Uma Segunda Chance
1 Uma Segunda Chance - Oneshot
Notas iniciais
Espero que gostem e deixem suas reviews!
“Meu corpo inteiro doía e se contraía, que sensação mais horrível, que frio infinito, parece que nunca mais vou conseguir me mover de novo, por que estão fazendo isso comigo? Deve ser mais uma punição só pode ser. Preciso ter forças, preciso sair daqui. Mas eu mereço essa dor.”
Pandora abriu seus olhos com esforço, mas só havia escuridão, aos poucos seus olhos foram se acostumando com o escuro. Era noite. O frio era intenso e perturbador. Estava nua, deitada sobre a neve, se arrepiou mais ainda ao perceber isso, não havia lua no céu apenas milhares de estrelas.
Pandora tentou se levantar, mais caiu, estava tonta, e dolorida. Era como se não soubesse mais como andar. Tentou mais uma vez, se ergueu com dificuldade, seus pés afundaram mais fundo na neve espessa.
Pandora se arrastou até os arbustos mais próximos que conseguia ver, nas margens do que parecia ser uma floresta. Ouviu vozes se aproximando, mas como pediria ajuda, se somente seus longos cabelos negros a mantinham coberta.
Esperou as vozes sumirem, e adentrou para dentro da floresta, tentava correr, dar passos mais largos, mas seu sangue e seus ossos estavam congelados. O vento frio da noite a cortava como navalhas afiadas. Mas nada disso importava, era a dor de ter um corpo, de estar viva. Havia ganhado mesmo uma segunda chance?
-FLASHBACK-
“Pandora, você foi vítima de Thanatos e Hípnos, eles enfeitiçaram sua mente e corpo, sua vida foi ser escrava de Hades até seu último instante. Estamos dispostos a lhe dar uma nova chance se você quiser.”
“Uma chance? Voltar a viver? Isso é possível? Mas que vozes são essas onde estou? Por que não sinto nada, por que não tenho voz?”
“Pandora, escute com atenção, nós iremos lhe conceder mais uma oportunidade de viver. Queremos devolver a você o tempo que perdeu sendo escrava de Hades. Seus últimos minutos viva, foram de arrependimento. Sua alma foi perdoada naquele instante em que permitiu que entrasse luz novamente em seu coração. Por isso iremos lhe mandar de volta mais uma vez. Não iremos remover nenhuma de suas lembranças, elas serão o seu aviso e sua cicatriz mais profunda. Ira se lembrar para sempre do que fez, para que posso valorizar a sua vida daqui para frente.
NÓS A ENVIAMOS DE VOLTA A VIDA AGORA.”
-FIM DO FLASHBACK-
Pandora caminhava no escuro, lágrimas quentes escorriam em seu rosto congelado pelo frio, estava mesmo de volta, estava viva e na terra. Poderia viver mais uma vez, ser uma mulher normal, realizar seus sonhos. Não era mais uma escrava, sabia disso com toda certeza pois mesmo no escuro conseguia distinguir as cores ao seu redor.
Avistou uma grande sombra crescer a sua frente. Era uma pequena cabana. Pandora se aproximou devagar, não haviam luzes acessas, não havia presença humana no local, estava desabitada ao que tudo indicava, havia folhas acumuladas pelo vento na varanda, teias de aranha nos cantos das janelas. Pandora forçou a porta, se continuasse no frio iria morrer, tinha certeza.
Por que os deuses haviam a enviado para um ambiente tão hostil? Será que queriam testar a sua força e sua vontade de reconquistar sua vida?
Ela juntou toda as suas energias e se jogou contra a porta que depois de um baque surdo se abriu.
A sala não era grande, os moveis eram rústicos, mas apesar de tudo era extremamente aconchegante. Não havia fogo acesso mas Pandora teve quase certeza de sentir um pequeno calor percorrer sua espinha ao entrar na cabana.
