Uma Simples Noite De Dezembro
1 Não Só Essa Noite
Notas iniciais
Se gostarem, comentem. Se odiarem, comentem também *u*. Kkkkk, é isso. Boa leitura o/
Era dia 13 de Dezembro. Nevava em Tóquio, como ocorria no inverno. Rin ajeitou o sobretudo azul e se encolheu. Droga... Seu pai se esqueceu de buscá-la no aeroporto novamente. Rin pegou um táxi e foi para o centro. Ela não ficaria duas horas no aeroporto. Veria as luzes de Natal.
Len ficou encostado no relógio. Ele não queria voltar para casa e encontrar a bagunça de sempre. Seus pais viviam brigando e eram infelizes. Ele só queria um tempo sozinho.
Colocou as mãos no bolso e viu as pessoas passarem, tranquilas, com suas vidas impecáveis. Len invejou cada uma delas.
Rin pulou do táxi e viu a neve cair. Apertou o sobretudo com mais força. Não andou como tinha planejado. Avistou um relógio e se escorou nele. Estava muito, muito frio. Rin quis voltar para a Europa. Pelo menos, lá ela tinha sua mãe que se lembrava dela.
Parados naquele instante, escorados no mesmo relógio, os loiros olharam os céus e se perguntaram por quê. As estrelas estavam tão distantes, mas os dois poderiam tocá-las. Por canções eles poderiam alcançá-las.
Na música eles não estavam sozinhos.
Rin saiu de perto do relógio e caminhou, dando passos incertos sobre o chão coberto de neve. Len a viu pela primeira vez, tão bonita, delicada, com os cabelos loiros como os seus. Sem saber o porquê, ele quis segui-la. Apenas olhá-la de longe lhe dava felicidade.
Rin percebeu que estava sendo seguida e se virou. Os dois coraram no momento em que seus olhares se cruzaram, porém continuaram se olhando. Sorriram. Compartilhavam de algo além da idade e dos cabelos loiros.
Len começou a cantarolar e Rin acompanhou seus versos. Eles eram um só, cantavam como um. Um coração e uma canção.
O celular de Rin tocou e ela atendeu. Seu pai a esperava ali perto. Ela olhou Len como se pedisse desculpas, pois teria de ir. Ele assentiu.
Quando Rin estava bem longe dali, os dois pensaram a mesma coisa. Apesar de não terem conversado, eles se encontrariam de novo, afinal, as luzes de natal rodeavam Tóquio. E o antigo relógio? Ah... O antigo relógio agora era só dos dois. E eles sentiam que pertenciam um ao outro.
Rin não pode evitar sorrir. Finalmente uma vinda a Tóquio que não a fazia querer voltar para casa. Tudo graças ao garoto misterioso do relógio.
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