Uma Tragédia Grega

1 Uma Tragédia Grega


Notas iniciais
Olá, pessoa!Tudo bem?Espero que sim :D
Após um dia bem trágico, me veio a ideia de fazer uma história sobre ele, pois bem, ai está "Uma Tragédia Grega".
Espero que você goste, e obrigada por estar aqui.
Os deuses gregos agradecem e eu também.
Agora vamos a história. Gente, ela aconteceu mesmo, não exatamente assim, mas aconteceu.
Boa leitura.

Uma tragédia grega

— A tragédia grega foi um dos gêneros teatrais mais encenados durante a Grécia antiga, e dizem ser o gênero teatral mais antigo do mundo. — Passando o ultimo slide, o professor Antônio finaliza a aula observando os alunos com expressões faciais oscilando entre tédio e fascínio, na verdade, a única que olhava com fascínio era Safira, sua melhor aluna. –Até a próxima aula, e estudem para a prova.

Enquanto fechava o computador, Antônio escuta a voz de Safira o chamar. – Professor.

—Sim. – Estava atrasado não poderia ficar conversando com Safira até mais tarde, era sábado e tinha um compromisso com seu esposo.

— Eu comecei a estudar grego. — Com um sorriso gigante no rosto, Safira conta animada ao mestre seu novo projeto, aprender grego. – E eu estou apaixonada.

—Que ótimo Safira, é realmente uma língua fascinante, mas esta aprendendo o novo ou o antigo?

—Os dois. — Andando no alcance de Antônio, Safira tromba em algumas carteiras no caminho. – Não sabia qual escolher, então... Escolhi os dois.

—Olha! — Espantando com a aluna Antônio olha para a mesma que esta ajeitando os óculos e desviando de outra carteira, “sempre estabanada”, pensou consigo. – Outra língua morta que recomendo é o latim, no próximo semestre vou dar outra disciplina para sua turma que é justamente história de Roma.

—Não brinca. – Sorrindo Safira abraça o professor que somente balança a cabeça em sinal de desistência, ela não conhecia o limite entre professor e aluno. — Eu amo o latim, é tão legal saber que nossa língua veio derivada dele.

—Sim, mas essa conversa ficará para semestre que vem. – Afastando-se de Safira, Antônio segue seu caminho pelo corredor.

—Tá bom. Até mais professor. — Despedindo-se do professor Safira caminha até o banheiro.

Estava nervosa hoje, faria uma prova da matéria virtual e não havia estudado nada, se culpou por ficar até tarde na sexta estudando grego e se esqueceu da prova no sábado. “Bom, ainda são 11:00Hrs, posso estudar até 13:30” Pensou consigo enquanto secava as mãos com as folhas de papel do banheiro.

Após terminar de usar o banheiro, Safira desce as escadas saltitante, estava feliz, estudar história era sua maior alegria, não sabia ao certo de onde veio esse fascínio, mas amava.

—CARMELA! – Avistando a amiga grita o nome desta que a olha assustada.

— Eu já te disse e não vou repetir. – Aproximando-se de Safira, Carmela fala baixo. – Eu odeio que me chamem de Carmela, parece nome de gente desastrada.

—Mas você é. – Sorrindo debochada, Safira provoca.

—Eu sei que você sabe, mas o mundo não precisa. Então, senhorita pedra, para de gritar meu nome por ai. – Arrumando a bolsa nos ombros, Carmela anda deixando a amiga para trás.

—Fez muitos croquis hoje?- Correndo para alcançar os passos de Carmela, Safira começa um dialogo.

— Eu sou um desastre nesses desenhos, meu negocio é criar sabe?! É botar a mão na massa, não aguento esse bando de burguês safado desse curso.

—Uai, só você criar, pega uns pano e... — Antes que pudesse concluir sua frase sentiu um forte impacto em sua cabeça.

—NÃO É PANO, SAFIRA. – Irritada e elevando o tom de voz, Carmela reprende a amiga. –Eu desisto de você, eu já cansei de dizer: Não é pano, é tecido, pano é pano de chão.

Algumas pessoas que passavam pelo jardim observavam a provável discursão, mas estavam apressadas demais para prestar atenção no desenrolar.

—Me desculpa, me desculpa. Eu esqueço.

Carmela olha para Safira e suspira “esse curso tá me matando” pensa consigo mesma, ela senta no banco do jardim sendo acompanhada por Safira.

