Notas iniciais
Boa noite, caros leitores! Como vocês estão? Espero que esteja tudo indo bem com vocês. Cá estou eu para publicar o capítulo final de "Uma Segunda Chance Para O Amor"! Foi uma longa, mas adorável jornada até aqui. Sou grato de coração a todos os que acompanharam a história até aqui e por todos aqueles que ainda darão uma chance a essa história. Sem mais enrolações, boa leitura à todos!

As ruas do centro comercial da Aldeia da Folha estavam agitadas, havia um número considerável de pessoas passando de loja em loja pelos comércios da Aldeia. Mas embora o fluxo de gente fosse alto, havia praticamente nenhum movimento próximo a entrada da porta da Loja de Flores da Família Yamanaka, que mesmo com uma plaquinha escrito “Aberto” pregado na parte de vidro da porta de entrada, parecia não atrair nenhum cliente.

No interior da loja, Ino estava sobre o balcão da registradora e terminava de preparar os arranjos de alguns buques, envolvendo os arranjos de flores com pequenos barbantes para firmá-los, antes de embrulhá-los com um tecido plástico estampado e completá-los amarrando-os com fitas de cetim coloridas combinando com as flores. E enquanto ela realizava sua tarefa, Sakura, que também estava presente no lugar, usava um borrifador de água spray para irrigar as plantas pelo local. Porém, ela estava completamente desinteressada da tarefa, pois além de uma expressão completamente arrasada e olheiras nada discretas em torno dos seus olhos, seus gestos e movimentos eram muito mecânicos, o que foi percebido por Ino, que a observada discreta e atentamente. Percebendo que sua amiga estava imersa em pensamentos profundos e longínquos, Ino decidiu partir para o confronto direto.

Assim que terminou de preparar seus arranjos de buques, Ino começou a guardá-los nas prateleiras para deixá-los expostos e assim que terminou o último, se aproximou de Sakura calmamente, tocando-a no ombro para chamar sua atenção, o que acabou por assustar a jovem de cabelos rosados distraída em seus pensamentos.

— Sakura, tá tudo bem com você? — Ino expressou uma preocupação sincera ao falar, mas manteve um semblante sereno ao olhar para ela.

Ao ouvir isso, Sakura encarou Ino diretamente nos olhos. O estremecer tristonho de seus olhos esverdeados foi captado pelo olhar atento de sua amiga, e a tristeza no semblante de Sakura pareceu aumentar. E, para a surpresa de Ino, Sakura se jogou em seu colo, abraçando-a de surpresa enquanto começou a desabar em um choro desenfreado. Mesmo pega de surpresa momentaneamente, Ino não reagiu, apenas correspondeu ao abraço de Sakura enquanto a acariciava no alto da cabeça ao passar a mão em seus cabelos.

— Sakura, por que está chorando? — continuou a garota loira, agora mais preocupada.

— Ah, Ino, é tudo minha culpa — balbuciou a jovem de cabelos rosados.

— O quê? O que aconteceu? — Ino ainda se sentia desorientada por não entender as razões pelas quais Sakura estava daquele jeito.

— Eu estraguei tudo.

— Sakura, se acalma!

Com isso, Ino foi afastando Sakura calmamente de si, mas mantinha-se segurando-a com as mãos nos ombros dela. Ela a encarou com paciência e sorriu serenamente para a jovem, esperando que Sakura fosse se acalmando aos poucos enquanto ela tentava parar de chorar.

— Desculpa, eu... — respondeu Sakura enquanto usava os braços para enxugar as lágrimas do rosto.

— Relaxa, tá? Tudo bem. Sente-se aqui!

Segurando Sakura pelos ombros, Ino foi conduzindo sua amiga até alguns bancos ali na loja, enquanto a ajudava a se sentar gentilmente.

— Fique aqui e procure se acalmar. Eu vou preparar um chá para nós enquanto isso.

— Tá bom — respondeu Sakura enquanto Ino se afastava.

Após alguns segundos enquanto permanecia sentada em um dos banquinhos do interior da loja, Sakura foi se acalmando aos poucos enquanto suas lágrimas cessavam. E enquanto ela buscava se manter calma, Ino havia ido para uma cozinha no interior da loja e tratou de preparar um chá o mais breve possível. Para sua sorte, havia um pequeno pacote de chá de camomila no armário e assim que ferveu a água em um pequeno bule, pegou o pacote com os saquinhos de chá, duas canecas e o bule com a água fervente, e correu para voltar para Sakura.

