Uma Nova Historia
9 Conheço a ex-namorada do meu pai
Notas iniciais
(Por Bia)
- Filha, eu já escondi isso de você tempo de mais. Marina, você é uma semideusa filha de Atena. – disse o senhor Rodrigues olhando nos olhos da filha.
- Pai, você enlouqueceu? – perguntou a menina preocupada com a sanidade mental do pai.
- Marina, ele não enlouqueceu. Isso é sério, você é uma semideusa! Nós também somos! – disse Matheus.
- Tá bom, se vocês são mesmo semideuses provem! – disse a filha de Atena.
- Eu provo para você, mas eu preciso de um copo d’água para mostrar! – eu disse.
Depois de alguns minutos a empregada chegou com um copo cheio de água.
- Pronta? – perguntei para Marina e ela assentiu. – Lá vou eu!
Naquele momento eu me concentrei somente na água que estava dentro do copo, fechei os olhos e comecei a fazer movimentos com as mãos para a água fazer a forma de um ‘’B’’.
Quando abri os olhos, vi Marina pasma e um ‘’B’’ de água flutuante. Logo tratei de fazer a água voltar para o copo.
- Como você fez isso? – perguntou a filha de Atena.
- Eu sou filha de Poseidon. A propósito me chamo Bia.
- E eles? – ela perguntou apontando para os outros semideuses que estavam comigo.
- Eles são Clara e Matheus, filhos de Hermes, Isa, filha de Demeter e Letícia, filha de Dionísio.
- Por que vocês estão aqui?
- Nós estamos aqui para te levar para o Acampamento Meio-Sangue, que é um lugar para semideuses, igual a nós, treinarmos para enfrentar os monstros. Você pode passar só o verão ou o ano inteiro lá, se quiser. – respondeu Clara.
- Pai, eu posso ir? – a filha de Atena perguntou ao pai com cara de cachorrinho sem dono.
- Claro que pode querida, mas com uma condição! – respondeu ele.
- Qual? – perguntou a filha.
- Você só pode passar o verão! – respondeu ele rindo. – Vai, pode ir arrumar as coisas!
Depois de dizer isso a menina voou escada acima. Um tempo depois ela voltou com uma mala na mão e um sorriso no rosto. O pai da menina nos conduziu até a saída.
- Tchau querida. Aproveite o verão! – disse o pai beijando a testa da filha.
- Tchau pai. Até o fim do verão! – respondeu a filha.
- Perai moço! Quer dizer, senhor... Onde tem um terminal de ônibus ou de trem? – perguntei para o senhor Rodrigues.
- Sim, tem. Marina pode levar vocês. – respondeu.
Marina foi nos guiando durante uma meia hora, até que paramos na frente de uma estação de ônibus.
- Para onde nós vamos? – perguntou Marina.
- Atlantic City. – eu respondi.
Nós compramos as passagens, subimos no ônibus e viajamos. Durante a viagem Letícia, ou como passamos a chamá-la sem motivo, Lettiça e Isa ficaram conversando, Clara e Matheus também e eu fiquei explicando a parada de ser meio-sangue para Marina.
Essa viagem, ao contrario da outra foi bem tranqüila. Chegamos ao nosso destino depois de duas horas de viagem. Decidimos parar para almoçar e depois iríamos para a casa da Luiza.
Fomos comer no lugar aonde a comida é deliciosa e muito refinada, o Mcdonalds. Depois do almoço, fomos até a casa da menina.
Era uma casa simples, uma típica casa do subúrbio, branca com telhado marrom. Nós andamos até a porta e tocamos a campainha.
- Boa tarde. – disse um homem bonito ao abrir a porta.
- Boa tarde. O senhor é o Sr Barros? – perguntei.
- Sim e vocês?
- Isso não importa no momento! O que importa é que sua filha é uma semideusa e nós precisamos levá-la para o acampamento! – disse Clara sem paciência – O senhor poderia chamá-la?
- Entrem eu vou chamá-la. – ele disse abrindo caminho.
O interior da casa era bem simples, mas mesmo assim muito bonito! Tinha uns moveis chiques e era recheado de fotos do senhor Barros com a sua filha. Sr Barros subiu a escada para chamar a filha enquanto nós olhávamos as fotos.
- Essa missão foi bem rápida! – eu comentei.
- É e isso é muito estranho! – comentou Matheus.
Antes de eu poder falar qualquer coisa Sr Barros desceu com uma menina bonita, de altura mediana, cabelo preto e olhos azuis, segurando uma mala rosa. Só podia ser a Luiza.
- Oi, Luiza. – disse Isa.
- Oi. – a filha de Afrodite respondeu.
- Luiza, você já ouviu falar das histórias e deuses...
