Capítulo 13

31 de agosto de 2012

Hermione já tinha tentado ler, já tinha tentado ver algum filme ou série, mas não conseguia focar sua atenção em nada. Tampouco nas notícias do Profeta. Ou mesmo no noticiário da TV.

Pensava em Bill e na inesperada aparição de Fleur. Não era tonta e nem burra. Obviamente a loira tinha aparecido para reconquistar Bill. Sorriu tristemente. Ela e Fleur... uma comparação injusta mesmo Bill tendo dito meses antes que ela, Hermione, era linda. Ela não se achava tão linda. Pelo menos não tanto quanto Fleur.

Estava fitando a lareira, sem realmente ver qualquer coisa, quando Bill aparatou.

– Hermione, precisamos conversar – Ele disse. A morena sabia muito bem o que essa frase queria dizer. Permaneceu em silêncio, cruzou uma mão sobre a outra e encarou seus dedos.

Bill sentou-se ao lado dela. O ruivo ainda segurava o envelope.

– O que você sabe sobre casamentos bruxos? – Ele perguntou, sem rodeios.

– Como? – Hermione estranhou a pergunta e encarou os olhos azuis. Ele estava tenso e preocupado. Muito preocupado.

– Casamentos bruxos... O que sabe sobre eles? A parte legal, eu quero dizer.

– Bom... — Ela começou, não gostando do rumo daquela conversa. Seus olhos pousaram rapidamente sobre o envelope. Sentiu a voz falhar e pigarreou antes de recomeçar a falar. –Em parte é parecido o dos trouxas... Sobre divisão de bens, heranças. Sei também que há divórcios. – Ela não desviou os olhos dele, mas não conseguia encará-lo. – Bem, há poucos divórcios se comparado aos do mundo trouxa.

– Sobre isso que eu queria falar... – Começou Bill. — A comunidade bruxa é muito tradicional. Muitos bruxos ainda vivem sem energia elétrica e não usam transportes trouxas. Tivemos avanços nas últimas décadas, no entanto, algumas leis buscam a permanência da tradição. E, entre elas, a tradição do casamento. – Continuou, sentindo seu coração apertado, comprimido...

– Fleur quer reatar o casamento, não quer? – Hermione indagou, olhando para as próprias mãos.

– Mione... — Ele aproximou-se e tocou as mãos dela com delicadeza. Deixou o envelope atrás de si. – Olhe para mim... – Ela hesitou. – Olhe para mim... — A morena obedeceu.

– Sim... Ela quer voltar e, para isso, fez uso de uma lei. Fleur contestou o divórcio. Ela alegou que estava deprimida ao assinar e, agora, quer desfazer seu “erro”.

– Há realmente uma lei que permite isso?

– Sim... Quando os divórcios foram aceitos no mundo bruxo, criaram essa lei. Qualquer uma das partes tem até dois anos depois do divórcio para contestar. Uma reunião é marcada no Ministério. Geralmente eles votam a favor da contestação e o divórcio é anulado dentro de alguns meses.

– Hum... Ela entrou com esse recurso? – Hermione perguntou, sabendo que estava sendo redundante.

– Sim, entrou. – Um silêncio se fez presente. Hermione levantou-se, andando de um lado para o outro. Bill também ficou em pé, envolvendo-a em um abraço. – Eu ainda não terminei... – Afastou-se para que se olhassem. – Tenho duas opções: aceitar a contestação, ou seja, estarei novamente casado com Fleur...

– Ou...

– Ou não aceitar e brigar judicialmente. Provavelmente levará alguns meses e você conhece Fleur... Ela sabe ser bem convincente. – Hermione não pôde reprimir uma careta de desgosto.

– Sei... E ela te convenceu?

O ruivo passou a mão pelo rosto de Hermione, seu olhar decorando e admirando cada detalhe, cada traço...

– Quando eu disse “eu te amo”, foi sério e verdadeiro. Nunca pensei que poderia sentir-me assim. Sentir algo assim por você, embora, de alguma forma, você seja especial para mim há muito tempo.

