Uma Outra Visão

13 Capítulo 13 - O Adeus.


Notas iniciais
ninguem fez um comentario y.y mas mesmo assim vou postar o final (finalmente) o/

Kaymo: Você pode me explicar tudo agora?

Naily: Não mesmo, você vai entender tudo no momento certo.

Kaymo: Eu já cansei desse ?momento certo?.

Naily: *risos* O que senhor rabugento. Vou te contar tudo desde o começo:

?Há muito tempo atrás um clã chamado Mensageiros das Trevas organizou um grande roubo, um que se desse certo todos poderiam viver ricos para sempre. Tudo ocorreu muito bem, juntaram os melhores arruaceiros e mercenários do clã e foram em busca da runa da escuridão de uma velha bruxa do mar, eles saíram de lá com a runa, com suas vidas intactas e com uma maldição! Eu não era do clã naquela época claro, mas os que entram no clã se tornam amaldiçoados imediatamente, não comem, não bebem, não dormem, não amam e não morrem, condenados a viver eternamente pagando pelos seus erros. Eu sei que você está se perguntando por que eu não sou amaldiçoada, simples, eu não sou do clã. Eu nunca fiz o juramento, eu sou como... uma secetaria-mensageira-que-faz-tudo do clã, embora não sou a única, meu pai me vendeu para o clã quando eu tinha 7 anos, e minha primeira missão foi vigiar um tal cara da profecia pra ele não estragar tudo... *tosse* quer dizer, vigiar um novo membro, que segundo a profecia, ahmm... um novo membro que iria jurar fidelidade ao clã e se tornar o mais forte entre nós — tirando o Wuli, claro — e então nosso poder será completo, você já foi iniciado em Lighthalzen há alguns anos atrás, agora você está pronto pra seu juramento!?

Kaymo: O quê você quis dizer com profecia?

Naily: Eu não disse isso não, você teve ter entendido errado. *sorri* Agora vamos logo.

Kaymo: Como assim? Juramento? Iniciação? Maldição? Eu não quero isso não seus doidos!

Naily: Ahh você quer sim, se não, não teria nos procurado.

Kaymo: Eu... Eu procurei vocês?

Naily: Foi, você disse algo como ?me tornar mais forte e salvar minha família? ou algo do tipo...

Kaymo: Eu não faria isso.

Naily: Tanto não faria como fez.

Kaymo: Tudo bem, vamos até esse tal de Mestre e eu me viro daí pra frente.

Naily: Então vamos!

Eles finalmente chegam a Morocc, atravessando a cidade até a ponta lateral esquerda superior, e chegam à entrada da pirâmide.

Naily: Chegamos!

Kaymo: Aqui? Mas aqui é a guilda dos gatunos, nós não íamos até o mestre? Ele está ai dentro?

Naily: Não, mas nós passamos por aqui. Você é forte mesmo? O suficiente para matar um minotauro?

Kaymo: Eu sou forte, mas... Nunca vi nenhum minotauro, pensei que fossem mitos.

Naily: Mitos muitos vivos, mas vamos torcer para que você não morra donzela.

Kaymo: Não me chame mais assim.

Naily: Ahh tudo bem, estressadinho. Se prepare e vamos.

Os dois descem as escadas, passam por túneis e mapas que Kaymo nunca tinha visto antes e chegam a uma sala enorme onde havia vários guardas na porta.

Naily: É, não foi tão ruim.

Kaymo: Tão ruim? Eu quase morri umas dez mil vezes!

Naily: Exagerado, você está vivinho ainda.

Kaymo: Por pouco.

Naily: Pare de reclamar! Não sei como você vai ser tornar o mais forte se continuar assim.

Kaymo: Tudo bem, onde está esse mestre?

Naily: Logo em frente.

Eles chegam a frente aos guardas, Naily para, faz um sinal com as mãos e os guardas os deixa passar. Eles estão agora em um salão imenso, bem decorado e com dois tronos ao centro, em um deles, o maior, havia uma estranha criatura, chamada Wuli.

Naily: * ajoelhando* Mestre, eu trouxe aquilo que o senhor buscava.

Wuli: Muito bem, vá fazer o relatório, Nefesto está te esperando na sala ao lado.

Ela sai.

Kaymo: Eu conheço esse nome... Não! É aquele aprendiz do campo de treinamento! Aquele que quase matou a Raizza!

Wuli: Sim, Naily já deve ter te falado isso, você sempre foi observado, mas não foi somente por ela, tirando a sua família e aquela Raizza intrometida, todos que você já encontrou, estava a nosso serviço, toda sua vida foi preparada para esse momento! Agora vamos! Você tem um juramento a fazer! *levantando-se*

Kaymo: Ei! Espera aí! Você está dizendo que toda minha vida foi uma mentira?

Wuli: *rindo* Claro que não, só a maior parte, mas as escolhas foram todas suas.

Kaymo: Eu não vou fazer juramento nenhum!

Wuli: Você vai mudar de idéia. Guardas!

Entram vários gatunos, arruaceiros e mercenários vestidos em armaduras,e então fazem um circulo em volta de Kaymo.

