Uma Outra Visão
11 Capítulo 11 - Em busca das Memórias Perdidas
Amy: Ahhh! Como eu adoro essa brisa do mar!
Kaymo: Marítima.
Amy: O quê?
Kaymo: Se diz “brisa marítima”.
Amy: Ah sim, claro querido professor.
Kaymo: Desculpa, é que você sempre tem algo pra falar, e geralmente é algo irritante mas engraçado, então eu quis tentar... parece que não funcionou.
Amy: Ah ta, me desculpe, é que eu não converso muito, não tenho muitos amigos e acabo tentando me auto-divertir.
Kaymo: Se... Auto-divertir? Como?
Amy: Eu faço ou falo coisas que eu acho engraçado, aprendi com uma antiga amiga. Mas não se preocupe, eu não falo nada sério.
Kaymo: Ah, entendi.
Amy: Eu sei, eu sei, eu sou meio doida.
Kaymo: Não, você é... Interessante.
Amy: Só se interessante for outra palavra para doida.
Kaymo: Ok então, sua doida varrida.
Amy: Ei!
Kaymo: Você que disse.*risos*
Amy: Mas você não precisa repetir.
Kaymo: Claro que não, mas é divertido.
Amy: Muito divertido garoto medroso. *muitos risos*
Kaymo: Nossa, fazia tempo que não me divertia assim.
Amy: Nem eu, alias, não com alguém de verdade.
Kaymo: Vai me dizer que você tem um amigo imaginário?
Amy: Não, claro que não. É mais como um namorado imaginário.
Kaymo: Como é?
Amy: Haha, te peguei.
Kaymo: Há-há-há, muito engraçado. Vai dizer que também não tem namorado?
Amy: Não tenho, sério.
Kaymo: Como uma garota bonita pode ficar solteira?
Amy: Bonita? Você já visitou seu oculista?
Kaymo: Ahh, vai dizer que você também não se acha bonita?
Amy: Meus pais falam, mas palavra de pais não servem para essa coisas.
Kaymo: Eles estão certos.
Amy: Mesmo assim, mesmo bonita, ainda sim eu sou doida, por isso ninguém gosta de mim.
Kaymo: Pare com isso, você é legal, tenho certeza que existem muitas pessoas que gostam de você.
Amy: Claro, claro, mas nenhuma delas deve saber disso.
Kaymo: Claro que sabem, eu gosto de você e sei disso.
Amy: Gosta?
Kaymo: Sim, embora não lembre de como conheci você ainda, eu tenho certeza que o tempo que passamos juntos em Lighthalzen, foi tão bom quanto agora.
Nesse momento Amy pula nos braços de Kaymo e lhe dá um beijo apaixonado. Ele fica parado olhando para ela. O barco para na ilha.
Amy: Desculpa, eu pensei... nada, desculpa.
Ela se levanta e sai correndo em direção à ilha, ele corre atrás.
- Dessa vez eu vou atrás, não vou deixar outra mulher correr de mim sem eu saber o por quê.
Kaymo: Pare, por favor! Espera!
Ele corre atrás dela até entrarem no túnel submarino.
Amy: Por favor, não venha atrás.
Kaymo: Por quê?
Amy: Porque você deve estar me achando uma boba.
Kaymo: Não, por que eu pensaria isso?
Amy: Porque eu entendi as coisas errado.
Kaymo: Não entendeu nada errado.
Amy: Se não, porque você não correspondeu e ficou parado?
Kaymo: É que eu estou acostumado em tomar a atitude primeiro, você me surpreendeu, embora não foi a primeira.
Amy: Ah sim, desculpe.
Kaymo: Não precisa se desculpar, a culpa foi minha em não deixar nada claro.
Amy: Você disse que eu não fui a primeira? Como assim?
Kaymo: Teve uma outra garota que tomou a atitude primeiro uma vez.
Amy: Quem?
Kaymo: Uma prisioneira, eu trabalho na prisão de Morocc... nossa!
Amy: O quê?
Kaymo: Esqueci completamente dela!
Amy: Tem namorada...
Kaymo: Não-não, ela fugiu e eu estou atrás dela, se não, eu que vou ser preso.
Amy: E você não me conta isso?
Kaymo: Esqueci completamente sobre isso por causa desse assunto da memória perdida.
Amy: Entao vá atrás dela antes que venham atrás de você, eu continuo sozinha.
Kaymo: Não senhora, não vou deixar uma garota viajar sozinha e ainda por minha causa, nós dois vamos continuar.
Amy: Mas e ela?
Kaymo: Tenho a sensação que eu vou encontrar com ela logo. Não se preocupe.
Amy: Espero que dê tudo certo...
Kaymo: E onde será que o nosso querido alquimista está?
Amy: O sábio disse que ele estava pesquisando sobre a tinta que os martes soltam.
Kaymo: Então teremos que descer mais, você aguenta?
Amy: Claro, meu pai também pensava que ser alquimista era ser fraca, mas ele mudou de idéia depois que eu mostrei a bomba acida, huhu.
Kaymo: Eu não disse que pensava que você era fraca por ser alquimista.
Amy: Não? Então é por eu ser mulher?
