Uma Segunda Chance
11 O Encontro Surpresa: Uma Noite Inesquecível
Beatriz tomou seu banho, secou seus cabelos, pôs a camisola, mas não pôde dormir, pensando no rosto atormentado de Armando. Foi então que teve a ideia.
Todos já dormiam na casa e já passava das onze da noite. Ela trocou de roupas e pôs em uma sacola uma camisola, um robe, lingeries e em sua bolsa seu perfume, itens de higiene e maquiagem para arrumar-se no dia seguinte. Vestiu uma saia preta lápis, uma camisa social branca e um blazer preto que fazia conjunto.
Deixou um bilhete em cima de sua cama, avisando que havia madrugado e ido muito cedo para a empresa, pois precisava acertar tudo para as novas metas. Assim, ela esperava que os pais acreditassem que ela havia dormido em casa e não desconfiassem de nada.
Pegou suas coisas e saiu com muito cuidado para não acordar ninguém e tomou um táxi, que havia chamado. O motorista não fez barulho, pois ela assim havia pedido.
******
Ao chegar ao prédio de Armando, já eram onze e quarenta e cinco da noite. Foi até a portaria e disse que ia no apartamento de Armando Mendoza e falou seu nome para anunciarem e o porteiro ao ouvir o nome da moça disse que ela poderia entrar direto sem ser anunciada, pois Armando havia dado ordens para deixá-la entrar a hora que fosse. Betty sorriu por isso. Esse detalhe só melhoraria sua surpresa para o amado e ela estava rezando para ele gostar.
Lembrando da chave que ele havia lhe dado, a usou. Entrou com cuidado e ao fechar a porta, olhou o lugar e admirou. Era amplo e elegante. Notou que ele havia colocado a foto deles e dela também e se alegrou.
Nesse momento, foi surpreendida pelo husky siberiano de Armando, que veio lhe lambendo e fazendo festa.
Ela teve medo que o animal fizesse barulho e arruinasse seus planos, mas o cão foi para um canto da sala se deitar. Ela se aproximou dele e afagou o cachorro. Em seguida, resolveu procurar por Armando.
******
Logo ela encontrou o quarto dele. Ele dormia sem cobertas, apenas de boxer, esparramado pela cama enorme.
Betty ardia de desejo ao vê-lo assim, então, com todo cuidado para não fazer barulho, colocou a sacola e a bolsa em um canto do quarto e passou a tirar os sapatos e suas roupas, que pôs em uma cadeira para não amassar, afinal a usaria na Ecomoda no dia seguinte.
Beatriz usava uma lingerie preta de renda de fazer perder o fôlego. Soltou os cabelos e tirou os brincos e demais acessórios, depositando em cima da mesa de cabeceira. Depois, subiu na cama com cuidado, beijando as costas de Armando da cintura até o pescoço.
Armando sonhava com Betty, quando acordou sentindo beijos em suas costas e pescoço. Abriu os olhos alarmado e quando virou-se, deu com Beatriz apenas de lingerie e cabelos soltos em cima dele, em sua cama.
Ficou chocado e ao mesmo tempo enlouquecido. Aquela mulher sexy estava alí em sua cama e era só dele, como tanto sonhou.
Ele a puxou rapidamente para ficar por cima dela. Ela deu um gritinho que o fez queimar ainda mais por ela. Então ela, encontrando sua voz, disse:
— Gostou da surpresa, meu amor? – Sua voz carregava uma sensualidade natural. Ela não tinha ideia do efeito que causava e não fazia de propósito e exatamente por isso era ainda mais tentadora e sedutora.
— Eu amei, Beatriz. E pretendo lhe mostrar o quanto eu amei. – Sussurrou próximo ao ouvido, com a voz rouca e baixa de puro desejo, fazendo Betty estremecer.
Armando roçou os lábios dela com os seus numa carícia suave. Logo aprofundou o beijo, segurando seu quadril com firmeza, seguindo com beijos em direção a seu pescoço em seguida.
— Ah, Armando! – Arquejou Beatriz, remexendo-se embaixo dele.
Estava com a pele em chamas, com todo o corpo queimando de desejo. Com as mãos habilidosas e experientes, Armando tirou a lingerie de Beatriz até deixá-la completamente nua, esparramada em cima de sua cama, a maior tentação que ele já havia visto.
Ele, então, seguiu depositando beijos e carícias por todo o corpo de Betty, a fazendo se contorcer e implorar por alívio, mas ele era implacável em suas investidas com a língua e lábios pelo corpo dela.
Armando, seguiu sua atenção em direção ao colo de Beatriz e passou a devorar, chupar e dar leves mordidas em seus seios, fazendo com que ela deixasse escapar um gemido sufocado, incoerente e repleto de desejo.