Hermione tocou a mão dele que estava sobre seu rosto e fechou os olhos... Entregando-se ao toque e às palavras dele. Seu medo evaporando vagarosamente. Ele continuou:

– Você me tirou da tristeza sufocante em que eu vivia e voltou a me dar esperança. – Ela reabriu os olhos e encontrou a imensidão azul. – Esperança não só de viver, mas esperança de ter uma nova chance para o amor.

– Bill... – A voz dela era um sussurro.

– Eu te amo, Hermione, e nada vai me afastar de você. Nem Fleur, nem ninguém! – A mão dele deslizou até a nuca dela.

– Eu também te amo. Eu achei que voltaria para ela.

– Nunca. – Bill fechou os olhos, respirou fundo sentindo o cheiro da mulher à sua frente. Inclinou-se e deixou que seus lábios explorassem os dela. Toda sua angústia sumiu e sentiu o lobo se acalmando.

02 de setembro de 2012

– Então... – Bill começou quando sua advogada acabou de ler o documento de contestação do divórcio. – O que acha?

– Ela tem bons argumentos, Willian. Nosso Ministério é muito retrógrado, especialmente em relação ao casamento.

– Você é minha advogada ou dela? – O ruivo indagou de forma grosseira.

– Sua advogada, senhor Weasley. Quero apenas lhe mostrar com o que vamos lidar.

– Desculpe... – ele falou com sinceridade – Essa situação toda me deixa irritado.

– Imagino. – Jules Northman disse, sorrindo de forma simpática. – Sei que é um assunto delicado, mas preciso saber detalhadamente o que aconteceu entre você e a senhorita Delacour desde a morte da filha de vocês. Precisaremos de depoimentos de amigos e familiares, assim como de funcionários. A moça que trabalha na outra sala pode nos ajudar...

– Bem... A moça é Hermione Granger.

– Ótimo, ótimo. – Jules falou, fazendo anotações em um pergaminho. – Ela é uma pessoa importante e conhecida pela ajuda dada no final da guerra. Ela também é amiga da família, certo? – A jovem advogada de cabelos louros olhou para Bill.

– Certo, mas também... Ela é minha namorada...

Jules fez uma anotação e depois olhou para ele:

– Você e a senhorita Granger tiveram um caso quando ainda era casado? – Ela perguntou diretamente. O ruivo abriu a boca, indignado.

– É claro que não! Essa é uma ideia absurda! – Ele disse, visivelmente alterado.

– Isso é algo que pode ser questionado. A senhorita Delacour sabe do relacionamento de vocês? – Bill sentiu o rosto corar e explicou para a advogada a situação em que estava quando Fleur soube sobre o relacionamento. – Vou montar a linha de defesa... Me entregue uma lista com o nome das pessoas que possam depor a seu favor. Inclusive o da sua namorada.

02 de setembro de 2012

– Será feito na próxima semana, senhor Malfoy.

Draco nada respondeu e o seu advogado saiu da sala. Ele soltou o corpo na elegante poltrona, cruzou as mãos e encarou a porta. Pensava na escolha que tinha feito.

Era arriscado e ele sabia, mas seria a única maneira do Ministério conseguir junto aos duendes a aprovação para a inspeção dos cofres.

Pensou por mais alguns minutos. Depois endireitou-se, pegou pena, tinteiro e pergaminho.

Rabiscou algumas palavras e lançou um feitiço para mudar a sua letra.

Saiu do escritório com o pergaminho dentro do paletó. Aparatou diretamente no Beco Diagonal, andando rapidamente até o correio-coruja. Pediu por uma e pagou a taxa extra por ser uma coruja confidencial.

Escolheu uma coruja negra e colocou o pergaminho em sua pata. Destino: Willian Weasley. Gringotes.

03 de setembro de 2012

Bill tinha a carta em sua mão. O pergaminho dizia apenas:

Cuide da Granger. Fora e dentro do banco.

Aquilo era um enigma. Pediu para que Harry e seu irmão rastreassem a coruja e ainda esperava por uma resposta. Não contou nada a ela.

As ondas batiam com força contra as rochas, o som chegava ao quarto abafado pela janela fechada. Hermione dormia enrolada nos lençóis. Tinha trazido para sua casa o livro que ela pegara em Hogwarts. O livro permanecia ali em seu quarto.