Wuli: Acompanhe esse jovem até uma das celas do primeiro nível.

Guardas: Sim senhor!

Kaymo: Ei! Espera! Vocês não podem me prender! Me soltem!

Eles levam Kaymo e o jogam em uma cela aparentemente confortável. Algum tempo depois Naily aparece na frente da cela.

Naily: Como você se sente? Agora que você está preso e eu estou aqui de fora?

Kaymo: Eu vou sair daqui!

Naily: Se pudesse, já tinha saído.

Kaymo: *pulando sobre a grade* EU VOU SAIR!

Naily: *rindo* Aham, sei. Você só vai fazer o quê nós queremos que você faça, esqueceu que controlamos sua vida?

Kaymo: Vocês controlaram tudo?

Naily: Já dissemos, suas escolhas não, mas o resto, sim.

Kaymo se afasta da grade, abaixa a cabeça e sussurra: Você, Wanne, Amy... Então ele arranca o colar que Amy lhe deu e atira na direção de Naily.

Kaymo: Não quero essa porcaria mais! Vocês todos me enganaram! Saia daqui sua vagabunda!

Naily: Faça como quiser, o seu destino já foi escrito. *abaixa e pega o colar do chão* Vou guardar isso de lembrança benzinho. *pisca e manda um beijo*

Kaymo: Vá embora!

Naily sai dando gargalhadas. Kaymo vai para um canto da cela e chora até pegar no sono. Assim se passam várias semanas. Um dia Wuli vai até a cela de Kaymo e diz que ele tem dois dias para se decidir, faz o juramento ou morre. Dois dias depois ele acorda e chama um dos guardas.

Kaymo: Diga a Wuli que eu tenho a resposta.

O guarda acena com a cabeça, sai e então volta com Wuli.

Wuli: Vejo que você já se decidiu. Então, vai morrer ou jurar fidelidade ao clã?

Kaymo: Eu não posso aceitar, o quê vocês fazem é desumano.

Wuli: Então escolheu a morte? Bom, ia se dar muito bem conosco, você foi muito bem em Lighthalzen. *acena para os guardas*

Kaymo: Mas...

Wuli: Isso é bom! *sorrindo* Um ?mas? é sempre um bom sinal. *despensa os guardas*

Eles voltam à sala central.

Kaymo: Se você prometer a segurança da minha família, e que eles nunca vão descobrir sobre o que eu fiz, eu concordo em me juntar a vocês.

Wuli: Esplêndido! Chin, Nuran tragam o livro, a espada e runa.

A arqueira e o mago estavam no canto da sala, imperceptíveis. Eles saem das sombras, fazem uma reverência e vão buscar os objetos.

Wuli: Então, eu concedo a sua família imunidade e segurança, isso claro, para aqueles que não se envolveram com o clã ainda.

Kaymo: O quê você quer dizer com isso? \"Aqueles que não se envolveram com o clã ainda...??

Wuli: *intrigado* Você não sabia?

Kaymo: Do quê?

Wuli bate palmas e uma belíssima jovem vestida em seda prateada, com cabelos trançados e uma linda coroa de prata e diamantes na cabeça. Ela se senta no trono que antes estava vazio.

Wuli: Conheça minha alquimista particular e rainha, Layla.

Kaymo: Não... *cai de joelhos chorando* Por quê?

Layla:*se aproximando* Desculpe, eu achei que estaria te salvando. Quando você fez 9 anos eu já sabia da profecia, torci para que você não escolhesse ser arruaceiro, mas foi o que aconteceu. Eu quis impedir, mas nossos pais não deixaram, então eu tive que intervir.

Wuli recita:

?Quando um jovem de cabelos loiros e olhos verdes nascer,

Em um período de dor e sofrimento,

Amor e carinho deve ter,

Para que sempre seu pensamento,

Possa obedecer.?

Kaymo: Mas isso pode ser de qualquer um! Não sou só eu que tenho olhos verdes e cabelo loiro!

Layla termina de recitar:

?Um caminho deverá seguir,

E a alma pura irá,

Se perder em algo ruim,

E com essa escolha morrerá.

Mas se for uma criança comum,

E não escolher a arte do furto,

Não terá um tempo curto.

Layla: Quantos mercenários ou arruaceiros você conhece que tem olhos verdes e cabelos loiros? Quantos deles queria algo de bom? Quantos deles têm a alma pura? Quantos deles foram criados com amor e carinho? Nenhum Kaymo! Somente você! *o abraça chorando*

Kaymo:*apertando* Você podia ter me dito! Você não precisava fazer isso!

Layla: Sim! Eu precisava, eu preciso! Eu prometi que sempre cuidaria de você.

Chin e Nuran estavam novamente na sala, levam os objetos para o mestre e desaparecem nas sombras.

Wuli: Ótimo! Vamos começar. *abre o livro e o vira para Kaymo* Leia esse parágrafo.

Kaymo: *solta Layla e se levanta sério* Eu vou fazer isso!

Layla: Não!

