Uma Pestinha Em Minha Vida

16 Pesadelo: Aquele que me assombra!


Notas iniciais
Ohayo minna! *desvia de várias pedras e tomates* Ok ok, sei que estou atrasada e que deveria ter postado este capítulo na semana passada mas lá vai a explicação: Eu realmente queria ter postado este capítulo na quarta feira. Quando eu e meu grupo terminamos de apresentar um trabalho, eu suspirei aliviada pensando: "viva, vou poder me dedicar à minha fic agora *0*" mas antes mesmo que eu terminasse de suspirar, o professor cortou meu barato dizendo que teria que adiantar a prova porque ele teria que ir para a França na semana que vem, aí eu comecei a chorar internamente porque a matéria dele tem conteúdo pra caramba! Aí até sexta-feira eu não pude escrever pra me dedicar pra prova e ainda assim, acho que não fui tão bem quanto poderia. Mas e aí Thaly, por que não postou no fim de semana? Elementar meu/minha caro(a) leitor(a), neste fim de semana ocorreu a segunda fase do vestibular da UFPR e minha família veio pra cá pro meu irmão fazer a prova. Então passei o fds inteiro na companhia da minha mãe e trocando alfinetadas com meu irmão pra matar a saudade e eles foram embora só na segunda-feira. Tá, então por que não postou na segunda mesmo ou ontem? Simples, na segunda não postei porque eu quero pegar a diretoria de projetos na próxima gestão da empresa júnior que eu trabalho e tive que mandar minhas propostas ontem. E por que não postei ontem? Porque no momento em que cliquei para enviar, o site abriu a página de manutenção! Mas agora vai, juro pra vocês! AAAAH, fiquei muito feliz com os comentários que recebi no capítulo anterior! E Zoe Gasai, obrigada pela recomendação! Na boa, no dia em que a li, ela salvou meu dia! Você não tem noção do quanto eu adorei, obrigada flor! Mesmo este sendo um capítulo meio tenso, ele vai pra você! Boa leitura (:

De repente voltar pra casa não parecia mais uma ideia tão interessante quanto antes. Eu realmente estava adorando passar um tempo na Alemanha, o intercâmbio não estava mais tão ruim quanto antes. Não agora que eu tenho amigos. Sting e Aries demonstraram ser ótimos amigos nesses últimos tempos.

Levei um tempo para me adaptar a esta nova vida. Minha mãe tinha acabado de morrer e eu estava entrando em uma depressão profunda. Virgo, Levy-chan, Erza e Jellal me apoiaram muito, mas estava sendo muito difícil para mim. Meu pai não sabia o que fazer e ficava triste sempre que me via pois eu era realmente muito parecida com mamãe. Meio como uma solução de seu mal estar, realizou um desejo que eu tinha desde pequena: me deu uma oportunidade de conhecer a Alemanha. Não foi no melhor momento em que ele tomou esta decisão, mas não o culpo, tento me colocar no lugar dele e ele realmente parecia precisar de um tempo para ele, sem lembranças. Não foi fácil me adaptar. Sabe, são culturas diferentes, uma menina que havia acabado de perder a mãe, vai para um país onde não conhece nada e nem ninguém, e morar com uma família estranha, e isso tudo prestes há completar dezesseis anos!

Nos primeiros dias no meu novo colégio, eu andava sempre sozinha, as pessoas me acolheram no primeiro dia, mas depois, começara a agir como se eu não existisse, foi então que conheci Sting e Aries! Aries tinha a autoestima meio baixa, pedindo desculpas sempre por qualquer coisa, meio tímida, mas uma boa amiga e Sting, bem, achei ele metido no começo, mas se mostrou ser um bom amigo também, sem falar que tinha um sorriso lindo! Não que eu me sinta atraída por ele, mas não posso negar que o sorriso dele é lindo. Me sentia bem com a companhia dos dois. Infelizmente Aries não estudava na mesma sala que eu e Sting, mas estávamos sempre juntos nos intervalos e vivíamos saindo juntos e visitando um do outro. Eles também me ajudavam com o aprendizado, afinal, por o alemão não ser minha primeira língua, eu não conseguia ler tão rápido quanto o normal.

– Legal, Blondie, que bom que caímos juntos para fazermos esse trabalho! – Sting comemorou ao se aproximar de mim. – Isso vai ser divertido!

– Sim! Eu estava torcendo pra isso acontecer! Demos muita sorte! – sorri de volta.

