Notas iniciais
Bem, como o prometido, um capítulo bônus para os queridos leitores dessa fic, que chegaram até e presenciaram o final dessa longa jornada. Sem vocês nada disso seria possível. Muito obrigada. Como estariam nossos dois casais um ano depois do grande dia? Esse capítulo bônus vai mostrar um pouco do que se tornou a vida de Emma e Remy, Regina e Ruby, após o casamento. Espero que gostem e boa leitura!

StoryBrooke, Maine. Um ano depois.

Os casais Emma e Remy, Regina e Ruby estavam completando seu primeiro ano de casadas naquela semana. Como de costume, o dia foi de festa. Porém foi a noite que elas realmente comemoraram, numa noite das garotas.

Um pequeno jogo de Verdade ou Consequência foi iniciado. Logo de cara, Belle fez uma pergunta indiscreta para Emma. A castanha de cabelos cacheados era mesmo muito curiosa e, talvez, só talvez, sua convivência com Remy a tenha feito ser mais cara de pau também.

— Como foi a lua de mel? – Belle logo perguntou.

— Bell! Eu não preciso saber disso. Emma, não responda. – Todas riram de Mary.

— Foi muito boa, Belle. Aproveitamos bastante. – A loira riu e piscou para a amada.

— Ela dançou pole dance pra mim... – Remy foi calada com um selinho de Emma e um tapa estridente em seu braço, que fez geral rir outra vez.

Aquela era a primeira noite das garotas que Regina participava, além de poder sentir-se realmente como parte daquela grande família. Ela mantinha-se sentada no colo de Ruby, que acariciava a enorme barriga de pouco mais de oito meses da prefeita. A rainha estava grávida de sua primeira filha, que teria o nome de Anita.

Não havia felicidade maior que a das duas. Ruby estava totalmente boba, iria ser mãe da filha de Regina, era inacreditável. Se, alguns anos atrás, alguém lhe falasse algo ao menos próximo disso, ela teria gargalhado e até batido no infeliz. E ali estava ela, ao lado da rainha, as alianças idênticas reluzindo juntas ao tocarem a barriga de grávida.

E, por um acaso do destino, Ruby sentiu em sua mão o chute que a rainha levou na barriga, fazendo Regina gritar e arquear de dor. Ela acariciou a barriga da mulher, que ainda gritava, e sentiu seu colo se molhando.

— Gente... ajuda aqui. Acho que a Regina fez xixi de tanta dor. – Ruby gritou.

A loira e a castanha se aproximaram, sendo seguidas por todas as outras que, curiosas, queriam saber o que estava acontecendo.

— Ruby, a bolsa dela estourou. Sua filha vai nascer.

A mulherada entrou em um estado de frenesi desenfreado. Era uma falação, uma gritaria, um tal de anda pra lá e anda pra cá. Remy levou os dedos à boca e soltou um assovio alto, chamando a atenção de todas, fazendo com que parecem no lugar onde estavam.

— Meninas, um pouco de controle, ok? Vamos Ruby, precisamos levar Regina para o hospital.

Enquanto a loba levava Regina no colo, Remy correu para abrir a porta do carro.

— Mãe, eu vou com elas. Passe na mansão e pegue uma roupa para Regina e algumas mudas de roupas para a neném. – Ela foi se dirigindo à porta. – Ah, avise o Henry que a irmã dele está nascendo, diga à vovó que a bisneta dela está vindo ao mundo e peça pro David levá-los ao hospital pra nos encontrar lá. – Ela desapareceu pela porta do Granny’s.

— Meninas, se puderem fazer o favor de arrumar essa bagunça... – Mary teve um aceno positivo de todas as cabeças ali presentes. – Belle, Ruby também é sua melhor amiga. Dê a notícia pra Granny. Vou até a mansão, o David passará na pensão pra pegar vocês daqui a pouco.

Belle concordou com um sorriso e disparou rumo à pensão enquanto Mary ligava para o marido e dava a boa notícia.

Hospital de StoryBrooke, 11:55 pm.

Remy abriu caminho para Ruby passar com Regina pela porta do hospital. Emma dirigiu-se até a recepção e falou com a enfermeira que se encontrava ali.

— A prefeita está em trabalho de parto. Precisamos de uma sala para ela agora! Onde está o Whale? – A loira falava de forma atropelada.

— Dr. Whale está de férias, xerife. Só temos um médico de plantão aqui e ele nunca fez um parto. Foi o Dr. Whale quem fez todo o pré-natal da prefeita.