Encontrar as respostas ou continuar vivendo o que vivia com ela?

Ambos não se importavam, ambos gostavam de estudar, de ler, de conhecer.

Andou até a mesa e passou o dedo pelo título. O quarto estava escuro, apenas iluminado por algumas velas. Não queria acordar Hermione. Então ficou apenas observando-a. Ela respirava calmamente. Ele sentia-se calmo também. Havia notado isso nos últimos dias. Era como se as emoções dele estivessem em sincronia com as dela.

Lembrava-se da sensação estranha que sentira quando ela tivera o confronto com Ethan, mas ultimamente era diferente. Voltou para a cama.

– Bill? – Ela perguntou com a voz sonolenta, sem abrir os olhos.

– Continue dormindo, Mione...

– Eu te amo. – Ela disse, aninhando-se nos braços dele, ainda de olhos fechados. Bill passou os braços por Hermione, sua mão repousou nos cachos.

– Eu também te amo.

Ele dormiu, mas ainda estava cismado com o bilhete que havia recebido.

05 de setembro de 2012

Hermione Granger ataca novamente

A conhecida senhorita Hermione Granger parece ter se cansado da sua vida pacata. Conhecida por ser melhor amiga de Harry Potter, a bruxa foi de grande importância para o fim da guerra. Porém, a insatisfação com a vida monótona parece ter atingido nossa “heroína”.

Hermione Granger foi conhecida na adolescência por um tórrido relacionamento que envolvia seu melhor amigo, Harry, e o jogador de quadribol conhecido internacionalmente: Victor Krum.

Agora, ela envolveu-se em um suspeito quarteto amoroso. Isso mesmo leitores. Um quarteto amoroso. Como isso é possível?

A senhorita Granger foi noiva do belo, rico e inteligente Ethan Farmville. A renomada heroína de guerra também ficou conhecida pelo roubo ocorrido em Gringotes (roubo este que acabara por lhe render o emprego que ela tem hoje). Ela trabalha diretamente com o misterioso e bonito Willian Weasley (irmão mais velho do seu melhor amigo, Ronald). O ruivo era casado com a lindíssima veela Fleur Weasley. Porém, após a morta trágica da filha do casal, eles se separaram.

Chegou até nós, no entanto, a informação que Hermione Granger, seduziu Willian em seu momento de fraqueza, de luto...

Fleur me disse: “Ela estava sempre com ele. Eu ficava sozinha em casa. Minha filha tinha acabado de morrer e Bill o tempo todo no trabalho. Só após nosso divórcio é que entendi o que acontecia. Ele me traía com Hermione Granger.”

Bill amassou o jornal e jogou-o sobre a mesa. Ele sentia-se magoado e com muita raiva. E sabia que a mágoa era o sentimento dela, de Hermione. A raiva de Fleur era exclusivamente sua.

– Eu vou processá-la por calúnia! – Bill afirmou, andando de um lado para o outro.

– Bill... – Hermione colocou sua mão sobre a dele. Estavam em um restaurante tentando ignorar os olhares e os cochichos que os seguiam. Na capa, havia uma foto dos dois. Uma foto deles na praia em frente ao Chalé. Nem sabiam que estavam sendo seguidos até aquele momento. – Não é a primeira vez que Rita Skeeter faz isso...

– É a primeira e última vez que ela faz isso quando você está comigo. Você não tinha um jeito de chantageá-la? – Bill perguntou, em voz baixa.

– Sim, sobre ela não ter declarado ao Ministério que era animaga. Aconteceu que ela já se registrou e cumpriu pena, pagou multa... – Hermione olhou para os lados de forma atenta. Não via nenhum besouro.

– Falarei com minha advogada sobre isso. A imprensa não pode ficar publicando essas mentiras ao seu respeito.

– Nosso respeito. – Ela o corrigiu. Bill sorriu, mas Hermione sabia que ele não estava totalmente feliz. Ela também não estava. Não esperava que Fleur agisse de forma tão baixa. Terminaram de comer em silêncio.