Improvisando com uma bandeja de madeira e os banquinhos na loja, Ino colocou o bule e as canecas entre ela e Sakura e procurou se sentar também. Preparou as canecas, colocando os saquinhos de chá e despejando a água fervente. Ela pegou as canecas pelas asas e, com um movimento circular do pulso, foi girando a água dentro delas para terminar de diluir o chá, antes de entregar uma das canecas para Sakura.

— Aqui, beba isso!

— Obrigada! — respondeu Sakura enquanto pegava a caneca e começava a soprar o líquido antes de beber.

— Agora, me conte o que aconteceu.

— Está bem.

Enquanto bebiam o chá, Sakura se acalmou ainda mais, aos poucos, e começou a relatar a Ino tudo o que havia acontecido desde que Naruto havia voltado para a Aldeia. Ino a ouvia atentamente e não disse uma única palavra enquanto esperava sua amiga terminar de contar tudo.

— E foi isso o que aconteceu. O Naruto ia me beijar, mas, na hora, eu acabei me lembrando do Sasuke e não consegui fazer isso.

— Caramba, quanta coisa — respondeu a jovem loira, mas tentou manter um tom neutro para não deixar a outra jovem mais nervosa.

— E quando eu afastei o Naruto, ele ficou tão triste que saiu correndo. O rosto dele... Acho que ele sempre vai ficar chateado comigo por conta disso. — E, mais uma vez, Sakura se entregou a tristeza e ao desespero ao voltar a desabar em prantos.

— Não diga isso, Sakura. Ele mesmo não disse que pensou em você todo esse tempo em que ele esteve fora? Os sentimentos que ele tem por você não vão desaparecer assim do nada.

— Mas do que vai adiantar tudo isso se eu fiz parecer que não consigo gostar de ninguém além do Sasuke? Ele acha que eu sou incapaz de amar outra pessoa além...

— Mas você é? — abordou Ino de um jeito um tanto rude, o que acabou por deixar Sakura espantada, que a encarou. — Sakura, deixa eu te perguntar uma coisa. Você realmente amou o Sasuke tanto assim? Ou isso só foi fruto da sua cabeça?

— Eu...

— Pense bem antes de responder.

— Eu... Quero dizer... Eu acho que não.

— E como você sabe disso? — continuou Ino com a voz cortante.

— Eu não sei, mas eu sinto. Eu sinto que no fundo, isso nunca foi amor, pelo menos não amor de verdade.

— Sabe, Sakura, eu acho que você e eu fomos duas tolas da puberdade. O que a gente sentia era só uma atração estúpida por um garoto bonito, mas e daí? Eu acho que para você só foi pior porque você acabou na mesma equipe que ele e se envolveu um pouco mais além da conta.

— Talvez. Pode ser. — Havia uma certa incerteza nos olhos dela ao responder.

— Mas se você sabe tudo isso, então, por que ainda deixa esse cretino estragar a sua vida? — Havia um certo tom agressivo na voz de Ino, o que captou a atenção de Sakura, fazendo-a encará-la. Mas, estranhamente, a jovem loira mantinha um semblante calmo e sereno. — Olha só para você! Tem um cara que arriscou a vida várias vezes só por você, e que foi capaz de viajar para sabe-se-lá-onde só para ficar mais forte e cumprir uma promessa a você. Um cara que afirma realmente gostar de você e que estava disposto a trazer outro cara para cá que ele pensava que você gostava, tudo isso só para te ver feliz. Um outro cara que, claramente, nunca sequer ligou para você. Tem certeza mesmo de que você não gosta do Naruto nem um pouco depois de tudo isso que ele já fez por você?

Diante dessa pergunta, Sakura encarou o chão, olhando fixamente para ele enquanto permanecia pensativa nas palavras que acabara de ouvir. Enquanto Sakura se mantinha reflexiva, Ino se levantou calmamente, colocando a caneca de chá em suas mãos na bandeja improvisada sobre o banquinho. Ela andou até o balcão da registradora e apanhou ali um pequeno vaso com flores brancas. O perfume dessas flores era doce, forte e agradável, e Sakura havia sentido o cheiro delas muito antes de Ino voltar para se sentar ao seu lado.

— Que flores são essas, Ino? — questionou curiosa.

— É uma flor silvestre muito rara e difícil de ser cultivada também. O meu pai conseguiu algumas mudas para cultivar e me trouxe. Sabe de uma coisa, na primeira vez que eu tentei cultivar essas flores, eu tentei fazer isso de qualquer jeito, mas a muda não pegou e acabou morrendo. Eu tentei mais duas vezes, mas as outras mudas também não vingaram. Até que o meu pai descobriu que o motivo delas não brotarem era porque esse tipo de flor só germina em locais específicos, em um tipo de solo único. O meu pai conseguiu uma amostra de terra de que a gente precisava e a gente conseguiu fazer as flores brotarem e criar raízes.

