Uma Realidade Mágica!
33 Festa e aceitação
Notas iniciais
Oláá!! Aqui estou eu para mais um capítulo. Espero que vocês gostem. ^-^
Finalmente a festa do Henry começou. O que acham que vai acontecer? Será que as pessoas irão gostar da fantasia de Regina? Boa leitura!!
As últimas pessoas a chegar foram, de fato, o aniversariante e sua mãe adotiva. Vi o carro de Regina estacionar num canto escuro da rua. Em seguida desceu, seguida por Henry, vindo a pé em direção a nós duas.— Boa noite. Ela sorriu de canto. Era a primeira vez que via Regina realmente sem graça. Mas ela tinha motivo. Dois ótimos motivos. Os dois pares de olhos, os de Remy e os meus, olhando-a de cima a baixo. A fantasia tão misteriosa era aquela então. Quem imaginaria?— Então, gostaram da surpresa? É uma homenagem. – O que o garoto disse pareceu deixar Regina ainda mais constrangida.— Homenagem? Regina, você que decidiu isso ou...? – Encarei o garoto.— Henry não teve nada a ver com minha fantasia, Emma. – A morena afirmou de forma irônica, parecendo ter se irritado levemente.— Desculpe...eu só...não esperava. – Foi minha vez de corar instantaneamente. Remy me segurou pelo braço e depois me puxou para si pela cintura, fazendo meu quadril encostar ao seu.— Está linda, Regina. Estamos honradas. – A castanha sorriu. – Melhor entrarmos, estão todos esperando. Ela interrompeu o que Henry ia dizer, eu notei. Mas a expressão no rosto daquele rapazinho foi um belo sorriso ao ouvir Remy. Ele tinha um olhar orgulhoso em direção à Regina e isso me comoveu. Já fazia um bom tempo que nós duas convivíamos na santa paz e, a cada dia que passava, eu achava ainda mais que ela também merecia ser feliz. Regina’s POV: Foi embaraçoso para mim, encarar Emma e Remy vestida daquela forma. Não que fosse algo vergonhoso, muito pelo contrário, mas porque o meu propósito era de fazer algo visivelmente para elas. Ou talvez, apenas medo por estar tão diferente do esperado. Henry entrou na frente, anunciando sua chegada e fazendo pose de herói, como havia feito em meu quarto. Em seguida, Remy e Emma entraram, eu suspirei e as segui. Ninguém havia prestado muita atenção na minha chegada, mas assim que Emma e Remy caminharam mais à minha frente e me vi sozinha na entrada do salão, pude ver um a um dos olhares se voltarem a mim. Sem graça, fiquei um pouco acuada de início, dando passos curtos e procurando evitar ao máximo chamar atenção para mim. Sem muito sucesso. Perto de quem eu passava, os olhares sempre se voltavam para mim. Mas foi só quando eu me sentei à mesa destinada aos familiares de Henry, ou seja, a mãe biológica com sua namorada, os avós e eu, que notei que os olhares em minha direção vinham acompanhados por sorrisos. Muitos deles discretos, mas sempre presentes. Ruby foi a primeira que se aproximou, trazia em mãos uma bandeja de guloseimas e a colocou na mesa à minha frente, sorrindo. A jovem, provavelmente cansada da capa vermelha, usava um vestido preto muito sensual e pude ver presas de vampiro quando a garota sorriu. Eu estava sentada ali sozinha, como se já não estivesse acostumada a estar isolada. Henry estava cercado de pessoas, olhando seu baú cheio de presentes, enquanto Emma e Remy estavam socializando pela festa, assim como Snow e Charming que, como eu esperava, vestiam-se exatamente como em nosso reino. Nosso? Aquela era mesmo eu ali sentada? De todo modo, eu não era muito boa em sociais. Assim que a loba deixou a bandeja, olhou a cadeira, mas ficou insegura em se sentar.— Não era para ser uma convidada? Por que está servindo mesas, Ruby? A moça ficou surpresa ao ouvir seu nome saindo, pela primeira vez, de meus lábios, e daquela forma tão comum e normal, sem nenhuma ira ou mesmo deboche.— Não estou servindo mesas, Majestade. A mesa de doces e salgados fica logo ali. – Ela disse apontando as mesas no canto do salão, próxima a mesa onde estava o enorme bolo de aniversário que seria servido e o bolo menor, mais enfeitado e que tinha as velas. O bolo do “primeiro pedaço.” – Eu a vi sozinha aqui, chegou e se sentou, não se levantou para nada. Achei que deveria comer algo. Não é só porque minha avó fez, mas estão deliciosos. – Ela sorriu.— Não precisava Ruby, obrigada. – Eu notei a surpresa nos olhos da loba outra vez por minha cordialidade. – Sim, as guloseimas da sua avó são deliciosas. Não mais do que as minhas, eu diria, mesmo assim muito boas. – Minha gargalhada ecoou ao nosso redor e Ruby sorriu. – Anda menina, sente-se aí. Acho que irão demorar um pouco ainda. – Empurrei com magia a cadeira na direção da moça que, hesitante, recuou alguns passos, me deixando sem jeito. Ao notar que me retraí por tê-la assustado, a vampira sentou-se.
