Uma Semana Muda Tudo

9 Capítulo 8 - O fim


Notas iniciais
Bom, enfim o fim. Obrigado à todos que me acompanharam em mais essa jornada. Todos os elementos invisíveis ou não. Obrigado mesmo,de todo coração.
E vou aproveitar pra divulgar minha próxima fanfic, Talismã, cuja sinopse encontra-se em minha página. Espero contar com vocês pra lerem-na. Estreia 8 de outubro. Divulgações à parte, é hora do fim.
Não terá epílogo, simplesmente porque eu achei melhor não ter. (Nada haver com reviews).
Beijos

- Um louco acaba de chegar aqui, dizendo que precisa urgentemente ir até a sala da vice-presidência. –disse nervosamente a recepcionista da Sunshine.

- Ele não parecia armado ou algo assim? –Perguntou a secretária de Sr. Richard Portmann.

- Não, Sheila, ele parecia apenas com pressa.

- Vou tomar nota disso. Pode deixar Angela. Obrigada pela informação.

E então, ele entra meio que correndo no andar da vice-presidência, ofegante. Perguntando por uma tal de Catherine.

- Ela está na sala, Sr.

Catherine sentou-se nervosamente na mesa de Richard Portmann, batendo os dedos na mesa, como que por mania. Ele serviu-lhe um café, e os dois conversaram por alguns instantes. Ele contou à ela quais seriam as funções realizadas e o que ela faria realmente na empresa. Em suma, era praticamente o mesmo o que ela faria na Market, com a diferença de que ocuparia um cargo superior, e o salário seria bem maior também. Richard entregou a ela uma pasta.

- Aqui está o contrato. Pode ler.

Catherine leu o contrato, linha por linha, analisando tudo. Procurou letrinhas miúdas no final, mas não encontrou. O contrato duraria três anos. Ela pegou uma caneta na bolsa, e colocou o contrato na mesa. Richard mostrou-lhe rapidamente onde ela assinaria. Quando ela começava a encostar a caneta no papel, alguém entrou bruscamente na sala, assustando-a. Em choque, ela olhou pra trás, e viu Marcus.

- O que você está fazendo aqui, Marcus.

- Eu vim atrás de você, Catherine.

Sr. Portmann olhava a cena com um pouco de receio. Pigarreou, fazendo a atenção voltar a ele.

- Me dê licença, Sr. Portmann, eu precisarei me retirar por alguns instantes. Desculpe-me por isso, foi um imprevisto.

- Clara Catherine. Esperarei aqui.

Ela saiu com Marcus da sala, completamente irritada, e foram até a próxima quadra, uma vez que Cath não queria que ninguém visse o que quer que acontecesse ali.

- O que você faz aqui, Marcus? Quer estragar isso também? Já não basta ter estragar meu coração? Vai...

Catherine foi surpreendida com um beijo.

- Você pode simplesmente me deixareu falar? Se você mesmo assim não me quiser mais, eu me retiro completamente e deixo você assinar sua merda de contrato em paz. Eu não larguei tudo em NY e fiquei cinco horas num voo pra ir embora sem lutar, Catherine.

Ela apenas assentiu em silêncio, e ele prosseguiu.

- Você sempre soube que ela gostava de mim, Catherine. Sempre. Você acha que se eu gostasse dela mesmo, eu já não teria tido algo com ela?

- E quem garante que não teve?

- Eu garanto. E provavelmente Kate também. Ela te manipulou. Eu sei que foi errado, mas ela tinha um ponto. Ela foi embora, Catherine. Acho melhor você olhar seu e-mail.

Catherine olhou meio desconfiada, mas acessou a internet pelo seu celular. O primeiro e-mail era de Kate, e dizia que ela se mudara pro Japão, pois um amigo arrumou-lhe um emprego lá, uma oferta que ela deveria ter aceitado há muito tempo atrás. Desculpou-se por tudo de mal que ela causara, e disse que se ela quisesse, poderiam se comunicar novamente, pois Cath havia sido sempre uma boa amiga. Disse pra ela perdoar Marcus e para os dois voltarem a ficar juntos, pois tinham sido feitos um pro outro.

Cath soube que não era nenhuma armação, pois ela usou o código super secreto que elas inventaram a um tempo no final. Ficou ali, paralisada. Não sabia se ria, ou se chorava. Marcus gostava dela de verdade. Largou tudo por ela.

Ele percebeu que finalmente ela se dera conta de tudo, e a beijou ali mesmo, um beijo cheio de amor.

- Eu te amo, sua bobinha. Jamais faria isso por alguém que eu não amasse.

- Eu também te amo, seu idiota.

- Volta comigo pra NY?

- Claro. Seremos uma dupla inabalável.

- Com toda certeza.

E novamente se beijaram.

Uma coisa era fazer as pazes. A outra bem diferente é contar pro Sr. Portmann que ela não ficaria na Sunshine.

- Você não pode nos deixar na mão, Catherine.

- Tecnicamente, eu posso, pois não assinei o contrato. Entenda Sr. Portmann, eu tomei a decisão por impulso, pois até o último minuto eu não viria. Aceite minhas mais sinceras desculpas. Eu prometo que irei remunerá-lo de todo o custo da viagem.

- Ok, garota. Eu entendi que seu lugar é na Market. É uma pena que você não possa ficar. Quanto aos custos da viagem, não há com o que se preocupar. Quando quiser um emprego, pode nos procurar no primeiro segundo.

- Sim, senhor. E eu irei.

Eles apertaram as mãos e Catherine partiu. Pegaram o primeiro voo rumo à NY e aterrizaram lá por volta das 8 da noite.

Catherine ligou pro Sr. Ashton, e o mesmo ficou muito feliz quando ela disse que estava de volta à Market.

Marcus e Catherine foram jantar num restaurante qualquer, falando sobre o futuro, e se declarando um pro outro, rindo e fazendo graça. Assim seria a vida deles. Estava marcada pra ser assim.

Ficaram imaginando como seria se eles não tivessem ido à Paris. Talvez estivessem brigando e enganando a si mesmos até hoje. Quando eles se lembravam das farpas que trocavam, dos cafés derrubados propositalmente nas camisas, dos papeis rabiscados, eles riam, riam arduamente, por pensar o quão idiotas ambos eram. Hoje eles estão juntos, felizes, cheios de amor e vitalidade. Jamais poderiam imaginar uma vida diferente daquela, trabalhando na Market, vivendo perto um do outro, brigando e armando confusão às vezes. Pra eles, aquilo podia ser considerado um pedacinho da felicidade.

- Eu te amo idiota. –ela disse segurando o rosto o dele e olhando em seus olhos.

- Eu te amo também, idiota.

Eles riram e se beijaram como se nunca tivessem antes. Vivem cada dia como se fosse ser o último de suas existências. Hoje, depois de três anos de namoro, se casaram, mas ainda não pensam em filhos. Foram ao Festival no ano seguinte ao dessa história e ganharam o prêmio de Melhor vídeo, sendo aplaudidos em pé pela multidão fervorosa.

E assim vivem, até hoje. Afinal, o ódio é um sentimento apaixonado, não é mesmo?

Notas finais
Gostaram, odiaram, amaram?
Reviews pelo menos no último, né cambada?
beijos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!