—Ai, Safira. Meu alemão vai embora. – Com a mão direita no peito Carmela lamenta. – Vai pra Alemanha, e vai sem mim.

—Mas, o italiano vai ficar. – Procurando um biscoito dentro da bolsa, Safira consola a amiga.

—Ai aquele safado.

—Isso foi um elogio ou não? – Olhando para Carmela por cima dos óculos, Safira questiona indecisa. — Ele é safado porque ele é safado ou porque ele é safado?

Rindo da amiga e lembrando-se do Italiano, Carmela suspira. — Os dois, Safira, os dois. Ele me deixa louca em todos os sentidos.

—Ai, menina. Tenho prova hoje. – Comendo um biscoito, Safira fala triste, estava com muito medo dessa prova.

—Tu vai arrasar. – Olhando uns vestidos no celular, Carmela pensava em como iria criar a nova coleção para o trabalho final da disciplina “Produção de coleção”.

—Sei não, fiquei até tarde estudando grego.

—Grego?- Sem entender, Carmela olha para a Safira que tenta arrumar o cabelo ruivo e cacheado sem muito sucesso. — Aqui, você não vai pintar esse cabelo não?

—Sim, grego, e não, não vou pintar. Bom, até ter dinheiro não. – Sorrindo sínica, Safira chora por dentro. “Eu só queria ser ruiva, mas além de não nascer ruiva, nasci pobre, nem dinheiro pra tinta 'tô' tendo”.

—Aqui, você vai buscar os produtos quando? – Procurando algo na bolsa, Carmela questiona. – 'Tô' precisando de uma base, um rímel e um Louboutin.

— Louboutin eu não tenho não, mas a base e o rímel eu posso providenciar para a senhorita, vou buscar segunda.

—Ai que ótimo preciso disso pra sábado que vem. Anota a cor da base, da ultima vez você trouxe errado.

—Um erro de percurso que não voltará a acontecer. – Sorriu lembrando-se da ultima vez que comprou uma base mais clara que o tom de pela de Carmela. – Você deveria usar um batom nude.

— Oh, Safira. Eu sou negra, todo batom nude que eu comprei e usei, eu fiquei com boca de defunto. – Irritada com os dinheiros perdidos em tentativas de usar batons nude, Carmela procura no celular uma foto de um sapato replica de louboutin, como Safira sempre diz “bom, bonito e barato”.

—Ficou com cara de defunto, pois não usou os produtos Safira, tem um ótimo, menina, te darei de presente.

— Safira, você não tem dinheiro pra tinta. – Olhando com desdém, Carmela duvida muito desse tal batom “nude ótimo”.

—Safira! – Olhando para frente, Safira avista Luísa acenando com uma mão enquanto a outra segura um drink. – Mulher, corre lá no prédio 30, eles tão dando ACG só pra comprar de mentira.

— Como? – Safira não entende o que Luísa fala.

— Menina, tá dando até comida grátis, é só comprar com o um cheque falso.

—Comida de graça?- Rapidamente Safira pula do banco puxando Carmela. — Vamos lá, Carmela.

—Não me chama de Carmela, é Ca. E vamos rápido.

—Vamos garantir o almoço. Tchau, Luísa. Me espera pra gente pegar o ‘busão’.

Atravessando o jardim da universidade, as duas amigas chegam ao prédio 30. Entram meio perdidas, já que a organização não era uma das melhores.

Logo na entrada, uma moça oferece um talão de cheque feito de folha A4 partida em tiras.

—Olha Safira. Têm de 400, 600, 800 e 1.000 reais. — Olhando o “cheque”, Carmela comenta com Safira que está procurando a tal comida grátis.

—Aonde vamos primeiro? -O lugar estava bem desorganizado, era como uma feira, mas muito bagunçada.

—Não tem comida. Tem umas coxinhas velhas e frias ali na mesa. — Carmela fala desapontada. “Poxa, estava na expectativa de comer alguns salgados.”

—Vamos nesse aqui. – Olhando o primeiro stand, Safira puxa Carmela que segue.

— Olá, moças. – Uma mulher simpática atende as duas e começa a oferecer os produtos. – Temos esse kit caipirinha, esse kit churrasco.

— Uuuh, quero esses.- Safira fala empolgada.

— É uma caixa JBS?- Com os olhos brilhando Carmela se aproxima mais interessada.

—Sim, mas é uma venda simulada. – Sorrindo a moça diz sem se da conta que acabou com a alegria de Carmela.

