Uma Realidade Diferente

6 Capítulo 5 - Um por um, vão caindo...


Notas iniciais
Desculpem-me a demora para postar este novo capítulo.
Tive provas esta semana e por isso estivo estudando...
É curto mas espero que gostem. ^^

Um por um, vão caindo...

Do alto de um edifício, observando com olhos de águia, um pé sobre o limite do telhado, Anna fazia um breve e analítico reconhecimento de campo. Era necessário saber saídas, entradas, o terreno, quantos quartos ao total vigiando, porém... Um local perfeito para um grupo ou uma gang reunir-se e conversar sobre suas artimanhas, planos hostis e terríveis crimes. A sensação de estar assim tão próxima de ver seu criador, de ver seu rosto mais uma vez e a esperança de finalmente matá-lo, provocava-lhe um incômodo no estômago e uma sensação insuportável de ansiedade. Entretanto, Anna sabia muito bem que era preciso manter a cabeça focalizada e limpa. Não podia agir totalmente por impulso; já bastava estar ali por impulso do desejo de vingança. Ansiedade quase arrancando-lhe fora o coração pela boca.

Podia notar que havia segurança armada guardando o local ao redor e em quase todos os lugares. Não armamento pesado como rifles ou metralhadoras, apenas o básico de pistolas e revólveres. Este fato só faria tudo ficar mais fácil e menos perigoso porque estavam sendo imprudentes de manter uma segurança tão fraca e baixa daquele jeito. Apesar de ela estar tirando essa precipitada conclusão a partir do pouco que via. Oh, como a raiva e o ódio obrigava as pessoas a agir precipitadamente...

Isso não importava. Anna jogou seu bom senso fora. O que importava era se infiltrar lá dentro e ficar cara a cara com o culpado de tudo. Era isso o que Anna mais desejava. E, sem mais conseguir esperar, moveu-se rápida e silenciosamente para se infiltrar lá dentro sem ser vista.

- Hey, Alberti, tu ainda tem o telefone daquele gostosa? – um dos guardas perguntou ao outro, sentado numa cadeira, a postura desleixada com as pernas sobre uma mesa logo a sua frent. Ele comia uma maçã e tinha um revólver na outra mão. – Aquela que tu xavecou no bar otem.

Alberti, um robusto e zangado guarda, revirou os olhos e se virou abruptamente para encarar o companheiro com um olhar impaciente. Ele tinha cara de poucos amigos, rosto anguloso e a barba por fazer. Usava roupas cinza com um sobretudo marrom claro assim com o seu amigo comilão.

- O telefone dela? Por que diabos eu daria a porra do telefone dela pra você, hein, Bill? – disse ele, gesticulando bastante com as mãos e com um forte sotaque italiano. – Pra comer ela? Cai fora, seu idiota, que é já é minha.

- Ah, mano, qualé? – Bill resmungou, falsamente decepcionado. – Esquece então... Só quero saber até que horas o chefe vai manter nos aqui. Uma fábrica? De madrugada? Só pode ter enlouquecido de vez.

- Veja o lado bom, é uma fábrica de lingeries! Bem que poderíamos roubar algumas e dar para nossas putas usarem, hehehe.

- Yeah!

Ambos continuaram a jogar conversa fora sobre mulheres, peitos, bundas, sexo e outras coisas idiotas que homens idiotas conversam. Um fato interessante sobre a eles era que estavam ali sob ordens do "chefe" e, aparentemente, uma ordem recente e desagradável para seus gostos. Talvez nem tanto, eram pagos para isso e recebiam uma boa grana. Boa grana para morrer.

E como assim fábrica de lingeries? Se isso era um disfarce então... Que engraçado lugar para marcar com seu grupinho durante a madrugada.

Porém, eles não eram os únicos ali dentro conversando ou vigiando a fábrica de lingeries. Havia muitos outros na parte interior e isso preocupou Anna por um momento. Eram muitos guardas armados e talvez ela não fosse capaz de lidar com todos sozinha, no entanto, para cumprir com seu objetivo, isso não importava. O importante era encontrar o tal chefe deles, onde quer que esse maldito estivesse e assassiná-lo. Tirar seu direito de viver por todo o sofrimento que Anna passou. Ah, sim, ela podia sentir o ódio fluir dentro de suas veias aos poucos, esquentando seu espírito e dando-lhe adrenalina. Estufou o peito, rangendo os dentes por trás da máscara, e jurando ser capaz de sentir o gosto metálico de sangue na boca. Não o sangue dela... O de seu criador.

