Uma Nova Jumper

3 Capítulo 3


Notas iniciais
espero que gostem.

As aulas foram boas, a maior parte das aulas foi com o Vitor, só não tenho aulas com ele uma aula antes e uma depois do almoço, descobri que ele viaja muito com o pai e que não conheceu sua mãe (irônico não?), desse que nunca foi muito popular e nunca teve muitos amigos, sempre que fazia amigos acabava se mudando e perdendo contato, o que o deixava triste, e então parou de tentar fazer amigos.

Estávamos indo juntos para nossas casas já que era a caminho uma da outra, eu de bicicleta e ele a pé dizendo que gostava de andar, e que seu pai sempre dizia que ele precisava fazer muitos exercícios físicos. Nos descobrimos que tínhamos muita coisa em comum, nossos pais gostavam de nos torturar com atividades físicas até a mote “para o nosso bem”, éramos sempre os mais não-populares dos colégios que estudamos, e muitas outras coisas. No meio das nossas conversas ele comentou uma coisa que eu não havia entendido.

- então, por que você gosta daquele cabeça de vento da mesa ao lado? – ele perguntou como se fosse mais um assunto a mais, o que me deixou ainda mais confusa.

- que-em disse que eu gosto do Derik? – falei gaguejando um pouco. Mas, como ele sabia daquilo?! Eu nunca disse nada a ninguém!

- ah, na verdade, ninguém, mas sua resposta me disse duas coisas, a primeira, que você com certeza gosta dele. E a segunda, que você saber que ele é um cabeça de vento. Mas você ainda não me disse porque, sem ofensa, mas ele é o maior idiota e não dá a mínima pra você. – ele falou ainda tranquilamente, mas no final olhando para mim, como se para se certificar se realmente não ofendeu.

- eu sei, mas... El é tão legal, inteligente, e popular... – eu ia continuar minha lista de como o Derik é perfeito, mas ele cortou minha fala.

- ok, “sobre ser popular” eu concordo plenamente, mas sobre os outro, você pelo menos já falou com ele para saber se ele é legal, ou já viu as notas dele, por que eu vi hoje, e não são nada bonitas se você quer saber, não entendo como ele ainda não repetiu! – tenho certeza que ele continuaria falando se eu não tivesse apontado para minha casa que já estava a uma esquina de distancia.

- tudo bem, minha casa é aquela — ele apontou para a esquina do lado, era uma casa linda! Não posso dizer que era uma mansão, mas era grande, pelo menos comparada com a minha.

- nossa! – deixei escapar sem querer. – seu pai deve ter um trabalho maravilhoso, sua casa é muito linda! – pareceu que ele ficou com um pouco envergonhado, mas logo respondeu.

- não é bem assim, ele trabalha muito, quase nunca para em casa, alem disso faz muito tempo que não o vejo, ele está viajando com um colega de trabalho a nem sei quanto tempo, só sei que eu tinha mais ou menos uns cinco anos quando um cara estranho apareceu na minha casa e pediu ajuda para meu pai, ele me apresentou a esse cara, que eu me lembro o nome, e disse que ia entrar de viagem e que talvez pudesse demorar um bom tempo para volta, ele ainda me visita de vez em quando, mas sempre pra dizer que eu preciso me mudar. Passa um ou dois dias em casa e depois vai embora.

Me senti mau pelo que ele disse, poxa, eu não conheci meu pai, mas seria muito pior conhecê-lo e quase nunca velo, e ainda por cima ter que se muda o tempo todo! Deve ser horrível!

- não quero que seu pai venha tão cedo... – acabei falando sem pensar.

Ele começou a rir um pouco e afirmou com a cabeça, — também não quero, gostei daqui. – tenho certeza que corei um pouco depois dessa, ele não devia ter ouvido essas...

- bem, que ir na minha casa, é tão pertinho que nem vai fazer mau. – falei mudando de assunto.

- adoraria, não estou afim de ir pra minha casa agora, e quero conhecer sua mãe! – falou ele com um sorriso travesso no rosto. Tenho certeza que minha cara ficou completamente vermelha nessa hora.

- quer saber, te vejo amanha na aula, xau! – falei e comecei a pedalar pra casa.

- ah, o que é isso? Não se pode convidar uma pessoa a ir a sua casa e depois deixá-la pra traz desse jeito! – falou ele me acompanhado.

- ah! Tudo bem então... – falei me rendendo, espero que nada de ruim aconteça...

Notas finais
bem, no próximo cap vou mostrar um pouco mais sobre a mãe da Carol, e talvez, o pai do Vitor apareça.
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ps: ta bom o tamanho do cap?