—Ah.- Com um sorriso falso, Carmela responde. – Pode ser.

Saindo de perto enquanto Safira finaliza as “compras”, Carmela se aproxima de um stand em que drinks estão sendo feitos, bom, o resto deles pelo menos.

—E ai, moça vamos comprar?- Uma moça de cabelos negros e pircieng no nariz diz animada. — Dando mil reais, você adquire dois kits drinks.

Bom, pelo menos o drink é verdadeiro, pensou Carmela. Entregou o “cheque”, enquanto Safira chegava perto.

— É mil reais o drink, Safira.

— Quero. — Meio perdida Safira já responde sem saber o que tá rolando.

— Com mil reais, você concorre a um kit churrasco.

— De verdade? –Safira indaga.

— Sim, o kit é verdadeiro.

— Aqui, moça. – Um rapaz entrega um copo cheio de morangos picados, gelo e um líquido transparente.

— Você pagou, Ca?

—Não, esse é de graça. – A moça do pircieng responde. Carmela já esta tomando o dela.

Safira pega o drink, e junto com Carmela segue para o próximo stand. Stand este que se encontrava sozinho, abandonado e cheio de balas. Um Paraíso sem fiscais.

— Será que pode pegar? – Carmela diz incerta.

— Não sei, não tem ninguém. – Olhando para todos os lados, Safira trava uma luta interna entre pegar a bala e correr ou esperar alguém aparecer. A primeira opção estava ganhando até que surge uma moça muito apressada.

— Pode pegar? – Safira diz quase agarrando o braço da moça que a olha espantada e responde rapidamente.

—Pode, pode. – Assim que as palavras são ditas, Safira e Carmela correm para pegar as balas chita.

—Ui, tem mousse de maracujá – Safira corre para pegar os potinhos que continham o doce. – Ai, Carmela, eu amo maracujá, vou pegar mais. Segura meus trem. – Com as mãos cheias de papeis e o celular, Safira fica sem saber como pegar o doce e deixa tudo sobre a mesa.

— Essa bala é uma delicia.

—Qual?

—Essa de caramelo. – Carmela fala pegando algumas muitas balas e colocando na bolsa.

Imagine agora aquela cena clássica em que pessoas mortas de fome estão assaltando a mesa de guloseimas. Pois bem, essa era a cena.

Safira não sabia onde colocar tantas balas, e no medo de ser reprendida jogou tudo dentro da sacolinha na qual carregava seu biscoito e iogurte. Carmela também colocava dentro de sua bolsa varias balinhas de caramelo “tem gostinho de infância” ela dizia.

A moça volta ao stand e Safira a para novamente.

— Moça, podemos pegar uma caneta? – Havia varias canetas em uma cesta, e Safira não ira perder a oportunidade de pedir uma para ela. E após a moça entregar para as duas, Safira continua. – Pode da o bloquinho também?

O bloquinho não estava à vista, mas os olhos de águia pedinte de Safira não iriam deixar passar um bloquinho daquele, ainda mais quando este era free.

Após concluir a “colheita”, Carmela e Safira seguem para a saída, o quarto stand estava sem ninguém e com os balões jogados no chão, uma bacia de pipocas, mas como Carmela disse “não quero pipoca velha, fria e murcha.”

—Tem a ACG, Carmela. — Lembrando-se deste detalhe, Safira lembra a amiga e ambas seguem para o balcão.

Carmela concentradíssima em sua gelatina não liga para mais nada, segue os passos de Safira que está viajando pensando no mousse de maracujá que vai comer mais tarde.

Então, nesse momento a tragédia grega tem início.

— Ca, estamos fora da fila. – Olhando os rapazes atrás de si, Safira puxa Carmela para o fim da fila, que continua concentradíssima na segunda gelatina.

Enfim chega a vez de ambas.

— Precisa das notas. – O moço com cara de desânimo fala com Safira.

— Precisa?- Sorrindo Safira abre a mochila procurando as notas. Quando efetuaram as compras simuladas, foram entregues notas, para que no fim fosse possível conseguir a ACG. O rapaz faz cara de poucos amigos.

— Você já guardou tudo?- Carmela comenta rindo, largando enfim da gelatina.

— Guardei tudo. – Pegando as duas notas fiscais, Safira entrega ao rapaz preguiçoso com cara de puro tédio ele responde:

— São quatro.