— Que coisa boa, Ino.

— É, eu sei, mas sabe, cultivar essas flores foi uma experiência incrível para minha vida.

— Por quê? — indagou a jovem de cabelos rosados.

— Porque eu aprendi que não importa o quanto a gente insiste, se o solo está infértil para a planta, ela nunca irá brotar e crescer. E eu acho que o mesmo se vale para o amor. Não adianta insistir em um amor com alguém que não valoriza os seus sentimentos, porque da mesma forma que a planta, esse amor vai morrer. Foi por isso que eu resolvi mudar e abrir meu coração. Foi assim que eu aprendi a dar valor no Chouji e encontrei alguém com o qual o meu amor pôde finalmente germinar.

— Nossa, Ino, que coisa bonita essa que você falou. — Sakura havia se emocionado um pouco com as palavras dela.

— Agora, pare e pense no que está fazendo. Por que ainda se prender ao Sasuke, um cara que nunca ligou para você, ao invés do Naruto, que está disposto a dar valor no seu amor?

Sakura baixou o olhar novamente, agora encarando a caneca com chá agora já quase frio em suas mãos. Enquanto ela permanecia dessa forma, Ino se levantou rapidamente para guardar o vaso com sua flor silvestre de volta em seu lugar. Enquanto olhava para o líquido meio amarelado no interior de sua caneca branca, a mente de Sakura foi vagando cada vez mais em suas memórias, até que os acontecimentos da noite anterior dominaram sua mente.

Sakura se lembrou de quando estava sentada ao lado de Naruto nos bancos da bancada do restaurante Ichiraku, enquanto conversavam ao esperarem o lámen ficar pronto.

— Sakura... Eu prometo a você que não vou mais sair do seu lado, que não vou mais te deixar. Eu também vou me esforçar para cumprir aquela outra promessa que fiz a você. Eu juro. Eu te dou a minha palavra. E você sabe que eu nunca volto atrás com a minha palavra.

— Eu sei, mas... — Ela havia sorrido ao falar, um sorriso tímido.

— Mas?!... — indagou ele.

— Eu não ligo mais quanto aquela outra promessa, desde que cumpra somente essa que está me fazendo agora. A de nunca mais me deixar.

— Você tem certeza disso?

— Tenho.

— Então, está bem. De agora em diante, minha promessa a você é essa, eu nunca mais vou te deixar. — E sorriu para ela ao falar.

E após remoer essa memória, a mente de Sakura retornou brevemente ao presente, mas ela ainda se mantinha com o olhar fixo no chá dentro da caneca e, novamente, outra lembrança a tomou...

Agora, Sakura se lembrou do momento em que, após saírem do restaurante, Naruto havia a abordado no meio da rua deserta, encarando-a enquanto mantinha suas mãos sobre seus ombros. O rosto dele mostrava o quanto ele lutava para criar coragem para falar, enquanto ela se mantinha estática diante dele.

— Sakura, durante todo esse tempo, tudo o que me fez aguentar a pressão do treinamento, a saudade de casa e dos amigos foi... Foi você. Eu... Eu sempre gostei de você, Sakura, mas você nunca notou isso ou sequer me deu moral.

— Na-Naruto, eu...

— Tudo o que eu queria era ficar mais forte para trazer o Sasuke de volta porque... Porque... Porque mesmo sabendo que você não gostava de mim, se ter o Sasuke aqui de volta fosse te deixar feliz, mesmo que isso me deixasse triste, eu iria me alegrar por saber que você ficaria feliz...

E enquanto ele falava, ela se mantinha paralisada.

— Mas acontece que, mesmo depois de todo esse tempo, eu não consegui te esquecer, Sakura. Eu continuei gostando de você com todo o meu coração e, depois de tudo o que aconteceu... Quando ele foi embora, eu até achei que eu poderia ter uma chance com você, mas você ficou tão deprimida que eu só queria te ver feliz outra vez...

— Na-Naruto, eu...

— Só que não dá mais para segurar, Sakura. Eu gosto demais de você. E eu preciso saber, Sakura, se você gosta de mim, nem que seja só um pouco, porque se você disser que sim, se admitir que eu tenho uma chance, mesmo que pequena de te merecer, eu quero lutar por você, Sakura, porque eu te amo.

