Uma Nova História
8 Capítulo 8
Notas iniciais
O sábado logo chegou, levantei-me da cama, fiz minha higiene pessoal, vesti minha saia cinza, blusa bege e o colete vermelho por cima, por fim calçando minhas botas. Tomei café rapidamente, precisava passar na casa da Hinata e da Ino, iríamos ao apartamento do Naruto organizar a decoração, o loiro havia saído bem cedo com o Sasuke kun para treinar e passariam o restante do dia na casa do Uchiha.
Havíamos acabado de chegar, o lugar se encontrava uma bagunça, como o Naruto conseguia ser tão porco? Sorte do Sasuke kun que já havia saído daquele local, tinha era pena dos momentos em que ele passou aqui na casa do loiro, tendo que se sustentar apenas com lámen. Coloquei as sacolas de enfeites no chão e tratei de dar mais uma olhada no ambiente, aquilo daria bastante trabalho.
Dividimos as tarefas e começamos o serviço, Hinata arrumava o banheiro juntamente com o quarto, enquanto eu e Ino ficávamos responsáveis pela arrumação da sala e da cozinha. Era tanta coisa para se fazer que eu nem sabia por onde começar, fui até o sofá encontrando mais uma vez a tigela de lámen que foi vista por nós assim que chegamos, peguei e coloquei-a sob a pia da cozinha, que com certeza era o cômodo mais bagunçado e fedido, meu Deus, podia-se ver organismos vivos caminhando pela louça suja.
– Ino, você lava isso! – ordenei assim que vi o estado em que se encontrava.
– Ahh, não é justo, vamos no joquempô. – dizendo isso concordei, era justo.
– Ok. – concordei colocando uma das mãos para trás e iniciando o jogo. – jo-quem-pô. – ao mesmo tempo mostramos as nossas mãos, ela colocou tesoura e eu papel, infelizmente perdi. – Que droga. – disse decepcionada colocando as luvas logo em seguida e lavando a louça suja.
– Testuda, eu sou boa nesse jogo, Shikamaru me ensinou muito bem as artimanhas do joquempô. – falou enquanto pegava um pano para enxugar o que eu lavava.
– Porquinha. – mostrei a língua.
– Sakura. – me chamou. – O Sasuke parece ser bastante experiente. – disse enquanto enxugava um dos pratos que eu acabava de lavar.
– Por que diz isso? – perguntei.
– Ele deixou bem claro isso quando disse “Mulheres é que não me faltam”, naquele dia em que fomos à casa dele avisar sobre a festa do Naruto – falou fazendo-me recordar das suas palavras.
– Tem razão... – falei um pouco triste. – Ino. – chamei-a. – Eu estive pensando, e acho melhor esquecer o Sasuke kun. – falei por fim.
– Sério testuda? – perguntou surpresa.
– Sim, o Sasuke kun voltou e nem me deu sinais de que queria algo comigo, acho melhor por fim a esse sentimento. – falei enquanto lavava alguns pratos.
– É... Se você acha melhor assim... – ela não sabia o que dizer.
Já era hora do almoço quando acabamos de arrumar tudo, procuramos algo no armário para comer, mas para a nossa tristeza encontramos apenas lámen, fizemos uma pequena refeição e voltamos a preparar as coisas. Eu e Ino fazíamos alguns doces, enquanto Hinata preparava o bolo, nos divertíamos imaginando a cara que o Naruto iria fazer quando visse tudo isso.
Terminamos de enfeitar e preparar a comida ás cinco horas da tarde, após isso fui para casa, para descansar um pouco antes da festa. Encontrei papai e mamãe lendo alguns livros antigos, sobre jutsus.
– Cheguei em casa. – avisei enquanto tirava minhas sandálias.
– Oi filha, nem veio almoçar. – disse minha mãe não desgrudando os olhos do livro, parecia ser interessante o conteúdo dele.
– Não, tivemos que fazer muitas coisas na casa do Naruto. – falei sentando-me entre eles no sofá.
– Aquele seu companheiro de time é bastante forte. – falou meu pai ainda fitando o livro.
– Quem? – perguntei confusa pela sua mudança de assunto.
– O Uchiha.
– Por que diz isso? – perguntei curiosa.
– Eu apenas o vi treinando hoje pela manhã com o Naruto. – informou.
– Hmm... – soltei um sorriso, Sasuke kun estava tomando conta do Naruto muito bem, assim o loiro não desconfiaria de nada.
– Amanhã sairemos em missão, iremos levar alguns pergaminhos importantes para o Kazekage, na aldeia da areia. – disse tirando-me de meus devaneios.
