Uma Semideusa Qualquer

1 Capítulo 1 - O Início de um pesadelo


Notas iniciais
Tomara que vocês gostem *u* Hu3

P.O.V Maia

Eu morava em uma mansão que fica em um dos lugares mais cobiçados de Nova Orleans e também no lugar mais chato da cidade mais chata do mundo. Minhas únicas companhias eram minha baba Cicília e meu mordomo e motorista Andrew, odiava e ainda odeio que me chamem de mimada, só porque a família Black é uma família muito rica, e minha mãe era a famosa Lays Black atriz e cantora internacional, é infelizmente ela era minha mãe... Bom eu pensava assim até o dia que fiz dez anos... Por que agora estou perdida em uma floresta monstruosa, vejo monstros que nunca pensei que existiam e esse tal acampamento, bem, acho que não existe. Irei começar dês do princípio...

Depois que meu pai nos abandonou minha mãe deixou Cicília cuidando de mim até meus cinco anos, mas assim que fiz sete anos ela me colocou em um internato para jovens ricos que querem um bom futuro, o nome do colégio era C.P.M.F, sinceramente que tipo de colégio se chama assim? E por incrível que pareça as letras não são siglas, quando completei nove anos me expulsaram por causa de uma explosão na sala de música, mas não tinha sido eu, foi um bicho que me atacou e eu apenas me defendi, história longa. Uma semana depois fui a um médico para tirar atestado para a nova escola e descobri que tinha Déficit de atenção com hiperatividade e dislexia, na época não fazia ideia o que era isso, quando minha mãe soube disso ela simplesmente resolveu me colocar em uma escola normal, mesmo sendo uma escola para jovens ricos mimados e com problemas tipo Déficit de atenção ela me colocou em uma escola que eu poderia voltar todo dia com meu mordomo e motorista Andrew e ver minha baba Cicília.

No dia 18 de setembro fiz dez anos, foi o pior dia da minha vida, eu sei o que você deve estar pensando "Ah ela esta exagerando" Não, eu não estou exagerando, bom vou contar tudo o que lembrar....

Eu havia saindo mais cedo do colégio, quando cheguei em casa chamei por Cicília, me recordo com detalhes, minha mãe desceu as escadas rapidamente assim que ouvira minha voz, estava linda como sempre, seus olhos azuis pareciam abatidos e cansados, mas mesmo assim continuava linda, cabelos ondulados e castanhos caídos sobe os ombros, enfim linda. Ela veio até mim e disse:
Lindsay venha comigo — ela disse pegando meu braço e me puxando.

Mãe espere quero com Cicília — disse tentando me solta.

Depois você fala com ela, agora, por favor, venha comigo.

Está bem, mas me solte — No caminho para o quarto de minha mãe vi alguém na sala, mas não era uma pessoa, era algo grande, peludo, musculoso, ignorei, pois achava que teria sido minha imaginação.

Chegando lá minha mãe me apresentou a um homem, alto, magro, branco, com cabelos encaracolados e castanhos como os olhos, tinha uma barbicha rala, usava uma touca cinza, uma casaco preto, uma calça jeans e um All Star preto.

Esse é Brandon, ele ira te levar para o acampamento — disse minha mãe.

Eu não vou para lugar nenhum.

Lindsay, isso não foi uma pergunta, você vai e ponto final.

Por que você quer se livrar de mim?

Minha filha eu não quero me livrar de você... Você tem que ir para lá com ele.

Claro. É só isso que você sabe fazer, se livrar de mim. Sabe, eu não queria ser rica e nem que você fosse minha mãe. Sabe por quê? Porque você é a pior mãe que poderia existir, quando eu precisei da minha mãe você não estava lá. É por isso que eu odeio você. — disse isso com tanta raiva e fui fria como nunca.

Sai correndo em direção a sala, mas assim que cheguei na porta congelei. Cicília estava deitada no sofá, parecia estar dormindo, mas não estava, pois de sua mão pingava gotas de sangue, andei até ela e vi em sua barriga um espinho gigante, seus olhos verdes estavam abertos e dava para ver uma lágrima descendo pelo seu pálido e delicado rosto, fiquei parada do seu lado, em cima da poça que se formara devido ao sangue chorando e esperando que aquilo fosse brincadeira, lembro-me de ter chamado seu nome duas vezes, mas ela não se mexia, foi quando olhei para o chão, vi marcas de pés ensanguentados, mas não era pés humanos, passos eram largos e grandes de mais para uma pessoa, nas portas da sala havia marcas de garras e sangue, segui lentamente as pegadas. Davam até quarto de Andrew, lá dentro ouvi um grito abafado de dor, estava chorando sem para, o medo estava quase me paralisando, coloquei minha pequena mão na maçaneta gelada e a girei abrindo a porta devagar e silenciosamente.

Assim que vi o monstro arrancando os membros de Andrew e se afogando em seu sangue entrei em estado de choque, eu não me mexia só sentia as lágrimas descendo pelo meu rosto, meu suor frio, meus batimentos acelerados, estava apavorada, com muito medo, sabia que tinha que sair dali. Foi quando o monstro olhou para mim ele deu um sorriso os dentes dele estavam manchado de sangue, dentes finos e pontudos, olhar para ele era perturbador, os olhos amarelos cheios de ódio, ele parecia meio leão com uma cauda cheia de espinhos, o monstro começou a vir em minha direção, tentava me mexer, queria sair correndo daquele lugar, mas aqueles olhos não deixavam, ouvi o grito de minha mãe. Esse grito fez o monstro se desconcentrar, então aproveitei e sai correndo em direção a cozinha, ele continuava atrás de mim, mas ele não corria feito louco ou algo parecido, ele simplesmente andava, me seguindo bem devagar, quando cheguei na cozinha peguei o facão que Cicília guardava atrás da estante, ela sempre me disse que se caso eu precisasse era para eu pegar, mas ter muito cuidado, pois era feito de um material que feria somente pessoas especias, que vinham dos deuses, eu nunca entendi o que significava, mas mesmo assim era minha única opção além de morrer... Assim que peguei me virei contra o monstro esperando o seu ataque, o monstro olhou para mim e mostrou novamente aqueles dentes horríveis e então me atacou, pulando sobre mim, mas antes que ele me derrubasse me esquivei pulando sobre a bancada, eu não fazia ideia do que estava fazendo, simplesmente estava seguindo meus instintos, como estava atrás dele, aproveitei e pulei sobre suas costas e antes que percebesse enfiei o facão cravando com toda a minha força, entre as costelas, o monstro urrou de dor, ele se balançou tão forte que me lançou contra a parede, bati muito forte, mas consegui levantar, tonta e cheia de dor, ele caminhava novamente em minha direção, dessa vez eu estava sem arma alguma, o facão havia ficado em suas costas, estava começando a ficar desesperada, subi na bancada ainda chorando e comecei a jogar todas as panelas, talheres, copos e pratos que via pela frente.

LINDSAY! — vi minha mãe e o monstro também.

Ele mostrou os dentes para mim e se virou para minha mãe, eu sabia o que ele pretendia fazer com ela, foi ai que vi o facão cravado em suas costas, pulei sobre ele, pegando o facão forcei e rasgando sua carcaça, ele simplesmente virou pó, cinzas ou sei lá o que era aquilo, depois disso eu cai batendo a cabeça com força no chão, não me lembro muito bem o que aconteceu, eu simplesmente apaguei.

Notas finais
NHAW CONTINUEM LENDO PFFFF ;3 ~bjs da Maia