Uma Realidade Mágica!
13 Uma solução rápida nem sempre é a mais simples
Notas iniciais
Emma pediu ajuda à sua família em StoryBrooke. Quem sabe com alguma magia sua amada despertaria. Como será que eles estão se saindo na cidade?
Enquanto isso, em StoryBrooke:
Regina e Gold estavam no antiquário com Mary, David e o pequeno Henry, trabalhando em uma poção que pudesse ajudar Emma com seu amor adoentado. A noite passou em horas rápidas ali dentro, vez ou outra Regina desviava sua concentração dos livros de magia para olhar Henry, dormindo tranquilamente sobre uma cama improvisada no colo de Snow. Foi Gold quem achou o encanto certo para a ocasião. Ele e Regina começaram a trabalhar imediatamente com os ingredientes que dispunham, afim de terminar o serviço o quanto antes. Assim que o sol raiou em Maine, antes mesmo dos moradores da pequena cidade acordarem, eles haviam conseguido. Regina olhava, fascinada, o líquido vermelho-escarlate em um vidrinho tampado nas mãos de Rumple. James e Henry jaziam ainda adormecidos em seus respectivos lugares improvisados, já Mary permanecera a noite toda acordada.— Está pronto! Snow White, pode avisar sua querida filha que conseguimos. O sorriso no rosto de Mary Margareth era irradiante. Ela olhou o conteúdo brilhante do frasco e agradeceu repetidas vezes aos dois, fazendo Regina revirar os olhos com o excesso de gratidão. Enquanto ela telefonava, tanto James quanto Henry despertavam da noite mal dormida. Regina correu para junto do garoto, mimando-o e dando a notícia a ele que, todo orgulhoso, a abraçou forte pelo pescoço.— Precisamos levar isso rápido. O quanto antes! – James se pronunciou.— Vovô, eu também vou. Eu posso ir, não é?— Henry, tem certeza que quer ir? É muito cedo e você vai precisar pegar roupas. Você ainda nem tomou café. O menino sorridente tornou a abraçar a mãe adotiva e lhe deu um beijo no rosto. Regina se derreteria com a demonstração de carinho, Henry sabia disso.— Ok. Mas tenha cuidado e volte logo. Snow voltou empolgada com o endereço da filha em mãos, entregou ao marido e deu carta branca para que viajassem. Ele correu para a caminhonete, de certa forma bem antiga, com o neto indo atrás com passos apressados.— Cuidado com a minha loja! – Gold resmungou. Eles não ouviram. Enquanto os três saíam da loja para vê-los partir, ambos já estavam no veículo ligado que saiu em direção à fronteira. Henry deu tchau e mandou beijos através do vidro empoeirado da caminhonete. Foi Regina que notou o olhar perdido de Gold primeiro, parando na frente dele, impedindo sua passagem de volta ao interior da loja. Ela foi direta.— Tem alguma coisa errada com aquela poção, Rumple? Logo Snow estava ao lado da madrasta, encarando o velho com sua bengala, ambas com olhos questionadores.— Gold, você não me fez dar falsas esperanças para Emma, não é?— A poção está em perfeito estado. Como eu disse e mandei que a avisasse, a única coisa que ela não fará será acabar com a patologia do rapaz. Fora isso, a saúde dele ficará muito melhor do que Emma nos contou. – Ele olhou Snow nos olhos antes de continuar. – Pelo que eu saiba, sua filha concordou com isso.— Sim, concordou.— Mas não é só isso, ou estou errada? Você está muito misterioso, Rumple. Parece preocupado.— É claro que estou preocupado, Majestade. Já parou para se lembrar que essa é a primeira magia que tentamos mandar para fora de StoryBrooke? Regina não teve tempo de responder, o celular de Mary tocou outra vez, era David. Ele não tinha boas notícias. A cidade de StoryBrooke estava livre de qualquer maldição. Seus moradores podiam ir e vir para dentro e fora da cidade, sem consequências. Entretanto, todos eles, com exceção de Leroy que preferiu velejar pelo mundo, escolheram permanecer na cidade. James dirigia a toda velocidade cortando a floresta, Henry levava o frasco brilhante nas mãos, empolgado. Eles avistaram a, antigamente, tão temida demarcação da fronteira de StoryBrooke. A caminhonete não hesitou ao cruzá-la, mas assim que isso foi feito, o líquido florescente nas mãos de Henry se apagou, tornando-se um vermelho opaco e pegajoso. A freada foi brusca ao ouvir o grito de pare do menino. Eles avaliaram o conteúdo do vidro e decidiram voltar. O príncipe deu ré e, ao cruzar a fronteira, entrando outra vez na cidade, o líquido voltou a irradiar sua luz. Foi nessa hora que eles ligaram para Mary e informaram o ocorrido.