Uma Paixão Chamada: Morte
12 Fim... ou não?
Notas iniciais
Os meses se passaram e fiquei conhecido pela cidade como “o garoto que foi sequestrado”, sim, essa havia sido a desculpa que usei para meus pais não me massacrarem por ter sumido.
Desde aquele dia Sara nunca mais voltara, os pais dela simplesmente sumiram da cidade e era como se nunca tivessem existido. Quando eu perguntava para os outros sobre ela, eles agiam como se a mesma nunca tivesse existido. Fiquei por muito tempo desolado por causa dela e só tenho uma coisa a dizer... Samuel tinha razão.
Eu amava-a mais do que tudo, o que eu senti e ainda sinto é uma dor que não chega nem perto do que senti quando Carla morreu, é muito pior. Todos os dias me julgo e me condeno por ter maltratado-a por tanto tempo e principalmente por tê-la matado. Que tipo de garoto eu sou afinal?
Fugi de quem eu amava, aceitei quem nunca deveria ter aceitado, ouvi o que queria ouvir, mas nunca ouvi a verdade.
Que futuro essa pessoa que eu era teria?
Acho que nunca vou perdoar o antigo eu, da mesma forma que ainda não me perdôo por ser um cego.
Andei para a escola com muita coisa na cabeça ainda, eu me sentia melhor indo para a escola a pé porque podia pensar. Por isso fiquei furioso quando uma menina se esbarrou em mim com tanta força que me fez cair no chão.
– Ei! Por acaso você não olha por onde anda?! – Gritei, vi que ela estava sentada na minha frente.
Ela tinha cabelos longos e louros, olhos azuis brilhantes e um rosto angelical.
– Me desculpa. Eu e meu irmão acabamos de nos mudar para cá, meu nome é Sara.
E ela sorriu, um belo sorriso malandro e meigo que eu sentia falta.
Era ótimo ver o demônio loiro vivo.
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