- Eu sei que sou uma semideusa, meu pai me contou alguns anos atrás e sei por que estão aqui. – ela disse interrompendo Isa.
- Ufa! Ainda bem que não temos que explicar de novo! – eu exclamei e eles riram.
- E então você vem com a gente? – perguntou Lettiça.
- Claro, por que não? – ela respondeu feliz.
- Então vamos! – eu disse.
- Tchau pai, até o fim do verão. – ela disse abraçando o pai.
- Tchau querida. – disse o Sr Barros beijando a testa da filha.
Nós saímos da casa e Luiza nos levou até um terminal de ônibus e nós embarcamos. A viagem tava sendo bem tranqüila, até que umas velhas de casaco de couro embarcaram.
Tipo, nada contra velhas, mas aquelas eram muito estranhas por 2 motivos. Primeiro, elas pareciam iguais a professora monstro que nos atacou a algumas semanas e segundo, elas tavam de casaco de couro! Quem usa casaco de couro num calor desses?
E como na maioria das vezes, eu tava certa. As velhotas malucas vieram para perto de onde nós estávamos. De repente, os dentes podres delas se transformaram em presas, os casacos de couro em asas e a cara cheia de rugas delas em uma cara nojenta e ainda mais feiosa!
Então a situação ficou muito tensa! Luiza e Marina gritaram, a cambadinha virou para ver porque as loucas gritaram, eu, Matheus, Clara e Isa sacamos as armas e a Lettiça expulsou todo mundo do ônibus.
A luta foi muito difícil, pois era nossa primeira luta com algo que podia lutar. Então, quando nos demos por vencidos, nós saímos do ônibus e Matheus acendeu um fósforo, tacou no ônibus e ele pegou fogo.
O lado bom foi que nos livramos das fúrias, mas o lado ruim foi que todo mundo viu! Tinha até gente ligando para policia! Então fizemos a coisa mais sensata a fazer em uma ocasião dessas: correr.
Depois de horas correndo, percebemos que já estava de noite. Nós decidimos catar um local para dormir, continuaríamos a busca no dia seguinte.
Mais umas duas horas andando, nós achamos uma hospedaria no meio da estrada. Era um lugar meio acabado. Paredes descascando, chão que rangia e aparência que poderia cair a qualquer minuto, mas não tínhamos outra opção.
Entramos no prédio, paramos na frente de um balcão e esperamos. Alguns minutos depois uma velhinha de pijama apareceu.
- Pois não? – disse a velhinha.
- Boa noite. Nós gostaríamos de nos hospedar aqui por uma noite. – disse Matheus.
- Oh, claro. Quantos quartos? – ela perguntou.
- Ah, dois quartos. Um de 3 camas e outro de 4. – eu disse.
- Mas o que um mocinho faz no meio de tantas garotas? – ela perguntou novamente.
- Ele é meu irmão. – disse Clara tranqüilamente. – Ahn, mamãe o mandou vir conosco.
- Claro. Venham comigo. – disse a velha pegando duas chaves e subindo a escada.
Nos acomodamos nos quartos. Ficamos divididos: eu, Clara e Matheus e Isa, Lettiça, Marina e Luiza. Os quartos eram sujos e cheios de mofo. Decidimos tomar banho antes de dormir porque estávamos fedendo. Depois de tomar banho e comer umas barrinhas de chocolate que nós trouxemos resolvemos dormir.
Quando acordei na manhã seguinte, resolvi trocar de roupa, comer uma barrinha de cereais e acordar os outros que continuavam dormindo. Depois que todos estávamos acordados, descemos as escadas, pagamos os quartos e fomos embora.
Andamos algumas horas até os nossos estômagos começaram a roncar e a Luiza começar a reclamar.
- Tudo bem! Podemos parar para comer! – eu disse quando a minha paciência se esgotou.
Eu abri minha mochila, procurei comida, mas estranhamente não achei nenhuma comida. Olhei para os outros e vi que eles também não estavam achando nada.
- A minha comida sumiu! – eu disse.
- A minha também! – disse Clara.
- E a minha! – disseram Matheus e Isa juntos.
- Letícia, me dá um pedaço! – eu ouvi Luiza gritar para Lettiça.
Virei-me e vi Lettiça comendo uma barra de chocolate, olhei para trás e vi várias embalagens de comida lá atrás.
- Lettiça! Você comeu toda a comida? – eu gritei.
- Desculpa! Eu tava com fome! – ela disse.
- Ah que ótimo! Agora estamos cansados e sem comida! – berrou Clara.
Depois que ela disse isso, eu senti um cheiro de fritura delicioso.
- Vocês também tão sentindo isso? – perguntou Marina.
Todos assentiram.
- De onde está vindo? – perguntou Luiza.