Agora, com sua mente de volta ao presente, as mãos de Sakura passaram a segurar a caneca com mais força, enquanto o seu semblante tristonho foi desaparecendo, ao mesmo tempo em que a clareza se espalhava por seu rosto e os seus olhos passavam a emanar uma confiança inabalável. Bruscamente, Sakura se ergueu de seu assento, enquanto erguia o punho livre na altura do peito e o cerrava com força. Largando a caneca na bandeja, ela olhou para Ino com uma feição revigorada, enquanto Ino sorria ao ver sua amiga recuperando a vontade de viver.

— Quer saber, Ino, você tem razão. Para que perder tempo remoendo sentimentos pífios por alguém tão babaca quando tem um homem de verdade louco por mim.

— É assim que se fala. E o que você vai fazer agora?

— Eu vou atrás dele. Não vou deixar ele me escapar.

— É isso aí, garota. Então, vá! — respondeu ela enquanto ergueu a mão ao apontar para a porta.

— Certo! — confirmou ela com um aceno de cabeça.

E com passos determinados, Sakura se despachou para a saída da loja.

Agora, correndo eufórica pelas ruas da Aldeia da Folha, Sakura se movia motivada por sua confiança e determinação. Mesmo causando um alvoroço pelos pedestres que transitavam pelas ruas, Sakura não se deixou ser atrapalhada e desviou de todos que estavam em seu caminhou. Ela corria eufórica, ansiosa, mas seus pés não pararam por nada até que ela conseguiu avistar o pequeno prédio onde a casa dele estava. Correndo até o andar da casa de Naruto, ela ergueu o punho para bater na porta enquanto recuperava o fôlego.

No interior de sua casa, na cozinha, Naruto preparava seu café da manhã: uma tigela de cereal com leite e duas fatias de pão integral. Ele já havia terminado de ajeitar tudo e estava prestes a se sentar para comer, porém, com o ressoar das batidas na porta, ele deixou tudo sobre a mesa para atender a porta e, para seu espanto, a imagem de Sakura com as mãos apoiadas sobre os joelhos enquanto recuperava o fôlego o deixou boquiaberto.

— Sakura?! O que você está fazendo aqui? — A reação espantada de Naruto foi tão engraçada que arrancou um singelo sorriso dela.

— Naruto, eu...

No entanto, estranhamente, Sakura se calou de repente. Ela olhou para Naruto fixamente e percebendo que as palavras só estavam a atrasando, cerrou os punhos com força enquanto deixou a coragem tomar todo o seu corpo. Em um movimento impensável, ela se atirou sobre o colo de Naruto que, por um reflexo, a apanhou em seu salto e a envolveu com seus braços.

Com suas mãos, Sakura segurou os lados do rosto dele e, se apoiando na ponta dos pés, se ergueu e aproximou os lábios a boca de Naruto, dando-lhe um beijo terno que, para sua felicidade, foi correspondido quando Naruto se rendeu a ele. Porém, mesmo com o beijo se estendendo por um longo tempo, não demorou até que Naruto se desse conta do que haviam feito e a afastou gentilmente, desvencilhando-a de seus braços.

— Mas o que foi isso? — Embora ele tivesse se entregado ao beijo, Naruto estava claramente confuso.

— Ora, foi um beijo. — Sakura mexeu os ombros rapidamente para cima e para baixo, em um movimento sutil que representava indiferença ou algo nada demais, o famoso “deu de ombros”, o que apenas aumentou a confusão que Naruto sentia.

— Eu sei que foi “um beijo”. — Ele imitou o movimento de ombros dela ao falar. — Eu quero saber o porquê de você ter me beijado.

— Posso entrar, pelo menos? — falou enquanto apontava para si mesma, fazendo Naruto perceber que eles ainda estavam parados à porta.

— Claro — respondeu enquanto oferecia espaço para que ela passasse.

Assim que ela cruzou a porta e adentrou ao interior da casa, Naruto fechou a porta em seguida. Sakura foi até a cozinha, seguida por ele, mas ela se virou para encará-lo e os dois se mantiveram de pé, um de frente para o outro.

— Então, por que você veio, Sakura?

[Trilha Sonora: “I Guess I Loved You”, de Lara Fabian]

— Naruto, eu sempre gostei do Sasuke desde pequena, assim como outras garotas. Você e muitos outros sabem disso. Quando nós três fomos escolhidos como o Time 7, eu achei... Eu achei que teria alguma chance com o Sasuke, mas acontece que isso nunca ia acontecer. Eu me iludi. A obsessão dele por aquela vingança tinha deixado ele cego e... Acho que eu acabei me tornando igual a ele.

— Sakura, eu... Eu entendo. Eu acho que entendo. — Ele pareceu triste ao responder.

