Uma Nova Vida

3 Capitulo 03 - O Tempo Voa...


Notas iniciais
Minha gente, desculpem a demora, mas cá estamos nós de novo. A vida tá corrida, demoramos pra postar por isso, mas vamos tentar vir com mais frequência. Okay, chega de enrolação... Não perae, mais um pouco: - passagem de tempo longa nesse cap, mesmo. - sei que vamos sentir saudades dos little babys, mas ao longo da fic iebhdiusahbndnbhbasdajhbdjsa (no spoiler) LEIAM AS NOTAS FINAIS Go to HIStory! Boa leitura e até lá embaixo.

Pov Esme

Já faziam alguns meses que as crianças estavam morando com a gente. Nesses meses, a Assistência Social disse que seriam o período de adaptação deles aqui em casa, então recebíamos a visita de uma Assistente uma vez por mês. Estávamos em agosto, o quinto mês, segundo ela, o último de adaptação e logo teríamos a adoção oficial.

Como Elizabeth e Chris eram muito novos, sempre tínhamos que inventar uma nova desculpa para não comermos e coisas assim, mas exatamente por serem mais novos, era mais fácil de esconder isso deles.

A visita da Assistente Social seria hoje, 19/09, e amanhã, os gêmeos vão fazer 05 anos. Então, enquanto Alice corria com as coisas pra festa com a ajuda de matade das pessoas da casa, eu e a outra metade corríamos com as aparências a serem mantidas hoje.

***

Estávamos no pátio com as crianças, Nessie ensinava uma brincadeira nova para Liz e Chris com a ajuda de Claire, Seth e Jacob estavam sentados na sombra de uma das árvores cuidando a brincadeira. Alice e Rosalie tinham arrastado Emmett e Edward até os fundos da casa para arrumar algumas coisas da festinha. Bella e Jasper estavam sentados ao meu lado nas escadas da varanda. Ouvimos um barulho de carro se aproximando e parar na frente de casa, peguei o celular para ver a hora, 13h15min. Carlisle tinha pegado a semana toda de plantão noturno, só chegaria às 14h.

A campainha tocou e Jasper se levantou para atender a porta, voltando logo em seguida com a Assistente Social. Levantei junto a Bella.

– Boa tarde, Sra. Cullen. — ela disse esticando a mão para mim.

– Boa tarde, Sra. O'Connor. — respondi apertando-a. — Já deve conhecer minha nora, Isabella.

– Oh, claro, como vai? — sorriu para Bella.

– Bem, obrigado. — Bella sorriu de volta.

– Ah, bem... Quer entrar? Tomar uma água, um café? — perguntei.

– Hmm... — ela correu os olhos pelas crianças. As meninas estavam correndo de Chris, que estava com as mãos sujas esticadas para pegá-las. — Podemos entrar para conversar mais tranquilamente.

Nós duas entramos seguidas por Jasper, Bella ficou junto a Jacob e Seth. A Sra. O'Connor sento em uma poltrona e colocou a pasta em cima da mesa. Jasper e eu sentamos no sofá.

– E então, Sra. Cullen, onde está o seu marido? — ela perguntou cruzando as pernas.

– Carlisle está de plantão, mas logo deve estar chegando. — respondi.

Ela fez alguma anotação.

– Nós fizemos muitas avaliações de como as crianças estão aqui, mas hoje não é exatamente isso que vim fazer. — disse. — Tenho que analisar a família em que elas estão ingressando, entende?

– Perfeitamente. Como pretende fazer isso? — respondi.

– Vamos começar com a senhora me respondendo algumas perguntas, depois se não for muito incomodo, quero conhecer a casa e falar com alguns de seus filhos. — falou, apenas assenti. — Além do seu marido, mais alguém trabalha?

– Além do meu marido, apenas eu. E não é algo muito constante. Sou arquiteta, pego alguns projetos, mas nada que precise sair de casa. — respondi. — Nós achamos que nossos filhos tem que priorizar o estudo.

– Entendo... — fez mais anotações. – Todos eles moram aqui com vocês?

– Todos menos Edward e Bella, mas eles moram... Em um chalé, mas no nosso terreno. – respondi mexendo as mãos sobre o colo. Situações assim me deixavam nervosa.

– Ok. – suspirou. – Se importa de me mostrar a casa?