- Eu acho que vem dali. – disse Matheus apontando para a única casa no meio da estrada.
- Vamos até lá ver! – disse a filha de Atena.
Nós fomos até a casa e vimos que não era uma casa e sim uma loja no inicio eu achei que o nome OPIDÓEST ED ÕEANS AD IAT MEE, mas depois eu vi que era DEPÓSITO DE ANÕES DA TIA EME. A loja tinha uma aparência abandonada, mas ainda tinha cheiro de fritura então resolvemos entrar.
A loja era repleta de estatuas para jardim muito realistas, eram tão realistas que pareciam reais.
- Olha o que tenho aqui? Se não são um grupo de jovens adoráveis! – disse uma moça de turbante e óculos escuros – Eu costumo ficar tão sozinha aqui! Só eu e minhas estatuas! É tão bom ter companhia! Vocês não gostariam de ficar para comer?
Nós nos entreolhamos. Aquela mulher parecia muito estranha, mas ela era tão solitária e nós estávamos com tanta fome, então decidimos ficar para comer.
Ela nos levou até o fundo da loja. O fundo era igual a entrada só que tinha uma mesa de piquenique, um fogão e umas maquinas de cozinha.
Nós sentamos-nos à mesa e a ‘’Tia’’ Eme perguntou:
- O que vão querer?
- Eu quero uma porção de doze nuggets, batata frita e uma coca-cola. – disse Marina.
- Eu quero uma salada e um milk-shake de chocolate. – disse a filha de Demeter.
- Eu quero um cheseburger, anéis de cebola e um Milk-shake de baunilha. – disse o filho de Hermes.
- Eu quero o mesmo que a Isa, só que em vez de Milk-shake eu quero suco de laranja sem açúcar. – disse a filha de Afrodite.
- Eu quero o mesmo que a Marina, só que em vez de coca-cola eu quero Milk-shake de chocolate. – disse Clara.
- Eu quero um hambúrguer, batata frita e um Milk-shake de morango. – eu disse.
- Eu quero um pouco de tudo, menos da salada. – disse a filha do deus do vinho.
Tia Eme assentiu e foi preparar a comida. Depois de uns cinco minutos ela voltou com uma bandeja cheia de comida, distribuiu nossos pedidos e sentou-se na ponta da mesa. A comida estava deliciosa!
- Você come que nem um porco! – disse a filha da deusa do amor para Letícia.
Era verdade. Ela tava comendo de tudo com uma rapidez que só os deuses para dizer! Quando acabamos, estávamos tão cheios que não conseguíamos andar.
- Quando eu era jovem, eu tinha cabelo tão lindo quanto o de vocês! – disse a moça mexendo no meu cabelo – Eu era muito desejada pelos homens, até que eu conquistei o homem mais bonito de todos!
Tia Eme levantou e começou a desenrolar o turbante.
- Nós nos apaixonamos, mas uma moça invejosa nos separou e me transformou... Nisso!
- Fechem os olhos! Ela é a Medusa! – gritou Marina.
Eu fechei os olhos, me levantei em um salto e agarrei minha espada.
- Muito inteligente filha de Atena! – disse Tia Eme para Marina. – Vamos ver o que temos aqui... – eu ouvi passos – Hm... Dois filhos de Hermes... – ouvi ela se aproximar – Uma filha de Afrodite... – ela se afastou – Uma filha de Dionísio e... – ouvi passos na minha direção – Olha o que temos aqui! Uma filha de Poseidon! Sabe, eu costumava sair com o seu pai!
- Bia! CORRE!!! – ouvi Clara gritar.
Eu sai correndo e me escondi atrás de uma estatua de uma mulher. De repente, eu comecei a ouvir passos na minha direção.
- Bia! – Marina sussurrou atrás de mim, me assustando – Bia, nós precisamos dete-la!
- Não jura! – eu disse sarcástica.
- Bia, isso não é brincadeira! Ela esta atrás de mim, porque minha mãe a transformou nisso e fez seu pai abandoná-la!
- Nossa eu não acredito!
- Você não acredita no que?
- Eu não acredito que meu pai tinha tanto mau gosto!
- Para de brincadeira! – ela disse segurando o riso – Você precisa cortar a cabeça dela!
- E como eu faço isso?
- O plano é o seguinte, eu vou lá e distraio-a, enquanto você, olhando pelo seu iPod, depois que eu der o sinal, ataca ela pelas costas!
- Ok. – eu disse procurando o iPod.
Quando eu o achei e empunhei minha espada, a filha de Atena saiu de trás da estatua e começou a gritar:
- Cabeça de cobra, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver! Vem cá me pegar bichinho feio! Tô aqui te esperando!