— Mas eu fiquei mais cega que ele, porque enquanto ele sempre deixava claro o quão doentio era o tipo de pessoa que ele era, eu ainda insistia nisso. Eu me fechei e não vi que, diante de mim, tinha uma pessoa maravilhosa. E essa pessoa, sim, é quem me notava, me dava valor.

— Do que você está falando, Sakura? — indagou Naruto curioso, mas, levemente, a alegria parecia retornar dentro dele.

— Eu estou falando de você, Naruto. Você sempre cuidou de mim, sempre se preocupou comigo, e até quando o Sasuke nos deixou, você tentou trazê-lo de volta inúmeras vezes só por pensar que isso ia me deixar feliz. E eu nunca te dei o devido valor por isso.

— Mas você nunca precisou, Sakura. Eu sempre fiz tudo isso de coração por você.

— Eu sei. Você sempre me deu o seu coração. — Ela sorriu ao falar, um sorriso verdadeiro, singelo e bem largo. — Na minha cara. E eu sempre desprezei isso.

— Não se preocupe, Sakura. Eu sempre entendi que você gosta do Sasuke.

— Gostava. — A palavra dita por ela levantou o ânimo dele. — Porque agora eu percebi que, na verdade, ele é quem nunca mereceu nada, nem de você e nem de mim. Mas você não, Naruto. Você sempre mereceu tudo. E agora, eu é que estou disposta a te dar o meu coração... Se você ainda me desejar.

— Sakura... — Os olhos de Naruto marejaram quando lágrimas de alegria começaram a surgir em seu rosto, quando as palavras que Sakura havia dito o abalaram completamente.

— Eu sei que ainda é muito cedo para dizer isso, mas eu estou disposta a tentar, disposta a fazer isso dar certo, porque no fundo, Naruto, eu acho que... Eu te amo!

— Sakura, eu... — Naruto começou a soluçar quando seu choro de alegria o havia tomado. — Eu nem sei o que dizer. — Ele tentava enxugar as lágrimas com o braço.

— Não diga nada. Só me beije, Naruto. Me beije, por favor!

— Eu estou tão feliz! — balbuciou ele, a alegria visível em sua voz.

E, calmamente, Naruto se aproximou de Sakura enquanto erguia as mãos delicadamente para segurar os lados do rosto dela. Aos poucos, ele inclinou o rosto e, então, depositou seus lábios aos dela em um beijo ardente, terno e apaixonado, que Sakura não hesitou em corresponder, enquanto envolvia o pescoço dele com seus braços e alisava as raízes de seus cabelos loiros com os dedos.

O beijo que Naruto dera nela foi longo e ele apenas o interrompeu quando o ar se tornou necessário. Mas mesmo cessando o toque dos lábios, ele manteve os narizes de ambos se roçando, ainda segurando o rosto dela com as mãos enquanto mantinha seus olhos azuis fixos nos olhos esverdeados dela; ambos os olhares brilhando diante das emoções que sentiam.

— Eu te amo, Sakura! Eu sempre te amei.

— Eu te amo, Naruto! E eu quero te amar ainda mais. Eu sou toda sua a partir de hoje.

— Sakura!

E com uma alegria ainda maior, Naruto voltou a beijá-la enquanto deslizou as mãos para baixo, posicionando uma das mãos na altura dos ombros dela, passando o braço em torno do pescoço dela, enquanto a outra foi ainda mais baixo até ficar atrás dos joelhos. Interrompendo o beijo, Naruto fez um enorme esforço e, com os braços fortes, ergueu Sakura no ar, segurando-a nos braços mantidos nas mesmas posições em que havia deixado. Após ser suspensa do chão, Sakura apoiou os braços em volta do pescoço de Naruto enquanto ainda o encarava.

— Tem certeza disso? É o que você realmente quer? — Naruto foi carinhoso em seu jeito de perguntar.

— Eu quero você, Naruto — respondeu ela com um sorriso, enquanto acariciou o lado direito do rosto dele.

Correspondendo com um sorriso também, Naruto a carregou até a porta do quarto e com o auxílio de Sakura, que girou a maçaneta para abrir a porta, Naruto adentrou em seu quarto com Sakura em seus braços, usando uma das pernas para fechar a porta em seguida.

Notas finais
E aí, o que acharam? Gostaram? Não gostaram? Deixem seus comentários e opiniões para eu saber o que acharam da fanfic. Muito obrigado por todos vocês que me acompanharam até aqui. É com muita alegria que me despeço de vocês depois desses capítulos, mas atenham-se, pois ainda há um capítulo bônus antes de finalizar a história. Meus sinceros obrigados a todos e espero ver todos vocês em outras fanfics, sejam nas minhas ou nas de vocês. Até a próxima! Atenciosamente, João V. Guimarães!