Notas iniciais
Boa noite meus caros leitores Ontem, passei por uma imensa vergonha kkkk Postei este capítulo em minha outra fanfic e daí vocês imaginam a confusão... Gente, não faço a mínima ideia de como esse capítulo foi parar lá!!! É o que dá postar capítulo com um bebê no colo *-* Enfim, gostaria de agradecer a todos os comentários que ganhei! Obg meninas por compartilhar suas histórias comigo! BOA LEITURA!

Sakura

— Você... – ele parecia tão assustado quanto eu. Não sabia nem o que lhe dizer. – O que veio fazer aqui?

— Sasuke... Eu...

— Se veio dizer alguma coisa idiota é melhor dar o fora daqui, e não pense que você possui o direito de vir nessa casa, perdeu tudo no instante que decidiu ir embora sem me dizer uma palavra sequer.

— Eu sei... Fiz algo estúpido e não tenho nem coragem de me desculpar, mas eu não aguentei mais viver longe da minha filha! Deixe-me vê-la, Sasuke! – praticamente implorei para ver minha filha. Não podia ir embora desse jeito e mesmo que fosse, para onde eu iria?

Ele estreitou a porta, demonstrando sua negação ao seu pedido. Seus olhos percorriam por todo o meu corpo sujo e molhado.

— O que houve com você?

— Nada. – não era o momento para lhe contar tudo.

— Hum... Droga... Tenho muita coisa pra te dizer... Montei um discurso há muitos dias atrás... Hum... Estou com raiva, muita raiva de você, mas não sou tão desumano a ponto de te mandar embora desse jeito. – ele finalmente, abriu a porta. – Entre.

Fiquei perplexa, sem saber o que dizer. Tinha vontade de abraçá-lo, pedir desculpas, mas tinha medo. Medo de ser expulsa da casa, medo de ser rejeitada e perder a chance que ele estava me dando. Ele permitiu que eu usasse o banheiro para tomar um banho. Quando entrei no quarto, notei que todas as minhas coisas permaneciam no mesmo lugar. Ele não havia se livrado das minhas roupas ou dos meus pertences.

Arrumei-me mais que depressa e fui para o quarto onde a Sarada dormiu tranquilamente. Sentei-me ao seu lado e comecei a chorar. Era um choro silencioso, onde as lágrimas escorriam sem parar. Nem sei por quanto tempo fiquei assim. Saí do quarto e fui procurar o Sasuke para lhe agradecer por ter me deixado ver a Sarada, mas o encontrei dormindo no sofá, parecia exausto.

Não dormi nada. Vi amanhecer pela janela do quarto da minha filha. Esperei ela abrir os olhinhos pra me ver, e assim que me notaram, ela sorriu. Aquele sorriso capaz de tirar todo o medo, toda a raiva, tristeza, mágoa... Como fui capaz de ter deixado isso pra trás? Peguei minha garotinha em meus braços e a abracei como se o mundo fosse acabar, como se aquele fosse o nosso último abraço. A Sarada olhou por sobre os meus ombros e pronunciou “pa... pa”, estendendo os braços em direção ao Sasuke que estava em pé próximo à porta. Senti uma pontada de ciúmes por isso. Mas, não podia comentar nada a respeito. Ele a pegou dos meus braços e nem sequer me olhou.

— Sakura... – senti arrepios ao ouvir seu nome. Seria agora que ele me mandaria embora. – Você voltará quando para Suna?

Droga. Ele sabia da Universidade. Sabia que o troquei por um sonho idiota. Seu perdão estava cada vez mais difícil de alcançar.

— N-não... – respirei fundo. – Não voltarei mais.

— Hum.

— Fugi, praticamente correndo pra chegar até aqui... Sasuke, eu sei que você tem muito que dizer pra mim... Mas, por favor, não fale agora... – meus olhos começaram a se encher de lágrimas. – Eu preciso procurar um lugar pra ficar até conseguir um emprego de novo... Me dê pelo menos dois dias... Por favor... Sei que não deveria lhe pedir mais nada, mas, por favor... – praticamente implorei.

— Pelo menos você pediu, não escreveu em um pedaço de papel... – seu tom irônico me fez lembrar da maldita carta. Ideia da minha mãe. Ele passou a mão em seus cabelos, parecia com raiva e apenas pronunciou: – Dois dias.

(...)

Saí da casa com apenas algumas coisas em uma mochila. Andei alguns longos quarteirões até chegar ao antigo armazém que trabalhei. Tinha que deixar o orgulho de lado para pedir um emprego. E dessa vez, aceitava qualquer coisa. Por sorte, o dono gostava de mim e do meu trabalho, me recontratando, só que com um salário um pouco menor. Não podia questionar e aceitei.

Já tinha um emprego e agora, faltava um lugar pra morar. Pensei em minha antiga casa, mas era da minha mãe, e pretendo evitar encontrá-la. Poderia pedir abrigo ao Sasuke, mas seria muito abuso da sua bondade. Suspirei derrotada. Hinata e Naruto estão fora de cogitação nesse momento. Não quero levar até eles o meu problema. Estavam noivos e o foco deles nesse momento é o casamento.

Após andar todos aqueles imensos quarteirões de volta à casa do Sasuke, ao bater naquela porta com o orgulho no chão, senti o cheiro agradável de uma boa refeição. Senti meu estômago roncar por estar a várias horas sem comer nada. Ele abriu a porta bem descontente a me ver. Acho que pensava que havia se livrado de mim e cá estou eu de volta.

