Uma Segunda Chance
14 Uma família Quase Perfeita
Notas iniciais
Tentei postar ontem como o prometido, mas minha net estava uma porcaria, e por fim, resolveu morrer e não ressuscitar mais. Sem falar que meu avô está internado, e eu passo as tardes com ele no hospital.
Como eu disse na nota do cap. anterior, quinta feira estava doente, e por isso, foi sem comentário. Bom, aqui vai os do cap. anterior. Pra começar, como estava muito mal, atualizei na pressa e no primeiro momento não tinha colocado o titulo, havia esquecido. Só avisando para aqueles que leram antes deu corrigir. :)
Como nuca fiquei bêbada na vida, e sou zero em relação à bebida, eu escrevi sobre uísque com energético pq é o mais conhecido nas festas que eu vou. Não sou de beber, nem ligada nessas coisas. E nem sei se existe batida de uísque. Eu sei que devia ter procurado no Google, que é a minha verdadeira escola, mas estava doente e postei antes de procurar por lá.
Acho que é isso.
Bom, a gente se vê lá nas notas finais. Se é que alguém lê isso, né?!
Boa leitura,
A luz excedeu na minha face, incomodando a serenidade do meu sono. Abri os olhos para descobrir que era só o reflexo da manhã ensolarada, chamando que estava na hora de acordar. Tentei levantar, mas, rapidamente, o desconforto da noite mal dormida no sofá comprometeu minhas costas. E minha cabeça zonzeou, escurecendo a visão por alguns segundos. Paralisei sentada, esperando que o mal estar passasse, e depois que ele passou, a dor de cabeça se intensificou aguda. Levei a mão para cabeça protetoramente, recorrendo na memoria para saber onde havia escondido a caixinha de remédio; era difícil lembrar alguma coisa com a dor latejante, mas era preciso o procedimento. Algo, ou melhor, um corpo entrou em contato com a sola dos meus pés quando fiz alusão de sair do sofá, após lembrar que a caixinha estava no meu quarto.
O que eu fiz?
Esforcei-me para recordar tudo o que tinha feito na noite anterior, mas nada, além de borrões confusos, surgiu na lembrança. Tentei vigilante operar nas poucas lembranças que meu cérebro monetizava. Veio à imagem do cara do bar, mas logo Gibby brotou me tirando dali. Ok. Eu já tinha a certeza que não era o cara do bar.
Então, era Gibby? Oh, não. Outra vez não!
Tive que tomar coragem e descer os olhos para encarar a prova do meu arrependimento após muita bebedeira, eu tinha que enfrentar, não havia escapatória. Houve uma explosão de sentimentos quando reconheci Freddie sem camisa, deitado no piso da minha casa com a calça aberta entre o abdômen, e vários hematomas espalhados pelo corpo. Reparei, para o meu horror, que eu também permanência com minhas peças intimas. E não pude segurar um grito abatido, ele ecoou elevado e desafinado. Freddie resmungou algo inaudível, piscando apertado para apropriar-se a claridade mal recebida. Ele flexionou as mãos sobre os olhos e depois encarou em minha direção, confuso. Perdeu uns minutos me encarando, organizando seus pensamentos aéreos. Logo que recuperou a linha do seu pensamento, Freddie arregalou os olhos surpresos, notando minha condição no sofá. Ágil, ele olhou para seu estado, analisou meu corpo seminu mais uma vez, voltou-se a ele, e depois de compreender o que acontecia ali lançou as mãos na cabeça, culpando-se da besteira que tínhamos feito.
Após toda a sujeição do vexame, ele saltou do chão, apanhando sua camisa e meu vestido que estavam espalhados pela sala. Lançando o vestido para me vestir, ele abotoou a camisa de costas para mim como um perfeito cavalheiro, diminuindo o presumível constrangimento entre a gente. Quando ele terminou com a camisa pediu permissão para virar e eu cedi vestida, evitando trocar olhares com ele. Cada um, fixo em um alvo diferente na sala.
–V... Você... Bem, você se lembra do que aconteceu com a gente?- ele me perguntou, limpando a garganta hesitante. Neguei com um aceno, curto e envergonhado.
Tinha como a situação ficar pior?
–Você acha que nós T..tran...Humf... Você sabe o que eu quero dizer.
Ah, é claro. Tinha como piorar.
–Eu não sei- admiti derrotada, levando o meu rosto para meus pés. Eu queria tudo, menos ter que encarar Freddie- Mas não vamos falar disso, certo?- convoquei, voltando a encara-lo.