– Sim! Depois do trabalho, podemos assistir um filme, ou tomar um sorvete, o que acha?

– Eu adorei a ideia, Sting! Por que não os dois?

– Combinado! Te vejo mais tarde, Blondie!

– É Lucy!

Naquela tarde, convidei Aries para nos acompanhar para tomar sorvete e ver o filme depois que eu e Sting fizéssemos o trabalho, mas Aries não nos acompanhou. Disse que não estava se sentindo muito bem e que ficaria em casa. Desejei-lhe melhoras e me dirigi para a casa de Sting. Apesar de minha amiga não estar se sentindo bem, mas eu sabia que ela ficaria bem logo, então estava tranquila. Se eu soubesse o que aconteceria mais tarde no mesmo dia, eu jamais teria saído de casa.

– Finalmente acabamos! – exclamei me espreguiçando na cadeira.

– Sim! Que tal o filme e o sorvete agora, Blondie?

– É Lucy! Mas sim, tudo bem.

– Legal, vou pegar os sorvetes, você coloca o filme, tá?

– Certo.

Um vento forte invadiu a casa naquele momento, batendo as portas e algumas janelas. Pelo seu frescor, era o típico vento que anunciava uma chuva forte. Eu e Sting corremos para fechar as portas e janelas. Pouco tempo depois que terminamos de nos certificar que a casa estava fechada, a chuva despencou de uma maneira torrencial.

– Essa foi por pouco Blondie.

– Sim. Então, vamos ver o filme?

– Vamos.

Havíamos combinado de ver uma comédia, mas quando o filme começou, não era exatamente isso que eu estava vendo.

– Porque colocou um filme de terror, Sting? Não íamos ver uma comédia? – perguntei sentindo meu sangue gelar. Já disse alguma vez que morro de medo de filmes de terror?

– O filme não estava disponível quando fui alugar, então peguei um filme de terror, você não se importa, não é?

– É... É claro que não. – Engoli seco. Tudo bem, Lucy, se acalme, é só um filme! Foi tudo encenado e gravado e enchido de efeitos, e os atores devem ter rido muito durante as gravações. Não é nada de verdade, se acalme. E com esse pensamento, tentei assistir o filme.

Eu juro que realmente tentei assistir, mas não consegui. A cada cena assustadora, meu me escondia atrás da almofada ou me agarrava no braço de Sting. Ele se divertia bastante com minhas reações, além de não ajudar em nada com meu medo, me deixando envergonhada. Não tenho culpa por ter medo de filmes de terror, oras! E essa chuva, somada aos raios e trovões não ajudavam em nada! Argh, como quero sumir!

– Pronto Blondie, o filme acabou, pode se acalmar agora. – riu desligando a tv.

– Isso não teve graça Sting!

– Teve e como! Você devia ter visto a sua cara!

Fiz um bico e desviei o olhar. Eu pretendia falar alguma coisa em minha defesa, mas não contive um grito e me encolhi atrás de uma almofada ao ver um raio cortando o céu seguido de uma trovoada assustadora.

– Tem medo de raios, Blondie?

– Sim... – admiti sem delongas. Sabe, é meio impossível não ter medo de raios quando um já caiu próximo a você alguma vez. Lembro-me muito bem daquele dia, eu estava fechando as janelas do apartamento a pedido de mamãe porque o vento estava trazendo a chuva para dentro de casa e quando fui fechar a janela do meu quarto, um raio passou a uns 30 metros de mim. Ver aquele laser de quase um metro de largura passando na minha frente, com um som estrondoso e com faíscas saindo das tomadas não é pra qualquer um! Naquele dia eu definitivamente não consegui dormir.

– Tudo bem Blondie, vem cá. – me chamou, fazendo um gesto com a mão para que eu o seguisse e ele me conduziu ao seu quarto, deixando a porta aberta.

Passamos o resto da tarde ouvindo música, conversando, falando besteiras, rindo um pouco como qualquer dupla de amigos faria normalmente. Após fazermos um lanche, retornamos ao seu quarto e continuamos falando besteiras. Eu já tinha esquecido completamente da raiva que eu estava dele e do meu medo do filme e do mau tempo, que aliás, não dava trégua, a chuva continuava caindo com força total e os raios e trovões continuavam com a mesma frequência.

– Hey, Sting. – chamei sua atenção. – O que acha do Hibiki?

– Hibiki? Aquele cara do clube de informática aspirante à modelo? O que tem ele? – franziu o cenho.