– Você vai à casa da minha irmã hoje?

– Sim, faz um tempo que não vou lá e gostaria de conversar com ela e ver Sirius.

– Vamos juntos, então. Tudo bem? – Ela assentiu. Bill pagou a conta e eles saíram do restaurante, aparatando diretamente na casa de Harry.

–--

– O que será que meu irmão tem para conversar em particular com Harry e Ron? – Gina perguntou ao ver os três homens indo até o escritório. Sirius brincava no chão.

– Não sei. – Hermione respondeu. – Ele anda mais pensativo nos últimos dias. E mais... Protetor. – Gina riu. – O que foi?

– Bill sempre foi o mais protetor dos meus irmãos e ele nunca foi diferente com você, Mione. Mesmo quando estava com aquele babaca...

– Eu sei disso, mas ele anda mais protetor que o normal! Mesmo no banco... Às vezes vou até um cofre e ele me acompanha. Ele não veio aqui só por que precisava falar com Harry e Rony. – A ruiva olhou-a interrogativa. – É como se Bill não pudesse me deixar sozinha.

– Isso é um absurdo, Mione! Ele confia em você!

Hermione não respondeu. Não achava que era desconfiança. Achava que era cuidado excessivo da parte dele, só não entendia o motivo dele agir assim repentinamente.

No escritório...

– Não descobrimos nada sobre a coruja. – Harry falou. Ele estava sentado em sua cadeira, enquanto Rony encostava-se de forma desleixada contra a mesa. Já Bill, andava de um lado para o outro.

– Como nada?

– Nada... Nós rastreamos a coruja até o correio, mas há um contrato de confidencialidade assinado. Não temos como saber quem enviou a coruja.

– Alguém está nos avisando que Hermione corre algum perigo! – Ele exclamou nervoso. Parou de andar e olhou para o irmão e para o cunhado. – Não é possível que nada possa ser feito!

– Não há ameaças diretas, Bill! – Harry falou – Nós tentamos ir adiante, mas disseram que não havia nada no bilhete. Disseram também, que poderia ser apenas uma brincadeira.

– Principalmente agora com essa maldita Skeeter publicando mentiras... – Rony acrescentou.

– O bilhete chegou antes da publicação da notícia. – Bill lembrou o irmão.

– Sim, pode ser alguém do Profeta que soube da reportagem com antecedência e pediu que cuidasse dela. – Harry falou.

Mas Bill não acreditava naquilo. Não era possível. Se fosse isso por que ele deveria cuidar dela dentro do banco.

Faltava alguma peça que ele sabia estar lá, mas não conseguia encaixar ao enigma. Ele também sabia que Hermione podia ajudá-lo, só que não queria preocupá-la ainda mais. Hermione já tinha passado por muita coisa. Quando a vida dela parecia tornar-se mais simples e tranquila, ele apareceu em sua vida. Homem com instintos lupinos...

E depois Fleur com aquela loucura toda de estar casada novamente e agora... Um aviso enigmático e fofocas mentirosas espalhadas pelos jornais.

– Não quero que ela saiba. Ainda não. – Bill falou. Harry e Rony trocaram um olhar dizendo: “isso não vai dar certo”. O ruivo abriu a boca para falar, mas uma leve batida na porta o interrompeu. – Eu conto para ela em breve... Mas... Ainda não. – Depois ele abriu a porta e sorriu. Sentiu que ela estava curiosa. Os olhos castanhos o olhavam de forma interrogativa. Ela estava linda.

– Preparamos uns lanches, vocês querem? – Ela mal tinha falado a palavra “lanche” e Rony já estava de pé.

– Claro que sim – Harry respondeu, rindo da agitação do amigo. Essa característica Rony não tinha perdido. Hermione deu passagem para que eles cruzassem a porta.

– Podemos conversar? – Ela perguntou. O ruivo passou a mão pelo rosto dela.

– Claro Mione. – Eles entraram no escritório. – Você quer saber o que está havendo.

– Sim, Bill... Você está... diferente. Quer dizer, não estou criticando eu só quero entender.

– Não é nada. Quer dizer... — Ele corrigiu-se – É alguma coisa. Só me dê uns dias, ok? Uns dias e eu conto o que está havendo.

