Uma Pestinha Em Minha Vida

21 Bônus: Who's afraid of ghosts?


Notas iniciais
Yo Minna! Pouco antes da meia noite, mas está aqui! (Agora que eu vi, foi enviado à meia noite, Droga!) ENFIM! Obrigada a todos me que desejaram feliz aniversário!! (: Aqui está o capítulo bônus que prometi! Feliz aniversário pra mim e boa leitura pra vocês! (:

Era noite do último dia do acampamento. Não, o baile ainda não havia acabado, mas poucas pessoas insistiam em continuar lá, por sorte, Ichiya já havia parado de cantar e se retirado, desejando uma noite cintilante parfum-men para todos. Passava da uma da manhã e boa parte dos casais já havia se retirado devido ao fato de termos de acordar cedo na manhã seguinte para voltar. Apenas Jenny e Hibiki e Ren e Sherry ainda dançavam a música lenta que tocava. Confesso que aquela música estava me enjoando e saí para dar uma volta.

Andando um pouco encontrei Gajeel e Jellal armando uma fogueira e logo me juntei a eles. Disseram que Levy havia saído há pouco dali para procurar o resto do pessoal, afinal, um acampamento não é um acampamento sem histórias de terror diante de uma fogueira, não? Logo estávamos eu, Jellal, Gajeel, Levy, Erza, Cana, Elfman e Gray diante daquela fogueira.

– E então, alguém sabe uma boa história de terror? – perguntei.

– Eu sei, eu sei! – Levy quicou em seu lugar no tronco levantando a mão. — Chama-se A mão lamacenta assassina!

– Nem pensar! Já conhecemos essa. – Gajeel bufou.

– E ela nem dá medo. – comentei suando frio. Realmente, não dá medo, mas eu meio que tenho um trauma com essa mão lamacenta, lembram-se?

– Tá certo, seu chatos, então conte uma, Gajeel! – Se emburrou e virou a cara.

– Histórias de terror são coisa de homem! – Nem preciso dizer quem disse isso, não é?

– Pois bem! Quem tem medo de fantasmas?

– F-Fantasmas? – a voz de Levy tremeu. Ele nem havia começado a contar e ela já estava morrendo de medo, pobrezinha. Pobrezinha nada! Essa palerma aí que eu chamo de melhor amiga só ferra com a minha vida! Primeiro a Mavis, depois as insinuações de uma possível relação entre mim e Natsu, e ainda hoje ela riu de mim enquanto eu estava completamente encharcada e ainda disse que estava escrevendo um conto erótico tendo eu como protagonista! Ela merece uma história de terror!

– Sim, minha cara pintora de rodapé. – Ela fechou a cara com isso, mas não disse nada. – Almas penadas que não tiveram a oportunidade de conhecer o céu ou o inferno e vagam pela terra assombrando as pessoas! Você tem medo de fantasmas?

– C-Claro que não!

– Muito bom. – Claro que ele viu que ela estava com medo, e ainda assim, abriu um sorriso sacana. — Esta é uma lenda antiga e soube que aconteceu neste mesmo acampamento em que estamos agora!

Ao ouvir isso, todas as meninas, menos Erza, é claro, já ficaram levemente assustadas. Se eu estava assustada? Lógico que sim! Histórias de terror em acampamentos sempre acabam em merda!

Em uma noite exatamente como esta, um garoto que estava entediado decidiu fazer algo diferente para quebrar o tédio. Enquanto todos estavam em uma roda na fogueira jogando conversa a fora, ele decidiu ir ao lago sozinho, sem que ninguém soubesse. Quando se vai ao lago sozinho à noite, a floresta parece muito mais assustadora do que é, então cada barulho parecia com a morte certa! Não apenas isso, como parece ter milhares de criaturas estranhas te observando, esperando o menor deslize seu para atacar! O garoto ignorou os sons de aviso indireto e continuou em frente, se distanciando mais e mais do acampamento. Conforme ele andava, as marcas já não pareciam as mesmas e então...”

– Oe!

– KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!! – Todas as meninas, inclusive Erza e.... Gray? Gritaram.

– HAHAHAHAHA, a história nem terminou ainda e já estão gritando? – Gajeel rolava de rir. – E aí, Natsu!

– Atrapalhei alguma coisa? — Riu ao ver a situação de todos.

Levy estava grudada no braço de Gajeel, com os cabelos mais bagunçados que o normal, eu estava de cabelo em pé abraçada com Cana que estava no mesmo estado, Erza estava agarrada em Jellal, que sorria satisfeito (acho que ela não percebeu que estava fazendo isso), Gray estava grudado em um galho de árvore e Elfman ria da duvidosa masculinidade de Gray.

– Ho ho, estou perdendo algo bom aqui! Lucy, chega prá lá, como você é espaçosa!

– Ei!

– Muito bem, continuando... – Gajeel abraçou Levy pela cintura, o que pareceu ter acalmado ela e ele deu um sorriso satisfeito com isso.