– Bom, outro dia eu estava tirando umas dúvidas com ele na aula de informática e ele me convidou pra jantar. – suspirei nos imaginando num restaurante chique. Não o conhecia muito bem, mas ele foi muito simpático comigo, sem falar que ele é muito bonito!

– E o que você respondeu? – perguntou com uma voz fria virando o rosto com uma expressão irritada. Fiquei encarando-o surpresa por sua reação por alguns segundos, mas logo o respondi.

– Eu disse que iria pensar, por isso estou perguntando a você. Ele pareceu aliviado com minha resposta e se virou novamente para mim.

– Não saia com ele. Ele é um idiota e passaria o jantar inteiro falando de si mesmo, te ignorando completamente, não faça isso Blondie.

– Está bem, não saio com ele. – respondi ainda encarando-o surpresa, eu não estava esperando esta reação. Mas logo mudamos de assunto e ele voltou a ser o Sting de antes.

Eu estava completamente relaxada quando olhei para o relógio e me assustei.

– Mein Gott! Mas já é tão tarde?! Nem vi o tempo passar! Os Dummer vão me matar!

– Relaxa Blondie, nem está tão tarde assim, são apenas nove da noite. Olhei incerta para o relógio e para a janela. A chuva continuava forte e os trovões também.

– Sting, onde estão seus pais? Eles não deviam ter chego por volta das seis da tarde? – pergunto estranhando a calmaria de Sting. Ele não parecia nem um pouco preocupado com a demora dos pais, e se aconteceu alguma coisa?

– Não se preocupe, eles não voltam pra casa hoje. – disse sem me encarar, mas pelo seu tom de voz, ele parecia satisfeito. Senti um arrepio passar pelas minhas costas. – Viajaram para Berlim para resolverem algumas coisas sobre a firma. De repente comecei a me sentir desconfortável com a situação, sei que ele é meu amigo e tals, mas estou com uma sensação ruim e esta só piora ao ver Sting trancar a porta.

– Sting, por que trancou a porta? – Ele ignora minha pergunta e começa a tirar a camiseta na minha frente. – STING! – grito corada com a situação e com o coração disparado. Não apenas pela vergonha do momento, mas pelo mau pressentimento que estou tendo.

– Qual o problema, Blondie? Apesar da chuva, ainda está bem abafado. – Ele joga a camisa para um canto qualquer de seu quarto e passa a vir devagar em minha direção me encarando com um sorriso um tanto... Sedutor. – Você não acha, Blondie? Gosta do que vê?

Eu estava completamente paralisada. Meu coração estava disparado e eu não conseguia raciocinar direito. Tudo o que minha mente gritava era: Saia daí!

– E-Eu não acho nada! E... Eu acho melhor você destrancar essa porta, quero ir pra casa!

– Quer mesmo ir pra casa? Nesta chuva mesmo? Não prefere passar a noite aqui, comigo?

Senti minhas costas encostarem-se à parede. Eu nem tinha percebido que estava andando. Com isso, Sting deu um sorriso vitorioso e me prensou contra a parede, mantendo os braços em minha volta, não dando chances de escape pelas laterais. Eu estava assustada, muito assustada.

– Sting, isso não tem graça, me solta. – falei encontrando minha voz e tentando empurrá-lo, mas ele era muito mais forte do que eu e meu esforço parecia não valer de nada.

– Não é brincadeira Blondie. Sabe – Se aproximou de meu ouvido e sussurrou – Desde o primeiro dia você chamou minha atenção, como pode ser tão bela, Lucy...

– Sti- Antes que eu pudesse falar alguma coisa, ele capturou meus lábios com força e sem nenhuma delicadeza. Seu beijo era selvagem e desesperado, e eu não conseguia fazer nada. Era meu primeiro beijo e ele não foi de longe como eu imaginava! Eu deveria sentir alguma coisa, não? Sempre em livros e filmes, o primeiro beijo de uma garota é sempre mágico, mas comigo não foi assim, isso está longe de ser chamado de mágico! Na verdade, está sendo horrível, tudo o que sinto é uma sensação ruim na garganta e de meu estômago se retorcendo!

Tentei empurrar novamente Sting mas ele ainda era mais forte que eu, então, não tendo outra alternativa, mordi seus lábios com força. O gosto de seus sangue invadiu minha boca e ele se separou rapidamente de mim.

– Porra Lucy, por que fez isso?! – gritou tentando conter o sangue de sua boca. Seu olhar era de completa fúria e indignação.