— Uai, mas estava funcionando só dois. – Safira responde, não estava aguentando a cara de derrota do cidadão, “deve ser fome pensou consigo”.

— Mas, para ganhar a ACG precisa de quatro notas.

—Tem problema, Ca?- Safira pergunta a Carmela que responde rapidamente que não.

Sua concentração esta totalmente na gelatina, contudo, desta vez ela não esta em sua boca, mas sim nas notas que deveria entregar ao rapaz preguiçoso.

Naquele momento não disse, mas estava agradecendo aos céus por não ter que entregar, tendo em vista que seria impossível já que estavam banhadas de gelatinas.

Assim, as duas saem do prédio, Safira tentando comer os morangos no meio de tanto gelo. Carmela revoltada, além do drink não ser o que ela esperava, ela esperava álcool, sua gelatina caiu toda no papel e ainda teve a cara feia do moço preguiçoso.

Na saída do prédio Carmela avista sua amiga Carolina.

—Carol, espera.

A garota espera e Carmela e Safira se aproximam.

— Onde vocês estavam? – Olhando para os copos nas mãos de ambas, Carol questiona divertida.

— Estava tendo um negócio ali no prédio 30. Saí no prejuízo, além da minha gelatina ter caído, não deu pra comer torta direito.

Andando a frente, Carmela foi conversando com Carol e só percebeu a falta de Safira quando olhou para trás e a viu brigando com o gelo, estava tentando tirar o morango.

—Está caro o morango, não pode desperdiçar. – Enquanto comia o morango, tentava tirar mais gelo.

—Eu desisti, não sei pra que tanto gelo.

—E nem tem álcool. – Carol completou.

As três seguem rumo à saída, Safira iria ficar para realizar a prova, mas mesmo assim saiu dos portões da universidade, entraria pela entrada principal.

—Tchau, gente. Até segunda, bom fim de semana. – Despediu-se de Carmela e Carol e entrou novamente na Universidade.

Pensando na vida e na prova que não estudou e sim bateu papo, Safira procura pelo celular, ficou tão entretida com o drink, balas e caramelo que nem mexeu no celular, contudo, ao procurar nos bolsos da calça jeans, na bolsa, na mochila e não encontrar o celular, o desespero começou a bater forte.

“Onde estava seu celular?”, A pergunta que percorria sua mente enquanto subia o leve morro da entrada. “Prédio 30”, só poderia estar lá, assim como o Mbappé em suas arrancadas, Safira correu como se sua vida dependesse disso, e de certa forma, dependia. Enquanto corria, pensava em desculpas para falar com sua mãe; “eu fui roubada”, não colaria.

Poxa, não tava tendo dinheiro pra tinta, quem dirá para outro celular. Correndo pelo estacionamento em direção ao prédio 30, a mente de Safira trabalhava a mil, segurando a vontade de chorar. Como explicaria sua mãe? E se alguém tiver pegado? O medo era real.

Chegando ao prédio parou na entrada onde foi atendida pelo moço preguiçoso, avistou um senhor de cabelos grisalhos que julgou ser o professor dos alunos que estavam nos stand.

—Moço, você viu um celular por aqui?- Com a respiração acelerada pela corrida, Safira pergunta esbaforida.

—Celular?- Super calmo o senhor reponde. – Aqui eu não vi não. -Ignorou a presença de Safira e continuou imprimindo seus papeis.

— Obrigada. – Saiu em direção ao stand do paraíso sem fiscais, estava cheio, e ali no cantinho onde havia deixado os papeis, estava o seu bebê, intocável em nome de Jesus.

“Oh Gloria!”- Pensou quase ajoelhando naquele chão sujo.

No momento em que pegava seu celular, avistou uma bandeja cheia de mousse de maracujá, mas as horas no relógio do celular marcavam 13h45min.

“Droga”- Pensou Safira. Não tinha almoçado e estava atrasada para a prova. Teria que chegar ao prédio 43, ir ao banheiro, encher a garrafinha antes das 14h00min.

—Se tem uma coisa que eu aprendi com a faculdade foi “Mesmo não dando tempo, vai ter que dá tempo”.

Com o modo Mbappé ativado, correu como nunca, estava com medo da prova, mas enfrentaria seus medos. Havia quase perdido o celular, não tinha como ficar pior.

É ... Não digam nunca essa frase, tudo pode piorar!

Assim que terminou no banheiro, encheu a garrafinha de água, Safira chegou à sala 305 no terceiro andar, “porque tantas escadas, pai?” se questionava aguardando na fila para apresentar o documento oficial com foto.