(Aqui a música: http://www.youtube.com/watch?v=Mw4O9pN-a1g )

Uma bela melodia começou a ecoar na fábrica, lenta e rítmica e depois ritmando para algo mais rápido. Todas as caixas de sons, espalhadas em cada lugar estratégico da fábrica, a tocavam com graça e transformando o clima mais animado, vívido e épico. Era de uma sinfônica orquestra especial e com tema de batalhas ao estilo que os filmes possuíam. Ela inspirava o corpo mover-se ou imaginar uma cena dentro de uma batalha difícil e empolgante. Faz você desejar segurar uma espada em punho e brandi-la contra um escudo... Gritar ao desferir o ataque. A força, o poder, a satisfação, a adrenalina correndo em suas veias e em sua mente.

Todos os guardas levaram um susto que, praticamente todos, deram um salto alarmados.

No entanto, não notaram a sombria silhueta feminina no centro deles. Não perceberam que ela aterrissara ali, de origem misteriosa, no exato momento que a música começara a tocar na fábrica. Havia shurikens em ambas as mãos, os braços cruzados formando um X em frente ao busto, o corpo levemente curvado.

O tempo pareceu ficar lento quando Anna arremessou as shurikens contra os primeiros guardas, desarmando-os apenas. Ela, assim que fez isso, avançou contra dois, sacando duas de suas adagas, desferindo cortes em suas gargantas. Ambos caíram e abriram caminho para ela avançar, sendo obrigada a atirar uma adaga contra outro guarda ao notar ser a mira de seu revólver. Ele grunhiu de dor antes que começasse a cair mas Anna agarrara seu braço e o puxara para usá-lo de escudo contra balas.

- Quem é essa louca? – perguntou Alberti, raivoso. Ele avançou na direção de Anna com um pedaço de madeira.

Ele avançava para um ataque por trás.

Anna ouviu muito bem seus passos e abaixou-se no exato momento do ataque, sentindo o vento ser cortado logo acima de sua cabeça. Girou o corpo e ficou de pé novamente, defendendo agora com o antebraço a arma de madeira e socando Alberti no nariz. Este soltou o bastão de madeira e xingou Anna em italiano que apenas deu uma risadinha e chutou ele na barriga.

Mais dois homens chegavam e Anna apressou-se em correr na direção de ambos, dando um breve salto para uma voadora em ambos ao mesmo tempo. Com impressionante flexibilidade, ela apoiou as mãos no chão e deu um mortal para trás, pondo-se de pé novamente para cravar uma adaga no coração de um homem baixinho que vinha pela sua esquerda. Ela pegou a arma de sua mão no ar quando ele a soltou e apontou para todos os que estavam próximos à ela, precisando somente de um tiro e uma ótima mira para matá-los todos. Todavia, um inesperado soco lhe atingiu o rosto mas não a desmascarou. Anna revidou com um gancho de esquerda e esquivou-se, por puro reflexo, de outro soco vindo do lado oposto agora.

- Então você gosta de uma boa briga, huh?! – alguém gritou mas Anna não conseguiu saber de qual direção.

- Ééé! Vamos ver se ela pode com muitos ao mesmo tempo!

Anna, quando deu por si, estava cercada por muitos. Não percebera a aproximação de tantos por estar distraída ao se divertir com alguns e isso foi um erro fatal de sua parte. Ela era capaz de lutar contra vários, sim, mas talvez não contra pelo menos quinze. Anna começou a se sentir nervosa e inquieta.

- Não vai ser problema... – disse ela, provocando-os, ficando em uma postura de combate ao decorrer do que eles se aproximavam. – Todo o homem luta com mais bravura pelos seus interesses do que pelos seus direitos¹... Disse Napoleão uma vez. Mas no meu caso, sou uma mulher sedenta por vingança.

Todos mexeram a cabeça, olhando entre si e caíram na gargalhada, enfurecendo Anna que rangeu os dentes de raiva.

Então o alvoroço começou. Anna lutava contra vários ao mesmo tempo, defendendo-se, esquivando-se, atacando quando podia. Levava um soco aqui e acolá, um chute, uma cotovela, uma joelhada, e atacava e se defendia incansavelmente. Eles a atacavam sem piedade, sem dar tempo de reação, não permitiam defesa ou esquiva tão facilmente.

Uma facada. Um deles tinha uma faca. Oh... Anna levou uma facada nas costas mas teve a sorte de não ter sido fatal.

Definitivamente, Anna estava lascada.

¹.: "Todo o homem luta com mais bravura pelos seus interesses do que pelos seus direitos." by Napoleão Bonaparte

Notas finais
Coloquei, neste capítulo, a soundtrack que Anna usou para esquentar o clima de batalha hahaha
Espero que eu tenha feito uma boa escolha
todos os direitos autorais para quem compos a epic battle soundtrack
Em breve o próximo capítulo sairá