Notas iniciais
Oláa. Me desculpem a demora. Eu estive muito ocupada esses dias, cheia de provas e etc. Bom, eu demorei um pouquinho nesse capítulo, e realmente espero que esteja bom. Como será o pós-ressaca de Marcus e Cath? Nada normal, eu garanto. E ah, vai ter flashback também. Deixo aqui como sugestão minhas duas one-shots, que eu fiz nesse meio-tempo, pra descansar um pouco. Posso contar com vocês? beeijos

Catherine acordou com uma terrível ressaca. Sua cabeça latejava, e ela sentia uma enorme sede. Assustou-se quando notou uma mão sobre seu abdomem. Era Marcus. Pensou que talvez fosse atoa, e se levantou. Tentou se recordar do que acontera na última noite. Então ela ligou as peças. “Que foi que eu fiz? Fui ter uma crise existencial logo com ele pra ele rir da minha cara depois?” — ela pensou.

Foi tomar um banho e ver se melhorava suas condições. Ficou um tempo lá, secou os cabelos, colocou óculos escuros, e um vestido roxo de mangas compridas e sem decote.

Puxou as cobertas de Marcus, e se virou.

Ela bem que queria ter visto o quão confuso ele estava, mas resistiu à tentação.

Então Marcus percebeu. Finalmente encaixou as peças também.

— Seu tarado! –disse Cath.

— Tarado nada, você bem que gostou. –disse ele brincando meio sonolento.

— Humpf. – Cath bufou.

— Calma Catherine. Nós dois estávamos bêbados, não prestamos atenção nos nossos atos.

— Ok, mas nada entre nós mudou.

— Tirou as palavras da minha boca.

Marcus correu em direção ao banheiro, e Catherine foi pra sacada do quarto, pra tomar um pouco de ar, e ver se a dor de cabeça passava. Sentou-se em uma cadeira lá, e pôs-se a observar a beleza exorbitante de Paris, e o que vivera na noite passada. Lembrou-se de algum tempo atrás...

Seis anos antes

Era 14 de Fevereiro. Cath e Marcus tinham 16 anos e estudavam na Landmark High School, no segundo ano.

Era dia dos namorados. Não era uma data muito adorada por ambos, pois seus últimos relacionamentos, principalmente o de Cath, não deram muito certo. Ela e Marcus tinham 4 períodos juntos naquele dia. Ela havia notado que Marcus a olhava diferente das outras vezes, assim como ela. Mesmo que não tivessem uma boa relação, Cath meio que tinha uma quedinha por Marcus que era fofo e cobiçado pelas garotas, assim como Cath era queridinha entre os garotos, mas nenhum dos dois eram muito populares. Naquele 14 de fevereiro, ambos resolveram se declarar, então Marcus mandou uma flor pra Cath, com o recado: “Me encontre na Starbucks, depois da aula. Beijos: M.G.

Estava na cara que era de Marcus, pois a letra o entregava completamente. Ela ganhou mais 7 cartõezinhos, mas o de Marcus era o mais especial. Assim que acabou a aula, Cath se encaminhou, toda feliz até a Starbucks, que era há duas quadras da escola. Marcus, ao vê-la se aproximar, ficou com medo de se declarar, e do que os outros presentes no recinto pensariam sobre aquilo, e como um estúpido garoto de dezesseis anos, fugiu pela porta dos fundos. Cath entrou e esperou por algum tempo, pensando que talvez Marcus tivera se atrasado ou algo assim. Durante uma hora ela ficou sentada, olhando pro nada, esperando Marcus. Nada dele. Resolveu ligar na casa do mesmo, se passando por Carl, melhor amigo de Marcus, e a mãe dele disse que ele estava em casa há mais de meia hora.

“Idiota” – Cath pensou. Mas amanhã, ela tomaria as providências necessárias.

No dia seguinte, enquanto caminhavam para uma das 3 aulas que eles tinham juntos naquele dia, Catherine o parou.

— Que bonito né Marcus. Brincadeira tem limite, sabia? – disse Cath tentando conter a raiva.

— Do que você está falando, Catherine? –disse Marcus, fingindo desentendimento.

— Me deixaeu refrescar sua memória, então. –disse ela irônicamente. – Ontem, você me mandou um bilhete, pedindo pra eu me encontrar com você na Starbucks depois da aula, e me deixou plantada lá por uma hora.

— Eu? Primeiramente, por que eu mandaria um cartão pra você?