— Desculpe... É que...

— Entre. – ele me interrompeu. – Já comeu?

— N-na verdade, não.

— Sirva-se do que quiser, estarei saindo para as minhas aulas... A babá ligou dizendo que vai se atrasar, mas já que você chegou, não vejo problema em te deixar com a Sarada.

Problema? Sou a mãe. É lógico que não tem problema! Tive vontade de dizer isso, mas me calei. Sasuke está com a razão e qualquer pessoa daria a ele. Eu sou apenas a mãe que abandonou a filha. Só isso. Não podia reclamar. Apenas tinha que pagar, por minhas consequências, calada... Mas, até quanto tempo?

Sasuke

Não conseguia me concentrar em nada. As aulas pareciam mais tediosas que o normal, então, preferi pegar o meu carro e ir em direção ao escritório do Itachi para conversarmos. Assim que o vi, fui direto ao assunto:

— A Sakura voltou. – ele sentou-se me olhando perplexo.

— O que? Você chega e fala assim, desse jeito?

— Hum... – suspirei. – Ela parece arrependida... E parece também que está sofrendo... – disse com os pensamentos na forma como ela voltou pra casa. – Não sei o que houve em Suna, ainda não nos falamos direito...

— Espera, Sasuke... Ela está na sua casa? – concordei. – Com a sua filha? – assenti e ele me olhou assustado. – Você é louco? E se ela fugir com a Sarada?

— Droga. Não havia pensado dessa forma. – senti uma pontada de juízo com as palavras do meu irmão.

— Esse é o problema Sasuke... Você é fraco demais pra Sakura... Ela não pode voltar e fingir que nada aconteceu! E só você pode fazer algo em relação a isso!

— Eu teria falado, mas ela me pediu dois dias...

— E você deu? – concordei. – Irmãozinho, as coisas não são desse jeito... Vá para a sua casa e dê um fim nisso tudo... Vocês não são casados, a Sakura ainda é menor de idade, e abandonou vocês, logo, a guarda da Sarada é toda sua... Nunca ela poderá levar sua filha pra longe de você! Sasuke, não deixe a Sakura lhe enganar novamente...

Não gosto de formar opiniões com base nas outras pessoas, mesmo sendo meu irmão. Deixei-o falar tudo o que queria a respeito da Sakura. Afinal, já tinha em mente tudo o que gostaria de conversar com ela e acho que aguento dois dias, quem sabe... Esperei anoitecer para voltar pra casa e fiquei todo esse tempo ouvindo o Itachi reclamar. Quando retornei, a babá já havia ido embora. A Sakura a dispensou cedo e não questionei quando ela me disse isso.

— O que você pretende com isso? – não aguentei e ousei perguntar.

— C-como assim?

— Você volta e fica em casa... Sakura, o que você pretende? Ir embora novamente e levar a Sarada?

— Não! Eu não quero fazer isso! Não posso explicar agora... Não consigo ainda... Eu quero muito te pedir desculpas, mas não é o momento... Não consigo desse jeito!

— Por quê? Você está esperando a sua mãe pra fazer isso por você? – praticamente gritei.

Ela ficou calada, assustada, me olhando sem saber o que dizer. Atingi a ferida em cheio. Era disso que ela não queria conversar. Sua Mãe.

Sakura

Senti raiva de mim mesma por não encontrar palavras pra me defender. Eu queria argumentar, mas não conseguia. Pensei em pegar a minha filha e sair daí o mais rápido possível, mas isso só iria piorar a situação. Pensei em sair correndo, e infelizmente, isso apenas me afastaria ainda mais da minha família.

— Eu errei... Eu cometi o erro mais infeliz da minha vida... Não era pra ter sido desse jeito... Você não merecia isso, e dessa vez, eu fui a vilã... Se quiser que eu saia dessa casa é só me dizer... Mas, voltarei todos os dias pra ver a minha filha... Me desculpe por decepcioná-lo tanto Sasuke, eu te amo e eu não mereço ser amada por você...

— Você tem pra onde ir? – senti uma dor imensa em meu coração. Entendi perfeitamente o que ele quis dizer com essa pergunta.

— Sim. – menti. Ele apenas assentiu.

— No prazo que você pediu, volte para conversarmos... Dois dias.

Mesmo com o pesar em meu peito, fui dar um abraço em minha filha que estava brincando em seu cercadinho e saí da casa só com a roupa do corpo. Não tinha pra onde ir e nem pra quem pedir ajuda. Fiquei sentada em um banco de praça pensando no que fazer. Relutei muito contra a minha ideia, mas era melhor do que dormir na rua. Fui para a casa da minha mãe. Não havia ninguém, como sempre. Peguei a chave reserva que eu sempre escondia embaixo de um vaso e abri aquela casa medonha e silenciosa. Os poucos móveis estavam empoeirados e tudo estava em seu devido lugar. Parecia a minha vida de antes, sozinha e sem ninguém.

— Por quê? Por que eu deixei chegar a esse ponto? – torturava a mim mesma. – Não posso viver assim! Sasuke, me perdoa... – fiquei repetindo essas palavras em meio as lágrimas. Sabia que seria difícil conseguir o perdão, mas não tanto assim. Definitivamente, preciso ter a minha vida de volta.

(...)

Notas finais
Continua... A Sakura tomará uma posição diferente... Agora, ela vai lutar pra valer! No próximo capítulo, teremos a Mikoto em cena... Não percam!