Ouvi passos e sibilos na direção dela e então escutei uma voz dizendo:
- Parece que a filha da deusa da sabedoria não é tão inteligente! – passos mais próximos – Finalmente poderei me vingar da mulher que acabou com a minha vida!
Eu olhei para o lado e vi Marina de olhos fechados de frente para mim e Medusa de costas para mim olhando para ela. Então, a filha da deusa da sabedoria deu o sinal.
Eu me aproximei lenta e silenciosamente na direção da ex-namorada do meu pai.
- Preparasse para se petrif...
Eu empunhei me espada e cortei a cabeça da monstra.
- Você conseguiu! Você conseguiu! – gritou Luiza me abraçando.
- Eu não teria conseguido sem a Marina! – eu disse atraindo a atenção para a filha de Atena.
- Bem, isso tudo é muito legal, mas como é que a Medusa tava viva? Ela não morreu, a tipo mil anos? – perguntou Clara.
- Sim, ela morreu. Mas, como todos os monstros, ela se regenerou. A regeneração de monstros pode levar um mês, um ano, ou até a vida toda, mas eles sempre voltam. – respondeu Matheus.
- Interessante. Mas agora temos outros problemas. Como vamos para o acampamento? – eu perguntei.
- Eu vi uma caminhonete lá fora. Eu podia fazer uma ligação e nós podíamos ir de carro. – respondeu o filho de Hermes.
- Algum de vocês sabe dirigir? Porque eu não sei! – disse Lettiça.
- Bem, eu sei dirigir muito bem em videogame não pode ser tão diferente! – disse o menino.
- Problema resolvido! Mas o que fazemos com isso? – disse a filha de Afrodite apontando para a cabeça da Medusa.
- Não podemos jogar fora! Mesmo depois de morta ela ainda funciona! – disse Marina.
- E como vamos levar? – eu perguntei – Eu não toco nisso!
- Nem eu! – disse Luiza.
- Também não! – disseram Isa, Clara e Letícia juntas.
- Então o que fazemos com a cabeça? – perguntou a filha de Atena.
- Matheus, dá para os semideuses mandarem encomendas para os deuses? – eu perguntei.
- Dá. É só a gente pegar o objeto ou a carta, por o endereço e uns dracmas que Hermes vem e pega. Por quê?
- Eu queria mandar um presentinho para os olimpianos! Então procurem papel e caneta! Eu pego os dracmas! – eu mandei.
Eu peguei o papel e a caneta que eles me deram e escrevi:
‘’Queridos parentes Olimpianos,
Agora estamos mandando uma encomenda como oferenda a vocês! Nesse pacote está a cabeça da ex-namorada do meu pai (Poseidon) que virou um monstro feioso graças a minha priminha Atena. Pai você tinha muito mau gosto! Ainda bem que melhorou! Eu queria ver como vocês vão reagir ao ler isto! Shuashuashuashuashua! Mandem uma resposta! Esperamos que gostem do presente. Por favor não nos matem.Qualquer coisa aí,
De suas filhas, filho, sobrinhas, sobrinho, netas e neto,
Bi@, Clar@, Is@, Matheus, Luiz@, Marin@ e Letíci@.
Olimpo, Empire State, 300º andar, Sala dos Tronos’’
- Você é louca? – perguntou Marina.
- Um pouco. – eu respondi.
- Muito bonitinho o que você fez com os ‘’A’’s! – disse a filha da deusa do amor.
-Vamos? – eu perguntei pondo os dracmas em cima do da carta e embrulhando a cabeça da Medusa.
- Ok. – disseram eles.
Matheus foi até a caminhonete, tirou uma coisa do bolso e começou a mexer no carro. Depois de uns minutos ele se levantou e disse:
- Quem vai na frente?
Nós fomos até o carro e entramos infelizmente eu fui a ultima então, só me sobrou sentar na frente.
- Você tem certeza que é seguro? – eu perguntei.
- Sei lá. – ele respondeu pisando no acelerador.
Apesar de estarmos indo á 200 km por hora, a viagem foi muito legal. Depois de três horas de viagem finalmente chegamos a Colina Meio-Sangue.
- Vocês tem certeza que é aqui? Aqui não tem nada! – disse Luiza.
Nós a ignoramos e subimos até o topo da colina, quando elas nos alcançaram suas bocas formavam um ‘’o’’ perfeito.
- Bem vindas meninas, ao Acampamento Meio-Sangue! – eu disse.
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Aviso:
1) Gente eu queria pedir a voces se voces souberem fazer motagens, por favor façam uma para a fic! Quanto mais montagens melhor! Madem eu imploro!
2) Eu queria apresentar a minha co-autora belaaguiar99!!
3) Madem reviews pleaseeee!!!! Dessa vez eu respondo todos!! Reviewsss!!
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