Os barulhos da floresta começaram a parecer com vozes humanas, que o chamavam ao pé do ouvido! Desesperado, percebendo que o que havia feito não tinha sido uma boa ideia, tinha ouvido falar dos mistérios daquela floresta à noite mas havia ignorado todas as histórias, portanto não sabia o que fazer, então começou a correr o máximo que podia numa tentativa de escapar daquele tormento, mas as vozes pareciam cada vez mais altas em seus ouvidos! Então o chão lhe faltou, e antes mesmo que percebesse, seu corpo se chocava contra o lago, lhe arrancando todo o ar que lhe restava e ainda machucando a coluna. Quando emergiu, viu a silhueta de um homem com um extintor parado a metros do lago, e o homem se distanciava, indo em direção ao acampamento. Isto foi a última coisa que este garoto viu, pois quando estava para sair da água, uma mão agarrou seu tornozelo e o puxou para o fundo do lago!”

O rosto de todos no local estavam tensos, principalmente os de Levy, Erza e Gray (O Gray, cara!). Ué, cadê o Elfman?

Dizem por aí que às vezes, em noites de lua crescente, como esta, seu espírito sai do lago em busca de pessoas que decidem se aventurar à noite pela floresta!

– E fim!

– Ah, nem deu pra sentir medo. – Natsu comentou juntando as mãos atrás da cabeça, consequentemente fazendo seu cotovelo acertar meu nariz.

– Sai pra lá, seu folgado!

– É, Gajeel, esta história é bobagem pura, nem tem como se assustar com isso. – Gray tentou disfarçar sua desgraça de um minuto atrás.

– Gee-Hee! Cuidado com as palavras, meu amiguinho congelado, você pode ser a primeira vítima.

– Como se eu fosse acreditar nisso.

Então um barulho de galhos se partindo chamou a atenção de todos. Tinha alguma coisa a nossa volta, estava escuro e não dava pra ver nada! Droga, estou ficando assustada de novo! Então um vulto surgiu do meio do mato e agarrou Gray!

– KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!! – Todas as meninas gritaram, mas quem deu o grito mais alto e mais agudo foi Gray!

– HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA Valeu Elfman, foi melhor do que a encomenda hahahaha!

– Gajeel, seu grande troglodita, me assustou de verdade! – Levy começou a distribuir vários socos em seu peito, mas ele apenas ria, então ele a abraçou.

– Vem cá, sua baixinha, não precisa ter medo, não vou deixar que nada machuque você.

Ela corou, mas nada disse, apenas afundou o rosto em seu peito, o abraçando com força. São realmente o oposto um do outro, mas formam um casal tão fofo! Acho que agora não preciso mais me preocupar com aquele tal de Rogue.

– Nunca pensei que veria a grande demônia vermelha com medo de uma história de terror. – Jellal ria escandalosamente enquanto bagunçava os cabelos dela.

– COMO É???

– Boa noite gente! – Jellal riu e saiu correndo, com uma Erza furiosa atrás dele. Esses dois, esses dois!

– Gray, pode parar de tremer agora, está parecendo uma vara verde! – Natsu zombava do coitado que ainda tremia, enquanto se acabava de rir.

– Eu não estou com medo, foi apenas o calor do momento, fogo nas calças! – tentou disfarçar, mas não surtiu muito efeito, e logo os dois caíram no soco, como esperado deles.

– Já chega, vou dormir. – Cana se levantou abraçando sua garrafa de vinho e se dirigiu à nossa cabana.

– Eu também vou, boa noite gente, e Gray, pare de tremer, isso não é coisa de homem!

– Vai a merda, Elfman!

Não pude deixar de rir, são realmente uns idiotas, mas são bons amigos.

– Já vou dormir também, pessoal, boa noite!

– Boa noite Lucy!

[...]

Aquela história me incomodou menos do que eu esperava, normalmente histórias de terror, por mais bobas que sejam, sempre me deixam um pouco mais alerta, mas voltei para minha cabana bem de boa, me troquei, deitei em minha cama, desejei boa noite à Cana que já estava apagada e fiquei olhando as estrelas por um tempo até cair no sono.

Era por volta das duas e meia da matina quando acordei com um barulho. Um simples “toc”. Inicialmente achei que não fosse nada e voltei a dormir, mas este barulho era insistente, então abri os olhos. Não vi nada demais, mas o som parecia vir da direção da janela, então, da minha cama mesmo, abri a janela para ver se havia algo de mais lá fora.

Grande arrependimento, no mesmo em que abri a janela uma pedra acertou minha testa! Azar, só pode estar de brincadeira comigo! Eu já ia jogar a pedra com toda força de volta, mas vi que havia um bilhete grudado nela. “Lucy, olha aqui!". Automaticamente coloquei a cabeça para fora da janela e dei de cara com um Natsu vestindo um pijama de dragões. Um pijama de dragões, cara! E ele sorria como quem tramava algo.

Taquei a pedra com toda a força na testa dele, fechei a janela e voltei a dormir. Seja lá o que ele queira, eu é que não vou entrar nessa roubada!