Sentou- se na carteira e separou o lápis, a borracha e as canetas, sim, as canetas. Tudo pode acontecer, vai que uma resolve falhar.

Recebeu sua prova e ansiosa com o inicio, Safira resolve comer uma bala chita. Abriu sua bolsa e colocou a mão dentro da sacolinha, sentiu algo melado, gelado e mole.

“O mousse!” – Tirou a mão de dentro da bolsa e esta saiu toda lambrecada de mousse derramado. – “Meus mousses”.

Não sabia o que fazer, “Limpar na calça jeans ou na prova”, sem pensar muito, limpou a mão na calça. Colocou a mão novamente na bolsa, queria comer uma bala para se acalmar.

A prova teve início e logo após uma hora e meia, Safira saiu da sala. Odiava sair assim de uma prova, achava que estava fácil, mas tinha medo, muito medo. “Bom, veremos o resultado”, era o que repetia para si mesmo.

Andando pelo jardim, agora mais calma, Safira observava as nuvens de chuva se formando, “Vai chover”, — pensou consigo.

—Pelo menos eu trouxe o guarda chuva. – Não iria molhar na chuva.

Avistou Luísa sentada no banco do jardim e se aproximou.

—Olá, senhorita. Vamos pra casa?- Chamou a garota baixinha de cabelos escuros e sardinhas no nariz.

—Vamos, acho que vai chover. – Luísa juntou suas coisas e então ambas seguiram o rumo do ponto do ônibus.

Falando sobre assuntos aleatórios, Safira e Luísa pegaram o ônibus. Assim que subiram para o ônibus a chuva que ameaçava cair, desabou. Uma tempestade, com direito a ventania, raios e trovões.

“Ah! O verão”. Ele tinha chegado com todo aquele calor de mais cedo o que só poderia significar uma bela tempestade mais tarde.

Contudo, Safira estava bem, seu guarda chuva estava na bolsa.

Assim que chegou o ponto de Luísa, Safira se preparou para descer, o seu ponto estava próximo.

Abriu sua bolsa e procurou pelo guarda chuva, não encontrou. Tudo bem, provavelmente estaria na mochila, abriu esta e nada.

A chuva lá fora se intensificava e a palpitação no peito de Safira se intensificou também.

“Não é possível, como se não bastasse tudo, também iria se molhar?”

Resolveu aceitar seu destino, colocou a mochila e a bolsa na frente do corpo. Levantou e puxou a cordinha para dar o sinal.

Assim que colocou o pé na rua, correu para debaixo de uma marquise. Esperou um pouco até a chuva diminuir, ali havia outras pessoas com a mesma ideia, essa chuva pegou todas de supressa.

Quando a chuva deu uma trégua, foi seguindo o rumo de casa. Correu para não se molhar tanto. Perca de tempo, um cidadão filho de Deus, passou com o carro em uma poça e molhou Safira toda.

— Mas não é possível. – Olhando para o céu, gritou.

Com o resto de dignidade que tinha, andou até em casa com a cabeça baixa.

Entrou em casa, colocou as coisas no lugar. Tomou um banho e foi limpar a bolsa suja de mousse.

Quando abriu a bolsa, sua pasta estava suja e alguns papéis também, a parte boa foi que somente um dos mousse estava derramado, o outro estava intacto.

As balas estavam todas sujas e meladas, seu biscoito e iogurte também estavam melados. Não teria como lavar as balas, então resolveu comer, comeu todas as oito balas chitas.

Escutou o barulho de chaves, sua mãe tinha chegado.

—Olá, Safi. –Com varias sacolas na mão, a mãe de Safira pergunta estranhando a filha de banho tomado àquela hora e o cabelo molhado. – Como foi o dia?

—Uma tragédia grega.

Notas finais
Olá novamente, se você chegou aqui é porque concluiu essa leitura. E aí ... o que achou ?? Me conta tudo aqui nos comentários. Mais uma vez, obrigada.
Quero mandar um super beijo a Carmela, sim, ela existe, porém não com esse nome, mas vamos deixar em off.
Quero agradecer minha fada madrinha que virou minha capeira oficial.
Quero agradecer ao amor da minha vida que mesmo distante é a dona do meu coração. Te amo, Neji.
Quero agradecer também uma pessoa que me incentivou bastante, e ela sabe que é ela.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!