Depois de mostrar a prova de que os Caminhantes Brancos ainda existiam para Renly Baratheon e Margaery Tyrell, Robb combinou um encontro com Daenerys Targaryen para que os nobres dos Sete Reinos fossem reunidos e assim pudessem enfrentar as criaturas.

Renly e Margaery ficaram com os rostos verdes ao ver a coisa, Robb até pensou que o rei e a rainha vomitariam.

Isso com certeza parou o jogo dos tronos e deixou as ambições de cada um suspensas.

O tempo das disputas mesquinhas precisava acabar, por mais difícil que isso fosse para os sulistas.

Reunindo os membros das grandes casas, Robb mostrou para eles o morto vivo.

As reações foram as esperadas.

Incredulidade, medo, pavor, angústia e Mace Tyrell até urinou nas próprias calças (para o desgosto de Olenna Tyrell e mais desgosto ainda das servas que teriam que limpar depois).

Mas ao menos havia uma coisa positiva, todos entenderam a situação e viram o perigo que se aproxima.

Todos os reinos estavam unidos na luta contra os mortos. Talvez fosse a primeira vez que estavam unidos em um único objetivo em toda a longa existência de Westeros.

Ao menos a guerra entre os homens ficou para depois, agora era a hora de se concentrar na guerra de vivos contra mortos.

—Vossa Graça, uma carta de Winterfell.

Robb orientou a mãe e a esposa a mandarem uma carta em sinal de emergência, então ficou bem preocupado.

—Aconteceu algo?

—Leia meu senhor.

Quando Robb leu a carta não conseguiu acreditar no que lia.

Arregalou os olhos, sem falar nada.

Depois, sentindo que seu peito iria explodir de felicidade, ele começou a rir e chorar.

—Minha família está completa mais uma vez, Arya e Brandon voltaram para casa.

Oberyn Martell sorriu para ele e lhe deu um tapinha nas costas.

—Vá se reunir com a sua família rapaz. Nesses tempos de trevas nós precisamos das pessoas que amamos mais do que nunca. Tudo o que você precisava dizer já está dito aqui em Porto Real, vá se encontrar com eles.

—Tem razão, príncipe Oberyn.

—Só é uma pena eu ter que dar atenção a esses cadáveres em vez de continuar brincando com meus três prisioneiros.

Robb se arrepiou.

—Tywin, Amory Lorch e o Montanha ainda estão vivos depois desses anos todos?

O príncipe de Dorne deu um sorriso sádico.

—Então muito vivos, rei do Norte.

Robb fez para si mesmo a nota mental de nunca deixar ninguém da família Martell com sede de vingança.

(...)

Quando Catelyn recebeu a notícia de que seus filhos desaparecidos esperavam do lado de fora do castelo teve como primeira reação não acreditar no que ouvia, ou pensar que estava ouvindo errado, ou sonhando um sonho muito bom.

Mas os soldados insistiram, dizendo que havia uma garota de aparência selvagem e um menino numa cadeira de rodas dizendo ser Bran e Arya.

Quando ela foi até o lado de fora e viu seus filhos, Catelyn caiu de joelhos e chorou de emoção.
Apertou aos dois em um abraço tão forte que os olhos dos dois adolescentes quase saltaram das órbitas.

—Minhas crianças! Minhas crianças! Vocês finalmente estão em casa!

Um reencontro choroso entre todos da família emocionou a todos os criados de Winterfell.
Sansa e Rickon também choraram e abraçaram várias vezes os irmãos.

Parecia um sonho, ou o fim de um longo pesadelo, toda a família estar completa depoia de tantos anos separados.

A nova geração de Starks foi apresentada a seus tios.

—Tia, me ensina a lutar com a espada? -perguntou Arrana com os olhos brilhando de expectativa.

—Claro, pode contar com sua tia para te ensinar.

Catelyn gemeu. Outra Arya na família.

Parecia que cada geração tinha uma.

(...)

Quando Robb chegou em casa, correu até seus irmãos e depois de matar as saudades, Bran reuniu a família eem uma sala isolada para revelar informações importantes.

—Eu preciso contar muitas coisas. Aconteceu muito desde que fomos dispersados de um lado para o outro. Eu vi e fiz coisas que jamais pensar ver ou fazer. E eu peço desculpas desde já, mas eu tive que interferir no destino.

—O que quer dizer com isso?

