Uma Nova Historia
7 Pegamos uma carona no trem da morte
Notas iniciais
Capítulo 7 – Pegamos uma carona no trem da morte (Por Clara)
Nós fomos andando em silencio até a estação de trem. Quando chegamos fomos comprar as passagens. O nosso trem saia ás onze da manhã e chegava a Nashiville uma da tarde. Eram dez e quinze.
Já que nós íamos ficar quarenta e cinco minutos ali esperando, decidimos comer alguma coisa, porque não tínhamos tomado café. Havia uma cafeteria dentro da estação, então fomos até lá fazer um lanche.
- Gente, nós temos que comer em no máximo meia hora para embarcar cedo. – avisou Bia.
Nós escolhemos o que queríamos, sentamos e começamos a encher a barriga e a conversar.
- Quantos meio-sangues ainda precisamos achar? – perguntou Letícia.
- Faltam duas, Marina, de Atena, e Luiza, de Afrodite. — respondeu Bia.
Quando acabamos de comer, só faltavam 2 minutos para o embarque. Saímos correndo para não chegarmos tarde, por sorte chegamos na hora.
Nós sentamos, eu e Bia na janela, e Matheus, Isa e Letícia no meio.
Eu sei que todos os meio-sangues são distraídos, mas eu achava Bia a mais distraída, porque ela sempre demorava a assimilar as coisas e ficava sempre olhando para o nada.
Depois de um tempinho, meus amigos dormiram e apenas eu fiquei acordada olhando a chuva cair do lado de fora da janela. Naquela hora eu me toquei, não tínhamos enfrentado nenhum monstro até aquele momento. Estava tudo calmo, graças aos deuses...
CABLAM!!! Ouve-se um estrondo vindo dos fundos do trem, detalhe: nós estávamos na última cabine. Um cão infernal enorme, o maior que eu já vi (mais um detalhe: eu nunca vi nenhum) pulou para dentro do trem pelo buraco aberto por ele mesmo.
Sacudi meus amigos e todos nós sacamos nossas armas, menos Letícia, que não possuía nenhuma.
Eu e Letícia mandamos os mortais para outro vagão e seguramos as portas. Vocês devem estar se ‘’perguntando por que eu segurando a porta?’’ O porquê disso é que eu não sei lutar muito bem e eu não tenho nenhum poder especial como Isa e Bia.
Matheus sabia lutar muito bem, Bia se virava do jeito que podia e Isa estava fazendo algo com as mãos que eu não entendia o que era. Parecia que ela estava fazendo força para puxar algo.
De repente apareceram umas videiras que quebraram as janelas e amarraram o monstro.
- Como você fez isso? – perguntou a filha de Dionísio admirada.
- Eu não disse que eu sou filha de Demeter. – respondeu Isa.
- Gente, vocês não acham melhor nós irmos antes que outro monstro venha? – perguntou Bia.
Todos assentiram. Nós pegamos nossas coisas e pulamos do trem pelo buraco que o bicho fez.
- Tá bom. Para onde nós vamos? – perguntei.
Isa abriu a mochila e pegou um mapa. O mapa estava todo marcado na estrada.
- Estamos aqui. – ela disse apontando para um lugar escrito CI (N.A.: CI quer dizer cão infernal)
- Como você sabe?
- Eu acompanhei o que o motorista dizia e ia marcando.
Nós fomos andando em direção a Nashiville, que era uns dez quilômetros dali. Enquanto andávamos, Letícia não parava de perguntar sobre o acampamento e sobre o pai dela, eu e Matheus respondíamos as perguntas, Isa guiava e Bia ouvia música.
- Quanto mais vamos ter que andar? Eu estou cansada! – disse Le.
- Nós temos que andar mais uns sete km. – respondeu Isa.
- Sete! Eu não vou agüentar mais sete km. Não da para a gente pegar um taxi, um ônibus, uma vã ou até mesmo um cavalo. – disse Letícia apontando para um estábulo.
- Até que não é má idéia a história do cavalo. – disse Bia.
- Mas eu não sei montar um cavalo. – eu disse.
- Vocês esqueceram que meu pai é o criador dos cavalos. Talvez isso sirva para alguma coisa. – disse Bia encolhendo os ombros.
Quando chegamos mais perto consegui ver o nome, por causa da minha dislexia eu consegui ler TSEUBSOL NETURASCO.
- O que isso quer dizer? – eu perguntei confusa.
- Eu sei lá. – responderam todos em uníssono.
Eu havia esquecido que todos também tinham dislexia. Mesmo não sabendo o nome do local nós continuamos andando.
Quando alcançamos eu finalmente consegui ler o que estava escrito, o nome era ESTABULO CENTAURO. Era um nome estranho para um estábulo, mas não tínhamos alternativa.
Fale com o autor