Notas iniciais
Hey jovens! Esse é meu primeiro capitulo, espero que gostem!

POV. Agatha

Ando de lado a lado pela sacada. Minha televisão está ligada em um noticiário qualquer, e eu tento pensar em outras coisas. Como isso ajudasse. Faz um mês que Lucy fugiu. Todos os noticiários e programas de televisão focam nessa história, aumentando o escândalo. Minha mãe está desesperada, a situação do reino não está nada bem. Ela tinha “quase” acordos em vários países... Todos desfeitos. Henrique e Clarie tiveram paz no quesito “casamento”. Com a história da “princesa fugitiva” ou “princesa rebelde” nem prestaram atenção na nova agregada da família. Pensávamos que iriam esquecer tudo isso. Usamos artifícios como, educação para os oito, felicidade entre castas, e nada. Já foram dois ataques sulistas nesse meio tempo, tudo ao próprio povo. Trinco os dentes, com raiva só de lembrar.
Logo depois do casamento, quando minha irmã fugiu, parecia mais uma parte de mim perfurada com pregos, que sempre ficarão ali, eles e suas marcas. Foi assim com a morte do papai. Foi assim na primeira vez que minha irmã fugiu. Lembro dos guardas me segurando e eu gritando por seu nome. Nebraska passou a noite comigo me consolando... e quando consegui dormir vieram os pesadelos , ela jogando seu colar para trás e olhos perseguindo-a pela floresta. Como será que ela está?

Uma criada entra no quarto e entrega-me uma mensagem de minha mãe, em uma folha bonita com detalhes dourados..


Querida Agatha,

Temos uma reunião de família e espero por você. Sei o quanto está complicado, mas isso é necessário. Hás 8h no meu escritório.

Lá vem, penso desanimada. Troco minha roupa por algo mais escuro. Vamos tentar um protesto calado. Não sei se mamãe sofre, se sofre, ela não comenta. Desligo a televisão vendo a luz se extinguir. Desço as escadas lentamente esperando chegar bem atrasada sem tempo de ouvir seus sermões. Encontro Nebraska saindo de seu quarto e nos damos as mãos.

– Oque você acha que é?

– Nossa mãe anda de segredinhos com Henrique, os dois são muito imprevisíveis, seja lá oque for... Não é nada bom — Ela tenta sorrir. Mas não me engana

...

– Como?! Vocês não podem fazer isso!

Deserta-la é isso que eles querem. Olho para a rainha, depois para Henrique, Nebraska continua calada no canto da sala.

– Querida... Tente entender... –Minha mãe tenta, mas a interrompo.

– Sua filha mais velha! Pelo que eu me lembro, foi a filha que você tanto desejou por todo o tempo que não conseguia... – minha mãe começa a chorar e paro. Nunca tocamos nesse assunto. Mas nossa mãe teve sérios problemas na gestação da primeira filha. Mas nasceu perfeita, esperada e amada. Não posso deixar que façam isso. Antes de pensar na próxima frase Henrique me olha serio.

– Pare Agatha! Deixe-me falar... – ele espera uma contra resposta, mas aguardo sua fala – Você deve saber a situação que andamos... Nós nunca vamos deixar de ama-la, nunca deixaremos Lucy como ela.... – ele não termina, mas sei que queria dizer “como ela fez conosco” As vezes também sentia isso, não sei como explicar. Pode parecer egoísta, mas sempre quis ela ao nosso lado e ela não esteve. – O povo clama por justiça, se liberarmos uma princesa para ser rebelde, deixarmos assim... Logo irá influenciar a outros. Não podemos deixar isso acontecer. Os países estão cada vez se afastando dos negócios e acordos ao ver toda a bagunça em que nos encontramos.

–Sempre passamos por país perfeito, eles só estão vendo oque realmente somos – olho-o desafiando – Talvez os rebeldes estejam certos... toda essa história de casta, nunca me passou pela garganta. Vocês nunca me mostram o que acontece a não ser por agora. Estou cansada disso! Talvez seja esse o motivo por Lucy não querer viver entre nós! Todos esses segredos e injurias que eles passam! –digo apontando um mapa na parede atrás de mim com as províncias. – Nossa família parece ser feita de cartas, um sopro e fim! –comento com os olhos cheios de lágrimas. Quando vejo que não terei resposta, que tudo é realmente o que eu disse saio correndo e bato a porta atrás de mim. Ninguém me chama, ou me socorre dizendo o quanto estou errada... como eu queria estar errada. Mas vejo que não. Guardas me cercam enquanto entro no quarto, e os ouço comentar o ocorrido, tranco todas as suas possíveis entradas. Sinto que hoje não terei liberdade. Mas também não tentarei... não é aqui que se encontra minha liberdade. Trancada em um castelo. Tiro meu vestido e deito desse mesmo jeito com a cabeça no travesseiro, choro sem encontrar sono. Quando isso vai acabar?

Notas finais
Hey, vocês preferem noticiários ou gatos de olhos azuis e cabelos loiros? :3