Ele fechou a expressão no rosto.
–Nós temos que encarar isso, Sam- respondeu ele, irritando-se com meu comentário- Veja os indicadores... Você e eu quase sem roupas, eu com todas essas marcas e você com esses roxos espalhados no corpo. Tudo indica que nossa noite dever ter sido bem agitada!
–Mas como você mesmo confirmou, acordamos quase sem roupas, não completamente nus. Talvez não tenha acontecido nada! Talvez, seja só um grande mal entendido!
–Eu duvido muito!
–Quer parar com isso, Freddie! Não percebe que estou assustada demais? Custa ao menos fingir que está tudo bem, pelo menos fingir?
Ele me encarou alusivo, com uma súbita compreensão no meu desespero.
– Desculpe... É só que... Essa dor de cabeça está me matando!- disse ele, mudando a conversa propositalmente para eu me sentir melhor. Como ainda não estávamos preparados para enfrentar esse problema, nós resolvemos o ignorar. E não foi necessário nenhum de nós anunciar em voz alta, somente nos entendemos com um singelo olhar cumplice.
–Eu acho que tenho alguns analgésicos no meu quarto. Vou lá pegar e já volto- disse a ele, fugindo como ele do clima tenso.
Peguei o caminho do quarto, fazendo enorme esforço para lembrar se realmente tinha acontecido ou não com Freddie. Mas meu suspiro de frustação respondeu a pergunta muda. Era tão injusto! O homem que eu amava há anos havia me tocado, e eu nem ao menos lembrava os detalhes com ele. Eu podia ter tido uma das melhores noites da minha vida, e ela estava perdida em um canto da memoria que eu não tinha acesso. Era como se fosse um processador de PC que precisava da senha para funcionar, bloqueio total.
Argh! Como você é azarenta, Sam Puckett!- esbravejei a mim mesma em irritação.
A porta do guarda roupa estava aberta e varias peças de roupa estavam espalhadas pelo chão, driblando meu caminho a ele. Contrafiz minha passagem, desviando das peças e chegando à parte superior do guarda roupa. Uma pequena caixinha repousava em umas das prateleiras e fui obrigada a me apoiar na parte inferior para conseguir alcança-la. Retornei em silencio para o cômodo, com a caixinha nas mãos. Ao adentrar na sala, fraguei uma tentativa desastrosa de fuga.
–Aonde você vai?- perguntei o observando na porta. Freddie saltou assustado ao ouvir minha voz, voltando-se a mim com a mão na maçaneta.
–Eu tenho que voltar. Hoje é sábado. É um dos únicos dias em que posso passar com Sean- respondeu ele, desviando o olhar. Era nítido que ele inventará esse pretexto para escapar de mim.
–Pensei que ficaria para tomar café comigo.
–Eu... Hãn... Eu tenho que ir.
–Tanto faz. Então, a gente se vê mais tarde?- perguntei, acreditando que ele segurasse o olhar no meu. Engano meu.
–Acho que sim... — ele abriu a porta, mas quando saía retrocedeu um passo pra trás- Sam...
–Não se preocupe nerd- o acalmei. Estava tudo bem mesmo entre a gente. A noite tinha sido um erro, mesmo o cara sendo Freddie. Estávamos bêbados e irracionais, não ia perder outra vez minha amizade com ele por uma criancice.
Ele pareceu aliviado. Seu semblante tornou-se menos tenso, e ele me encarou com um sorriso. O maldito sorriso que provocava minha insanidade.
–Sabe, se você quiser... Você pode ir almoçar na minha casa... Sean iria adorar sua companhia- Freddie convidou, soando cauteloso na proposta.
Sorri.
–Seria ótimo!- ele riu de volta.
–Bom, então acho que vou aceitar o comprimido enquanto você se apronta.
–O quê?... Você quer dizer ir almoçar hoje? Agora mesmo?
–Eu achei que tivesse deixado isso claro- disse ele em ironia.
–Cala a boca, nerd!
Entreguei um comprimido a ele, e depois de tomar o meu, corri ao banheiro para ficar mais apresentável. A ansiedade não é um sentimento corriqueiro na minha vida, então, com uma pilha dele passando pelo meu corpo, ficou difícil de fazer a tudo sem me atrapalhar por diversas vezes. Eram coisas tão simples, mas nesse momento tão impossíveis. Como vestir uma blusa, por exemplo. Primeiro, vesti ao contrario, percebendo a tempo de mudar. Mas, depois, troquei os lados certos dela. O da frente ficou atrás, e o detrás ficou na frente.
