Uma Nova Historia

20 Journey to The End Of My Life


Notas iniciais
Hey people! Desculpa pela demora, mas com a volta as aulas depois do carnaval, com a minha entrada em duas aulas extracorriculares e com os deveres de casa, o meu tempo para escrver diminuiu! Mas mesmo assim, eu queria agradecer a NinaDeane, pela capa e pela recomendação e a Beea_Cullen, pela outra capa! Eu prometo que quando o Nyah voltar a poder editar histórias, eu vou usa-las! Eu queria fazer um pedido muito especial: Por favor, ANUNCIEM A FIC! Sério gentem! Eu adoro vcs, minhas leitoras lindas, mas eu quero mais algumas! Bem, espero que gostem e deixem reviews!

Capitulo 20 – Journey to the end of my life

http://www.youtube.com/watch?v=d530XivJTRI — Journey To The End Of My Life

(Por Isa)

— Quem vai nos dar carona? – perguntou Bia.

— Eu dou! – Logan Lerman gritou levantando a chave do carro.

— Então, tchau gente! Os detalhes eu dou pro Logan! – Bia disse novamente.

Eles se despediram de nós e eu, Clara e Thomas demos um ‘’Tchau!’’. Nós seguimos Logan que se esgueirava da multidão e enquanto andava, ele botava a blusa e um Ray Ban preto. Depois de afastarmo-nos um pouco da praia paramos na frente de uma BMW branca daquelas que parecem uma Picape. Era, sem duvida, um carro lindo e eu acho que a Clara também adorou, porque ela só faltava babar!

Logan abriu o carro e antes que eu fizesse qualquer movimento, Bia saiu correndo e sentou no banco da frente. Eu queria muito sentar na frente, mas como Bia tinha uma paixão platônica pelo Logan há meses. Por isso, dei uma folga.

Durante o percurso a filha de Poseidon explicou tudo para o rapaz de olhos azuis. Nós descobrimos que ele era filho de Apolo, mas por sua mãe ser muito branquinha, ele nasceu branco como ela. A viagem até o letreiro de Holywood demorou em cerca quarenta e cinco minutos.

Quando finalmente chegamos, nos despedimos de Logan e saímos do carro. Ao chegarmos na frente da letra H e atrás dela estava escrito: Estúdio de gravação M.A.C. E embaixo estava escrito: Proibida a entrada de advogados, vagabundos e viventes.

Nós tocamos nas letras e meio que uma porta abriu no chão e nós entramos. A porta levava para uma escada que nos levava para um corredor escuro que terminava em uma porta de vidro que continha as mesmas coisas escritas da porta da frente. Nós entramos e vimos um salão bem iluminado e cheio de gente, mas não era gente normal e sim umas pessoas estranhas que pareciam transparentes. Almas. Tinham alguns altos falantes embutidos nas paredes e eles tocavam uma musica calma. As paredes e o carpete eram cinza-chumbo e os movéis eram de couro preto.

Tinha um balcão de segurança em cima de um degrau e atrás dele um cara de aparência agressiva, alto, elegante, de pele cor chocolate, cabelo tingido de loiro e cortado em um corte militar. Ele usava um óculos escuro de armação de tartaruga, um terno de seda italiano que combinava com o cabelo e um fone de cabelo. Uma rosa preta estava no seu bolso em cima de um crachá de prata.

— Boa tarde, senhor... Quiron? – Bia perguntou.

O homem se inclinou em cima da mesa e olhou para ela. Como o balcão ficava em cima de um degrau, então nós só conseguíamos olhar para seus óculos.

— Diga-me mocinha, eu pareço um centauro? – ele perguntou.

— Sei lá! Não posso ver suas pernas! – ela disse e eu segurei a risada.

— Pois então, saiba que minhas pernas são humanas! – ele disse irritado.

— Então por que você me perguntou se você já sabe?

Ele respirou fundo e disse:

— Bem, eu acho que terei de ser mais direto. Meu nome não é Quiron é Caronte. C-A-R-O-N-T-E! Consegue entender?

— Claro, senhor Caronte.

— Então vamos ao que interessa. Como vocês morreram? – ele perguntou e nós nos entreolhamos.

— Ahn, brincando de... Guerra de cabeça! – respondeu Clara.

— Guerra de cabeça? O que é isso? – ele perguntou.