– Claro que não. – me levantei junto a ela e a Jasper.

Seguimos pelas escadas. Conforme passávamos pelos cômodos, eu indicava o que eram e a quem pertenciam, por fim chegamos ao ultimo andar. Passamos pelo meu quarto, o cômodo onde montávamos o consultório improvisado sempre que era preciso e chegamos ao fim do corredor, de frente para a porta do escritório de Carlisle. A Sra.O’Connor passou os olhos pela a janela e olhou a cruz do pai de Carlisle que havíamos trocado de lugar e agora ficava ao lado da porta.

– Parece bem... Antigo. – disse ainda olhando para a cruz.

– Nem imagina o quanto. – Jazz respondeu com um pequeno sorriso.

Abri a porta do escritório e entramos. Ela passou os olhos por cada canto do cômodo e soltou um suspiro.

– Bom, é uma bela casa, Sra. Cullen. – deu um pequeno sorriso.

– Ahm... Obrigado. – retribui o sorriso.

– Bom, agora se não se importa, eu gostaria de falar com seus filhos. – ela disse. – Podemos começar pelo o seu guarda costas? – brincou indicando Jasper.

– Claro. – nos dois respondemos.

– Enfim, vão ser perguntas com respostas curtas, okay? Nada que precise de uma resposta muito bolada, não se preocupe. – disse. Jazz assentiu. – Mora a bastante tempo aqui com os Cullen?

– Sim. – respondeu.

– Gosta daqui? Do jeito que interagem entre si e tudo mais?

– Sim.

– Costuma haver brigas aqui? Constantes ou não.

– é uma casa com 6 adolescentes e não é muito fácil manter tranquilidade total entre 3 mulheres. Mas nada fora do comum, coisas como ‘quem deixou você pegar minha blusa?’ ‘Não mexe no controle’ e coisas assim.

– Okay, Jasper é isso. – ela terminou de anotar. – Se me der licença, vou falar com os outros. – disse saindo.

Soltei o ar com força. Jazz parou ao meu lado.

– Nervosa. – ele disse. Não foi uma pergunta.

– Odeio situações assim. Me dão uma sensação ruim. – falei baixo.

– Sabe que não precisa ficar assim. – ele passou o braço por meus ombros. – Ela vai ver que não existem pais melhores para os gêmeos que vocês. Carlisle e você são os melhores pais que eles poderiam escolher para os pequenos.

– Você tem, literalmente, o dom de acalmar as pessoas. – brinquei. Ele riu.

– Vamos descer? – sorriu.

Assenti. Descemos novamente para a sala. A Agente Social demorou um tempo falando com os outros, e fez questão de esperar Carlisle chegar, e quando ele o fez, ela o bombardeou com mil e uma perguntas. No final, depois de quase duas horas, ela resolveu ir embora, nos prometendo ligar no outro dia para dizer o que haviam decidido.

A tarde passou voando. Os pequenos não pararam nem ao menos um segundo, só para comer e, enfim, dormir de tão cansados. Renesmee ficou aqui em casa, convencendo Edward de que estava tão cansada para ir para casa que não conseguiria ir nem que ele a carregasse no colo. No outro dia só conseguimos tirar os três da cama quase às 10h da manhã. A festinha estava marcada para começar às 16h, para dar tempo de Eleazar e Carmem chegarem. E assim foi, um pouco passado das 16h começamos a festa, o primeiro aniversário dos dois como Cullen’s.

Eles aproveitaram ao máximo tudo que conseguiram todas as coisas, e por incrível que pareça, todas as pessoas da festa. Christopher tinha simplesmente adorado Leah, e mesmo do jeito dela, podíamos ver que ela também tinha gostado dele. Eram mais ou menos 20h, os Quileutes já haviam ido embora. Carmem e eu entramos para ajeitar algumas coisas na sala. Ouvimos passos leves na varanda, Chris entrou correndo e Carl estava atrás dele. Ele correu para as escadas...

***************************** 10 anos depois ****************************

Pov Carlisle

– Christopher! – chamei entrando atrás dele. – Volta aqui, garoto!

– Me deixa em paz, Carlisle! – ele gritou nas escadas.

