Uma Nova Proposta

3 Relogio de Parede


Notas iniciais
Pois ai está o novo cap, galerinha. E então, o que será que a Megg tem?

As salas de espera são absurdamente tensas, Andrew refletia sobre isso enquanto esperava Margaret, ela pediu que ele ficasse do lado de fora, preferia entrar só. Ele estava com os olhos fixos num relógio de parede, suas mãos estavam suadas, estava com medo, Margaret era uma fortaleza, nunca imaginou que a veria desabar. Levantou-se, passou as mãos espalmadas no cabelos castanhos, olhou o relógio, como podia uma consulta durar tanto tempo. Sentou-se novamente, quando estava prestes a invadir a sala do médico, Margaret saiu da sala com sua cara de sempre, nem sorridente e nem nervosa. O médico veio logo atrás dela, cumprimento-a e voltou para sua sala. Andrew a olhou, era impressão dele, ou ela havia voltado a ser a Margaret de sempre?

-E então, como foi?- Ele a interpelou.

-Como foi o que?- Margaret agarrou o braço do marido e continuou a caminhar.

-Como o que, Margaret? – Andrew parou diante dela, estava chocado com a sua frieza — Você estava dentro da sala de um médico, estava extremamente nervosa, agora está com essa cara como se nada tivesse acontecido.

-Andrew, o médico disse que está tudo bem, se está tudo bem, não temos com o que nos preocupar.- Margaret sorriu, deu um beijo em Andrew e prosseguiu.

-Margaret!!- Andrew gritou, chamando a atenção dos passantes. Margaret deu a volta nos calcanhares, respirou fundo e se aproximou dele, falando entre dentes.

-Sem escândalo, pelo amor de Deus, eu já disse que não tem com que se preocupar, pode segurar meu braço, como bom cavalheiro e continuar caminhando?

-É sério? – Andrew franziu o cenho, olhou nos olhos de Margaret, sabia que ela estava escondendo algo, só não sabia exatamente o que. – Eu fiquei mais de uma hora numa sala de espera absurdamente assustadora, olhando para um relógio com um desenho horrível no fundo, sendo paquerado por uma enfermeira que se fosse feia seria bonita, e você me vem com essa história de que está tudo bem?

-Sim, está tudo bem, e se você não se importa, gostaria de continuar com essa DR, nas quatro paredes lindamente decoradas e bem feitas, do nosso apartamento. –Margaret sorriu sarcasticamente, fingia não perceber os olhares inquisidores das pessoas que observavam a discussão. Andrew bufou, ela só podia está brincando, como poderia ser tão fria? Olhou para ela, deu as costas e saiu.

-Estou te esperando no carro! – Ele falou secamente enquanto saia em direção a porta automática do hospital, quase derrubou um vaso que ficava na recepção, estava muito chateado, Margaret conseguiu irritá-lo, como pôde sentir pena? Sentia-se um verdadeiro idiota.