Freddie mostrou-se paciente com minha demora. Ele passeava pela casa, observando indefeso a tudo. Já pronta, gritei na sala por ele, e o mesmo apareceu com um grande sorriso nos lábios.
–Que sorriso idiota é esse?- indaguei.
–Nada- ele respondeu dando de ombros, mas o deboche permanecia nos olhos- Quarto legal o seu- acrescentou, atravessando meu caminho. Minha raiva cresceu e fulminei-o com o olhar, ele já saia pela porta, rindo vitorioso por ter conseguido me atingir.
Quando Freddie estacionou o carro em frente ao prédio é que me aprofundei no que estávamos fazendo. Minha linguagem corporal hesitou indecisa, e a questão do momento era se tinha ou não feito à escolha certa. Quero dizer, no fim deu que eu nem pensei direito sobre o convite, deixei o desejo desesperado de ficar perto do Freddie falar mais alto e nem dei oportunidade a voz da razão.
Ele percebeu minha reação, e questionou preocupado.
–Sam, o que foi?- sua voz era neutra, ele estava confuso pela minha rápida mudança de humor.
–Acho que não foi uma boa ideia, Freddie. É melhor eu voltar para minha casa.
–Por quê? Sean vai adorar a surpresa, ele não vai se importar com você almoçando conosco.
–Não é o Sean que me perturba, é Julieta- ele não entendeu, eu girei os olhos. Como explicar para o nerd?- Digamos que ela não gosta muito de mim.
–E desde quando se importa com o que os outros falam ou acham de você?- disse ele, achando graça.
–É complicado explicar...
–Ok. Tudo bem, não vou forçar você a me explicar. Mas, por favor. Chegamos até aqui, por que não tenta? Pode ser divertido.
–Tudo bem, mas não prometo nada. Se ela vier me encher eu já vou logo avisando que não respondo por mim. Eu vou partir pra cima.
–Não se preocupe. Isso não vai acontecer- garantiu-me ele, confiante.
–E como pode saber disso?- perguntei cética.
–Por que eu não vou deixar isso acontecer.
O seu tom saiu com tanta certeza, que eu acreditei nele. Pela primeira vez eu confiava no nerd, permitindo que ele fosse o encarregado pela minha proteção.
Sean não havia acordado quando chegamos. E Julieta tinha ido fazer suas caminhadas semanais, o que eu agradeci dando aleluia. Freddie foi ao seu quarto e 20 minutos depois saiu de lá renovado, vestindo uma camisa escura com uma jeans surrada. Tão simples, e tão lindo. Ele se sentou do meu lado no sofá, e seu perfume cítrico balançou minha logica. Como de costume, ele passou um braço pelo apoio do sofá repousando-o atrás do meu pescoço, e cruzou as pernas em quatro. Ele estava relaxado, ao contrario de mim, que com essa aproximação ficava mais nervosa que o comum, quando estava perto dele. Os assuntos eram dos mais banais, variando do emprego dele a nova programação da tv a cabo.
Sean acordou lá pelas 10:30hr, pulando no colo de Freddie ao chegar a sala.
–O que a Tia Sam faz aqui, papai?- quis saber ele, me olhando confuso.
Mordi o lábio, temerosa pela rejeição que viria a seguir. Afinal, esse era o dia do Sean e Freddie. E não Sean, Freddie e Sam. E mesmo que Freddie confirmasse com tanta convicção que Sean adoraria minha visita, eu não estava tão confiante quanto ele.
Freddie riu, motivado a começar uma guerra de cócegas na barriga do Sean.
–O que você acha dela ser a nossa convidada para o almoço?- perguntou ele enquanto fazia as cócegas. Sean parou de rir, encarando o pai.
–Sério? Ela vai almoçar aqui?- ele perguntou esperançoso. Freddie vetou acenando que sim. O sorriso alargou-se no rosto dele, e ele pulou no meu colo envolvendo os braços na minha nuca. No inicio, fui pega de surpresa, ficando sem reação. Mas o sorriso satisfeito no rosto do Freddie me deu coragem para envolver os meus em volta de Sean- Ela pode ir ao zoológico também?
Sean olhou para Freddie, ele olhou para mim, interrogativo. Só faltava eu dar minha resposta.
–Claro- respondi acanhada, encolhendo-me no canto do sofá.