Mas meu sossego não durou muito, porque logo o infeliz abriu a janela e me puxou da minha cama pra fora da janela. ELE ME TIROU DA MINHA CAMA E ME PUXOU PRA FORA DA JANELA!!!!

– TÁ MALUCO, NATSU??!! Por que fez isso? – Perguntei gritando baixo e o estrangulando como o Homer Simpson costuma fazer com o Bart.

– Calma, Lucy! Calma! Para de me enforcar! Eu preciso falar com você!

– Não podia esperar até o amanhecer? Precisava me tirar da cama desse jeito?

– Não dá pra esperar mesmo! E quanto a te tirar da cama desse jeito, bom, isso poderia ter sido evitado se você não tivesse tacado a pedra na minha testa e tivesse me escutado!

Fiquei vermelha com isso, mas não contestei, isso geraria uma discussão idiota e quero voltar logo pra cama.

– Tá bom, o que você quer?

– Quero que me ajude com algo!

– E o que seria isso?

– Quero aproveitar a oportunidade para dar um susto no Gray! Você viu como ele ficou assustado com aquela historinha fuleira do Gajeel! Isso vai ser divertido!

Que amizade linda.

– E por que eu tenho que te ajudar com isso? Não quero me ferrar mais tarde, e por que não chama a Lisanna?

– Porque você é minha amiga e a Lisanna me mataria se eu a acordasse de madrugada. – Filho da mãe! – E relaxa, você não vai se ferrar! Vem comigo!

– Natsu, boa noite! – Falei já me virando para subir na janela, mas ele me puxou pelo tornozelo, me fazendo cair de cara no chão. Esse cara tá me lembrando um pouco a Mavis.

– Nada disso, Luigi, você está me devendo uma e eu vim cobrar!

Droga! E É LUCY!

[...]

– Tá, deixa eu ver se eu entendi, a cama dele fica do lado da janela como a minha, eu vou fazer uns barulhos com uns galhos e quando ele olhar pela janela, quer que eu levante este extintor pra que ele grite e você acione o extintor que tem dentro do quarto em cima dele, é isso?

– Sim! Não é um plano genial? Graças a você, ele tem um trauma com extintores de incêndio! É um plano infalível, eu diria.

Fiquei vermelha com isso, por ele ter lembrado deste infeliz acidente. E plano infalível? Já ouvi isso antes.

– Você é um idiota, e este plano também!

– Obrigado, Luigi, você também.

– Baka! Ah, e mais uma coisa!

– O que?

– Dragões? Você está usando mesmo um pijama de dragões?

– O que tem de mais? Eu gosto dele, e eu não estou reclamando em nada deste sua quase roupa íntima de estrelas, devo dizer que cai muito bem em você. – Falou com um sorriso sacana.

– Pervertido!!!!

– Vamos logo com isso, conto com você! – Ele correu para dentro da cabana me mandando um joinha. Olha as roubadas que eu me meto!

– Está bem.

Fui até a janela que Natsu disse que Gray estaria e peguei alguns galhos que Natsu havia separado. Aquele bocó pensou em tudo? Neste momento passei a entender como o Cascão se sentia ao ser "convidado" a participar dos "planos infalíveis" do Cebolinha. Bom, pelo menos sei que não vai acabar em coelhada porque Gray não tem um coelho de pelúcia e nem usa um vestidinho vermelho. Não que eu saiba, pelo menos. Comecei a bater os galhos um no outro em baixo da janela e não demorou muito para que eu ouvisse Gray balbuciando algo sobre “que barulho é esse?” com uma voz assustada. Então larguei os galhos e levantei o extintor. Foi o suficiente para ouvir um berro desesperado de Gray e não pude evitar rir um pouco. Qual é, é engraçado, o cara tá gritando por conta de um extintor! Ouvi um extintor sendo acionado dentro do quarto e logo em seguida vi um Natsu correndo de lá rindo feito um maníaco, com um Gray furioso e coberto de pó branco bem atrás.

Não aguentei e comecei a rir alto ali mesmo e antes que eu tivesse percebido, Natsu surgiu do além e me pegou pelo pulso me arrastando por aquela fuga mortal e um Gray fantasmagórico enfurecido correndo atrás de nós.

– EU VOU PEGAR VOCÊS, SEUS DESGRAÇADOS!

A última coisa que vi naquela noite, antes de encontrar minha cabana e me jogar pela janela foi Elfman, que sabe Deus o que estava fazendo fora da cabana naquela hora. Ele nos viu saindo correndo da mata com um fantasma enfurecido atrás, deu o grito menos homem que já ouvi na vida e saiu correndo gritando pelo acampamento, acordando a todos. Não preciso nem falar da bronca que eu e Natsu levamos depois não é? Mas tenho que admitir, foi divertido, Natsu é muito bom com pegadinhas, quem sabe eu não possa pedir a ajuda dele pra armar minha vingancinha contra minha querida criança, talvez?

Notas finais
Obrigada Minna! (: