Uma Semana Muda Tudo
8 Capítulo 7 - Penúltimo capítulo
Notas iniciais
Novamente desculpem-me pelo atraso. Eu decidi terminar a fic, em respeito aos anônimos e aos que já leem, e principalmente por mim, pois odeio começar e não terminar.
Sem mais delongas, curtam o penúltimo capítulo da nossa fic.
Não sei sobre o epílogo. Provavelmente não farei.
Próximo capítulo na semana que vem, ao mais tardar na quinta feira.
Beijos
No dia seguinte, Marcus e Cath foram juntos pra empresa. Estavam animados, pois finalmente deixariam de ser estagiários e assinariam contrato. Cath não falou nada com Marcus sobre a Sunshine, mas decidiu que falaria depois.
Enquanto isso, já preparada, Kate acertava os últimos detalhes do que tinha ido à empresa para fazer. Cath era uma ótima amiga, mas ela simplesmente não podia aceitar que a mesma tivesse Marcus sem o menor esforço, enquanto ela sempre tentou conquistá-lo. Se não fosse por bem, seria por mal, ela decidiu.
Eles chegaram felizes ao prédio da Market. Sentaram-se em seus lugares e ficavam mandando beijinhos durante o expediente. Kate estava de saco cheio. Na hora do almoço, ela saiu pra almoçar com Cath, enquanto Marcus ficava consolando Patrick, que a pedido de Kate fingiu estar muito mal. Quando Cath foi ao banheiro, ela mandou uma mensagem pra Marcus, dizendo pra ele se encontrar com ela em meia-hora na lanchonete perto da Market. Ele confirmou. Assim que as duas terminaram de almoçar, Kate pediu pra Cath que a acompanhasse até a lanchonete, pois ela queria comprar algo lá dentro.
- Cath, você pode ir lá pra mim? Eu estou meio envergonhada, pois saí com o carinha que trabalha lá, e você sabe, eu estou meio envergonhada... –disse Kate.
- Claro claro.
O lugar estava cheio de pessoas, afinal era hora de almoço, e Kate comemorou. Ela podia sentir que aquilo daria certo.
Marcus chegou no horário combinado.
- Eae, Kate. Onde está Cath? –ele perguntou.
- Ela está comprando algo lá na lanchonete. –disse ela.
Ela fingiu estar passando mal, e Marcus, como cavalheiro que era, ajudou-lhe, segurando-a. Ela o puxou para a esquina, e o encostou na parede.
- Você não pode ficar com a Catherine, Marcus. Ela não te merece. Eu te amo.
- Quem diria que você se rebaixaria a esse nível. Olha, Kate, eu amo ela, e nós ficaremos juntos, doa a quem doer.
- Não, Marcus. Eu sempre te amei, eu sempre gostei de você, não me deixa assim...
- Eu já disse que não, Kate. Se recomponha. Eu fingirei que nada disso aconteceu, ok.
Kate olhou de relance para a lanchonete, e viu que aquele era o momento exato. Puxou Marcus pra ela de súbito, e começou a beijá-lo. Ele tentava se esquivar, mas ele estava preso na parede, então não conseguiria se soltar tão facilmente. Nessa mesma hora, Catherine apareceu, e olhou com desprezo a cena que acontecia perto dela. Ela viu Marcus beijando Kate na esquina, e todos estavam olhando.
Sem hesitar, ela largou o que tinha comprado no chão, e saiu tentando conter as lágrimas que involuntariamente surgiam em seu rosto. Correu rumo à empresa. Marcus conseguiu finalmente se livrar de Kate, mas era tarde demais. As coisas que Cath tinha comprado estavam jogadas no chão. Era o fim. Kate havia triunfado.
Já na empresa, Catherine lavou o rosto no banheiro, e arrumou-se novamente. Não queria parecer acabada quando aqueles dois traíras aparecessem lá. Ela jamais suportaria aquilo, vê-los rindo de sua cara enquanto trocavam beijos apaixonados. Ela teria que ir embora da Market, definitivamente. Agradeceu por não ter dito nada para o pessoal da Sunshine. Odiava pensar nas coisas com cabeça quente, mas não teria solução a não ser ir embora. Ela não era tão fria assim.
Sentou-se em sua mesa, e quando Marcus chegou ofegante pela corrida, ele foi correndo falar com ela, mas ela fingiu que nem viu.
- Catherine, eu juro que não foi minha culpa, eu juro, me perdoe.
- Se não foi sua culpa não tenho nada o que perdoar.
- Calma Marcus. O jogo já acabou. Conseguimos o que queríamos desde o princípio. Demos uma lição nela. –disse Kate, com um sorriso triunfante. – Agora você não precisa mais esconder nosso amor, baby.
- Se forem trocar juras de amor verdadeiro, façam isso longe de mim. –disse Cath.
Marcus a olhou com um olhar suplicante, mas ela foi fria. Abriu sua página de e-mail, e prontamente respondeu ao Sr. Portmann. Ela iria para Los Angeles.