– E por que o Sasuke kun vai? – perguntei curiosa.
– Ele agora faz parte da ambu, o Hokage deixou ele sobre os meus cuidados.
– Nossa, o Naruto não me disse nada. – respondi. – É... A missão é aquela mesma, de duas semanas? – perguntei.
– Sim.
– Tenha cuidado papai. – falei fitando seus olhos, tele transportar pergaminhos importantes era uma missão um pouco perigosa, a estrada poderia estar cheia de saqueadores.
– Não se preocupe minha flor. – disse desviando os olhos do pergaminho e beijando minha testa.
– E quanto ao Sasuke kun, seja bonzinho com ele. – sorri.
Subi para o quarto, precisava dormir um pouco, havia tido um dia cheio, me dirigi ao banheiro, tomei um longo e relaxante banho, para só depois deitar-me na cama e adormecer.
...
– Mamãe, mamãe, vamos ao parque? – perguntou ela.
– Vamos sim minha filha. – sorri. – Vai chamar seu pai. – dizendo isso a pequena garotinha de olhos negros correu até ele.
– Vem, vamos papai. – falou puxando-o pelo braço.
– Vamos minha flor... – sorriu.
– Aqui está o papai, mamãe. – sorriu a pequena criança, aproximei-me dos lábios de meu marido logo depositando um pequeno beijo neles.
– Sakura... Eu te amo...
Eles agora finalmente eram felizes...
Acordei lembrando-se de suas palavras “Eu te amo”, sentei-me sobre a cama encolhendo-me um pouco mais, quem dera eu aquele sonho se tornasse realidade, parecia algo tão impossível de se acontecer. Olhei para a janela, a escuridão reinava do lado de fora, eu deveria estar bastante atrasada, levantei-me as pressas para tomar um banho rápido e logo depois me arrumar.
Eu corria feito uma louca pelas ruas de Konoha, já estava na frente do apartamento do Naruto quando lembrei-me de que havia esquecido seu presente de aniversário em cima da cômoda, pensei em voltar, porém Ino chamou-me do alto da varanda da casa do loiro.
– Já era hora testuda. – subi as escadas logo chegando ao apartamento, estavam todos lá, inclusive Karin e Sasuke, a festa havia começado, repreendi-me mentalmente por não ter vindo antes e participado da surpresa.
– SAKURA CHAN! – gritou Naruto vindo até mim em companhia de Hinata. – Muito obrigada pela surpresa. – disse me abraçando, sorri.
– Desculpe não ter vindo mais cedo... É que acabei adormecendo. – falei lembrando-me do sonho e observando Karin e Sasuke conversarem, desviei-me do abraço do loiro. – Enfim... Parabéns, Naruto. Eu esqueci o seu presente, mais daqui a pouco eu vou pegar, quero comer antes, estou faminta. – falei indo até a mesa de doces, sendo acompanhada por eles.
– Sakura chan, você está muito bonita. – disse Hinata observando o vestido branco que eu usava.
– Obrigada Hinata, olha que eu nem tive tempo de me arrumar direito. – sorri.
– Quem fez esses docinhos? – perguntou Chouji aproximando-se de nós em companhia de Karui.
– Eu e Ino. – respondi.
– Estão ótimos. – falou pegando uns cinco em cima da mesa.
– Chouji... Assim você não deixará nada para os outros convidados. – repreendeu Karui.
– Oi. – disse Kakashi sensei aproximando com Tsunade Sama e Shizune.
– Olá. – sorri.
– Você demorou Sakura. – disse Tsunade.
– Sim... – respondi sem jeito. – Acabei adormecendo.
– Amanhã o bebê e a mãe terão alta, Sakura chan. – disse Shizune.
– Sim, sim... Farei alguns exames antes e eles poderão ir. – falei. – Se me derem licença, irei falar com Ino. – acrescentei deixando-os a sós, vi Shikamaru e Temari abraçados, ele depositava delicadamente um doce em sua boca seguida de um beijo, apenas acenei para eles e continuei a procurar por Ino.
Todos estavam se divertindo, Kiba, Lee, Tenten, Shino, inclusive Karin que não parava de falar com o Sasuke, tentei ignorar os dois, estava disposta a esquecê-lo, dessa vez para sempre, insistir em um amor que nunca iria pra frente, não valia apena.
– Oi testuda. – disse Ino ao me ver.
– Olá. – sorri.
–A Karin não larga o Sasuke kun, não é? – disse ela vendo à ruiva sussurrar algo no ouvido do Uchiha, para logo depois se levantarem.