Freddie e Sean se olharam animados. Aporta se abriu, e Sean correu na mesma animação para contar a novidade a avó, que chegava da caminhada. Julieta não partilhou da animação do neto, faltando sair raios degenerativos dos olhos dela, tamanha era seu desgosto pela noticia. O almoço foi tão confortável quanto. Para Sean e Freddie tudo estava perfeitamente normal, mas eu sabia que entre Julieta e eu não era assim. A começar pela cara desdenhosa que ela adotou, e depois, se negou a nos acompanhar no passeio da tarde.
Menos mal.
Já fazia meia hora que olhávamos a girafa não fazer nada! Bem, não havia se passado meia hora de verdade, acho que uns 3 minutos talvez, mas ver animais nunca foi o que considerei “divertido”, ficar entediada não era muita culpa minha, era parte da minha natureza não se interessar pelo que era chato.
–Quer melhorar essa cara?- Freddie ralhou comigo, observando Sean encostado à grade, observando maravilhado o animal.
–Não posso fazer nada Jerk, isso aqui é muito irritante!
–Sean gosta daqui.
E de fato Sean gostava. Mas Freddie competia com Sean. Ambos pareciam divertir-se com o passeio de manés sem criatividade.
–Por que não vamos a outro lugar? Um lugar menos parado talvez.
–Eu não ach... – mas quem ligava pra o que ele pensava?
O interrompi chamando por Sean.
–Ei, Sean. Por que não tentamos algo diferente dessa vez?
–Como o quê?- perguntou Sean, interessado e confuso.
Dei o meu sorriso mais malvado, com uma ideia em mente.
–Eu não vou pagar por isso, é muito perigoso!- disse Freddie, relutante com minha ideia.
–Por favor, papai. Eu quero muito entrar- implorou Sean, escoltando junto a mim na carinha pidona.
–Sean, esses brinquedos são muito ameaçadores. Não é lugar para crianças se divertirem- disse ele paciente. Ficando na altura do filho para manter contato visual.
–Deixa de ser bundão, Freddie. Quem tá com medinho é você e fica dizendo que é Sean.
–Eu não estou com medo.
–Ah, não?! Eu discordo! Acho que está prestes a mijar nas calças de tanto medo.
–Vão fazer o pedido ou não? Assim vocês estão empatando a fila- reclamou o adolescente da bilheteria, entediado com nossa discussão. Algumas pessoas, que esperavam pela nossa decisão, concordaram com gritos apoiadores.
–Tudo bem. Eu vou te provar que não estou com medo nenhum, Puckett- disse ele enquanto catava umas cédulas na carteira- 30 tickets, por favor.
O bilheteiro pegou os trinta tickets, feliz por temos nos decidido, e entregou o troco ao Freddie junto com os bilhetes.
Freddie trocou um sorriso educado com ele.
–Obrigado! E voltem sempre ao Parque de diversões de Seattle.
–Qual vai ser nosso primeiro brinquedo?- questionou Freddie, dividindo os tickets entre nós. Sean e eu andávamos ao lado dele.
Sean, de olhos nos brinquedos, eu, de olho nas comidas.
–Eu quero ir ao carrossel- gritou Sean, correndo para os cavalinhos giratórios. Freddie e eu o seguimos.
Ok, a comida fica pra depois.
Ele divertia-se bastante. Logo que saiu dos cavalinhos optou pelas xicaras, depois foi à vez da montanha russa, barco a pirata, casa mal assombrada, casa dos espelhos, carrinho de bate-bate e, por ultimo, porém, não menos importante, a roda estrela.
–Tem certeza, Sean? Por que você sabe que não precisa fazer isso se não quiser, não precisa provar pra ninguém que é corajoso. Todos já sabemos disso- Nem preciso dizer quem falava né?!
Sean e eu rimos. Porque obvio que era Freddie quem estava amedrontado com a altura do brinquedo, e não Sean, como ele apontava.
–Eu quero papai- disse Sean, agarrado a mão dele.
–Ok, mas você sabe. Se quiser desistir é só falar- Sean deu um passo à frente, firme. Freddie engoliu em seco, após falhar na experiência.
–Vamos Benson, não deve ser tão assustador assim- tentei o fazer perder a aversão pelo brinquedo, seria mais fácil para todos se ele apenas calasse a boca e se sentasse no nosso meio.
–Eu não estou com medo- disse, subindo uma oitava.
–Claro que não- ressaltei com sarcasmo.
