Uma Nova Historia
17 World War III
Notas iniciais
Capitulo 17 – World War III
( http://www.youtube.com/watch?v=M8BFI_6uM60 ) – World War III – Jonas Brothers
(Por Isa)
— Quem são vocês? – perguntou uma voz grave atrás de nós e eu me apavorei.
— Quem é você? – Bia perguntou sem se virar.
— Ah, eu sou o Thomas! – ele disse de um jeito bobalhão.
— E o que você é, Thomas? – ela perguntou ainda virada.
— Ah, eu sou um ciclope, filho de Poseidon e eu to procurando a minha irmã.
— E por que você está procurando a sua irmã?
— Por que o papai pediu!
— E qual é o nome dela?
— É Bia.
Então nós nos viramos e eu me deparei com um cara enorme de cabelo castanho escuro e um olho enorme e verde no meio da testa.
— Alguma de vocês é ela? – ele perguntou.
— Sou eu. – disse Bia.
— Maninha! – ele disse a envolvendo em um abraço de urso.
— Thomas... Tá me... Sufocando! – ela disse e ele a largou.
— E vocês quem são? – perguntou o ciclope.
— Eu sou a Clara, filha de Hermes, e ela é a Isa, filha de Demeter. – disse Clara.
— Eu acho melhor a gente voltar para a Terminal tentar pegar um ônibus! – eu disse e elas e o Thomas assentiram.
Eu e Clara caminhávamos em silencio enquanto Bia e Thomas conversavam animadamente. Depois de uns vinte minutos de caminhada, nós chegamos ao terminal e fomos comprar as passagens. Clara enfiou a mão na bolsa e ficou vasculhando lá dentro e depois olhou para nós com uma cara de desespero.
— O que houve? – Bia perguntou.
— Fomos roubadas! Roubaram todo o dinheiro! – a filha de Hermes respondeu.
— O QUE? – eu e Bia gritamos.
— Talvez seja só comigo! Vejam se tem algum dinheiro nas suas bolsas! – ela disse.
Eu olhei e encontrei uma nota de vinte dólares, mas só isso.
— Eu só tenho vinte dólares e você? – eu perguntei para Bia.
— Eu achei uma nota de cinqüenta.
— Então temos setenta dólares. Com isso dá para comprar duas passagens e meia para Amarillo. – disse Clara.
— Mas ainda assim são só duas passagens e meia! Nós somos quatro! Eu acho que o jeito vai ser nós irmos a pé ou a Clara pode... – eu disse mas fui interrompida pela Bia.
— Não! Eu prefiro caminhar até o outro lado do mundo a pé do que ser desonesta!
— Então é melhor começarmos a caminhar!
Nós caminhamos até anoitecer. Quando anoiteceu nós paramos no meio da estrada, estendemos nossas toalhas no chão, pegamos os nossos casacos e dormimos.
Na manhã seguinte recolhemos nossas coisas, comemos alguns M&Ms (só tinha isso) e voltamos a caminhar. Durante o dia, nós conseguimos passar por Amarillo e estávamos quase chegando no estado do Novo México quando vimos uma cafeteria de meio de estrada e um cara em cima de uma moto nos chamou e com medo nós fomos.
— O que você quer? – perguntou Bia com um olhar ameaçador.
— Não se lembra do seu primo? – ele perguntou brincando e ela ficou séria e o fitou.
— Ares?
— Acertou.
— Pera ai! Ares, o deus da guerra? – perguntou Clara.
— Em carne e osso!
— O que quer? – Bia perguntou ainda séria.
— Vamos entrar e eu explico priminha! – ele disse.
Nós entramos, sentamos em uma mesa afastada e uma garçonete que devia ter uns quarenta anos nos atendeu.
— Boa noite. O que vão querer? – ela perguntou.
— Eu quero uma porção de batatas fritas, um donuts de morango e uma Coca. – disse a filha de Poseidon.
— Eu quero um hamburger e um capuccino. – disse Clara.
— Eu quero uma salada e uma Pepsi. – eu disse.
— Eu quero um hambuger grande e uma Pepsi grande também! – disse Thomas com os olhos brilhando.
— E o senhor? – perguntou a garçonete.
— Só uma cerveja. – ele respondeu e saiu.
Ela assentiu e saiu. Então ele olhou para nós e começou a falar.
— Bem, eu soube que vocês vão para Los Angeles e eu decidi ajudar vocês a ir até lá. – ele disse e eu e Clara sorrimos.
— Ah, corta essa! Você não vai fazer isso de graça! O que você quer? – a filha de Poseidon perguntou séria
— Ta bom! Me pegou! Eu quero que vocês vão até um parque aqui perto e recuperem a minha espada! Em troca, vocês vão ganhar comida, dinheiro e uma carona até Las Vegas. – ele disse.
Quando Bia ia abrir a boca para falar, a garçonete chegou e entregou nossas comidas. Nós comemos e eu disse:
— Nós topamos.
— Ótimo! Aqui está o endereço! O local é uns dez minutos daqui e vocês tem que estar aqui em uma hora a partir do minuto que sairmos daqui! – ele disse e chamou a garçonete e deu uns dracmas para ela.
— Nós só aceitamos dinheiro ou cartão, senhor. – ela disse e ele tirou uma faca da bainha da calça.
— Ah é?
— Mas no seu caso, nós aceitamos!- — ela disse e saiu correndo.
Nós saímos da cafeteria e ligamos o cronometro do relógio da Bia. O parque que Ares havia nos mandado. O parque estava todo sujo e parecia abandonado.
— Onde acharemos uma espada nisso aqui? – eu perguntei.
— No túnel do amor. Dãã! Antes que vocês perguntem, eu vou explicar. Por que Ares viria a um parque abandonado? Para se encontrar com Afrodite, a deusa do amor e provavelmente aconteceu alguma coisa e eles tiveram que sair, então ele esqueeu a espada lá! – explicou Bia.
— Nossa Bia! Não sabia que você era tão inteligente! – disse Clara.
— É eu tenho meus momentos! Agora vamos! – ela disse.
Nós fomos até o túnel do amor e achamos a espada e uma bolsa rosa lá, provavelmente de Afrodite. Mas para chegar lá no carrinho do túnel nós teríamos que passar por uma piscina vazia, então deixamos nossas bolsas com Thomas e fomos até lá.
Eu peguei a espada e Clara gritou. Eu e Bia nos viramos e vimos umas cem baratas mecânicas vindo em nossa direção. A filha de Hermes sempre teve medo de baratas e então numa atitude de desespero, ela apertou um botão vermelho do lado do carrinho e um monte de água começou a sair dos buracos da piscina e o nós fomos empurradas para frete. De repente, nós vimos uma grade na nossa frete e nós levamos um caldo.
Saímos da piscina encharcadas e decidimos pegar nossas roupas e nos trocarmos na loja do parque. Nos trocamos e voltamos para falar com Ares. Mal sabíamos que boa coisa não aconteceria!
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