— Rumple? – Regina ergueu uma sobrancelha em direção ao homem. Ela não precisou ouvir muito da explicação pelo viva-voz do celular para saber que Rumple saberia o motivo daquilo.— Creio que a magia só possa sair daqui através de criaturas místicas.— Criaturas? – Outra vez a sobrancelha da rainha foi erguida.— Mary Margareth, chame a Fada Azul e nos encontre na fronteira. Regina, espero que aceite me levar em seu carro até o garoto Henry. A mulher bufou e fez sinal com a mão para que Gold a acompanhasse. Snow já tinha corrido a muito tempo rumo a ONG onde Blue certamente estaria trabalhando. No caminho encontrou Ruby, indo para o Granny’s começar o expediente.— Pra que a pressa, Snow?— Emma. Preciso da ajuda de Blue para levar uma coisa para ela. Ruby, pega meu carro. Depois eu falo com sua avó.
Um chaveiro com a chave do veículo voou na direção de Ruby, que a pegou facilmente na mão direita. A jovem de longos cabelos negros correu em direção ao carro, parado diante da casa de Mary. Ela arrancou com o carro, passando por sua avó que vinha da pensão.— Depois eu explico. Ou a Snooow! A velocidade do carro deixou o grito para trás. Assim que chegou, Blue estava a par do que acontecia e as duas entraram no carro com pressa. Ruby tornou a cantar pneu, dirigindo-se à floresta.Enquanto isso, na floresta: Regina encostava o carro na traseira da caminhonete de James, descendo com Gold logo ao seu lado. Henry pulou do capô onde estava sentado para correr abraçar a mãe adotiva. James se pôs ereto e encarou os dois, tinha nas mãos o vidro brilhante.— Explique.— Eu imagino que esse frasco contendo magia só poderá sair de StoryBrooke através de seres mágicos. Houve uma cantada de pneu em uma freada brusca, Ruby parou o carro de Mary bem a tempo antes de bater na traseira do carro de Regina.— Mas que diabos...?! Sorte sua, loba, isso lhe custaria caro. Ela falou sem pensar, mas ao sentir Henry com os braços envoltos em sua cintura, encarando-a com olhos assustados, ela desculpou-se a contra gosto com a jovem, fazendo o menino voltar a sorrir.— Me dê logo isso aqui. Vamos acabar com esse festival. A rainha se desvencilhou do abraço do filho e tomou o frasco das mãos de David. O líquido vermelho irradiava seu brilho através do vidro. Ela caminhou até a linha que delimitava a cidade e parou. Respirou fundo e deu um passo adiante. Seu sorriso convencido quase irradiou tanto quanto o líquido brilhante em suas mãos. Ela sentiu-se a mais poderosa ali. Porém, não durou mais que alguns minutos, o vermelho opaco tornou a aparecer, deixando Regina furiosa.— O que tem de errado com esse negócio, Rumple?— Permita-me, Majestade. Ele tirou o frasco das mãos da mulher, agora novamente incandescente por ter voltado ao terreno da cidade, e se dirigiu, vagarosamente, até a linha demarcada. Atravessou-a. Aconteceu exatamente o mesmo que com Regina. Ele voltou, balançando a cabeça.— É certo que esse frasco só sairá daqui, sem perder seus poderes, com uma criatura mágica.— Mas se, nem mesmo eu ou você conseguimos fazer isso funcionar...