O assistente pediu os tickets e nós entregamos, sentando na cadeirinha. Ele teve que dar um “puxãozinho” no do Freddie. Depois, verificou se estávamos bem presos no brinquedo e apertou a alavanca que nós fez subir gradualmente. Sean olhou para baixo, entusiasmado. Freddie fechou os olhos, tentando esquecer a altura e o medo que sentia. Eu não pude deixar de sorrir dele.
Apanhei a sua mão, ajudando-o a se superar. A mão dele estava fria e molhada de suor, tremendo levemente sobre a minha. Apertei, auxiliando na sua procura por calma, e ele abriu os olhos, encontrando-se com meus olhos. Ficamos um tempo nos fitando. Em seguida, rompi o nosso olhar, aproveitando a vista de cima com um brilho. Senti os olhos dele em mim por um tempo, mas, logo depois, ele se encorajou para aproveitar a vista também.
Demos umas quatro voltas na roda estrela, e durante todo o trajeto minhas mãos permaneceram presas à dele. Não tinha constrangimento. Não tinha preocupação com o próximo passo. Não tinha duvidas. E não tinha angustia. Apenas nossas mãos unidas, entrelaçadas como a de um casal de verdade.
Aos poucos, o brinquedo foi parando, e nós descemos agitados. Sean correu na frente, apaixonado pela tarde gratificante. E como em todo parque de diversões, estávamos arrodeados por comida, após tanto gasto eu precisava recompor minhas energias, e nada melhor do que obrigar Freddie a me comprar dois cachorros quentes, três algodão doces, e, agora, cobiçava a maça do amor.
–Então, qual dos sabores que o casal vai querer?- perguntou a vendedora, simpática.
–Nós não somos um casal- respondemos ele e eu contíguos, desconcertando a vendedora com o equivoco.
–Ah, desculpe... – disse ela encabulada. Encarou nossas mãos unidas, duvidosa. Foi quando compreendi porque ela nos confundiu com um casal. Freddie e eu continuávamos com mãos dadas, e qualquer um que visse também se confundiria achando que éramos um casal, e que Sean seria nosso filho- Qual é o sabor mesmo?
–Natural. 3, por favor- disse Freddie, dissolvendo o toque para apanhar o dinheiro.
A vendedora nos entregou o doce com um sorriso bondoso. Eu peguei o meu e do Sean. Freddie ficou com o dele, e depois que nos afastarmos da barraquinha, ele voltou a pegar minha mão. Eu não tentei impedi-lo, gostava o bastante para dar uma de idiota e faze-lo parar, vai lá se saber quando ia existir outra oportunidade como essa.
Anoitecia quando o passeio foi dado como completo, mas, antes, passamos em uma sorveteria para encerrar a noite. Sean pediu o sabor de morango, eu de flocos e Freddie maça verde.
Observando as pessoas passarem na calçada, terminamos com aquela delicia em bola.
–Está entregue- disse Freddie a mim, sorrindo de canto. Seu braço estava no volante, mas seu rosto voltava-se pro meu- Foi muito divertido, obrigado.
–Eu também gostei muito. Sean é uma ótima companhia- disse apreciando um Sean exausto, dormindo profundamente na cadeirinha. Freddie olhou para trás também, sorrindo afável quando observou o filho. Ele amava muito o pequeno, era visível na expressão doce que ele apresentava na fisionomia.
–Está querendo dizer que eu não sou uma boa companhia, Puckett?!- ri tímida- Eu nunca o vi sorrir tanto em um dia. Eu agradeço de verdade, você o deixa feliz.
–Freddie...
–É a verdade, você não precisava...
Ele calou-se, surpreendido com o beijo que lhe dei.
Notas finais
Gostaria de lembrar que nas minhas fic's estou sempre ligando os acontecimentos, e que até o final da fic vocês irão descobrir o que rolou, mas quem quiser opinar esteja à vontade. É sempre bom ter o gostinho da vitória, né? Bom, eu acho que sim. Isso prova o tanto que sou competitival :S.
Esse foi o capítulo que mais gostei de escrever. Sério, eu amei o momento deles no parque! Annnw*.
Bom, como vou ficar não sem quanto tempo com meu avô aqui, sim, tô postando de um hospital LOL, não tenho previsão para o próximo. Sorry guys!
E qualquer semelhança com outras fic's é mera coincidência. Andei visitando algumas, e vi que tinham muitas parecidas com a minha.
Eu sempre tento inovar, mas faze o que?!
Bjus*, minha galerinha!
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