– Tudo bem. Você sabe que pode confiar em mim... – Bill puxou-a para um abraço. Hermione apoiou a cabeça no peito dele. Aqui é o seu lugar, ele pensou.

06 de setembro de 2012

– Qual sua relação com Willian?

– Nós somos namorados – Hermione respondeu. Se tinha algo que detestava fazer era falar sobre sua vida pessoal. Rapidamente Jules Northman percebeu isso. Ela apoiou a pena sobre a mesa e olhou para a mulher à sua frente.

– Eu sei que fazer isso é totalmente desagradável e minhas perguntas são uma “invasão de privacidade”, mas eu preciso estar ciente de tudo. – Jules respirou fundo. – E eu conheço Alec Powel. Essas manchetes no jornal são obra dele.

– E de Fleur. – Hermione completou.

– Sim, sem dúvida ela está envolvida nisso. As veelas são conhecidas por terem os homens aos seus pés. Ela é meio veela, mas tenho certeza que está com o orgulho ferido ao perceber que Willian está com outra mulher. – Jules tornou a pegar a pena e molhar no tinteiro. – Nós vamos ganhar. Eu sou totalmente contra essa lei de contestar divórcio. Por isso, trabalhando juntas, vamos manter o divórcio do seu namorado.

Hermione sorriu e ficou mais aberta e tranquila para responder quaisquer perguntas.

–--

– Eu sabia que você recobraria a “sanidade” e viria me procurar, Bill. – Fleur falou, andando de forma sensual e o dedo deslizando no peito dele. O ruivo afastou a mão dela sem nenhuma delicadeza. Estavam no quarto de hotel em que Fleur estava hospedada.

– Eu estaria louco em voltar para você. O que pensa que está fazendo, Fleur?

– Você sabe, Bill...

– Eu passei meses tentando me reaproximar de você... Meses... E você apenas me afastou!

– Eu estava sofrendo! – Ela disse, elevando um pouco seu tom de voz.

– Eu também! Eu sofro até hoje! Você era minha esposa! Deveríamos passar por isso juntos, mas não... Você apenas se trancava no quarto! Não esteve ao meu lado uma única vez! – O ruivo exclamou, perdendo o pouco de paciência que tinha.

– Você tinha Hermione! Vivia enfiado naquele banco e agora eu entendo o motivo! – Fleur disse, acusando-o. Ele segurou um palavrão.

– Eu nunca te traí. Nunca. Tenho vários defeitos, Fleur, mas respeitei você e o nosso casamento. Fiquei com Mione depois do nosso divórcio. Eu tentei me acertar com você, diversas vezes e você sabe disso. Você me abandonou, Fleur.

A loira encarou os olhos azuis do ex-marido.

– Eu sei e estou arrependida. Quero fazer a coisa certa dessa vez.

– Você pode arrepender-se. Só que não há mais tempo para corrigir esse erro. Eu amo a Hermione. – Ele disse um pouco mais calmo. Viu a fúria nos olhos claros dela.

– Eu não vou te perder para uma mulher sem graça como Hermione!

– Cale sua boca, Fleur... – Ele pediu, ao ouvir a ofensa dirigida à Hermione – Cale sua boca e pare de contar mentira aos jornais.

– Você esteve comigo, Bill... Deitou-se com uma veela... Eu não vou desistir de você. E não estou contando mentiras... Apenas dando minha versão dos acontecimentos. – O ruivo fechou os olhos, cerrou os dentes. Seus punhos também estavam fechados.

– Não ouse continuar com isso! – Ele falou, o tom sério. Firme. Imperativo.

– Eu continuarei... E tenho um aliado. – Bill sabia muito bem que era o aliado dela. Abriu os olhos. Azuis e vermelhos. A expressão de Fleur mudou para medo, ela deu um passo para trás.

– Com medo, Delacour? Eu agora sou assim... E sou assim por ela. Algo que nunca aconteceu entre nós... – A voz dele era fria, baixa. Lupina. – Desista disso... Para o seu bem... E espero não ver o nome do Farmville nos jornais.

