Notas iniciais
Oiii!! Foi mal a demora!! Juro postar com mas frequência!!! Bom, espero q gostem!!

Bash

A minha vida inteira foi cercada de mulheres. E quando eu digo mulheres eu quero disser, minha mãe, minhas duas avós- vovó Athena e vovó Sally-, a Tia Piper e a Tia RARA. Nada de tios, avos, ou um pai. Bom tirando o Tio Jason, mas ele estava sempre tão ocupado com o seu trabalho de pilotar aviões, que eu praticamente não contava ele. Eu também tinha o Tio Nico e o Tio Will, porem, quando eu tinha 3 anos, eles se casaram e foram para a lua de mel- eu ainda não entendo, afinal, a lua é feita de mel ou de queijo?- na Itália, onde Tio Nico nasceu, e firam por lá, deram a desculpa que o lugar era bonito de mais para se ir embora. Eu sempre quis ter uma figura masculina comigo, mas eu estava feliz com as minhas meninas, por enquanto

Resumindo, eu vivo em um mundo de mulheres, ou seja, é um saco (E sim, eu posso falar saco. Contanto que as "mulheres da minha vida" não escutem. Por esse motivo: Saco, saco, saco, saco, SACO!!).

Não que eu estivesse reclamando, eu amo essas mulheres, elas fazem de tudo para me ver sorrir, e eu adoro vê-las sorrirem também. Mas havia um porem, em cada uma. O "porem" na vovó Athena é que ela se preocupava demais, e não em deixava fazer nada radical, ou seja, divertido. O da Tia Piper, era que eu sempre tinha que estar na moda, ou seja, eu tinha que ir com ela regularmente para o shopping, fazer um "geral" no meu guarda-roupa, coisa que, para mim, não tem utilidade nenhuma. Tia RARA, só queria saber das "namoradinhas", o que me deixava constrangido e envergonhado. O que era engraçado, porque eu nunca vi ela com "namoradinho" nenhum! Ela só vive falando de garotas para a minha mãe.

O "porem" da mamãe era o que eu mais odiava. Por mais que eu insistisse, ela nunca falou nada para mim sobre o meu pai, e eu sabia dos seus motivos, mas eu tinha o direito de perguntar sobre ele, posso nunca telo visto, e não considera-lo como um pai de verdade, mais, ainda sim, quero saber sobre ele.

Foi somente com 5 anos que eu soube que ele existia. Naquele tempo, minha mãe tinha um namorado, e era normal eu chama-lo pelo seu primeiro nome, ate que, um dia, na escolinha, íamos fazer um presente para o dia dos pais, eu perguntei o que é um pai, a turma inteira rio de mim, a professora assustada, ligou para a minha mãe, que veio correndo. Quando ela chegou, eu perguntei o que era um pai, ela simplesmente me abraçou e chorou no meu ombro. Minha mãe não me levou até a nossa casa, ela foi direto para a casa da vovó Sally.

Não foi a minha mãe que me explicou o que era um pai, foi a vovó Sally. Ela não me falou quem era o meu pai, somente falou o conceito de um, e que ela era a mãe do meu pai. Quando eu perguntei quem era meu pai, minha avó falou que um dia eu saberia, que ninguém precisaria apontar para ele e falar "Olha, esse é o seu pai", eu saberia assim que olhasse para ele. Acreditei nela, porque, assim que vi o namorado da mamãe, eu sou que ele não era o meu pai. Não precisei perguntar isso a ele, eu já sabia.

Esse era o "porem" da vovó Sally, ela sempre esta certa, mas ela não esfrega na sua cara isso. Ela faz você entender o porque, e quando você faz alguma coisa errada, ela não briga com você, ela te olha de um jeito decepcionado, como se não esperava isso de você, e, cara, isso acaba com você. Por esse motivo, eu faço tudo para vê-la feliz, e não em olhando com aquela cara. O engraçado, é que eu nunca vi ela olhando para alguém assim, somente para mim, quando eu fazia algo de errado. Isso me fazia sentir especial, por ela se importar comigo, e ao mesmo tempo péssimo, por ter feito algo de errado.