— Uma médica. Quem diria? Regina, vossa Majestade, Rainha do Reino Encantado, como uma simples médica. – Ela disse com um tom debochado, eu senti, enquanto me olhava e analisava mas, ao mesmo tempo, nada daquilo me incomodou, pois ela havia soltado um sorriso convidativo ao final da frase.— Culpa daquelas duas ali. – Apontei na direção das namoradas abraçadas enquanto falavam com Leroy.— Um gesto muito bonito. Esperava que viesse num daqueles seus vestidos longos e aveludados de Rainha. – Ela torceu o nariz. – Não me leve a mal, são lindos, mas...você entende, não é?— Claro que sim. Por isso mesmo não vim com nenhum deles. É passado, loba, quero deixá-lo onde está. – Sorri e tive outro sorriso em resposta. Sinceramente, não sei por que haviam tantas mesas naquele salão, a maioria delas tinha apenas duas pessoas ou estavam vazias. As pessoas estavam sempre circulando, fazendo brincadeiras ou dançando as músicas da trilha sonora que Remy havia arrumado. Belle foi a próxima a se aproximar de minha mesa, com Ruby ainda ali, a jovem não conseguiu conter sua curiosidade. Trouxe Gold pelo braço, praticamente puxando-o para que chegassem logo.— Regina, está tão linda. Foi admirável a homenagem que fez à profissão de Emma e Treze. – Belle dizia com um sorriso, enquanto seus olhos alternavam entre mim e Ruby de um jeito sapeca.— Obrigada, Belle. – Vi nos olhos de Gold e da moça o espanto tomar conta, enquanto ele dava um sorriso torto de curiosidade no rosto enrugado, assim como a jovem ao seu lado. – Ruby, Mary Margareth está te chamando para uma pequena disputa. – Ela riu e segurou a mão da morena.— Acho que Mary adora perder. – A loba riu e se levantou. Antes de sair com Belle, Ruby olhou em minha direção. Estava esperando que eu lhe desse autorização? Talvez esperando que eu dissesse que ficaria bem. Aquilo me tocou, fez meu coração palpitar. Realmente eu vi o quanto as coisas tinham mudado, o respeito, o verdadeiro respeito, que eu havia conquistado. Acenei que sim com a cabeça e com leves movimentos de mão, dispensei a loba para que se divertisse, com um sorriso nos lábios que ela prontamente correspondeu. Assim que as duas saíram, praticamente correndo e parecendo trocar confidências, Gold se aproximou de mim.— Que mudança extrema. Parece que estou de novo diante da doce Regina à qual fui mestre.— E está, Rumple. Não totalmente, afinal não tenho mais a mesma ingenuidade, mas está. – Sorri para o homem que se manteve sério. – Relaxe, Gold. Você tem Belle ao seu lado, tem a magia sem que precise abrir mão de seu coração, vai conseguir ser alguém melhor para ela também. – Eu sorri em sua direção uma segunda vez e ele apenas acenou que sim com a cabeça. Já era um ponto ganho fazê-lo concordar comigo. Rumple logo se retirou e foi sentar-se em uma mesa próxima, provavelmente uma em que tivesse a visão de Belle. Não sei quanto tempo se passou enquanto estava sentada ali naquela mesa mas, pela primeira vez, notei que nunca ficava mais que alguns minutos a sós. Até mesmo Snow e David haviam vindo se sentar um pouco e conversaram comigo. Também passaram por minha mesa a avó de Ruby, Archie, o anão