Uma Realidade Mágica!
5 Aproximando-se
Notas iniciais
Continuaçãozinha do reencontro tenso das meninas. Será que as coisas vão ficar mais calmas entre elas agora?
Continuei a dirigir pela avenida pouco movimentada pelo horário da madrugada, rumo a minha casa. Achei que seria o segundo melhor lugar para levá-la, imaginei que, se estivesse na situação dela, a ultima coisa que iria querer era que me levassem para um hospital onde eu conhecia a todos e fosse passar tão... estranha... impressão. Cheguei ao prédio, estacionando na vaga da garagem que, para minha sorte, era próxima ao elevador. Tentei levá-la sem que acordasse, mas não tinha força suficiente para tanto. Enquanto mexia nela, soltando seu cinto e tentando puxá-la para fora, ela despertou um pouco, assustando-se e me dando um soco no rosto. O local onde a mão cerrada dela bateu ficou instantaneamente vermelho, o movimento foi tão rápido que apenas alguns segundos depois eu senti a intensidade da força enquanto a pele ardia onde seu anel raspou, fazendo um arranhão, e a dor que se abatia sobre o local.— Yau! Isso foi um gancho de direita? Falava enquanto tocava o rosto, um leve fiapo de sangue apareceu em meu dedo, vindo do corte. Remy pareceu finalmente despertar.— Cameron! Eu... fui eu? Me desculpa! Sorri de leve para ela e ofereci o braço novamente, não era o primeiro soco que tomava na vida, mas aquele doeu dentro do meu coração, mesmo que não entendesse o porquê.— Está tudo bem, vem, vamos subir. Ela estava envergonhada, pegou meu braço com relutância, a mão direita ainda tremia, dolorida pelo soco dado. Nos arrastamos até o elevador, que logo chegou e subimos. Morava no 4º andar do prédio, apartamento 402. Assim que entramos, deixei-a no sofá, colocando as mãos nos bolsos de traz do jeans, olhando-a.— O banheiro fica na segunda porta a direta, a cozinha é logo ali em frente, fique a vontade. Eu vou... Apontei o rosto com um sorriso, imaginando onde estaria o risco avermelhado. Remy sorriu de volta, embora estivesse desconfortável com tudo aquilo. Fui pro quarto separar cobertas para ela e depois lavaria e cuidaria do meu machucado.Treze's POV: A última coisa da qual me lembrava era de estar no carro com uma mulher loira ao volante, minutos depois eu estava apagada, literalmente. Senti que mexiam em mim e fui despertando devagar, a cabeça pesando, foi só então que senti a dor nas articulações dos dedos da mão direita. Ao abrir mais os olhos, constatei o que eu temia: Eu a havia machucado. Olhei minha mão dolorida em choque, eu não queria ter feito aquilo. Deixei que ela me levasse para seu apartamento, sentei-me no sofá confortável e, quando ela sumiu dentro dos cômodos, comecei a observar. Existiam algumas fotos, ela e um pequeno garoto, uma mulher muito parecida com ela, deviam ser irmãs, junto a um homem bonito. Em outra foto, uma mulher morena que sorria, cujo os olhos pareciam trazer muita dor, abraçada a ela e ao garoto espremido entre as duas. Na parede havia uma espécie de quadro onde se via uma bagunça de pessoas, parecia uma festa e me chamou a atenção. Me aproximei para ler no quadro: “StoryBrooke, festa no Granny’s. O fim da maldição”. Abaixo do título havia alguns nomes das pessoas que pareciam estar numa pose de time de futebol, em duas fileiras: Vovó, Ruby, Belle, Emma, Mary, James, Regina / Archie, Pongo, Henry, Leroy , August, Marco, Hook. Não consegui desviar minha atenção do quadro, tentando decifrar quem seriam aquelas pessoas e que comemoração estranha era aquela. Uma maldição? Fui despertada dos meus pensamentos ao ouvir a voz de Cameron atrás de mim.— É minha família. Bom, nem todo mundo. Essa é minha mãe, Mary Margareth e meu pai, James. Regina é da família. Ela é madrasta da minha mãe, mas não exatamente, apenas no... papel. Foi difícil de nos acostumarmos no começo, mas deu tudo certo. Os outros são moradores da minha cidade, pessoas que me viram nascer ou que são muito especiais para mim, no geral. Esse cara estranho, eu namorei com ele. Ela apontava cada um enquanto falava em um tom animado e saudoso de sua família e amigos. Franzi o nariz quando ela me apontou o homem com um estranho gancho na mão como namorado, acabei por não resistir em fazer uma piada.— E eu achando que o Chase era estranho. Nós duas rimos. Reparei que ela não tocou no nome do garoto nenhuma vez, a curiosidade venceu a prudência e me vi perguntando a ela.
— Esse menino, quem é? Ela olhou a imagem do garoto e suspirou, desviando os olhos para me encarar por um instante.— Ele é meu filho. Não pude esconder o choque ao ouvir aquelas palavras. O garoto tinha, com certeza, uns 10 anos. Porém, dessa vez, a prudência tomou o lugar da curiosidade e nada mais perguntei sobre ele.— Então, Emma? Nunca ouvi esse nome no hospital. Ela sorriu e pareceu agradecida por não ter dito nada sobre o menino.— Isso, Allison E. Cameron. O E. é de Emma, não uso esse nome há anos. Pode me chamar de Allison ou de Emma, se preferir. Ninguém no Princeton-Plainsboro tem costume de me chamar assim, apenas minha família e, bem, minha cidade inteira. Ela desviou o olhar para o sofá, que já estava montado em uma cama, fazendo eu me perguntar quanto tempo me perdi naquela imagem. Havia lençol, algumas cobertas e travesseiros, toalha, sabonete, assim como uma roupa limpa.— Pode tomar banho, como disse, no fim do corredor, segunda porta a direita. Espero que não ligue pra essa roupa. Sua cama está pronta e, enquanto se banha, vou preparar alguma coisa, não pode dormir sem comer depois de tudo o que você bebeu naquele bar.— Obrigada, está ótimo. Não precisa se incomodar comigo. Ela apontou na direção do banheiro como se me desse uma ordem, querendo acabar com aquele assunto, mas sorria. Recolhi as coisas que ela deixou sobre o sofá cama e fui na direção apontada. Assim que voltei, como prometido, ela havia feito uma caneca de leite quente e arranjou alguns bolinhos. Já era tarde quando terminamos de comer, ela recolheu-se e me mandou ficar a vontade, apaguei as luzes restantes da casa e me deitei. Rapidamente caí em um profundo sono.
Notas finais
Críticas, sugestões, já sabem o que fazer. Obrigada gente!
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