— Eu não acredito nisso. – Emma se martirizava por aquele hospital inteiro ser do tamanho do estacionamento do Princeton-Plainsboro e ter menos recursos que apenas a clínica do mesmo. Precisava agir rápido, Regina estava com dores fortes. O bebê estava a caminho.

— Xerife, você e sua esposa tem licença médica, são mais experientes do que qualquer médico daqui. Por que não realizam o parto?

A loira e a castanha se olharam. Então os olhos de Emma baixaram para a morena na maca. Regina fez um aceno positivo para ela, Ruby fez o mesmo e então ela viu que Remy já se livrava da jaqueta e pegava um jaleco. A xerife sorriu e livrou-se também da jaqueta, pegando o jaleco que a esposa lhe estendia.

Os enfermeiros e o médico de plantão levaram a maca de Regina para a sala de parto. As duas se prepararam, ajudaram Ruby a fazer o mesmo para assistir o parto. Droga, a loba estava sem nenhuma câmera filmadora ou mesmo fotográfica. Remy retirou do bolso de trás da calça um celular. Embora não devesse estar com ele ali e tivesse se esquecido do aparelho na correria, ele seria bem vindo naquele momento. A castanha começou a filmar.

Mary chegou ao hospital quase ao mesmo tempo que David, Henry, Granny e Belle. Eles entraram e foram direto até a recepcionista do hospital em busca de notícias.

— A prefeita está na sala de parto nesse exato momento. Acredito que a criança logo estará nascendo. – Ela sorriu. – Podem aguardá-la no quarto 06, ela será encaminhada para lá assim que sair da maternidade.

Na sala de parto, Ruby segurava firme a mão da rainha enquanto a mesma fazia um esforço tremendo para trazer a pequena Anita ao mundo. Regina estava suando e Ruby passava a mão sobre sua testa vez ou outra para secar as gotas que se acumulavam ali.

A pequena cabeça da menina aparecia e Emma a segurou em suas mãos. Ela tinha a mesma cabeleira negra que ambas as mães.

— Vamos Regina, força. Sua filha está nascendo. Força!

A prefeita fez um último esforço e gritou, quase esmagando a mão da amada na sua. E Emma pegou em suas mãos a menina. Remy filmou o momento em que Ruby cortou o cordão. Em seguida um leve tapinha e o choro da bebê pode ser ouvido.

Os olhos de Regina deixaram as lágrimas escorrerem assim que ouviram aquele ruído. Ruby deu um selinho na esposa e também chorava, com um sorriso nos lábios. Emma a aproximou de Regina para que a mulher visse o rostinho da filha pela primeira vez.

— Ela é linda, Regina.

— Obrigada.

Enquanto os primeiros cuidados eram dados à criança, Remy narrava tudo.

— Domingo, dia três de setembro, exatamente à uma hora e sete minutos da manhã, nasce a menina Anita, com quarenta e nove centímetros e três quilos, duzentas e noventa e seis gramas. Trazida ao mundo pela Salvadora de StoryBrooke.

Emma riu e pegou a câmera de Remy, deu outro tapa na esposa, fazendo com que a mesma risse. Ela filmou a castanha levando a menina para os braços de Ruby pela primeira vez e toda a emoção da loba.

Alguns minutos depois, Granny pode ver a bisneta e Henry a irmã através do vidro da maternidade. Em seguida foram parabenizar Regina e Ruby no quarto. Foi uma madrugada de muita emoção e felicidade.

Assim que a menina chegou ao quarto para ser amamentada, todos cercaram Regina. Queriam conhecer a criança de perto.

— Agora eu quero um irmãozinho. – O menino disse olhando em direção à Emma e Remy com um enorme sorriso.

— Talvez mais pra frente, garoto. – Ela disse e bagunçou o cabelo do menino.

— Bem... – Emma começou e logo teve a atenção do menino e da esposa. – Talvez não tão para frente assim.

Os olhares de todos os presentes se voltaram para ela e Emma levou a mão à barriga, fazendo os olhos da castanha se arregalarem e Mary Margareth levar as mãos à boca de surpresa.

— Eu ia contar na noite das garotas, mas Anita não me deu tempo. – Ela sorriu e apontou o bebê que Regina amamentava. – Eu estou grávida. – Ela disse, franzindo o nariz com um sorriso.

Henry correu em direção da mãe, abraçando-a pela cintura e dando um beijinho em sua barriga. Estava um poço de felicidade. Mary e David se aproximaram em seguida, a mulher estava visivelmente emocionada.