[...]

O bom de sua família ter uma doceria, é que você tem todo o tipo de doce do mundo. O ruim é que acaba sendo o "juiz" dos doces. Eu não em importava se os doces eram feitos pela vovó Sally, ou a mamãe, ou ate pela Tia Piper, porem quando era a vovó Athena na cozinha, eu me apavorava! Não me entenda mal, eu amo a vovó Athena, o problema era que os doces dela eram péssimos! Sempre eram amargos ou doces demais. Uma vez ela colocou feijão em um dos docinhos, dando a desculpa que era para as crianças ficarem mais fortes, enquanto comiam o tal doce. E adivinha quem teve que provar o docinho de feijão? Sim, eu! E eu garanto não estava nada bom!

Mas os melhores docinhos eram feitos pela vovó Sally, principalmente os docinhos azuis dela! O nome da doceria era "Doce Azul" por um motivo. Por mais que fosse novo, eu adorava trabalhar lá, eu praticamente vivia lá. Assim que aprendi a ler e escrever eu implorei a minha mãe para que eu anotasse os pedidos das mesas junto com ela, e após muita choradeira, ela me deu os horários e me fez prometer que compareceria a todos eles. Agora eu trabalharia de terça a quinta das 15h as 16h.

E hoje era uma terça, e eu tinha acabado de começar o meu turno quando aconteceu. Eu tinha Ele.

—Oi, tio Rick!- Cumprimentei uns dos meus mais fieis clientes da loja, todo dia no meu turno ele aparecia, eu gostava do tio Rick ele sempre me deixava gorjeta para que comprasse o skate que eu tanto queria. O que a minha não queria comprar porque a vovó Athena colocou minhoca na cabeça dela, dizendo que eu ia me machucar muito de andasse num daqueles, porem eu ia comprar com o meu dinheiro, então ela não tinha como me impedir, né? Levantei o meu bloquinho e o lápis e perguntei- O que o senhor deseja?

—Senhor, Bash?- Tio Rick franziu as sobrancelhas- Quer formalidade é essa?

—Shh!- Coloquei o dedo por cima dos lábios- Estou trabalhando!

—Okay...- Ele deu uma risadinha, ergueu o cardápio e ficou uns minutos observando o, depois falou- O que você sugere, Bash?

—Vovó Sally fez uns biscoitos azuis deliciosos hoje!

—Então pode ser uns desses biscoitos

—Não dá

—Como assim?

—Eu comi tudo- Ele riu- Só não conta pra mamãe, ela vai me matar se descobrir! Mesmo de sempre, então?- Tio Rick fez que "sim" com a cabeça- Ta bem!- Anotei seu pedido e sai em direção da cozinha gritando- O tio Rick quer o mesmo de sempre!

—Certo!- Falou Tia Piper, parando do mau lado- Bash você viu os biscoitos que a vovó Sally tirou do forno hoje de manha?

Fiz cara de inocente e balancei a cabeça, depois sai correndo ate a bancada, me sentei na cadeia perto dele, sem antes pegar um beijinho como lanche. Enquanto comia ele, o telefone tocou, eu nunca tinha atendido o telefone da doceria, mas nunca ninguém me proibiu disso, e como todos estavam ocupados...

—Doceria Doce Azul, o que deseja?- Falei com o telefone na orelha, sorrindo feito bobo, era um pequeno sonho meu fazer isso, porem, quando eu ia pegar o telefone, uma das "mulheres da minha vida" ja tinha chego antes de mim.

—Eh.. Oi, quem fala?- A voz hesitou um pouco antes de dizer alguma coisa, mas não em incomodei, estava feliz demais em segurar aquele telefone.