– Por que você está fazendo isso? Não estou te reconhecendo Sting! – gritei de volta completamente assustada. – Destranca essa porta e me deixa ir embora!

– Nem pensar! Eu esperei pacientemente, conquistei sua amizade, você não vai me escapar agora! Você não sente nada por mim, Lucy? – e novamente pensou seus lábios contra os meus, puxando meu rosto para si e segurando-me pelos cabelos. Dei-lhe um tapa no rosto e ele me olhou de maneira penetrante. O que está acontecendo? Onde está o Sting que eu conheço?

Tentei desesperadamente correr para a porta, mas ele me agarrou pelos cabelos e me jogou em sua cama, se posicionando em cima de mim de maneira que eu não pudesse escapar. Antes que eu percebesse, ele já havia rasgado minha blusa e mordia meus seios por cima do sutiã. Doía muito. Além de ele estar me machucando, isso era completamente constrangedor. Eu ia ser estuprada, é isso? Comecei a gritar, mas ele tapou minha boca imediatamente e me olhou com raiva.

– Quieta, não tem ninguém aqui para ouvi-la, então nem tente! Você não tem noção do quanto eu me controlo a cada dia para não te atacar, mas já chega! Você vai ser minha e vai ser agora! – voltou a beijar-me com estupidez. No mesmo momento começou a enfiar sua mão por debaixo de minha saia, me fazendo entrar em um pânico maior ainda, e num reflexo o joguei para fora da cama.

– Já chega, você vai correr atrás do Hibiki, não é? Não é, Lucy! Não mesmo! Se você não pode ser minha, você não pode ser de mais ninguém!

Sem olhar, ele abriu uma gaveta de seu criado mudo e tirou de lá um canivete. O mundo pareceu girar mais devagar para mim neste momento. Meu corpo não respondia aos meus comandos que era sair correndo dalí. Este não é de longe o Sting que conheço. Como fomos acabar nesta situação? O que aconteceu com meu amigo? Em um momento ele me encarava com ódio com um canivete na mão, no momento seguinte estava novamente em cima de mim, prestes a acertar a ponta da faca em meu rosto. Neste momento meus reflexos se fizeram presentes, movendo meu rosto de modo que escapasse do bote, fazendo assim com que a ponta da faca pegasse de raspão em minha bochecha, deixando ali um leve corte. Tentou novamente um bote, desta vez mirando em meu pescoço. Consegui desprender meu braço de seu corpo e me defendi tentando emburrar sua mão, o que resultou em um corte não profundo em meu braço, mas que sangrava muito. Se continuar assim, eu estarei morta em breve! Mexa-se Lucy!

Num movimento rápido, levantei meu joelho com toda a força acerando os países baixos de Sting. Como o esperado, ele caiu de dor no chão. Aproveitei esta brecha e me dirigi com a maior velocidade possível para a porta, destrancando-a e passando correndo pela mesma. Antes de sair da casa, pude ouvir Sting gritando:

– Nem pense em contar a alguém o que aconteceu! Ou eu mato você e à pessoa que souber! Você sabe muito bem que não é um blefe! – e ele riu. Ele riu! Como pude achar que ele era meu amigo?

Destranquei a porta da frente e saí correndo sem rumo, ignorando a chuva torrencial, os raios e os trovões, não me importando de ficar completamente encharcada, com a camiseta rasgada e pegar uma pneumonia mais tarde ou ser atingida por um raio, eu só queria sair dali o mais rápido possível! Perdi a conta de quantas vezes eu havia tropeçado em lajotas soltas. Lágrimas escorriam desesperadamente pelos meus olhos e se misturavam com as gotas de chuva. Sentia o sangue escorrendo pelos cortes provocados por Sting e pelos arranhões adquiridos nas quedas, mas isto não era nada, a imagem de o que acabou de acontecer rondava por minha cabeça e era muito mais dolorosa do que qualquer ferimento. Sting, como você pode fazer isso comigo?!

Quando dei por mim, estava em frente à casa dos Dummer, minha família hospedeira, mas a mesma estava trancada. Por sorte, estava com minha chave, então entrei e tranquei a porta imediatamente. Meu coração ainda estava disparado, eu estava ensopada, com frio e meus ferimentos ardiam. Em cima da mesa, encontrei um bilhete escrito por Elliot, o filho do casal que me hospedava: “Lucy, tivemos que correr para Berlim, minha tia sofreu um acidente e fomos vê-la no hospital, devemos voltar em dois dias, tem comida na geladeira e não se esqueça de alimentar os peixes! Até logo! Abraços, Elliot Dummer.” Ótimo, estou sozinha... Logo quando o que eu mais precisava era de uma boa companhia.