Não sabia por onde começar. Acendeu um fogo com umas toras de madeira que encontrou próximo a lareira. Ficou ali por um instante curtindo o calor que vinha das chamas, e o som que a madeira produzia. Ainda tinha muito frio. Mas resolveu explorar a cabana. No canto da sala havia uma escada de madeira, Pandora subiu os degraus com dificuldade. No fim da escada encontrou um quarto. Havia apenas uma cama bem grande e um armário, aos pés da cama um tapete felpudo e quentinho. Pandora sorriu sozinha, estava feliz, afundou os pés no tapete sentindo a textura. Havia quase se esquecido que estava completamente nua. Abriu as portas do armário na esperança de encontrar alguma coisa para se cobrir.
No armário haviam algumas camisas grossas de lã. Todas masculinas. Pandora escolheu uma delas a que lhe parecia maior e mais cumprida. Pegou um par de meias de lã. E se vestiu.
Quando se virou reparou que havia algo em cima do tapete. Se abaixou para ver melhor o que era, era brilhante, parecia uma folha seca de outono, avermelhada, e aveludada, Pandora quis tocá-la. Era extremamente macia, mas não era uma folha, parecia mais uma pena. Pandora deslizou seu dedo sobre ela e sentiu uma picada. A pena havia a feito um pequeno corte como se fosse uma folha de papel. Pandora não se importou, via seu sangue brotar da ponta de seu dedo. Era vermelho e quente. Estava viva! Guardou a pena dentro do pequeno bolso da camisa que vestia.
No quarto havia um banheiro, Pandora entrou e reparou na banheira branca que estava ali. Suspirou e imaginou um banho quente e delicioso. Esquentou a água e preparou tudo para o seu banho. Achou uma toalha em um bidê no banheiro.
Tirou a camisa e as meias que vestia e entrou na água.
Por um momento se assustou. Não se lembrava de quão boa era a sensação de sentir todas as partes do seu corpo vivas novamente. Foi se acostumando com a água, se soltando e relaxando profundamente. Deve ter ficado ali por horas, não se importou, queria ficar ali para sempre, mas sua meditação foi interrompida por um forte barulho de seu estômago. Estava faminta. Então isso era fome? Não tinha ideia de quando havia sido a ultima vez que havia comido. Precisava de comida urgentemente. Seu estômago estava-a devorando de dentro pra fora. Pandora se secou, vestiu-se mais uma vez e desceu em busca de uma cozinha ou de algo que pudesse comer.
Em um armário da cozinha achou alguns pacotes de macarrão instantâneo, preparou todos e os devorou desesperadamente. Estava se sentindo plena, caminhou até um espelho de corpo inteiro que havia preso em uma das paredes da sala. Se olhou por um instante. Era ela mesma. Mal podia acreditar. Seus cabelos negros longos até a cintura, seus olhos profundos, tinham um brilho que nem pareciam dela, sua pele branca e seu corpo esguio. Pandora sorriu para o seu próprio reflexo no espelho.
BAM!
A porta da cabana se abriu violentamente. Pandora se assustando correu para se esconder dentro de um armário. O dono do lugar havia voltado só podia ser.
Pandora não sabia por que mas não sentiu medo. Mesmo assim preferiu ficar escondida e esperar.
Não conseguia ver muita coisa de dentro do armário. Uma sombra caminhava pela sala, a sombra se abaixou e analisou o fogo, passou a mão pelo estofado. E olhou ao redor quase como se farejasse o ar.
Quem está aí?
Pandora sentiu uma corrente elétrica lhe percorrer o corpo. Essa voz.
Ande! Responda! Eu sei que ainda está aqui dentro! O que quer? Diga de uma vez antes que eu tenha que arrancar uma resposta de você com minhas próprias mãos.
Pandora permaneceu escondida e calada dentro do armário. Não tinha certeza de nada. A sombra se transformou em uma silhueta, agora muito próxima ao armários onde Pandora estava. Seu coração acelerou.
A porta do armário se abriu com força como se tivesse sido arrancada, e uma mão forte a segurou pelo pescoço a puxando para fora do armário.
Pandora fechou os olhos e esperou pelo pior.
Ah Meu Deus! Pandora?
A mão soltou seu pescoço e Pandora abriu os olhos descobrindo a quem a sombra pertencia.
Fênix.
Era ele mesmo, ela não conseguia acreditar. Se sentia feliz mas hesitante. Não sabia o que ele poderia estar pensando.
É você mesma? Mas como?
Eu não sei. Recebi uma segunda chance eu acho...