—Meu nome é Bash! Eu trabalho aqui!

—Quantos anos você tem, Bash?- Perguntou ele, desconfiado

—8 anos!- Respondi com orgulho

—Você não é meio novo para trabalhar?- A voz deu uma risada. Não era uma risada comum, era boa de se ouvir, parecia como a da mamãe, só que saia de um homem. Será que eu tinha finalmente o encontrado.

—Vou fazer 9 anos daqui três meses!- Disse fingindo estar bravo, quando na verdade, eu estava com um grande sorriso no rosto. Talvez ele pudesse conhecer a mamãe, dai eles ia se apaixonar e eu poderia ter um "quase pai"! Isso seria incrível!

—Okay, Bash!- Ele continuava rindo- Escuta, você pode me dizer quem é a dona dessa doceria?

Quando eu ia responder, Greta, uma garçonete, e também uma chata que não deixava eu fazer nada, caminhou ate mim e arrancou o telefone das minhas mãos

—Bash!- Ela falou- Você não pode atender o telefone! Tem que ser um adulto!

—Eu sou um adulto! Você que é chata demais pra ver isso!

Greta me ignorou e colocou o telefone na orelha e falou

—Desculpe o incomodo senhor, o que deseja?

—Vo contar tudo pra vovó Sally e você vai ser demitida!- Quando eu falava "vovó Sally", Greta sempre se tornava um patinho em minhas mãos.

—E eu vo contar que você comeu todos os biscoitos azuis pra sua mãe!- Porem quando ela falava "mãe" eu é que me tornava o patinho.

—Deixa eu me despedir dele, pelo menos...- Implorei. Greta suspirou e me entregou telefone. Sorri- Desculpa, Senhor Desconhecido, é que a Greta é bem chata quando quer, sabe?- Pelo conto do olho, vi Greta ferver de raiva, e comecei a falar mais rápido- Promete que vai vim aqui na doceria? Dai você conhece a minha mãe e vocês podem namorar e viver felizes para sempre?

—Eh... Bom, Bash, acho que não vai dar, meu coração já pertence a alguém...

O cara tava apaixonado? Isso não é problema para Bash! Eu só precisava chamar Jack, meu melhor amigo.

—Mas vai vim pra doceiria, né? Pra me conhecer e ser meu amigo?

—Okay, Bash- Ele riu de novo.

—Promete?

—Prometo

—Prometa pela sua vida!

Ele deu uma mais uma risadinha e disse

—Certo... Eu prometo pela minha vida!

—Então, ate logo Senhor Desconhecido!

—Ate, Bash!

Greta agarrou o telefone da minha mão mais uma vez e passou a falar com o Senhor Desconhecido. Furioso, eu fui atender mais clientes, mas, antes, eu me virei e mostrei a língua para ela, enquanto ela estava distraída falando no telefone.

Mas eu não ligava para isso, Greta podia ter o telefone que quisesse.

Porque eu havia achado Ele.

[...]

Jack era meu melhor amigo dês dos 4 anos, quando eu me mudei para a cada vizinha a dele, depois disso nos nunca nos separemos. Mesmo sendo um ano mais velho que eu, nos éramos da mesma turma e juntos, nos pegávamos as melhores peças pela vizinhança, por esse motivo, nos éramos chamados de os dois pestinhas. Não que ligássemos para isso.

Os pais de Jack se separaram quando ele tinha 2 anos, fazendo com que ele visse o pai com pouca frequência, pois o próprio tinha um trabalho que precisava viajar para vários países diferentes. Isso era uma das coisas que eu mais gostava de Jack, ele me entendia em relação ao pai, porem seu pai sempre voltava, e eles passavam dias juntos. A vezes eu queria que o meu pai fizesse isso...

Jack também era rápido. Um dos mais rápidos de sua turma, por esse motivo, era sempre eu que planejava e ele que botava me pratica nossa pegadinhas. Éramos a dupla infalível.