Betty passou a mão por cima da boxer e notou que ele a queria tanto quanto ela o queria e fez algo jamais pensado por ela: o acariciou, colocando as mãos por dentro da boxer dele.
Armando perdeu completamente os sentidos nesse momento e se ajoelhou rápido na cama, se despindo.
— Ah, Beatriz! Essa noite, vou te fazer minha. – Declarou com a voz embargada pelo desejo, enquanto cobria o corpo dela com o seu.
Afastou delicadamente as pernas dela e se acomodou entre elas, preenchendo Beatriz totalmente.
Ele queria que fosse perfeito e doce, então foi delicado e demorado. Ficaram um bom tempo nessa dança de amor e prazer até que Betty explodiu em seu clímax com um grito e Armando a acompanhou logo em seguida.
Ficaram abraçados e logo pegaram no sono nos braços um do outro.
******
Ao amanhecer, o quarto se iluminou e Armando despertou, com Betty dormindo tranquila em seus braços, com os longos cabelos pretos lisos e soltos espalhados.
Estava entregue a ela e aos seus encantos. Só conseguia agradecer a Deus por tamanha oportunidade de fazer as coisas certas. Ele podia, sob a luz da manhã, ver seus lindos contornos e admirar seu rosto. Era linda em todos os aspectos.
Betty abriu os olhos e a primeira coisa que viu foi o grande sorriso de Armando, que a olhava apaixonado. Sorriu de volta para ele. Ele a beijou ternamente e disse.
— Bom dia, meu amor! Como passou a noite?
— Bom dia, meu amor! Eu dormi muito bem... Seus braços são muito confortáveis. – Disse timidamente. – E você, como passou a noite?
— Eu posso afirmar que nunca dormi tão bem e em paz na vida. – Olhava e sorria apaixonado. – Despertar vendo-a em meus braços... Foi a melhor noite e amanhecer de toda minha vida.
— Eu também tive a minha melhor noite e mais belo amanhecer... Despertando com seu lindo sorriso. – Ela tinha o olhar sonhador que Armando amava.
— Mas, meu amor, que te deu para vir tão tarde me fazer essa... Surpresa? – Tinha curiosidade e certa malícia no olhar.
— É que te senti tão triste quando nos despedimos... E não pude dormir. Fiquei aflita, então pus umas roupas em uma sacola, uns itens na bolsa, me arrumei e chamei um táxi. Quando me identifiquei na portaria, disseram que você havia deixado ordens para que eu subisse sem ser anunciada... – Disse com ternura e emoção. – Então usei a chave que me deu e o vi dormindo e... – Não terminou a frase, pois estava tímida e irresistivelmente corada.
— Entendo, meu amor. Que surpresa mais feliz! Mas e seus pais?
— Eu deixei um bilhete avisando que havia saído bem cedo, antes de levantarem, para deixar tudo certo na Ecomoda. Saí com cuidado, para que não me vissem, não se preocupe.
— Quer dizer que hoje a tenho para o café da manhã e para irmos juntos a empresa? – Perguntou animado, como uma criança em manhã de natal.
Betty acenou afirmativamente para ele, que se alegrou. Ele então a chamou para tomarem café em uma confeitaria alí perto e ela, enrolada no lençol, foi tomar banho e se vestir, mas voltou para pegar seus itens pessoais na bolsa e sacola.
— Armando, você tem secador aqui?
— Sim, meu amor, está na gaveta do gabinete do banheiro.
Betty tomou seu banho e, enquanto terminava de secar e escovar os cabelos, enrolada na toalha que Armando havia lhe dado, ele adentrou o banheiro para tomar banho.
Ela ficou cheia de timidez e Armando notou, vindo em sua direção, lhe plantando um beijo na testa e lhe falando ao ouvido.
— Beatriz, meu amor, estamos juntos e isso é natural. Em breve você será a senhora Mendoza. É melhor se acostumar.
Ela ficou encantada com aquele comentário e o observou entrar no chuveiro.
Quando Armando saía do banheiro, com a toalha enrolada na cintura, Betty terminava de se maquiar. Ele plantou um beijo delicado em seu pescoço.
— Escute, meu amor, talvez fosse bom deixarmos algumas peças de roupas suas aqui. Sabe, caso seja necessário.
— Vou trazendo algumas peças, conforme a necessidade. Mas não sei se será tão fácil conseguir passar noites contigo... Você sabe... Meu pai... – Acanhou-se Beatriz.
— Eu darei um jeito de ter você, doutora Pinzón. Vou elaborar táticas de guerra para conseguir mais noites como essa. – Armando disse, depositando um beijo doce nos lábios dela.
Eles terminaram de se vestir e saíram em direção a confeitaria para tomarem o café da manhã.
Fale com o autor