Uma segunda chance? De quem?
Dos deuses. Eu não me lembro muito bem, foi como um sonho. Acordei na neve, congelando. E achei esse lugar. Não sabia que era seu. Me desculpe.
Não, não se desculpe. Estou apenas incrédulo. Não acredito que estou te vendo VIVA na minha frente.
Ikki a olhou de cima abaixo. Pandora se sentiu ruborizar. Ele estava de boca aberta a olhando-a espantado. Sem pedir permissão a puxou e a sentou no sofá.
Deram a você uma chance? Só isso?
Foi o que as vozes disseram...Onde estamos?
Ao norte da Noruega.
Noruega?
Sim. Eu venho sempre que posso para essa cabana. Gosto de ficar aqui no meio do nada. Sozinho com meus pensamentos.
E os outros? Estão vivos como você?
Sim. Estamos todos bem. Shiryu se casou e pelo menos até o próximo apocalipse estamos “de férias” pode se dizer.
O cavaleiro de fênix sorriu. Pandora nunca havia o visto sorrir antes. Havia o feito sofrer. Havia tentado roubar o seu irmão mais novo. Havia o maltratado. O visto lutar e não ajudar. E lá estava um lindo sorriso em seu rosto. Pandora se sentiu aquecida por dentro.
O que aconteceu depois que eu morri?
Bem, graças a você eu pude entrar na hiper dimensão.
Você me vingou não é mesmo?
Sim. Eu te vinguei.
O cavaleiro de fênix a olhou docemente.
- Pandora. Desde daquele instante em que vi você ali morta no chão, eu me odiei. Me odiei por não ter podido salvar mais uma mulher que por me ajudar morrerá.
Eu nunca quis que você morre-se, nem quando a ameacei com o tridente eu falava serio. Você era uma vítima. Ver você ali morta só me enfureceu mais e me deu mais vontade ainda de acabar com Hades.
Pandora sentia seu coração batendo muito forte. Ali estava aquele cavaleiro a quem ela confiou a sua esperança e seu desejo de viver. A ultima pessoa que ela havia visto antes de morrer e agora a primeira que via após renascer.
Você não tem minha armadura , mas renasceu outra vez Pandora.
Ikki disse sorrindo.
Mas você deve estar com fome! E está usando só isso!
Ikki reparou que Pandora usava uma de suas camisas e nada mais.
Pandora ficou vermelha.
Quando eu acordei na neve eu estava sem nada. Tive que pegar emprestado essas roupas suas...
Estava nua na neve? Por que eu sempre perco essas coisas!
Ikki disse rindo querendo a descontrair, mas só a deixou ainda mais ruborizada.
Vá até meu quarto e pegue o que quiser. Vou fazer algo para comermos também estou com fome.
Pandora sorriu. Como ele era gentil. Tão diferente do homem que ela havia visto lutar e dar seu sangue pelos seus amigos e seu irmão.
Se sentiu protegida. Da mesma forma que se sentiu quando entregou sua vida nas mãos dele da ultima vez. Se aninhou no sofá mais perto do fogo. Mas percebeu que não queria ficar ali, queria ficar perto dele. O cosmo dele era quente, mais quente que as chamas da lareira. Pandora se levantou e foi até a cozinha. Ikki sentiu a sua presença atrás de si.
Você achou algo pra comer não foi?
Disse rindo enquanto recolhia os potes de macarrão.
Pandora se encolheu com vergonha.
Fico feliz que tenha achado isso. Pelo menos não morreu de fome. Vou preparar algo decente pra você.
Posso ajudar você?
Eu não sou um grande cozinheiro, na real, como o que tiver normalmente. Mas não precisa me ajudar não. Quero que fique quieta e descanse, você quase teve uma hipotermia.
Sem perceber Pandora o abraçou pelas costas, da mesma forma como havia feito aquele dia no Muro das Lamentações. Sentiu seu calor tão envolvente e não quis soltá-lo.
IKKI
“O abraço dela era tão envolvente e carinhoso. Por que ela estava fazendo isso?”
Obrigada Ikki.
A voz de Pandora perto do ouvido do cavaleiro de fênix fez com que ele se arrepiasse.