— Não se trata de funcionar. – Ele a interrompeu. – Se trata de que não somos as pessoas certas para levar isso até Emma. Todos os olhares se voltaram para Blue, a última esperança para ser a qualificada. A fada azul se aproximou, tirou do saquinho que trazia a cintura um punhadinho de pó de fada e jogou sobre si mesma. Suas asas imediatamente apareceram, ela testou-as ganhando altitude e desceu para pegar o frasco das mãos de Rumple. James analizava a linha como se a culpada de tudo aquilo fosse ela. Red estava encostada na caminhonete, completamente alheia à conversa mas, curiosa como era, ouvindo a tudo. Blue ganhou altitude de novo, quanto seus pés passaram a altura da cabeça de Regina em quase um metro, ela rumou em direção à linha no chão. Assim que seu corpo estava totalmente do outro lado, as asas de Blue sumiram e ela foi lançada em queda livre, sendo pega por James que a avistou graças aos gritos de Snow e Henry.— Onde está o frasco? – Mary entrou em desespero ao notar que o havia perdido de vista. Todos a olharam, com exceção de Henry. A Fada Azul tomara um susto tão grande com a queda que deixara escapar o frasco, também opaco, de suas mãos. Foi o menino quem deu o alerta, ao ver o vermelho vivo brilhando do outro lado da fronteira.— Vejam! Red acabara de se levantar da sua espalhafatosa queda junto ao asfalto, na esperança de não deixar o vidro que a fada soltou se quebrar. Assim que sacudiu a poeira do corpo e verificou os joelhos arranhados, ela notou que todos a olhavam. Ruby estava a mais de dois metros da linha limite da cidade e o frasco ainda permanecia vivo em suas mãos.— Como isso é possível? – Regina se viu surpresa.— Simples. Todos somos criaturas místicas aqui. O que significa que precisamos da magia para nos diferenciar de pessoas comuns. Lá... – ele apontou a direção de Ruby, que se aproximava outra vez da família “Charming”. – não existe magia, Majestade.— Mas então, por que Ruby e não qualquer um de nós aqui? – A fada se viu confusa.— Porque nossa querida Red é uma criatura mística que independe da nossa magia para existir.— Ela é uma amaldiçoada. – a rainha disse entre dentes, causando uma careta em Henry, então ela se corrigiu. – Ela não usa magia para se transformar naquele... lobo.— Correto. A transformação de Ruby foi liberada quando eu trouxe a magia para esta cidade. Porém, ela só precisa da lua cheia para tornar-se diferente. Enquanto nós, temos que usar de mais artifícios. – Ele apontou o saquinho com pó de fada na cintura de Blue e Regina entendeu o recado.— Nós manipulamos magia, não a geramos.— Exato. Rumple se aproximou, todos já haviam entendido o resultado dos testes e Ruby entendeu sua missão. Ela entrou no banco de carona da caminhonete com James, após despedidas e a promessa de Snow de explicar tudo para sua avó. Henry ficou com Regina. O carro passou suas duas rodas dianteiras, onde ficam os passageiros, pela fronteira e parou. James colocou a cabeça pra fora do carro com um grito.— Goold!! Estou perdendo a paciência com isso. Todos se aproximaram do carro e viram o objeto apagado nas mãos de Red. Ela desceu do carro, decepcionada. Assim que seus pés tocaram o chão, o líquido brilhou intensamente.— Isso é interessante. Parece que nada, além da jovem Red, poderá levar isso até Emma.— Não existem carros em nosso reino. Mas como...? – Snow buscava uma solução, mas quem a encontrou foi Henry.— Cavalos! – O menino sentiu-se orgulhoso de si mesmo.— Seria uma viagem longa para nós e os animais. – James deixava claro que iria com Ruby.— A lua cheia é hoje a noite. Posso cavalgar uma boa distancia com você. Quando entardecer, você volta com os animais. Assim que anoitecer, vou correndo. Naquela altura ninguém mais poderia desconfiar do controle que Ruby exercia sobre o lobo, tirando o fato de correr pela floresta uivando, era tão dócil e tranquilo quanto a forma humana. Ela já ajudara outras vezes estando em forma de lobo e praticava a cada lua cheia para não perder mais o controle. Estava decidido, Ruby seria a mensageira.
Notas finais
Gente, não reparem nas montagens toscas. u.u' Espero que gostem do capítulo. Obrigada a todos.
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