— Vamos ser avós outra vez, eu não acredito! – Ela abraçou a filha, assim como David e ambos deram um beijo em cada bochecha de Emma. A loira ainda ouviu os parabéns de Ruby, Granny, Belle e Regina, antes de tornar a olhar para a imensidão azul que eram os olhos de Remy.

— Meu amor, não gostou da notícia? – Ela estava preocupada, Remy estava estática.

— É claro que gostei. Eu só... – Ela se atrapalhou com as palavras e passou as mãos pelos cabelos. Emma pode ver lágrimas se formarem nos olhos azuis, assim como um sorriso ser esboçado nos lábios de Treze. – Eu só não esperava que fosse ser... tão rápido. – Ela disse e riu, sabia que ambas estavam tentando uma gravidez, mas esse negócio de magia lhe parecia tão complexo que ela achou que seriam necessários meses, não semanas, como aconteceu. – Meu amor... isso é... – Ela se aproximou da amada e os familiares que a cercavam abriram espaço. Remy segurou a cintura de Emma e ajoelhou-se, depositando na barriga da loira um beijo demorado. Em seguida se colocou de pé e lhe beijou a boca. – É maravilhoso.

A loira não conteve as lágrimas. Nem mesmo a castanha. Elas se abraçaram forte. Emma havia lhe contado em uma noite que havia essa possibilidade de gravidez, assim que souberam da novidade de Regina. Treze estava confusa, havia sido uma médica cética a vida toda, agora, além dos contos de fadas que sabia serem reais, tinha esse fato médico inexplicável bem diante do nariz. A loira havia explicado à esposa que a magia era muito poderosa e tudo poderia acontecer, bastava que ambas quisessem. E Remy queria ter um filho. Mas o medo sempre a assombrara por causa da doença, nem mesmo se via grávida, não acreditava ter a paciência necessária para isso. Com Emma ela não tinha aquele medo, a loira era o seu porto seguro e ela engravidaria a esposa se pudesse. Agora, além de descobrir que podia, havia conseguido, enfim.

Emma fez o exame e comprovou sua gravidez. Começou a fazer o pré-natal, sendo acompanhada de perto por Remy e até pela mãe. Mary estava tão feliz por poder acompanhar a gravidez, já que com Henry ela não teve essa possibilidade.

No sexto mês de gravidez elas tiveram a confirmação de que Henry ganharia o irmãozinho que tanto queria. O tempo passou em StoryBrooke e elas fizeram a comemoração do segundo ano de casadas. Dois dias depois, era o aniversário de um ano da Anita.

Na semana seguinte, eis que nascia o filho de Emma e Remy. A castanha fez o parto do próprio filho e, dessa vez, também dentro da sala de parto, foi a vez de Regina agradecer o favor e filmar tudo o que acontecia ao lado de Mary Margareth, que estava aos prantos segurando a mão da filha.

Assim que a castanha colocou o menino nos braços de Emma pela primeira vez, visivelmente emocionada, a loira olhou em seus olhos azuis, agora avermelhados, com as orbes verdes transbordando emoção e felicidade. Ela sussurrou.

— Nosso filho vai se chamar Ricky. Ok? – Ela sorriu e viu a castanha desmanchar-se em lágrimas pela homenagem feita pela loira ao seu irmão falecido há alguns anos.

Já no quarto, todos estavam ali como no dia em que a pequena menina nasceu. Regina, Ruby, David, Mary, Henry e até mesmo Gold e Belle foram lhe fazer uma breve visita.

No colo de Ruby, Anita se agitou. Regina a pegou e sentou-se na cama ao lado de Emma. A menina olhou o pequeno bebê diante de si e sua mãozinha segurou a dele. A morena e a loira trocaram um daqueles olhares que costumavam trocar quando ainda eram rivais e, logo em seguida, sorriram.

Naquele natal, passaram todos juntos na mansão da prefeita. Ao final da festa, elas se ajeitaram no sofá, Henry sentou-se entre Emma e Regina, segurando as mãozinhas de Anita e Ricky. Remy e Ruby se posicionaram ao lado de suas devidas esposas. Mary e David se colocaram em pé atrás da filha e da nora e Granny fez o mesmo com a neta e sua mulher. Gold ficou com Belle atrás do neto e, no último minuto, Neal se colocou ao lado do pai com a mulher, Kathy.

Archie bateu a foto que marcou o início da nova família. Não estavam no Reino Encantado, mas o final feliz era digno de um conto de fadas.

FIM.

Notas finais
Bom gente, é isso. Aqui termina a jornada das nossas personagens e eu espero que tenham gostado. Um super beijo! E até a próxima! =)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!