— É uma brincadeira em que nós forçamos um a cabeça do outro com o objetivo de derrubar a outra pessoa. – a filha de Hermes respondeu.

— E como vocês morreram fazendo isso?

— Bem, na verdade essa foi a causa que criou os problemas que nos mataram. Nós fizemos muita força na cabeça, então caímos e batemos a cabeça numa pedra nos causando uma doença no cérebro e nos matando instantaneamente.

Eu olhei pasma para a filha de Hermes que falava aquilo com a maior tranqüilidade. Eu fiquei até apavorada. Caronte nos olhou e disse:

— Bem, parece que vocês, por mais que não aparentem, têm uma cabeça muito forte! Mas nós temos um problema, precisa pagar para ir para o Mundo Inferior. Se vocês fossem adultas, eu poderia descontar do cartão de crédito, mas como são crianças!

— Mas nós temos dinheiro! – disse Bia tirando uns Dracmas da bolsa e pondo em cima do balcão.

— Ora se não são dracmas de verdade! Eu não vejo um desses há muito tempo... – ele disse – Mas você não conseguiu ler meu nome! Menina você é disléxica?

— Não. Sou uma morta! – Bia disse.

— Não, não é! Você é uma filhotinha dos deuses! O que faz aqui?

— Nós temos que ir para o Mundo Inferior! – eu disse.

— Mas vocês não podem! Agora vão embora enquanto podem e eu fico com o dinheiro!

— Então você fica sem gorjeta! – Clara disse tirando as moedas do balcão – O que é uma pena, pois nós tínhamos mais para oferecer.

Bia pôs a mão na bolsa e de lá tirou uma sacolinha cheia de dracmas. Caronte começou a rosnar, mas seu rosnado parecia mais um ronronar de leão.

— Vocês são muito espertas, mas acham mesmo que podem me comprar, filhotinhas dos deuses? Mas... ahn, só por curiosidade, quanto tem ai? – ele perguntou.

— Muito! – Bia disse mexendo nas moedas – E eu aposto que o titio Hades não te paga o suficiente...

Ele bufou.

— Você nem imagina! Esses mortos vivem reclamando de tudo! – Caronte disse.

— Eu acho que você merecia coisa melhor. Mais respeito, reconhecimento e um salário melhor. É isso que você merece. – a filha de Poseidon disse tentando, com sucesso, manipulá-lo.

— Bem, agora eu acho que nós estamos começando a falar a mesma língua. – ele disse.

— Eu poderia mencionar para Hades o que eu lhe disse. – disse ela pegando mais moedas.

Ele suspirou.

— O barco está meio cheio, mas eu acho que posso dar um jeito de vocês entrarem.

Nós sorrimos. Ele se pôs de pé, pegou nosso dinheiro e nos levou até o elevador. Gritou uma coisa para os mortos, pegou um cartão-chave e o enfiou em uma fenda. O elevador começou a descer, mas depois de um tempo, ele parou de ir para baixo e começou a ir para frete. Tudo começou a ficar nevoado. Então eu vi os espíritos que estavam conosco no elevador começaram a mudar de forma.

Eu fechei os olhos e quando os abri novamente vi que o terno de seda cor de creme de Caronte tinha virado uma túnica preta e seus olhos eram como orbitas vazias, negras e cheias de noite, trevas e desespero. Olhei para Clara e Bia e percebi que elas também olhavam para Caronte com os olhos arregalados.

— O que vocês estão olhando? – ele perguntou.

- Nada. – nós três respondemos ao mesmo tempo.

Por um breve momento eu pensei que ele estivesse sorrindo, mas depois percebi que seu rosto estava ficando transparente e eu estava vendo o seu crânio.

Pisquei e percebi não estávamos mais em um elevador e sim dentro de uma barcaça de madeira. Caronte movimentava a barcaça com uma vara. Ela boiava em cima de um rio preto cheio de coisas boiando em cima.

— O que é isso? – Bia perguntou.

— Este é o rio Estige. – ele respondeu.

— Ele está tão...

— Poluído! Culpa dos humanos! Já faz milhões de anos que eles vivem jogando esperanças, sonhos e desejos que nunca viraram realidade! – Caronte reclamou.

Eu dei uma olhada no local e percebi que saía um tipo de névoa da água, que o teto era cheio de estalactites e que a costa brilhava em um tom verde. De repente um calafrio subiu pela minha espinha. Como Perséfone conseguia morar ali? Afinal, uma filha de Demeter devia morar em um lugar cheio de vida e não cercada de gente morta!

