Uma Paixão Proibida

3 O que estou sentindo?


Notas iniciais
Olá! Me desculpem pela demora, e pelo capítulo tao pequeno que ficou! Escrevi esse correndo para não deixa-los ainda mais na espera. Farei com que o próximo valha a pena. Boa leitura e não se esqueçam dos reviews! ;)

O caminho até a casa de Louise estava calmo. Vez por outra encontravam algum morador de rua ou algum cachorro perdido pelo caminho. O silencio entre eles incomodava a ambos. Bill sempre tão falante e Louise tão tímida e acanhada.

– Há quanto tempo você e Marguerite se conhecem?

– Faz dez anos. Dez anos aprontando ao lado dessa mulher! – Louise dizia dando um sorriso que aos olhos de Bill era capaz de iluminar toda aquela escuridão da noite.

– Você? Aprontando? Juro que não consigo imaginar! Tão quietinha!

– Lembra-te do que eu disse no Trevizzo? Até vocês me conhecerem!

O silencio permaneceu um pouco mais entre os dois.

Parecia quase impossível para ambos disfarçarem o sorriso que permanecia em suas faces desde o momento em que ficaram a sós no veículo.

– Bill, depois no sinaleiro vire a esquerda, por gentileza.

O fez.

Bill estacionou seu carro em frente a um condomínio de sobrados. Ficaram mais um tempo em silencio encarando o chão até que algum dos dois dissesse algo.

– Bom Bill, até qualquer hora. Obrigada pela carona e pela rápida conversa.

– Não foi nada Louise... espero que nos vejamos qualquer dia desses novamente. Adorei te conhecer. Boa noite.

– Boa noite.

Bill ficou observando Louise entrar. Ficou a observando. Observando cada detalhe seu, cada curva do seu corpo, até mesmo a forma leve com que ela se movimentava.

A garota era realmente muito magrinha, conseguia superar Bill. Ele se perguntava se ela já sofrera de anorexia alguma vez.

Louise entrou no primeiro sobrado de todos. Ele tinha um toque diferente, algo mais feminino. Com algumas flores na janela, e uma cadeira de balanço na sacada.

Antes de fechar a porta por completo, Louise a abrira novamente para ter a certeza de que o carro de Bill ainda estava ali. Olhou, e mesmo sem ter a absoluta certeza de que ele a estava observando, acenou, como um “até breve”. Bill buzinou e se retirou dali.

Era diferente, era estranho o que ele estava sentindo. Era algo mágico, algo com o que o próprio Bill se surpreendia. O que estava acontecendo com ele, afinal? Mal conhecia a garota, foram poucas palavras trocadas, nem sequer uma hora ao lado dela. Nem sequer um beijo, nem no rosto. Nem um abraço! E o que eram aquelas borboletas no estomago?

Seus pensamentos foram interrompidos pelo som do toque do celular vindo do porta-luvas.

Era Tom.

– BILL! EU DEIXEI A CHAVE DA MINHA CASA EM ALGUM LUGAR QUE EU NÃO SEI ONDE É!

– Oi Tom. Sim eu estou bem, e já deixei a Louise em casa. Muito obrigado pela preocupação.

– Foda-se! E que bom que ela já está em casa, não tentou a agarrar a força né?

– Apenas o meu rosto é igual ao seu, não meu caráter!

– Bla bla bla! Vai me ajudar ou não?

– Você está com Gustav certo? Vão para minha casa, vocês passam a noite lá e amanhã resolvemos sua situação com a sua chave.

– Obrigado Bill. Estou a caminho do seu barraco.

Tom desligou o celular, jogando-o no banco do carona. Respirou fundo e refletiu sobre a noite frustrante que teve.

Marguerite era apenas mais uma mulher de programa, dentre as milhares que já havia encontrado pelo caminho. Mas de uma forma estranha que nem mesmo ele conseguia interpretar sentiu-se diferente ao lado dela. Afinal, o que ela tinha de diferente? Ela era até pior do que as outras! Tratou-o com desprezo. Era uma mulher elegante, não atirada.

Voltou à realidade, colocando seu carro em movimento em direção à casa do seu irmão.

– Tom... – a voz de Gustav soava cansada do banco de trás.

– Fala seu gordo bêbado.

Apenas ouviu o pesado suspiro do amigo.

– Gustav não pense você que eu e Bill vamos contratar um guindaste pra te levar pra cama, não! Há essa hora é meio difícil, então trate de arranjar forças do além pra levantar daqui a pouco e ir pra cama.

– Cara, eu to tranquilo.

– Tão tranquilo que estava quase dando uns beijinhos no David. Gustav, você tem que se controlar cara. Nem eu bebo tanto. Sorte sua que não tinha nenhum louco com garrafas por perto, senão ao invés de estarmos indo para a cada de Bill, estaríamos indo novamente para o pronto-socorro.

– Chega de sermões por hoje, não é Tom?

– Não. Você ainda vai ouvir muito do Bill, e com certeza do David amanhã pela manhã. Porque você não vai deixar de ir na casa dele não, rapaz. Ah, e não se esqueça de que pode ser que sua cara pode estar amanhã no jornal, porque aquele lugar estava cheio de amiguinhos do David repórteres, paparazzi e afins.

– Ótimo. Nada melhor do que ter minha reputação manchada novamente por culpa do álcool. Só quero chegar em casa e d...

– Estamos indo para a casa do Bill. Vai ser até melhor, porque senão você perde a hora amanhã.

Tom virou a esquina que ia para a casa do seu irmão, e não demorou muito avistou os faróis do carro de Bill vindo junto a seu encontro. Bill buzinou.

Os portões iam se abrindo e entraram. Bill deixou seu carro em qualquer canto no grande quintal, e Tom fez o mesmo. Desceu do carro e foi abrir a porta para Gustav sair.

– Vamos donzela. Disse que não ia contratar um guindaste.

Gustav cambaleando foi até a porta de entrada da casa de Bill, e sentou-se novamente à frente.

– “Eu to tranquilo”. – Tom provocava, usando o mesmo tom de voz que Gustav usara.

– Vai se foder.

Bill apenas fez um sinal negativo com a cabeça e abriu a porta de casa. Nenhum dos três nada mais disse.

Gustav levantou-se e jogou-se no sofá da sala de Bill, enquanto Tom ia para seu quarto, já se despindo pelo caminho.