Kaymo: Também não, era só uma pergunta casual...
Amy: Desculpa, é que esse assunto me trouxe memórias ruins.
Kaymo: Bem que eu queria que algum assunto me trouxesse minhas memórias perdidas...
Amy: Então não vamos mais perder tempo.
Kaymo: Vamos descer.
Os dois seguem pelo caminho mais curto até os níveis inferiores, até avistarem um marte.
Amy: Um marte! Estamos perto! Vamos!!!
Kaymo: Calma, nós ainda temos que procurar, ele pode estar aqui, mais para frente ou até já ter ido embora.
Amy: Ahh, deixa eu ser otimista!
Kaymo: Ok... só não fique triste se nós não o encontrar por aqui.
Amy: Eu sei, eu sei.
Após andar por toda área onde os martes estavam eles não encontram nada.
Amy: Ah, não pode ser. Nem ele, nem uma pista. Acho que é um beco sem saída...
Kaymo: Calma, tenho certeza que vamos encontrar algo.
Ele olha para baixo e vê uma rosa eterna.
Kaymo: Não pode ser!
Amy: O quê?
Kaymo: Esse é o primeiro sinal deles...
Amy: Deles quem?
Kaymo: Dos Mensageiros das Trevas, era sobre isso que eu fui pesquisar em Juno.
Amy: Eu pensei que eles fossem só uma lenda.
Kaymo: Eu também, mais recentemente eu andei descobrindo coisas que não parecem ser lenda...
Amy: Ainda bem que você me tem para te proteger! *ri*
Kaymo: Claro, da próxima vez me salve de um bando de ladrões e depois perca a memória.
Amy: Haha, engraçadinho.
Kaymo: Aprendi com a melhor! *sorri*
Amy: Ok, ok então me conte o que você descobriu.
Kaymo: Quando eu fui a biblioteca eu pesquisei sobre símbolos e códigos dos clãs, porque eu encontrei uma rosa eterna e um rubi amaldiçoado enquanto eu procurava por aquela prisioneira e sabia que era algo de algum clã. Então descobri que eram símbolos do clã Mensageiros das Trevas, e eu ia pesquisar sobre o clã, mas assim que sai da sala de pesquisa os guardas me confundiram com algum bandido e tentaram me prender, por isso fugi e não queria voltar lá mais.
Amy: Mas logo eles iriam ver que você não era culpado.
Kaymo: Claro, um arruaceiro pesquisando sobre clãs malvados, obvio que eu iria ser considerado inocente.
Amy: Ok,ok entendi, senhor irônico.
Kaymo: É... parece que eu estou melhorando. *ri*
Amy: Você esta tempo demais comigo...
Kaymo: Isso pode ser perigoso, haha.
Amy: Sim, muito perigoso.
Kaymo: Falando em perigo, nós temos que sair daqui logo, alguém pode aparecer.
Amy: Tarde demais...
Eles se viram e vêem um homem indo na direção deles. Kaymo já se prepara para lutar quando Amy o para.
Amy: Espere!
Kaymo: O que? Você ficou doida?
Amy: Esse é quem procuramos.
Kaymo: Hã?
Amy: Essa pessoinha que você está pretendendo atacar é o alquimista.
Kaymo: Tem certeza?
Amy: Toda, você acha que eu não vou conhecer meu mentor?
Kaymo: Então é por isso que você o acha tão incrível... deve ser tão ruim como a aluna...
Amy: O quê? *nervosa*
Kaymo: Nada, só estou brincando.*ri*
Amy: Desculpe, más lembranças sabe...
Kaymo: Uhum, sei. Então vamos falar com ele logo!
Os dois se aproximaram e sem nem mesmo terem tempo de abrir a boca para dizer algo, o alquimista pronunciou.
Alquimista: Foram vocês!
Kaymo: *assustado* Nós o quê?
Alquimista: Pegaram minha rosa eterna!
Amy: Era sua?
Alquimista: Claro, fui eu que matei a obeaune, então o item que ela deixou cair é meu!
Kaymo: Desculpe, nós não sabíamos, pode pegar de volta. *entrega a rosa eterna*
Alquimista: Tudo bem, me desculpem por acusá-los, você parece ser um bom rapaz e junto com uma bela moça... Amy???
Amy: Sim, sou eu, mestre Chou.
Chou: Nossa quase não te reconheci! Você cresceu tanto! E o quê veio fazer aqui?
Amy: Estávamos procurando o senhor.
Chou: Estavam? Por quê?
Kaymo: Eu perdi minha memória e Amy disse que o senhor poderia ajudar.
Chou: E você é...?
Kaymo: Kaymo, prazer em conhecê-lo.
Chou: O prazer é meu. Então você perdeu só uma parte da sua memória, não é?
Kaymo: Sim... como você sabe?
Chou: Por varias coisas, entre elas, você dizer seu nome sem hesitar.
Amy: Eu não disse que ele era incrível? *risos*
Kaymo: Eu nem duvidei... muito.
Chou: Então vamos sair daqui, vamos aonde possamos recuperar a memória desse jovem.
Eles saem da ilha, Chou vai na frente, sempre.
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