Leroy, que pela primeira vez me chamou de irmã. Blue, me elogiando por ter conseguido atingir a bondade de meu coração outra vez. Achei um tanto exagerado o modo como a fada pôs as coisas, mas não achei ruim sua breve companhia. Emma também veio, após ver tantas aproximações, perguntar se estava tudo bem. Era a segunda vez que eu via Emma ter uma preocupação sincera e verdadeira com meu bem estar. Finalmente era chegada a hora do parabéns e Henry veio me buscar na mesa para que ficasse ao seu lado atrás da mesa com o bolo. Emma já estava lá, nos esperando. Cantamos, o garoto apagou as velas, ou melhor, ele tentou. Pela primeira vez, que me lembre, vi Gold fazer uma brincadeira de forma espontânea. Ele discretamente reacendia a vela com magia toda vez que Henry a soprava, nunca deixando a chama se apagar totalmente, arrancando gargalhadas de todos os presentes. Após isso, o bolo foi cortado. O primeiro pedaço, que Henry cortou sozinho, parecia um tanto grande demais.— Hey garoto, assim não sobra para gente. – Novamente, mais risos com o comentário de Leroy.— O primeiro pedaço é para alguém especial, Leroy. Mas, no meu caso, não é uma pessoa só. – Ele sorriu e dividiu aquele único pedaço em três partes. Pegou dois deles, um em cada mão, em seus devidos pratinhos e os estendeu na minha direção e de Emma ao mesmo tempo, fazendo com que brotassem lágrimas em nossos olhos e que ambas lhe déssemos um abraço apertado ao mesmo tempo, sem nos importarmos com aquele contato entre nós. – Espere, ainda não acabou. Falta o outro pedaço. – Ele sorriu e se virou, outra vez, para o povo diante dele. – Aqui, é para você. – Ele estendeu o pedaço para Remy, bem diante de nós do outro lado da mesa. A jovem ficou visivelmente emocionada e o garoto passou por baixo da mesa para ir abraçá-la com força, depois a puxou para trás da mesa e a colocou ao lado de Emma. Puxou a loira e eu para que ficássemos lado a lado e se colocou na nossa frente, abrindo os braços, fazendo pose para as fotos que Snow tirava. Emma olhou para a namorada e eu vi com um sorriso peralta brotar em seu rosto, que na mesma hora a castanha compreendeu. Em seguida olhou para mim com o mesmo olhar e o desviou rapidamente na direção de Henry, tornando a olhar para mim e abrir o mesmo sorriso. Me espantei por entendê-la, por conseguirmos nos comunicar assim, através de olhares. No segundo seguinte, estávamos todas pegando Henry nos braços, deixando-o deitado e jogando-o para cima, o que rendeu uma foto bastante engraçada e mais gargalhadas. Principalmente quando o garoto se vingou, nos dando um tipo de um falso doce que tinha um gosto muito estranho. Acho que nunca, em toda minha vida, me diverti tanto em uma festa. Foram poses engraçadas para fotos, gafes diante da câmera que filmava o evento. Eu gargalhava e não me recriminava por isso. Pro inferno com vinganças e maldições, naquela noite, Snow White estava me arrancando risos. Gracinhas e palhaçadas, contato físico. Não lembro de uma única vez que tenha ficado tão feliz por estar cercada de pessoas.
Notas finais
Espero que tenham gostado. xD
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