“Mas o que é isso que estou sentindo? Por que meu coração está tão acelerado assim?”
Os dois comeram na sala, sentados na frente do fogo crepitante da lareira.
Recém ressuscitados podem tomar vinho?
Perguntou o cavaleiro de fênix rindo enquanto estendia a garrafa para Pandora.
Terei que experimentar para saber. Isso ficou muito bom!
Disse Pandora apontando para a travessa onde havia uma carne assada com batatas.
Que bom que gostou!
Ikki sorriu e abocanhou mais um pedaço.
Ikki? E o Shun?
Que tem meu irmão?
Como ele está?
Está ótimo! Acho que está apaixonado...
Disse Ikki sorrindo e tomando um gole de vinho.
Pelo menos ele não para de falar na tal de June. A garota é durona!
Que bom! Fico feliz em saber. Eu os causei tanto mal...
Não diga isso Pandora. Não era você.
Era eu sim Ikki!
Pandora. Pare de se atormentar. Você estava sendo obrigada a fazer aquelas coisas...não tem que sofrer por isso é passado.
Mas, mas eu dei aquele colar pra ele...E tentei tirar ele dos seus braços quando ainda era um bebe! Ikki eu fui perversa!
Pandora falou mais alto, enquanto uma lágrima escorria por sua face.
O cavaleiro de fênix a fitou por um instante e então se aproximou dela, enxugando a lágrima com seu polegar.
Pandora. Não precisa chorar. Ele a usou. Isso não vai mais acontecer. Essa é uma nova vida.
Mas como conviver com lembranças tão horríveis Ikki?
O cavaleiro de fênix depositou um dedo nos lábios dela.
Teremos que criar novas lembranças então.
E dizendo isso foi se aproximando de Pandora cada vez mais. Ele podia sentir o cosmo dela ficando mais forte a sua aproximação. Ele arredou gentilmente com uma de suas mãos os longos cabelos negros dela do pescoço. A trouxe para mais perto e a fitou demoradamente.
Pandora. Hoje cedo enquanto eu andava pela floresta eu vi uma estrela cadente. Eu não sei por que. Mas desejei que você estivesse viva para ver esse céu cheio de estrelas. Que tivesse a chance de enxergar tudo aquilo que é belo neste mundo. E agora você está aqui. Eu nunca dei muito crédito aos deuses e suas decisões Pandora...Mas eles te trouxeram pra cá. Te enviaram pra esse mundo mais uma vez e você apareceu aqui para mim. Acho que eles atenderam ao meu desejo.
-Você desejou que eu vivesse? Ikki...
Pandora colocou a mão no rosto do cavaleiro. Aquela pele, aqueles olhos azuis profundos como um oceano cheio de mistérios. Pandora desenhou com seu dedo a cicatriz que ele tinha entre seus olhos. Ikki os fechou sentindo o contato dos dedos dela em seu rosto. Pandora se aproximou mais de Ikki.
Ikki abriu os olhos, a segurou pela cintura com um de seus braços e a beijou.
Um beijo doce, cheio de carinho. Pandora sentiu o cosmo do cavaleiro se elevar mais, sentiu o seu coração bater de encontro ao dele. Ikki a trouxe mais ainda para si fazendo a se sentar em seu colo. Pandora colocou suas mãos envolta da nuca de Ikki, também o trazendo mais pra si. O beijo foi ficando cada vez mais profundo e intenso. As línguas dos dois pareciam estar dançando, e seus corpos não tinham a menor vontade de se separar. Pandora enterrava suas mãos nos cabelos azuis e macios do cavaleiro de fênix, que por sua vez descia uma de suas mãos pela coxa nua de Pandora fazendo com que a garota se arrepia-se.
Temos que parar.
Disse fênix rompendo o beijo quase como se aquilo lhe provocasse dor.
Eu, eu não sou como os outros, eu não sou bom com relacionamentos...
Ikki...nós somos iguais. Somos solitários, nós dois temos cicatrizes aqui dentro.
Pandora lhe tocou o peito na altura do coração. Ikki olhou por um instante a mão de Pandora pousada em seu peito. E então se levantou a levando junto. Pandora soltou um gritinho de exclamação devido a força do cavaleiro de fênix. Ele a carregou até o quarto. E então a colocou em pé no chão.
