Notas iniciais
Nossa gente, sério, me desculpem por não escrever há tanto tempo! Provavelmente muitos de vocês já devem ter parado de acompanhar a minha história, e eu tenho estado tão ocupada que há muito tempo não escrevo! Se você estiver lendo isso, ansioso ou curioso para o capítulo que está a seguir fico realmente muito grata... Beijos Lúh

Andei calmamente até o centro do salão, onde faria meu discurso. Senti que meus olhos brilharam, e um enorme arrepio percorreu minha espinha.

"Boa Tarde, selecionados" falei, percebendo que eu estava mais séria do que pretendia "Quero agradecer a presença de todos vocês na Seleção. Quero que saibam que isso não é uma simples competição como..." no entusiasmo olhei para Peter. Ele mostrou estar tão nervoso quanto eu "um jogo de futebol". Todos eles riram, e eu também. "Façam amigos, divirtam-se. Acreditem, isso é muito mais fácil quando se possui mais 34 garotos na mesma posição que vocês..."

Novamente, todos riram. Queria terminar meu discurso neste ponto, subir correndo para meu quarto e ali ficar: lendo, fazendo as minhas tarefas, estudando estratégias política, tirando fotos... Não podia fazer isso, e quanto mais cedo eu encarasse o fato de que esse era o meu futuro, melhor seria, para todo mundo.

"Agora, como uma forma rápida de nos conhecermos, vamos fazer uma rápida sessão de 'bate papo'" exclamei, fazendo o gesto das aspas com as mãos. Olhei para meu pai, ele ria do gesto que fiz, e sorri. Depois das piadas que fiz, imaginei meu pai me dando uma bela de uma bronca, tipo quando eu era pequena e iríamos para a França: eu deveria ter uns sete ou oito anos. Eu e Peter brincávamos de esconde esconde, quando eu cai da árvore onde eu estava escondida. Meu vestido se rasgou, e minha mãe ficou muito brava. Retomando o assunto, respirei fundo:

"Vocês se sentarão cada um nas trinta e cinco mesas postas ao meu redor" os meninos se esforçaram para conseguir ver as mesas. "Passarei mais ou menos cinco ou dez minutos com cada um, para que assim possamos nos conhecer melhor."

Eles assentiram, e se dirigiram para as mesas. Lá vamos nós.

Meu futuro começava agora.

***

Uns dez meninos se passaram e não tive nenhum grande interesse. Até que me lembrei do próximo menino: Nathan. Sorri para ele como não havia sorrido para nenhum menino. Lembrei de uma foto antiga que meu pai tinha de minha mãe quando esta tinha minha idade. Aparentava ser uma Cinco. E Nathan também.

Ele se levantou graciosamente.

"Alteza" ele fez sua reverência. Fiz uma em resposta.

"Bela reverência, Nathan"

"Lembra-se do meu nome?" ele disse, com seus grandes olhos castanhos, e logo me lembrei do que fiz: ninguém sabia sobre as fotos em minha caixinha. Soltei um sorriso amarelo em resposta, e gaguejei algo:

"Claro que..que sim! Lembro-me do nome dos participantes!"

"Alteza, eu..."

"Anna" eu disse. Não gostava quando alguém mais alto que eu me chamava de alteza. E... Não sei. Sentia que podia falar o que quisesse para Nathan.

"Anna" ele disse, corrigindo-se "Sou um Cinco. Sei ver quando mentem ou não. E... Sinto muito, você está mentindo." ri de sua afirmação e, claramente satisfeito com sua resposta, prosseguiu "Qual é seu hobbie, Anna?"

Sorri diante daquela afirmação. Todos os outros haviam perguntado como era ser princesa, como era ser filha do rei e da rainha, como era a vida no palácio, como eu podia ser tão "normal" e ser uma princesa... Já Nathan..... Nathan era diferente, e senti isso quando vi sua foto, sua ficha, um pedaço de sua vida.

"Fotografia" eu disse "E graças á Deus alguém me perguntou isso!" eu disse, ele ficou envergonhado. Falei perto dele, baixinho "Todos só me perguntam sobre como é ser princesa, e eu sempre respondia que é maravilhoso. Pra você, posso dizer que não é tão legal, assim como posso dizer que meu hobbie é fotografia. Me sinto mais humana... Entende?"

Ele assentiu.

"Uau" Nathan exclamou "Uma princesa que não gosta de ser princesa... Já não vi isso antes?"

Soltei uma gargalhada.

"Talvez. Sabe, você sente muito orgulho de ser um Cinco."

Ah não. Quis pegar as palavras da minha boca. Era como se eu estivesse... Desprezando todas as castas inferiores. Não. Ele tinha entendido exatamente isso. Franziu as sobrancelhas, mexeu na pulseira de couro.

"Não vejo problema em ser um Cinco. Você vê?"

"Não, é claro que não e..."

"Sou igual á você, alteza. Um humano. Só tenho mais obrigações, e... Menos comida. Sou apenas um Cinco. Mas um homem, igual ao seu pai, e aos guardas."

"Entendo, e sinto muito..." ele assentiu. "Então... Menos comida?" ele riu "Concertaremos isso".

Fiz uma reverência e me retirei. Me sentei com Jonathan, Nathan, um de cada vez, conversamos assuntos banais. Depois me sentei com aquele Josh. Sua reverência foi quase perfeita.

"Alteza" quase falei Josh. Mas não podia cometer esse tipo de erro duas vezes.

"Prazer, Josh" eu sorri. Ele era extremamente lindo. Os olhos azuis, os cabelos castanhos claros. Ele devia ter uns 22 anos. Mas, Meu Deus, ele era lindo. E sua voz... Era perfeita. Como o tocar das cordas de um violão.

"Anna" disse, nervosa.

"Conheço. Te perguntaria como é ser princesa, mas já imagino que vários caras já fizeram isso, então apenas lhe pergunto: está nervosa?"

Uau. Eu não esperava aquela pergunta. Olhei para trás. Nenhuma mesa. Ele seria o último. Eu estava exausta. O dia parecia não ter fim. Suspirei

"Imagino que todos nós estamos: nervosos e exaustos"

"Não é necessário uma Seleção para estarmos exaustos."

Assenti em resposta. Aquele menino me entendia, e de certa forma, me sentia tão sofisticada conversando com ele. Como... Conversar com um príncipe.

Conversamos sobre nossas vidas, e ele havia sido capa de cinco revistas! Nossa.

Ao final de tudo, os guardas se retiraram, e tive que eliminar 15 garotos, segundo meus pais, para "meu bem". Claro, não eliminei Jonathan, Peter, Josh ou Nathan. Eles se retiraram e jantei com meus pais. Nem toquei na comida, e minhas pálpebras pesavam como pedras.

Fui até meu quarto descalça. No caminho, ouvi uma voz, e comecei a correr. Um menino, alto, louro, os olhos brilhando como lua, apareceu na minha frente.

"Jonathan? O que aconteceu? Fiquei com medo."

"Não se preocupe!" ele sussurrou, animado como uma criança de sete anos. "Vou lhe mostrar uma coisa. Mas você deve ficar de olhos fechados."

"Jonathan, eu odeio surpresas. Fala, o que quê é?"

"Se odeia surpresas, garanto que essa vai te animar!"

Ele me puxou, e eu fechei os olhos, me deixando ser engolida pela escuridão adentro.

Notas finais
Depois de muito tempo, estou meio enferrujada. Mas vou melhorar! Juro. Obrigada por ler!! Lúh
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.