– Que seja. – falei fingindo não me importar.
– Ainda gosta dele, feiosa? – perguntou Sai que se encontrava em companhia da loira. – Não se cansa?
– Sai! – repreendeu, Ino.
– O que Ino? O cara não está nem aí pra a feiosa. – falou. – Sakura, sai dessa, não acha que já ficou tempo demais na dele?
– Estou saindo, Sai. – disse forçando um sorriso. – Eu vou em casa, estava com tanta pressa que acabei esquecendo o presente do Naruto. – dizendo isso saí, estava um pouco incomodada pelo rumo que a conversa estava tomando.
Desci as escadas rapidamente precisava voltar logo para não perder o restante da festa, ouvi vozes vindas lá da calçada, parei ao perceber que eram Sasuke e Karin conversando, aproximei-me um pouco mais escondendo-me atrás de uma parede que nos dividia.
– Então Sasuke kun, o que me diz? Aceita a minha proposta de reconstruir o clã comigo? – eles falavam sobre a reconstrução do clã Uchiha.
– Desculpe Karin, mais eu não posso. – fiquei feliz pela sua resposta.
– Por que não? Não me diga que tem outra pessoa e mente, melhor, não me diga que é aquela sua ex companheira de time? – arregalei os olhos em sinal de surpresa, meu coração encheu-se de esperança.
– Quem? A Sakura? – perguntou surpreso, ele ficou em silencio por um momento e só depois respondeu. – Claro que não, de onde tirou essa estupidez? – ele parecia sério ao falar.
Ela voltou a conversar com ele, porém os meus ouvidos simplesmente não quiseram mais ouvir, me encostei na parede ainda perplexa pelas suas palavras, meu corpo deslizava pelo muro assim como as minhas lágrimas desciam pelo meu rosto, sentei ali mesmo, triste e magoada, era como eu me encontrava , Sasuke kun nunca que iria sentir algo por mim, solucei um pouco alto, para logo em seguida tapar a minha boca com as mãos, queria de alguma forma controlar as lágrimas a dor era tão grande que minha vontade era de gritar. Sustentei esse amor durante tanto tempo para que? Pra simplesmente no fim ser rejeitada de forma tão brutal, suas palavras refletiam praticamente a repulsa que ele sentia de mim, como eu era estúpida.
– Mania de ouvir a conversa dos outros. – era ele, Sasuke me fitava seriamente, suas mãos se encontravam nos bolsos em sinal de despreocupação, não me passou despercebido um de seus braços enfaixados, Tsunade Sama havia feito um ótimo trabalho com ele. – Sakura... Precisamos conversar.
– Não, e-eu tenho que ir a minha casa. – respondi ignorando o seu olhar.
– Sakura... – chamou-me.
– Com licença. – falei logo em seguida levantando-me e limpando as lágrimas, ia sair, porém a sua mão segurou a minha.
– Já disse que precisamos conversar. – ele olhava-me seriamente nos olhos.
– O que quer? – perguntei.
– O que você ouviu...
– Não, não precisa se preocupar... – falei. – Eu compreendo aquilo que você falou, é normal de se dizer quando não sentimos nada por alguém.
– Você ainda me ama? – aquela pergunta pegou-me de surpresa, seus olhos pareciam enxergar a minha alma.
– Sim Sasuke kun... – confirmei. – Porém eu cresci e agora que sou madura, decidi tomar as decisões certas para a minha vida. – falei soltando-me de sua mão. – Não precisa mais se preocupar com os meus sentimentos, sei que eles são um incomodo para a sua vida. – fiz uma pausa. – Como você falou. – sorri forçadamente. – Vamos ser apenas amigos.
– Ainda com a história de que vai me esquecer? – perguntou cruzando os braços.
– E o que quer que eu faça? – perguntei.
–...
– Não posso passar o resto da minha vida presa a esse amor, preciso viver a minha vida. – falei com lágrimas nos olhos.
– Você tem razão... – respondeu, ficamos em silencio por um tempo, virei para ir embora, mas parei logo em seguida pensando na pergunta que eu iria lhe fazer. – Sasuke kun... – o chamei ainda de costas, ele permaneceu em silencio. – Nunca sentiu nada por mim? – perguntei agora olhando em seus olhos negros.
–...
– Você...
– Não! – ele foi curto e reto, sorri gentilmente.
– Entendo... – dizendo isso saí, aquele com certeza era um novo começo, principalmente para mim, eu deveria sonhar os meus sonhos agora, onde em nenhum deles o Sasuke kun estaria.
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