Saiu em direção à sala de Sr. Ashton, e sem muitas palavras, pediu demissão. Ele foi relutante, mas ela acabou conseguindo. Ele pode notar a dor nos olhos dela, e a última palavra que ele disse foi:
- Você pode voltar quando quiser Catherine. As portas desta empresa estarão sempre abertas pra você.
-Obrigada, Sr. Ashton. – disse com um sorriso meio forçado e saiu.
Assim que o fim do expediente chegou, ela retirou as coisas de sua sala sem alarde. Amanhã bem cedo ela estaria embarcando para Los Angeles. Ao chegar em casa, deparou-se com Marcus sentado esperando-a. Ela fingiu ignorar-lhe, mas ele a puxou.
- Cath, me perdoe, por favor. Entenda, não foi minha culpa. Ela é uma manipuladora. –disse ele com os olhos vermelhos, provavelmente pelas lágrimas que ele derramara naquele dia.
- Se não foi sua culpa por que você pede perdão? –ela disse friamente. – Pode voltar pros braços do seu amorzinho. Seu teatro não me convence mais.
- Mas...
- Apenas vá Marcus. Depois conversamos.
Ele foi embora, com uma sensação de que não veria mais Catherine. Ele estava certo.
No dia seguinte, Catherine tomou o avião para Los Angeles bem cedo. Pegou apenas alguns pertences pessoais de muita importância. O resto ela pegaria depois, quando tudo estivesse acertado.
Enquanto isso, na Market, Marcus chegou convencido de que conseguiria Catherine de volta, pois havia pensado em várias coisas. Kate o beijou, mas ele friamente não retribuiu. Ficou surpreso ao não encontrar Cath em sua mesa, afinal, ela sempre chegara adiantada, mas hoje nada. Ele não viu nada na mesa dela, e achou ainda mais estranho. Foi quando Sr. Ashton chegou anunciando que Catherine havia ido embora. Marcus entrou em choque naquele momento, murmurando um “Não pode ser” bem baixo, e deixou a sala no mesmo momento. Kate foi atrás dele, começando a sentir um pouco mais a culpa que abatia seu coração naquele momento. Ela foi tão cruel, pisou em cima de todos, e agora, nem sequer um pingo de atenção ela recebera. Marcus fora frio com ela o tempo todo. Ele não a amava, e jamais amaria, principalmente depois de tudo que ela fez. Lágrimas foram brotando em seu rosto, e ela apenas conseguia enxergar-se como um monstro. Ela não podia mais separar os dois, mas ela não podia fazer nada para reconciliá-los, porque talvez Cath não entendesse. Como ficaria o clima na empresa, se por acaso Catherine voltasse, feito as pazes com Marcus? Ela simplesmente não podia suportar. Procurou Marcus, pediu-lhe desculpas, e disse para que ele fosse atrás de Catherine o mais rápido possível. Ela foi à sala de Sr. Ashton, e também se demitiu. “Aconteça o que acontecer, não serei mais uma pedra no caminho”-ela pensou.
Marcus conseguiu arrancar as informações de Sr. Ashton. Soube que Catherine viajara para Los Angeles. Disse ao Sr. Ashton que precisava procurá-lo.
Sr. Ashton, coitado, não tinha a menor noção do que estava acontecendo em sua empresa, apenas que seus melhores funcionários estavam simplesmente indo. “Tomara que voltem” — ele pensou.
O próximo voo para Los Angeles era o voo noturno, mas estava esgotado. Marcus teria que embarcar no voo do dia seguinte. Ele apenas esperou.
Enquanto isso, em Los Angeles, Cath acabara de desembarcar, e se deslumbrava com a paisagem que encobria a tão bonita cidade. Um motorista estava esperando-a, e ela foi conduzida ao Plaza Hotel, onde ficaria provisoriamente. Com certeza queriam impressioná-la, afinal cederam-lhe a Suíte Luxo. Ela tomou um banho e relaxou um pouco. Estava chateada com tudo o que acontecera, mas não se deixaria abater por aquilo. Um dia, a dor passaria. Ela foi conhecer a sede da Sunshine, e ficou surpresa com a beleza daquele lugar. Teve uma reunião com Richard Portmann, e ele dissera-lhe que amanhã mesmo eles assinariam o contrato. Ela passou o dia na empresa pra acompanhar o trabalho. Quando se deitou, não pode deixar de pensar sobre o que Marcus estaria fazendo com a sua ex melhor amiga nesse momento. Será que ela havia se precipitado? Agora era tarde demais. Assim pensou, e caiu no sono.
No dia seguinte bem cedo, Marcus pegou o voo, ansioso pela chegada. Às 5 horas do voo pareceram ter durado uma eternidade. Chegou a LA por volta das dez da manhã, hora em que Cath estava saindo do Hotel, rumo a Sunshine. Por sorte, Marcus conseguiu saber ela estava se mudando para Los Angeles e que trabalharia na Sunshine. Na verdade, ele soube disso um tempo atrás, depois de ter ficado muito curioso sobre ela ficar vendo fotos da empresa no notebook. Pegou o primeiro taxi e foi rumo à Sunshine, com um pingo de esperança de chegar à tempo, e conseguir Catherine de volta. Mas será que ele conseguiria?
Notas finais
REVIIIIIIIIIIIIIIIIIIEWS.
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