do pé de Stive que começou a usa-lo como se fosse algo comum.
A criatura cuspiu uma poça de sangue no chão, ao olhar para o lado, viu uma de suas tarântulas com a cabeça atravessada numa árvore e os gêmeos logo ao lado.
– Malditos!
– Eu vou te dar essa última oportunidade, fuja!
– Agora isso é uma questão de sangue.
– Pois bem, que seja sangue e honra!
Selena avançou em direção á adversária e com uma rapidez que nem ela sabia de onde havia vindo, desviou de seus golpes e cortou lhe fora o braço. O urro de dor da criatura chamou a atenção de todos, Betty ao olhar para aquilo sentiu seu estômago embrulhar e levou a mão a boca.
A tarântula revidou, seu Sai acertou o braço direito da morena, a roqueira ficou com uma expressão muito furiosa e avançou em direção a albina, está tentou lhe acertar, mas era tarde de mais. A lâmina da espada de Selena havia lhe atravessado o peito. As tarântulas menores que estavam ali cairão no chão sem vida e se reduziram a pó.
– Lembre-me de nunca deixar ela brava. – Stive disse.
– Hey, você está ferida. – Leo andou até a garota.
– Sel, temos que arrumar isso, pode funcionar. – Betty disse.
– Tem muitas ervas aqui, podemos levar e fazer um remédio. – Isaak disse.
– Façam isso.
– Vamos sair logo daqui. – Leonardo chamou e os outros os seguiram.
***
Não muito longe dali, duas criaturas encapuzadas olhavam os jovens dentro do caldeirão, uma luz branca veio até um deles e pousou sobre sua mão.
– Amélia está morta, ela falhou em mata-los.
– Você não entendeu ainda?
– Entendi o que?
– Enquanto ainda houver união entre eles, haverá força.
– Hum... entendi. Teremos de separá-los então.
– Isso seria impossível.
– E o que faremos?
– Devemos eliminar aqueles quatro garotos intrometidos.
Continua...
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