– Você pensa que está falando com quem garoto? Abaixe esse tom de voz que tenho uma audição perfeita e se controle, porque não sou um dos seus amiguinhos!

– Tem razão. – ele disse descendo alguns degraus. – Você não é meu amigo. No momento não passa do cara casado com a minha mãe.

– Chris! – ouvi a voz de Elizabeth atrás de mim. – Não fale assim com o papai. — repreendeu. – Você era uma pessoa civilizada.

– Cale a boca, Elizabeth. Não se meta, o assunto é meu e do SEU pai. – ele disse.

– Christopher! Tem razão, o assunto é nosso. Então não fale assim com a sua irmã.

– Claro que você ia proteger a sua favorita! Claro que ia! – ele disse voltando a subir.

Tomei ar e subi atrás dele. A porta do quarto já estava sendo trancada. Empurrei a porta e entrei, fechando-a em seguida. Chris sentou na cama e cruzou os braços.

– Pretende ganhar minha confiança assim? – perguntei. – Christopher, me tiraram no meio de uma consulta porque você tinha sido pego pichando o muro da escola com seus amigos. Quando conversamos pela a idade de transformar vocês, você lembra qual era a minha principal condição?

– Responsabilidade. – ele disse baixo.

– Exatamente. Filho, não é vandalizando a escola, tirando notas baixas, berrando com sua irmã ou com qualquer outro. – falei me abaixando na frente dele. – Faltam poucos meses pra vocês fazerem 16 anos, pense nisso.

– Por que não transforma a Liz e me deixa em paz? Em poucos anos estarão livres de mim. Continuo mortal... E o destino de todo o mortal... Você sabe.

– Pelo amor de Deus, Christopher, não brinque com uma coisa dessas. Já falei que só transformo um quando for transformar o outro, e você e sua irmã tem muito que fazer antes de...

– Você não quer nos transformar, não é, pai? – ele me olhou.

– Você sabe tão bem quanto os outros minha opinião sobre transformar vocês, que é a mesma sobre todos os outros. Sabe que foi uma questão de salvar a vida deles...

– E se você tivesse outro jeito, o faria. Eu sei desse papo todo, pai. Mas o que o senhor pode ver de condenação em dar a eternidade para alguém?

– A vida de antes da transformação se apaga, Chris... Mas... Não é uma coisa que acontece com a transformação. Mas sim com o tempo. – me sentei ao lado dele na cama. – Com o tempo a vida humana vai sumindo da memória.

– Você não se lembra de quando era humano? – ele me olhou.

– Lembro-me de algumas coisas... Infelizmente. – engoli seco.

– Por que infelizmente?

– Tem coisas que eu queria lembrar, mas não consigo... E outras coisas que eu gostaria de esquecer. – olhei para ele. – Os tempos não eram nada fáceis.

– Queria poder ajudar. – ele disse baixo. Coloquei a mão em seus cabelos, bagunçando-os.

– Se você começar mudando um pouco seria de grande ajuda. – sorri.

– Desculpe por hoje. – ele disse baixo.

– Tudo bem, garoto. – afaguei as costas dele. – Ah,vou precisar da sua ajuda.

– Minha ajuda? – arqueou a sobrancelha.

– Sua mãe e eu estamos fazendo aniversario de casamento...

– Quanto tempo?

– Hmm... Bem... – ri fraco. – 100 anos. Agora me deixe terminar. – ele me encarou com os olhos arregalados. – Preciso da sua ajuda pra pensar em um presente. O que me diz?

– Fechado. – ele disse estendendo a mão.

– Fechado. – apertei-a.

Me levantei e foi em direção a porta.

– Pai. – ele chamou antes que eu saísse. – Quantos anos o senhor tem?

– Ahm... – sorri. – 300 e muitos. Tenho que trabalhar, Chris. Depois te conto sobre isso. – falei abrindo a porta. – Tchau.

– Tchau.

Sai do quarto e segui de volta para o hospital.

Notas finais
Nesse, vocês conheceram um pouco do Chris, no proximo, vamos mostrar como a Elizabeth vai ser. E vai ter Carlesme!!! Não sei se vocês lembram da sinopse da fic, mas comentamos sobre o passado, pois é, muitas coisas de muitos passados vão vir a tona ao longo do desenrolar da história. Espero que tenham gostado. Beijos e até mais. / Mary