Bill hesitou. Se avançasse mais um passo sabia que não poderia se controlar. Colocou as mãos nos bolsos e forçou-se a dar uns passos para trás. Sentiu as mãos tremendo. Fleur não dizia nada, apenas olhava.

– Deixe-nos em paz, Fleur. – Ele virou-se e saiu fechando a porta com força.

Ele estava nervoso e respirava rapidamente. Aparatou no apartamento de Hermione, ela estava na cozinha.

– Oi, Bill – Ela disse animada, mas seu rosto mudou ao ver os olhos dele. – O que houve? – Ela se aproximou do ruivo.

Ela não tem medo, Bill pensou consigo mesmo.

– Eu não sei por que isso acontece, mas só acontece por você. Por você, Mione.

Ela não teve tempo de responder, pois Bill já a beijava. Seu corpo chocando-se contra a bancada. A boca dele calava seus gemidos de prazer e de dor.

– Fleur não vai conseguir nos separar. – Ele disse. Sua boca no pescoço dela. Uma de suas mãos estava num dos seios dela e a outra segurava firmemente a nuca da morena.

– O divórcio. – Hermione articulou o melhor que pôde.

– Mesmo que ela ganhe a causa. Eu te levo daqui, Mione. Ela não ficará entre nós. Eu te amo. Eu preciso de você. – Bill rasgou a roupa dela e Hermione puxou a camisa dele pela cabeça. Precisava sentir o corpo do ruivo. Os dedos se entrelaçaram com os fios ruivos já soltos do elástico. Os cabelos vermelhos e longos e os olhos vermelhos e azulados davam um ar ainda mais animalesco a Bill. E aquilo a excitava.

Ela gemeu ao sentir os dedos dele em sua intimidade por cima do tecido.

Bill jogou a cabeça para trás ao sentir os lábios de Hermione percorrendo seu peito bem definido. Ela o arranhava levemente.

Sem delicadeza, retirou o sutiã de Hermione e tocou os seios dela. Abaixou a calça dela, levando junto a calcinha e depois virou-a, com força e inclinou-a sobre o balcão.

Beijou as costas dela, indo do começo do bumbum até a nuca. Língua e dentes. Suas mãos segurando os seios.

Bill separou-se de Hermione apenas para retirar as próprias calças, encostou seu corpo junto ao dela. Fazendo com que ela sentisse toda a sua excitação. Hermione sentiu quando Bill a penetrou e soltou um grito de prazer. Ela não podia ver, mas os olhos estavam mais vermelhos. Um tom que ele só atingia nas noites de lua cheia.

A respiração dele estava contra a nuca de Hermione, enquanto a puxava contra si. Suas mãos segurando firmemente os seios dela. Moviam-se com rapidez. Luxúria. Desejo. Amor.

Ambos gemiam alto. Nomes. Apelidos. Palavrões.

Atingiram o ápice do prazer juntos.

–--

Longe dali...

Deitado em sua cama ele repassou o plano em sua cabeça. Dentro de dois dias tiraria seus objetos do cofre 7878.

Era um plano arriscado, mas estaria na companhia da sangue-ruim. Seu passe livre para fora do banco.

Sorriu e caiu num sono profundo.

Notas finais
N/B Éééé... eu acho que talvez eu não queira te matar nesse final. Hahahaa! Ai, essa fic tá ficando ótima. Estou super ansiosa para saber o que vai acontecer, que mistério é esse que envolve Draco. Mas tenho um pedido, faz uma briga de mulher. Queria muito ver a Hermione dando umas bifas nessa veela maldita. Hahaha. Beijooos! Mrs. Mari Oldman N/Intrometida: CARACA! O.o Demais esse capítulo! Essa fic está muito muito boa! Gostei muito dessa Jules Northman! HAHAHAHAHAHA E o Bill a cada dia me conquista mais!!!!! Estou muito curiosa pra saber o que o Draquinhoooooooooooooooo está aprontando. Sério MESMO! A Fleur... OH GOD que vontade de dar um tiro nela! Hahahaha Esperando ansiosa pelo próximo e desculpe a demora! Hahahaha Ju Fernandes