- Pandora. Eu quero te fazer feliz. Quero que você sinta que valeu a pena voltar. Quero que seja minha....
E dizendo isso fez a garota se arrepiar. Ele a prensou contra uma das paredes do quarto descendo uma de suas mãos pela lateral do corpo dela parando na altura da cintura enquanto a beijava dessa vez com muito mais urgência. Os dois pareciam travar uma luta entre desejos. Pandora se segurou nos ombros fortes de Ikki para não cair pois estava ficando com as pernas bambas.
Ikki percebeu que por baixo de sua camisa, Pandora não vestia mais nada. Ela pareceu ter entendido que ele percebera e se arrepiou ao notar como estava vulnerável aos toques dele. Ikki desceu sua outra mão e a depositou na coxa nua de Pandora agarrando-a com força. Pandora soltou um leve gemido. Os beijos e as mãos quentes de fênix estavam a deixando louca. Pandora abriu agilmente os botões da camisa que ele vestia e a jogou em um canto no quarto, se deparou com uma regata azul escura em seu caminho. Ikki parece ter percebido que a peça de roupa estava atrapalhando Pandora, se afastou um pouco e retirou a própria peça sem cerimonia voltando a tomar vorazmente a boca de pandora. Ele mordia e sugava levemente os seus lábios, Pandora cravava as suas unhas nos ombros largos de fênix, sendo dominada por aquele sentimento tão feroz que crescia dentro de si. Ela queria-o cada vez mais perto de si. Segurando-a firme pelas coxas Ikki a levantou e a colocou na cama. Ele se livrou de sua camisa que ela vestia deixando Pandora completamente nua na sua frente.
Você é o ser mais perfeito que eu já vi.
Pandora quis se encolher de vergonha ao ouvir isso e ver o olhar faminto que Ikki lhe lançava. Mas ela não conseguia, pois o queria também. O cavaleiro de fênix parece ter entendido. Deitou-se sobre ela a pressionando de encontro ao seu corpo, ao sentir os peitos firmes de Pandora de encontro ao seu tórax, Ikki soltou um leve gemido de puro desejo. Com uma das mão ele massageava um dos seios dela fazendo a suspirar cada vez mais alto, Pandora se remexia embaixo dele, com as suas mão ela tentava se livrar das calças de Ikki, ele a ajudou e logo todas as roupas estavam no chão.
As carícias iam ficando cada vez mais fortes, e urgentes. Ikki sugava e lambia os mamilos entumecidos de Pandora enquanto ela soltava gemidos e arranhava as suas costas largas. Pandora percorria com suas unhas cada músculo e cada cicatriz do cavaleiro de fênix. Ikki percorreu com uma de suas mãos a lateral do corpo de Pandora, acariciou a barriga lisa dela provocando-a arrepios, continuou descendo sua mão até chegar a intimidade de Pandora que já estava úmida. Pandora soltou um gemido baixo na orelha de fênix, ele tomou como um incentivo e começou a explorar a intimidade dela com os dedos. Pandora se contorcia cada vez mais com os toques de Ikki que iam ficando cada vez mais entorpecentes, ela o queria urgentemente. Ikki a penetrou com um dos dedos. Pandora arqueou as costas em direção ao corpo do cavaleiro e gemeu. Ikki iniciou movimentos de vai e vem com o dedo na entrada completamente úmida de Pandora, ele colocou mais um dedo e ouviu um gemido ainda mais alto e suplicante dela.
-Ikki...Eu preciso de você! Eu quero você!
Ikki não disse nada, estava enlouquecido com aquela mulher linda, nua e entregue completamente a ele. Nunca havia se sentido tão atraído e faminto ao mesmo tempo, queria possuí-la, mas queria que fosse perfeito, pois ele sabia que ela merecia isso. Ikki desceu criando um caminho de beijos quentes pelo corpo de Pandora, lhe beijou o pescoço, a clavícula, os seios, continuou sua trilha de beijos pela barriga de Pandora se demorando ali. A cada beijo de Ikki em seu corpo, Pandora sentia que ia desfalecer. Seu desejo estava além do que ela algum dia poderia imaginar. Ele era muito mais que um grande cavaleiro, muito mais que um adversário forte, ele era imortal, quente e selvagem e estava fazendo com que ela perdesse os sentidos.
