Uma Nova Chance Para O Amor BillMione
8 Capítulo 7
Capítulo 07
17 de maio de 2005 — continuação
– Hermione,... – ele afastou-se o suficiente para que fosse possível passar a mão pela barriga dela sob a camiseta. Bill precisava sentir a maciez daquela pele. Hermione não impediu o toque. Permitiu que ele rasgasse sua blusa. A morena puxou a camisa dele pela cabeça. Fogo. Seus lábios beijaram as cicatrizes. Dentes, línguas. Ele a suspendeu. Pernas enroladas em sua cintura. Gemidos. Hermione sentia a excitação dele. Bill sentia o cheiro da excitação dela.
– Bill! – uma voz soou de repente – Afaste-se de Hermione! – O ruivo emitiu um baixo rosnado.
– Saiam – Bill respondeu, os dentes trincados. Ele soltou Hermione e colocou-se na frente dela de maneira protetora. Os gêmeos tinham suas varinhas apontadas. Ao lado deles, Harry e Rony.
– Venha para cá, Mione – ela sentia a perna bamba. Seu corpo todo queimava. Juntou a blusa rasgada, tentando esconder parte da sua nudez. No entanto, o corpo de Bill a cobria. Os olhares dos quatros homens, no entanto, estavam focados em Bill.
– Mione,... – Ron começou. Ela tentou passar, Bill a impediu.
– Vocês não vão tirá-la de mim – os vermelhos de seus olhos brilharam.
– Bill, – Harry começou – você está fora de si.
– Vamos lá, cara. Respire fundo – Fred disse. Ninguém se movia. Rony preocupou-se ao conseguir ver o rosto da amiga. Vermelho. De forma imprudente, ele deu um passo adiante antes que alguém pudesse impedi-lo. Bill moveu-se de forma tão rápida que nenhum feitiço foi capaz de atingi-lo. Logo estava sobre seu irmão, a varinha de Rony escapou de seus dedos com o impacto que o levou ao chão. Harry lançou um feitiço estuporante, fazendo com que Bill saísse de cima de Rony, mas isso não o fez desmaiar. Apenas o irritou ainda mais. Ele soltou um grunhido de raiva. Antes que Bill pudesse atacar mais alguém ou algum feitiço ser lançado, Hermione colocou-se na frente dele.
– Pare com isso, Willian – sua pequena mão sobre o peito arfante – Olhe para mim.
Ele obedeceu e falou para ela:
– Eles vão tirá-la de mim.
– Você está falando do seu cunhado e dos seus irmãos, Bill. Eles não me fariam mal. Acalme-se.
Ele pareceu retomar um pouco de consciência, acalmando o lobo e passou os olhos por Hermione. Ela tinha os lábios vermelhos, assim como seu pescoço. Algumas marcas de mordidas. Ele não precisa ver, mas sabia que outras partes do corpo dela estavam da mesma maneira. A outra mão dela ainda segurava a blusa rasgada na frente do corpo.
– Hermione... O que eu fiz com você? – ele virou-se, voltando para o quarto.
– Nós cuidamos de Bill. Melhor levarem Hermione embora – Jorge falou. Fred pegou a varinha dela que estava caída e devolveu, perguntando:
– Você está bem?
– Sim, estou – ela olhou para Rony que estava vermelho de raiva. – Nada do que houve comigo foi forçado – ela corou – Não quero falar sobre isso com vocês. Pelo menos não agora.
– Melhor irmos embora. Eu e Rony aparatamos você em sua casa – Harry falou notando o constrangimento da amiga. O trio saiu para aparatar. Quando chegaram à casa dela, Hermione perguntou:
– Vocês não estavam em missão?
– Charlie conseguiu contatar os gêmeos, mas achou que eles não poderiam conseguir conter Bill já que você estava lá – Rony permanecia quieto enquanto Harry falava – Eles pediram que Gina me chamasse e Rony quis vir também.
– Como você fez algo tão insensato, impensado e estúpido? Ir até o Bill? Em noite de lua cheia? Sozinha? – o ruivo explodiu, de repente, falando tudo de forma rápida.
– Eu não sabia que ele...
– E se ele tivesse te estup-
– NÃO SE ATREVA, RONALD! Eu já disse que nada foi forçado!
– Há quanto tempo gosta dele? – Harry perguntou.
– Eu não sei. Nem sei se gosto dele.
– Vocês andam bem próximos e já falamos isso – Rony recomeçou mais calmo, respirando profundamente – Brincar é uma coisa, mas pensar em você com meu irmão mais velho – ele bagunçou os próprios cabelos.