Finalmente ancoramos na praia do Mundo Inferior e todos desembarcaram. Caronte nos olhou e disse:

— Eu lhes desejaria sorte, mas isso não existe aqui. Não esqueçam de pedir o meu aumento de salário.

Então ele voltou para o barco e sumiu no horizonte. Como não sabíamos para onde ir, seguimos os espíritos.

Quando eu era pequena, eu esperava que quando eu morresse, eu fosse parar na frente de um portão de ouro no meio das nuvens. Com certeza a entrada para o Mundo Inferior não era nada disso! Tava mais para uma entrada de aeroporto do que para entrada do mundo dos mortos.

Tinham três entradas separadas embaixo de um enorme arco negro onde estava escrito ‘’VOCÊ ESTÁ ENTRANDO EM ÉREBO’’. Em cada uma das entradas tinha detectores de metal e câmeras de segurança.

Eu via os mortos entrarem nas filas. Uma era a MORTE EXPRESSA e as outras duas eram ATENDENTE DE SERVIÇO. A fila MORTE EXPRESSA avançava sem parar enquanto as outras duas se arrastavam.

— O que significa isso? – Clara perguntou apontando para a fila da MORTE EXPRESSA.

— Essa fila deve ir diretamente para os Campos de Asfodelos, sem contestação. Eles não querem ir para o julgamento. – Bia respondeu.

— Perai! Os mortos participam de um julgamento? Para que? – eu perguntei confusa.

— Sim. O julgamento serve para decidir para qual dos três lugares do Mundo Inferior eles vão: os Campos de Elisios, o Campo de Asfodelos e o Campo de Punições. Existem vários julgadores e eles decidem quem vai para aonde, se a pessoa merece uma recompensa especial, ela vai para os Campos de Elisio, se ela teve uma vida normal, ela vai para o Campo de Asfodelos, mas se ela foi uma pessoa má, ela vai para o Campo das Punições onde ela é torturada pelo resto da eternidade. – Bia respondeu.

Nós nos aproximamos dos portões e eu ouvi um uivo alto. Então a névoa verde que encobria a frete dos portões tremeluziu e na nossa frente apareceu um enorme monstro parecido com um cachorro de três cabeças.

Era um rottweiller e também era um meio invisível, como os mortos. Os mortos pareciam nem notá-lo. Mas ele parecia nos notar, pois ele esticou a cabeça do meio, nos farejou e rosnou.

— Ele consegue farejar os mortos. – a filha de Poseidon disse.

— Precisamos de um plano para passar por ele! – Clara disse, mas antes que ela pudesse falar qualquer coisa, Thomas a interrompeu.

— Totó!

É nessas horas que você percebe o quanto ele é burro! O infeliz estava calado há horas, mas em momento de desespero e que nós precisamos de silencio, ele berra.

Mas para piorar, o gênio abriu os braços, saiu correndo em direção a Cérbero e o abraçou! A parte mais estranha foi que ele não comeu o ciclope.

— Por que ele não comeu o Thomas? – eu perguntei.

— Eu acho que como os dois são monstros, eles não devem querer se matar. – Bia disse – Eu tive uma idéia! Tom vem cá!

— O que houve, mana? – Thomas perguntou quando se aproximou de nós.

— Thomas peça para o ‘’Totó’’ ficar ai enquanto passamos pela fila. Você acha que consegue? – ela perguntou.

— Acho que sim. – ele respondeu e foi ficar com o monstro.

— O que fazemos agora? – eu perguntei.

— Vamos para a fila de MORTE EXPRESSA, é a mais rápida. – ela disse e nós fomos para a fila enquanto o irmão dela fazia carinho em Cérbero.

Thomas nos alcançou quando estávamos quase no detector de metais e itens mágicos com uma carinha de dar dó. Tudo parecia bem até passarmos pelo detector e ele começar a apitar e as palavras ‘’Magia detectada’’ apareceram em luzes vermelhas. Então nós fizemos a coisa mais obvia, saímos correndo para o Mundo Inferior sem olhar para trás.

Notas finais
Anunciem a fic! Eu imploro! Falem para todas as suas amigas que tem Nyah, as leitoras das suas fics e a todo mundo! Mereço reviews? Recomendações?