-Ikkiiiiii...
Pandora gemeu ao sentir os lábios quentes de fênix encontrarem a sua intimidade, ele abraçou as suas pernas e se dedicou a sua intimidade fazendo movimentos circulares e alternados com a língua. Pandora agarrou os lençóis da cama quase os rasgando. Ikki a penetrava com a língua.
Ikiiiii eu preciso de você dentro de mim!
Pandora suplicava, o cavaleiro de fênix entendeu que ela estava completamente pronta. Subiu para vê-la, ela estava com os olhos famintos de desejo. Ele ficou sobre ela, perfeitamente posicionado.
Pandora...quero que seja perfeito.
Ikki, me possua! Eu sou sua, só sua!
Ikki a beijou ferozmente, e mordendo o seu lábio inferior a penetrou.
Pandora arqueou as costas e soltou um gemido misturado a um grito de dor. Ikki os abafou com um beijo profundo e sedutor, enquanto iniciava os movimentos de vai e vem dentro dela.
Isso Ikki, mais fundo, quero você todo dentro de mim!
Pandora enlaçou suas pernas na cintura de Ikki o trazendo-o ainda mais pra perto de si se é que aquilo era possível. O cavaleiro de fênix aumentou a velocidade e penetrava cada vez mais fundo.
Ahhh Pandora!!!
Ele mordeu o lóbulo da orelha dela fazendo com que ela cravasse ainda mais as unhas em seus braços. Os corpos dos dois se encaixavam perfeitamente, os movimentos pareciam uma dança e uma luta ao mesmo tempo. Com um movimento rápido Pandora inverteu as posições. Por uma fração de segundo Ikki se surpreendeu. Ele a admirou ali em cima dele, ela o olhava com o mais profundo desejo. Os cosmos dos dois se misturavam assim como o suor de seus corpos.
Pandora iniciou os movimentos em cima de Ikki, o cavaleiro então se sentou, queria beija-la, ele agarrou com suas mãos as nádegas dela firmemente, fazendo a gemer alto e a beijou. Pandora se agarrou nos cabelos azuis de Ikki, e os dois recomeçaram o mais louco movimento. Ikki a ajudava a subir e descer. Os dois gemiam alto.
-Pandoraaaaa!
- Ahh Fênix!!!
Ikki a deitou na cama mais uma vez e se posicionou em cima, dava estocadas fortes dentro dela que por sua vez deixava vergões em suas costas.
Eu não vou mais aguentar!
Ikkiiiiiiii!
Com mais algumas estocadas os dois chegaram juntos ao ápice de seus corpos. Ikki despejou dentro de pandora todo o seu líquido. Pandora sentiu o líquido quente a preencher e se misturar com o seu. O cavaleiro de fênix desabou em cima dela.
Eu te amo, minha Pandora.
Sussurrou o cavaleiro de fênix próximo ao ouvido de Pandora.
Eu também te amo Ikki.
Os dois ficaram assim por um tempo, respirando juntos. Os corações batendo rápido com as batidas descompassadas se juntando umas com as outras. Ikki pendeu para o lado saindo de dentro de Pandora e se deitando na cama. Ele a puxou para o seu abraço.
Não quero a perder nunca mais. Jamais deixarei de te proteger.
Eu também não quero te perder nunca mais, Ikki.
Pandora levantou o rosto para admirar Ikki, ele era um Deus, e era seu, eles se pertenciam agora. Ela acariciou o peito largo e forte dele e o beijou apaixonadamente.
Obrigada por me trazer de volta, Ikki.
- Obrigada por atender ao meu pedido, minha Pandora.
Os dois ficaram ali abraçados até pegarem no sono. Tiveram um sono tranquilo e sem sonhos, pois não precisavam mais sonhar, estavam onde queriam e como queriam estar. Tinham um ao outro e isso era o que importava. Afinal nem mesmo o Deus do Inferno pode com o amor que os humanos possuem.
Naquela noite duas vidas nasceram das cinzas mais uma vez.
Eles tiveram uma segunda chance.
FIM.
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