-O que é tão importante pra você me atrapalhar no meio de um jogo de videogame?- Ele perguntou entrando na nossa casa da arvore, mas conhecido como "Quartel General do Jack e do Bash".

—Você não vai acreditar!- Falei pulando encima dele e bagunçando seus cabelos ruivos encaracolados, deixando eles rebeldes como sempre. Ele revirou seus olhos azuis escuros enquanto tentava arruma-los, algo impossível, já que seus cabelos nunca colaboravam- Eu achei Ele!

Jack olhou espantado para baixo, para mim (uma coisa que eu não gostava em Jack: ele era muito mais alto que eu) e falou

—Ele Ele?— Assenti- Tem certeza?- Assenti novamente- Tem certeza que tem certeza?- Murmurei um "sim"- Tem certeza absoluta que tem certeza de ter certeza de que achou ele Ele?

—Sim!- Não me importei por Jack desconfiar, tínhamos procurado Ele a 3 anos, e nunca tínhamos resultados bons.

Ele basicamente se tratava no meu novo "quase pai". Aos 2 anos, minha mãe tinha achado o cara perfeito, e depois de vários encontros e de uma conversa constrangedora comigo, eles começarão a namorar. O namorado dela era quase um pai para mim, sempre se importava comigo, ele brincava meus jogos preferidos e assistia a meus desenhos prediletos. O único problema do meu quase pai, era que a avó dele, que ele amava muito, ficou doente, e ele teve que voltar para a sua terra natal, fazendo com que perdêssemos o contato com ele.

—Como ele é?- Perguntou Jack. Eu tinha colocado nessa pois ele sabia como um pai agia, e também como era não ter um, além de ser meu melhor amigo, alguém que eu sempre podia contar, seja nas horar de brincadeiras ou em horas importantes.

—Então...- Comecei- Assim, não sei...

Jack me encarou por alguns minutos, inédito. Depois me perguntou devagar:

—Como assim?

—Olha eu posso não ter conhecido ele... Não diretamente...- Jack me olhou com uma cara estranha, e antes que ele dissesse alguma coisa, fale- Eu falei com ele pele telefone da doceria! Mas sei que é ele!

—Bash...- Disse como uma voz estranha- Eu não acredito que você estrago minha partida de videogame para falar sobre um Talvez Ele

—Não me olhe desse jeito! Eu sei que era ele!

—Como pode ter tanta certeza disso?

—A risada dele!

—Hein?!

—A risada dele era como a da minha mãe.

—Como pode ser igual a da sua mãe, Bash?! Isso é impossível!

—Bom... Não era exatamente igual a da minha mãe...- Expliquei, vendo Jack dar um tapa na sua testa, fechando os olhos.- Mas, quando ele riu eu senti a mesma coisa quando eu ouço a risada da minha mãe!

—O que você sentiu?

—Protegido e feliz...

—Você sentia a mesma coisa quando era o Antigo Ele?- Era assim que chamávamos o antigo namorado da minha mãe.

Esse era o problema, eu nunca tinha me sentindo assim com o Antigo Ele, mas, se eu contasse isso a Jack, e desistiria na hora, e uma mentirinha boba não faria mal a ninguém.

—Sim.- Menti com um sorriso esperançoso no rosto. Ele sorriu também

—Esta pronto para procurar seu novo quase pai, Bash?

—Sempre pronto!- Gritei de tanta felicidade- Vamos nessa!

Notas finais
Coisas q vcs precisam perguntar: 1- Quem é o Senhor Desconhecido? 2- Quem é o Antigo Ele? 3- Onde esta Percy? Responta para as 3 perguntas: "Não sei de nada!" kkk fica na curiosidade de vcs! Bom, comentem oq acharam, se gostaram ou n, se quiserem dar um puxão se orelha em mim, pode dar, fique a vontade! Até! Bjs