– Ron,... – Hermione começou.
– Não é que eu vá ter um ataque de ciúme ou algo do tipo. Só preciso de um tempo pra me acostumar.
– Eu não sei se gosto dele dessa forma – ela repetiu.
– Hermione, — Harry falou em tom calmo – se você não gostasse dele dessa forma, não teria permitido que nada disso acontecesse. Vá descansar. Vá tomar um banho e descansar. Qualquer coisa sabe que pode contar conosco.
–--
Quando Bill abriu a porta do quarto viu os gêmeos parados do lado de fora. Ele apoiou-se no batente, fazia força para controlar seus impulsos.
– Preciso que me amarrem. Agora.
– Bill,... — Jorge começou.
– Se não fizerem isso, eu vou desarmar e azarar vocês dois. Depois disso, vou para casa de Hermione. Façam o que estou mandando.
Os gêmeos se entreolharam e fizeram o que o irmão pedira.
20 de maio de 2005
– Hermione, você pode vir até meu escritório? – Bill perguntara ao chegar. Suas palavras sérias. Ele passou sem dirigir um único olhar para ela.
Hermione fechou a porta atrás de si e viu que o ruivo estava de costas. As mãos no bolso. O corpo tenso.
– Por que foi até lá?
– Eu já te disse – silêncio. Ele retirou a mão do bolso e passou pelo cabelo. Desfazendo e refazendo o rabo de cavalo. Bill virou-se e a olhou atentamente. Na certa, ela havia curado a si mesma.
– Eu poderia ter te machucado. Eu... – ele bufou – Puta merda, Hermione!
– Você não me machucaria. Você não me forçou a nada – ela respirou fundo. Havia gostado, e muito, da forma como ele a tocara. Só que ela também sabia... – Eu sei que agiu daquela forma por causa da lua cheia. Se tem alguém que deve se sentir envergonhada, esse alguém sou eu.
– O que você está querendo dizer? – Bill perguntou olhando fixamente nos olhos castanhos. Deu um passo na direção dela.
– Você me entendeu. Só fez o que fez porque estava sob o efeito da lua. Vamos deixar isso para lá, ok? – ela virou-se para sair, só que Bill a alcançou e a segurou pelo braço. Fazendo com que ela voltasse a olhá-lo.
– A lua cheia apenas faz com que meus desejos já existentes se intensifiquem.
– Q-Quê? – ela perguntou arregalando os olhos em surpresa.
– Você me entendeu – Bill puxou-a para si e a beijou. Sua língua logo pedindo passagem pelos lábios dela. Em seguida, as mãos de Hermione foram até a nuca dele. O ruivo puxou-a para mais perto. Internamente, ela agradecia por ele a segurar. Quando as coisas se tornaram tão intensas? Será que quando ela estava com Ethan ela já sentia algo pelo filho mais velho dos Weasley? Todo cuidado, dedicação, será que sempre houve algo mais que ela tão bem escondia? Inclusive de si mesma?
O ruivo afastou-se dos lábios dela e foi depositando pequenos beijos pela maxilar. Alcançou a orelha dela e murmurou:
– Para você ter certeza que não foi sob o efeito da lua apenas. Já faz algum tempo que venho tendo estes... desejos.
– Bill, nós precisamos conversar sobre isso.
– Certo – ele forçou-se a se afastar – Um jantar hoje?
– Pode ser. Na minha casa?
– Tem certeza? – ele passou o indicador sobre os lábios dela – Nós podemos acabar fazendo outras coisas...
Hermione o xingou mentalmente. Como ele poderia ser tão sensual? Ela sentiu-se corar e Bill riu. Ele vinha rindo mais ultimamente. Ambos tinham notado. O ruivo abriu a boca para dizer mais alguma coisa, mas foi interrompido por uma batida na porta. Ele abriu-a e seu corpo tornou-se tenso.
– Farmville.
– Weasley. Eu preciso conversar com Hermione e imagino... Ah... Você está aí – ele falou suavizando sua expressão – Podemos conversar?
– Não. Ela está em horário de trabalho – Bill respondeu impedindo que ela saísse da sala.
– Bill,...
– Nunca houve problema quanto a isso, Weasley. O que mudou agora?
– Sempre houve problema, eu que nunca falei nada.
– Parem com isso – Hermione pediu. Eles não deram atenção.