—Eu sou agora o Corvo De Três Olhos. A entidade que vê o passado, o presente e o futuro. Mais ou menos. Brynden Rivers, o Corvo antigo, estava já exausto demais para continuar como um receptáculo. Ele usou muito de seus poderes para se manter vivo tempo o suficiente para que eu chegasse e me tornasse o novo.

—Isso é meio difícil de acreditar Bran.

—Eu sei que sim.

Depois de contar todas as suas visões, a família ficou convencida.

—Eu interferi muito e agora eu não posso ver mais nada no futuro que nos aguarda.

—Você mudou? Como assim você mudou?

Bran suspirou.

—Eu influenciei sua mente, Robb.

—Como?

—Eu usei muito do meu poder para influenciar sua mente. Eu o fiz ir as Gêmeas em vez de mamãe.

—Por que achou que isso seria necessário?

—Mãe foi as Gêmeas e você teve que ficar noivo de Roslin Frey.

Maryssa tomou um susto com isso, Robb e sua tia?

—Você quebrou sua aliança ao se envolver com Talisa Maegyr.

Outro susto para Maryssa. A mesma Talisa que virou sua amiga e a ensinou tanto?

—Você casou com ela. Tio Edmure tomou seu lugar como noivo. Houve um casamento. Vocês foram traídos.

Robb se lembrou das várias mortes de Frey durante o casamento de Edmure e Roslin e Roose e Walda.

—Mãe teve o pescoço cortado. Você foi esfaqueado, Talisa foi atingida no ventre e cruelmente massacrada. Tio Edmure foi aprisionado, os Bolton foram declarados Guardiões Do Norte e os Frey Guardiões das Terras Fluviais.
Robb engoliu em seco. Não era a toa que Bran interferiu.

—E o resto de nós?

—Sansa ficou na capital.

Ele olhou para a irmã com piedade. O máximo até ele podia expressar.

—Stannis se aliou com a bruxa de Asshai e matou Renly usando uma sombra. No mesmo dia em que você convenceu os dois a serem aliados, Maryssa.

As coisas só pioravam.

—Sansa foi casada com Tyrion Lannister. Os Tyrell se uniram aos leões e Margaery estava prestes a se casar com Joffrey mas ele morreu envenenado no casamento. A culpa recaiu em Sansa e Tyrion. Sansa vai para o Ninho Da Águia levada por Petyr Baelish. Ele a vendeu para Ramsay.

Sansa ficou completamente em choque só de se imaginar nas mãos daquele sádico.

—E Jeyne?

—Ela não era útil. Continuou no bordel. Você fugiu e reencontrou Jon. Vocês dois recuperaram Winterfell, mas Rickon morreu assassinado com uma flecha por Ramsay.

Um estalo na mente de Maryssa.

—O corvo que levou a flecha que quase atingiu Rickon!

—Sim, era eu.

—Brandon, isso é um mundo de pesadelo o que você descreve!

—Eu não terminei. Então Jon é declarado Rei Do Norte e foi até Pedra Do Dragão pedir a ajuda de Daenerys contra os mortos. Os dois acabaram se envolvendo... Até Jon descobrir que eles são tia e sobrinho.

Jon ficou pasmo.

—O que?

—Daenerys é sua tia.

—Impossível! Meu pai...

—É Rhaegar Targaryen. Tia Lyanna morreu no seu parto implorando para que pai te protegesse.

Jon saiu correndo do lugar.

Ele precisava de um tempo.

—Depois eu conto o resto, Jon precisa de um tempo.

Cada um estava reagindo a todas as revelações.

Robb foi até Jon.

—Jon isso não muda nada, você é meu irmão!

—Eu sou mais bastardo do que nunca. Eu não sou filho de Ned Stark, o homem que sempre admirei. Eu sou filho de Rhaegar Targaryen, um homem que desprezo.

—Jon...

—Eu sou filho de um homem que causou uma guerra, abandonou a família com um louco para fugir com outra mulher! Isso é tão execrável!
Robb pôs uma não no ombro dele.

—Jon, você ainda é meu irmão. Eu não deixo de me sentir assim por você. Não pense em Rhaegar Targaryen, pense no exemplo do pai que o criou com princípios, que o protegeu e que merece ter sua memória tratada com carinho!

Jon assentiu com a cabeça, mas ainda chorava.

Robb o abraçou.

Jon era e sempre seria um Stark, o seu irmão querido e parte da sua matilha. Isso nunca irá mudar.