Uma Pequena Visita
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Já era por volta das nove horas da manhã. O sol já brilhava forte e os pássaros já cantavam. Mas, no meio de tanto otimismo, ainda havia alguém de rosto fechado: a Srta Megurine. Sim, emburrada com até direito a beiço.
— Megurine-san, vamos, anime-se. — seu colega de trabalho sugeriu.
Ela suspirou:
— Mas já se passaram duas semanas... Nunca fiquei tanto tempo longe da minha pequena lady...
— O que vão querer? – interrompeu a garçonete.
— Dois cappuccinos, por favor. – disse o rapaz.
A moça anotou os pedidos e se retirou.
— Precisava ver como ele é pessoalmente – a rosada continuou – Parece que nem emprego fixo tem...
— Megurine-san, isso já é preconceito.
— Não é não... – murmurou a mulher.
— É sim. – retrucou – Aliás, por que você o chutou daquela vez? Não é só porque você tem aulas de auto defesa que tem que sair chutando todo mundo.
— Mas-
— Aqui estão os seus pedidos. – sorriu a garçonete – Algo mais?
— É isso obrigado. – ele agradeceu e tomou um gole da bebida.
— Kamui-san! Preste atenção!
— Eu estou prestando. – respondeu calmamente – Só estou apreciando um cappuccino.
— Afff! – bufou – Continuando: a culpa foi dele por ter perdido a Rin-chan! – cruzou os braços – Isso é imperdoável!
— Vamos, pare com isso. Beba um pouco e procure se acalmar. – bebeu mais um gole.
— Sabia que essa sua tranquilidade me irrita? – disse Mergurine, tentando se recompor.
— Sim e já me acostumei com isso. – abriu um sorriso divertido.
~***~
— Rin-chan! Já tomou seu café da manhã? – perguntou o loiro, pondo sua máquina de lavar em uso depois de tanto tempo – Rin-chan!
— Já vou! – a voz doce da pequena ressoou na casa.
— O que está fazendo? – perguntou Len indo na direção de sua filha.
— Jogando.
— Ainda?
— Shim.
— Nossa. Não cansa não? – olhou por trás da cadeira onde a menina estava sentada, observando seu tablet.
— Não. – a garota nem respondia direito de tão concentrada que estava.
— Vamos, saia daí. Não é saudável.
— Mash she eu shai agoa vou pede meush pontosh em “Coida dash Futash”!
— “Corrida das Frutas”? – revirou os olhos e lembrou-se do famoso jogo de “coida”— Ok, já chega. – retirou o aparelho das mãozinhas da pequenina e o desligou.
— Hããã?! – Rin se surpreendeu. Ela tentava alcançar seu precioso tablet mas não conseguia nem pulando.
— Nada disso. – o pôs numa prateleira alta – Você está há muito tempo nisso aqui.
— Mash... – choramingou.
— Encerrou. Sabia que no meu tempo não se usava essas coisas? E mesmo assim eu me divertia.
— Não tenho culpa que vochê teve uma infânchia tiste!
— Que parte de que “eu mesmo assim me divertia” você não entendeu?
A loirinha desistiu de pular e desanimou-se.
— Agora, — se agachou e encarou de perto o rostinho redondo e emburrado — o que você acha de ir brincar com as suas pelúcias? – sugeriu.
— Hunf! – Rin saiu pisando forte em direção ao quarto temporário que dormia.
~***~
A hora do almoço chegou e Rin ainda não dirigia uma única palavra ao seu pai.
Len percebendo o rosto ainda emburrado da menina, brincou:
— Rin-chan, por que está tão calada?
Quando a pequena levantou os olhos para encará-lo notou um bigode de molho no rapaz. Consequentemente quis rir, mas lembrou-se que tinha princípios e se manteria de rosto fechado.
— Não vai responder? — com os hashis o loiro pegou um pedaço de carne encoberta de molho e lambuzou mais ainda o seu rosto — Ainda está brava?
Rin tentava disfarçar seu sorriso com todas as suas forças mas não resistiu: caiu na gargalhada.
— Ora o que foi? — Len se fez de inocente.
— O sheu... — ria — O sheu osto...
— O que tem ele?
— Eshtá... — ria mais ainda — Todo... Todo shujo...
— Verdade?
— Shim...
— Mesmo?
— Shimmm...
Então, outra idéia se passou pela a cabeça do Kagamine. Soltou um sorriso divertido e começou:
— Ah, não!
— O que houve? — ela perguntou, se recuperando das risadas.
— Acho que estou me transformando no homem-molho! — E saiu correndo atrás da menina enquanto a mesma correu até o quarto voltando a rir.
Imediatamente a pequenina pegou travesseiros e pelúcias o que foi o início de uma animada batalha.
~***~
Depois de deixarem o quarto uma zona, resolveram assistir televisão. Rin tinha até esquecido de ficar emburrada. E Len tinha esquecido do castigo. Ambos passaram a tarde ali, sentados confortavelmente no sofá.

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