– E agora está falando por quê? – ele passou os olhos de um para o outro – Nem sua mulher aguentou um bêbado como você, o que acha que pode conseguir com Hermione? – Bill rapidamente empunhou sua varinha, mas Hermione colocou-se na frente dele.
– Não faça isso – ela pediu. Bill viu o sorriso zombeteiro do outro homem, mas abaixou a varinha. Raiva por ela ter defendido o ex-noivo. — E você – ela continuou, voltando-se para Ethan – vá embora. Não temos nada para conversar.
– Sim, nós temos. Só que parece que estou atrapalhando seu trabalho – ele disse sem esconder a ironia, depois disso foi embora.
Quando ficaram sozinhos, Bill falou:
– Esqueça o jantar de hoje. Ele está certo.
– Bill, não ligue para as palavras de Ethan – o ruivo abriu a boca para rebater, mas Hermione o beijou. Ela ficou na ponta dos pés e o abraçou, fazendo com que as bocas se colassem, o surpreendendo. Ele inclinou-se para aprofundar o beijo. Quando ouviu Hermione gemer sob seus lábios, não resistiu. Puxou-a para cima, fazendo com que as pernas dela o envolvessem pela cintura. Colocou-a sobre a mesa. Seus dedos desfazendo o coque que prendia os cachos.
– Linda... – ele murmurou – Você é linda...
– Bill... – a mão dele percorria o corpo dela sabendo onde tocá-la. Ela sentiu a mão dele subindo pela coxa. Novamente a pele quente. Por ele. – Bill,... Aqui não... — a voz ofegante.
– Oh, Merlin – ele deu dois passos para trás – É que você... Eu... – ele respirou fundo – Você mexe comigo de uma forma que nunca aconteceu – ela voltou a se aproximar descendo da mesa, mas o ruivo falou – Preciso ficar um pouco sozinho... – Hermione abriu a boca pra alguma coisa, porém o que poderia dizer? Ela saiu em silêncio e fechou a porta atrás de si. Bill jogou-se na cadeira e escondeu a mão no rosto. Ele conseguia identificar muito bem aqueles desejos. Não eram apenas desejos impetuosos. Era mais. Muito mais. Sabia bem disso. Só que ele não estava preparado. Ainda não. E não poderia levar Hermione para aquela avalanche de sensações conturbadas – Merda... Estou fodido!
Mais tarde naquele mesmo dia...
Bill ficou parado alguns minutos parado em frente à casa de Hermione. O que poderia prometer a uma garota como ela? Ainda mais naquele momento em que sua vida estava tão bagunçada? Tão confusa e tão machucada?
Tocou a campainha e aguardou:
– Oi, Mione.
– Oi, Bill. Entre. O jantar está quase pronto. Quer beber alguma coisa? – ela falou fechando a porta quando ele entrou.
– Água. Um copo de água — Quando ela voltou, um silêncio estranho pairou entre eles — Como foi seu dia?
– Ahn, Bill. Acho que você sabe como foi meu dia... Quer dizer... – ela xingou-se mentalmente.
– Que merda... – ele murmurou sentando-se pesadamente no sofá, desfez e refez seu rabo de cavalo. Depois, levantou-se abruptamente, indo em direção à porta.
– Espere! Aonde você vai?
– Dois minutos – ele saiu da casa. Respirou fundo várias vezes – Deixe de agir como um adolescente imbecil! Como foi seu dia??? Você passou o dia com ela! – ele murmurava baixinho. De repente a porta foi aberta.
– O que está fazendo aí fora? – Hermione perguntou ao ver o ruivo andar de um lado para o outro falando sozinho, embora ela não pudesse compreender o que ele dizia – Entre de uma vez.
Ele entrou e andou um pouco pela sala antes de começar a falar:
– Hermione, olha... Isso tudo...
– Isso tudo é novo para mim também, Bill. Até pouco tempo atrás eu estava planejando um casamento. Noiva de Ethan – o ruivo sentiu seu batimento acelerar e raiva surgir pela simples menção do nome do outro homem – E agora...
– Agora eu quero você. Não posso oferecer muita coisa no momento, Hermione – ela aproximou-se, colocando sua mão sobre o peito dele. Próxima do coração.
– Você ainda está machucado. E, para mim, ter esse pouco que você pode oferecer, já basta. Eu não sei explicar e isso me deixa confusa, mas...