Kaymo pega o livro nas mãos e começa a ler:

O clã amaldiçoado precisa da minha ajuda para sua força completar,

e os outros com poder dominar,

Esse destino eu vou abraçar,

mesmo que nunca possa descansar.

~ Kaymo: Que rima podre, todas elas.

Wuli: Ei! Não sou eu que as faço!

Kaymo: Quem então?

Wuli: A autora, que não tem imaginação nem criatividade, sua inútil! *cara de desprezo*

Autora: Ei! Eu estou me esforçando viu? Você vai se arrepender! *digita rapidamente*

Wuli: Perdoe-me, eu sou o inútil aqui, Mi lady. *reverência*

Autora: Agora sim! *volta a historia* ~

Wuli: Agora é só adicionar um pouco de sangue na runa e pronto. *pega a espada*

Nesse momento Naily entra acompanhada de um mercenário alto, forte e moreno que tentava continuamente pegar na sua bunda.

Kaymo: Ramón! Estavam todos nessa?

Ramón: Desculpa cara, eu realmente gosto de você, mas esse é meu dever. Gostaria que as coisas fossem diferentes.

Kaymo: Eu também! *vira o rosto*

Ele puxa a espada da mão de Wuli e desfere um golpe que apenas corta um pedaço do chifre de Wuli.

Wuli: Seu delinquente! Como se atreve? Eu vou te mostrar todo o meu poder, moleque atrevido! Você vai morrer agora mesmo!

Kaymo: Vamos ver!

Wuli começa a ficar maior, com mais chifres, pele mais negra e enormes garras. Eles começam a lutar, logo Kaymo é atingido e cai com o braço esquerdo quebrado.

Naily: Kaymo! *correndo*

Wuli: Naily! Você está proibida de tocar nele!

Naily: *virando-se para os antigos amigos de Kaymo* Vocês sabem! Nós temos que ajudar! Vai dizer que ele não significou nada? O tempo que cada um de vocês passou juntos não valeu nada?

Chin: Me desculpe.

Nuran: Mas nós não podemos fazer nada.

Ramón: Não é o nosso dever.

Wuli: *gargalhadas* Isso mesmo! Não se metam! Não pensem que porque vocês não fizeram o juramento eu não sou o mestre de vocês!

Kaymo: Eles não fizeram? *levantando*

Naily: Não, nós não somos gatunos, mercenários ou arruaceiros, com exceção de Ramón que é só um ?contratado?, na verdade ele é um caçador de recompensas, foi ele que queimou sua casa.

Kaymo: Ele o quê?

Naily: Foi sua mãe que pediu, assim você não poderia voltar, você tem que completar seu destino.

Kaymo: Até minha própria mãe...

Naily: Ela sabe de coisas que nós não sabemos, mas ela me contou, você vai salvar o clã!

Kaymo: Como?

Wuli: Chega de conversinha vocês dois ai!*virando*

Ele começa a se aproximar balançando sua grande espada, e diz: ?Agora você vai morrer!? e então enfia a espada em Kaymo, porém Naily entra na frente.

Kaymo: Não!

Naily: *respirando com dificuldade* Você... tem que devolver a runa à bruxa do mar, e a Amy não sabe de nada, eu conheci ela e fingir ser amiga dela, disse que ela era fraca quando a deixei, a verdade é que ela é muito forte, mas não o suficiente para suportar a sua morte.*tira o colar do bolso e coloca novamente no pescoço de Kaymo*

Kaymo: *chorando* Naily... não morra!

Naily: *sussurra* Espero que ela chegue a tempo...

Então Naily fecha os olhos e finalmente morre, com um sorriso nos lábios.

Chin: Ela... se matou...

Nuran: Não podemos deixar assim! Vamos lutar!

Ramón: Quanto eu vou ganhar?

Chin: Grandes quantidades de agradecimento eterno.

Ramón: *sorriso* É o suficiente dessa vez.

Os três lutam com Wuli, já quase no final, quando todos já estavam quase mortos Kaymo se levanta, seca as lágrimas e parte para cima de Wuli, e este o atingi no outro braço. Nesse momento Amy entra pulando na sala com uma grande explosão, arremessa poções brancas em todos e começa uma grande sequência de bombas ácidas em Wuli. Todos atacam o grande touro-homem e finalmente conseguem derrotá-lo.

Chin: Você conseguiu!

Kaymo: Não, nós conseguimos juntos. Agora é só devolver a runa à bruxa do mar.

Amy corre e pula nos braços de Kaymo.

Amy: Quando a Naily chegou à minha casa e mostrou meu colar eu sabia que você estava com problemas, e então vim correndo.

Kaymo não consegue dizer nada, mas a beija, ela apenas sorri e eles ficam se olhando por muito tempo. E então Layla entra na sala.

Kaymo: Onde você estava? Eu fiquei preocupado!

Layla: Kaymo, nossos pais sumiram.

Fim

Notas finais
Veja a próxima historia da saga, “Encontro com os Nativos”.

resolvi fazer uma série, já que esse personagem rendeu muitas historias na minha mentezinha xD
e juro que não vou enrrolar tanto pra postar :B

bye bye, vejo vocês na proxima (e ainda quero meus reviews)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!