— Não se finja de tonto, Marcus Era sua letra.

— Minha letra? Pára, Catherine, eu só mandaria um cartão pra você por pena, sabe, mas você recebeu oito cartões ontem e...

Cath descontou toda sua raiva, com um tapa na cara de Marcus, que segurou o rosto de tanta dor. Ambos se encararam com ódio no olhar.

— E que isso sirva de lição, pra você não repetir.

Ambos saíram irritados, rumo à aula de biologia, que eles teriam juntos.

Catherine se pegou rindo, daquela situação que a fizera se sentir tão mal no passado. Enquanto lembrava-se daquele momento, onde os dois passaram a se odiar (ou não) profundamente, Marcus apareceu anunciando que iria tomar café-da-manhã.

Catherine foi com ele, e os dois desceram juntos, num elevador, silenciosamente. Descer oito andares nunca pareceu tão demorado. Enquanto estavam lá, Marcus lembrou-se do incidente de seis anos atrás. Sentia-se diferente, meio que como se estivesse em um sonho, do qual ele iria acordar, e perceber que nunca havia feito o que ocorrera na noite passada, com Catherine.

Na verdade, ambos queriam que a noite passada mudasse as coisas entre eles, mas o orgulho era enorme o suficiente para impedi-los.

Após o café da manhã, Cath subiu até o quarto pra pegar seu casaco e uma máquina fotográfica, pois decidira visitar a Torre Eiffel.

Marcus ficou no quarto, assistindo TV durante um tempo, e depois resolveu admirar a beleza da paisagem que pintava Paris, da sacada do quarto. Não demorou a ver Cath com seu trench coat azul marinho sentada na grama que rodeava o monumento, meio pensativa e admirando a torre. Aquilo não poderia mais ser adiado. Marcus pegou seu casaco e foi ao encontro de Catherine.

Ao chegar lá, encarou a surpresa estampada no rosto da colega:

— O que você está fazendo aqui? –ela perguntou.

— Eu poderia dizer “A torre é pública e eu posso vir quando eu quiser”, mas a causa é nobre. Eu vim por você.

— Como assim?

— Isso, Catherine, eu vim por você. Pra fazer o que eu não tive coragem há exatos seis anos atrás.

— E o que seria? – Cath perguntou com um sorriso de canto brincando em seu rosto.

Então Marcus a tomou nos braços e beijou-a, como se o mundo fosse acabar naquele instante. Ela correspondeu, e ali, no meio de curiosos que os fitavam como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo, os dois finalmente liberaram o amor que há tanto tempo estava criando teias de aranha dentro de seus peitos.

Quando o beijo parou, Marcus convidou Cath a sair dali, e ela concordou prontamente. Os dois então saíram correndo de mãos dadas, pra um lugar mais reservado.

Foram até um parque qualquer, que encontraram perto de onde estavam.

— Nós precisamos conversar. –disseram os dois em uníssono, meio ofegantes.

— Ok, você primeiro, Cath.

— Como vai ficar nossa situação agora?

— Eu quero realmente ficar com você. Eu sempre gostei de você, pena que descobri isso meio tarde. E agora eu agradeço por ter acontecido tudo aquilo há seis anos. Nós provavelmente não estaríamos mais juntos.

— Eu concordo. E eu também gosto de você. Mais do que você imagina, Marcus.

— Então... Namorados?

— Por mim tudo ótimo. Ainda temos a chance de estarmos em Paris, a cidade dos apaixonados. Que conspiração, hein?

— Ainda acho que tudo isso foi plano do Sr. Ashton.

— Eu o agradeço, então.

Os dois se beijaram novamente, e foram passear pela cidade, sem rumos. Conversaram bastante, lembraram-se do passado. Foram almoçar em um restaurante legal, andaram de barco no rio Senna, fizeram compras (leia-se: Catherine fez compras), etc.

Chegaram exaustos no hotel, mas não perderam a chance de se amarem de verdade pela primeira vez. Novamente, sem brigas pela divisão da cama. E provavelmente, sem brigas e sustos pela manhã.

Notas finais
Gostaram? REEVIEEEEEWS! Faça uma autora feliz. Você vai ganhar Nyah!cash, pontos de experiência, e quem sabe até mudar de nível. Só benefícios pra vocês. Bom, deixo aqui um desafio: Se eu conseguir 4 reviews nesse capítulo, posto um capítulo extra sexta-feira. beijos