– Eu não consigo esquecer aquela noite – ele a cortou, aproximando-se mais. Puxando-a pela cintura até sentir os seios dela roçando em seu peito. Sua outra mão foi até a nuca. Seus dedos segurando o cabelo dela, fazendo com ela inclinasse a cabeça para trás. Então, beijou-a. Não foi um beijo casto. Ou calmo. Logo sua língua invadiu a boca dela. E Hermione retribuiu. Bill afastou-se milímetros, segurando entre seus dentes o lábio inferior dela. Depois, percorreu o maxilar, murmurando em seu ouvido:
– Seu quarto. Agora.
– Úl-última p-porta à esq- ela não terminou. Os lábios de Bill fizeram com que se calasse. Puxou-a para seu colo, indo em direção ao quarto. Deitou-a na cama. Hermione desabotoou a camisa dele, fazendo com ela descesse pelos braços. Ela deslizou suavemente seus dedos sobre as cicatrizes. Bill fechou os olhos.
Ela tinha calma, mas ele tinha urgência. Seu corpo clamava, pedia, exigia o corpo dela. Tirou a varinha de sua calça e jogou-a num canto qualquer do quarto. Tirou a roupa dela sem deixar de beijar cada parte da pela exposta. Sentia-se cada vez mais excitado, principalmente ao vê-la usando um conjunto de lingerie vermelha. Sorriu de lado.
– Por Merlin, Hermione, você é linda – ela ruborizou. Bill levantou-se e retirou seus sapatos e a calça. Depois, deitou-se, ajeitando-se sobre ela. Voltou a beijá-la. Ele ainda estava de cueca e roçava seu membro na intimidade dela. Desfez o fecho do sutiã e tocou-a. Mãos e lábios. Com força e possessividade. Tanto tempo sem uma mulher... Como ele aguentara?
Hermione gemia seu nome e aquilo o excitava ainda mais. Reparou em uma pequena cicatriz no peito dela, mas estava envolvido demais com suas sensações para perguntar. Sentia as unhas dela arranhando sua pele. Gemendo sob si. Seu nome. Dele.
Ambos vestiam apenas cueca e calcinha. Ela fez um movimento e ele virou o corpo, deixando que ela subisse em si. Hermione o beijava lentamente. Perigosamente. Tão dolorosamente sexy... E foi a vez dela de senti-lo. De conhecer e saborear a pele dele. O gosto dele.
E ela o fez. E as mãos dele seguravam-na pelos cabelos sempre gemendo o nome. Hermione. E logo estavam sem roupa. Completando-se. Amando-se sem saber que se amavam. Entregando-se. Suando. Instinto. Desejo. Paixão.
Bill puxou Hermione para seu peito e seus dedos brincavam com os cachos. Estava calmo. Em paz. Qual foi a última vez que se sentira assim? Não pensara e nem queria pensar nas consequências do que acabara de acontecer. Tampouco importava o que ela estava pensando, apenas que aceitara ser dele. E ela não tinha noção de onde estava entrando. Por que não foi apenas ele, Bill, que a desejara. Tinha o lobo para acalmar e apenas ela o acalmara. O acalmara como nem Fleur foi capaz de fazer.
Desde a morte de Victorie, havia apenas um sentimento de tristeza, mágoa, vazio dentro dele. Com Hermione teve a oportunidade de sentir-se vivo outra vez. E não queria abrir mão disso, por mais egoísta que fosse.
– Está com fome? – a pergunta dela. Simples e direta – Sei que não costuma comer muito...
– Por você e sua comida eu abro uma exceção – ele falou, depositando um beijo na têmpora dela. A verdade é que sentia seu apetite voltando. Nas últimas semanas voltara a praticar seus exercícios matinais. E sabia que fazia isso apenas para ver o olhar de adoração de Hermione mais uma vez. Lembrava-se com carinho de como ela o olhara no Egito quando o vira pela primeira vez sem camisa. Seus pensamentos foram interrompidos quando sentiu o vazio ao seu lado. Ela tinha se levantando e estava começando a se trocar. Ele levantou e aproximou-se dela. O indicador passando pela cicatriz que tinha visto.
– Onde arranjou isso?
– Dolohov. No quinto ano, quando invadimos o Ministério. – ela fechou a blusa rapidamente – Ethan queria me pagar uma cirurgia. Dizia que eu era jovem e não sabia muito bem o que fazia – Bill sentia a raiva crescer – Que meu lugar não era numa batalha. – Bill tornou a abrir a blusa.
– Esse cara é um babaca – ele inclinou-se e beijou a extensão da cicatriz – Não ligue para o menosprezo dele – Bill deu um rápido beijo nos lábios dela. — Que tal aquele jantar – disse vestindo a calça e a pegando no colo.
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