Subi as escadas lentamente sentindo meus ferimentos e me livrando das roupas encharcadas e rasgadas, tomei um banho quente. Enquanto limpava meus ferimentos, as palavras de Sting ecoavam em minha cabeça. “Nem pense em contar a alguém o que aconteceu! Ou eu mato você e à pessoa que souber! Você sabe muito bem que não é um blefe!” Sua risada também não saia da minha cabeça.

– AAAAAAAAAAAAAAAH! – gritei sentindo o baque de meu corpo entrar em contato com o chão.

Olhei ao redor assustada. Meu coração estava disparado e minha respiração descompassada. Tudo estava escuro, mas em alguns segundos minha visão tomou foco. Eu estava no meu quarto. Em Magnólia, e não chovia. Foi só um pesadelo... E que pesadelo. Levantei-me e olhei em meu despertador. 3:48. Bom, pelo menos ainda tenho algum tempo para dormir. Fiz o possível para voltar a dormir, tomei um copo de leite, virei de um lado para o outro na cama, mas nada. Toda vez que estava prestes a cair no sono, as imagens de meu pesadelo, ou melhor, de minha lembrança, invadiam minha mente. Nem mesmo em meu sono você deixa de me assombrar, Sting?

Desisti de tentar voltar a dormir. Caminhei até a janela e passei a observar as estrelas. Mamãe, você não tem noção do quanto sinto sua falta, um cafuné seu seria perfeito agora... Uma leve brisa entrou pela janela, acariciando meu rosto, então fechei os olhos e vencida pelo cansaço, adormeci apoiada na janela, uma hora antes de meu despertador tocar.

– Lucy-chan, você está bem? O que aconteceu? Me desculpe. – a rosada perguntava ao ver o pequeno corte em meu rosto. O corte do braço eu consegui esconder com a blusa do colégio, que, mesmo com o verão se aproximando, de manhã o calor não era intenso.

– Áries... Eu... – Eu ia contar o que aconteceu ontem. Ia mesmo, mas as palavras ficaram presas em minha garganta ao ver Sting me encarando com um sorriso sádico. Seu olhar me lembrava de seu recado da noite passada e engoli seco. – Eu apenas me esqueci que estava com uma faca na mão ontem e me atrapalhei, não se preocupe, estou bem, Áries.

– Hey Blondie! Você saiu tão afobada da minha casa ontem que esqueceu sua mochila! — Ele a entregou para mim sorrindo com a maior cara de pau do mundo. Então olhou dentre me meus olhos, me passando um recado: "Comece a atuar! Se fizer algo diferente disto, já sabe as consequências!"

– O-Obrigada Sting. Como pude me esquecer?

– Apenas seja mais cuidadosa... Blondie. — E de repente, aquele sorriso que tanto me encantava, se tornou o que mais me apavorava.

[...]

Após disfarçar as olheiras da noite mau dormida, fui chegar a correspondência enquanto meu pai tomava café. Contas, contas, contas e mais contas. Suspirei. Elas iam chegar a algum momento, não? Por sorte, nossa crise se deu logo após papai terminar de pagar as contas do mês passado, então tivemos tempo de maneirar em algumas coisas aqui em casa como gastos de luz e água, compras e etc, fazendo assim com que as contas não viessem tão altas neste mês como de costume. Mas ainda assim, papai arranjou um emprego só agora e ainda não recebeu seu primeiro salário, portanto, todas essas contas são minha responsabilidade. Fiz uma rápida conta mentalmente e percebi que teria que usar todo o meu salário de garçonete dos últimos três meses, mais todos os pagamentos por cuidar de Mavis e um pouco da minha reserva. É Mavis, você está me ajudando com uma bela de uma enrascada... Obrigada.

Notas finais
É isso aí minna! O que acharam do passado da Lucy com o Sting? A parte que a Lucy comenta sobre seu medo de raio é real, foi algo que aconteceu comigo! Então já digo, não queiram ver um raio de perto, o trauma é pra sempre! Ah, antes que eu me esqueça, um aviso! Estou passando por um momento meio delicado na faculdade e não poderei me dedicar muito a esta fanfic até que o semestre acabe, então, até o natal, as postagens serão meio irregulares. Mas minna, depois do natal, se preparem! Pretendo postar bastante! Até mais!