Uma Nova Aventura

6 Capítulo 6 - O nono ponto.


Sua mãe iria trabalhar até tarde, então o jantar era por sua conta.

enquanto cozinhava Tai ouvia Kari no telefone com uma colega de sala.

–Eu encontrei com ele no caminho de volta... -informava contente Kari para a menina do outro lado da linha — nos viemos conversando, ele é muito simpático e muito inteligente!

Tai mexia o molho do macarrão cada vez, mais forte, e ficava cada vez mais irritado com a chuva de elogios de sua irmã para o Sanji. O que elas viam nele?!

–Kari! Desliga isso e vem comer! — Chamou o garoto já não podendo mais ouvir elogios.

Enquanto comiam Tai não deixava de pensar no que estava acontecendo.

–Sobre o que vocês vieram falando? — Perguntou Tai.

–Eu e o Sanji?

–Não! Você e a Tailmon! Claro que é com o Sanji! -Tai já havia perdido a paciência, e acabou estourando sem motivos, esse menino realmente o tirava do serio.

–Nada de mais... Escola, principalmente... Ele falou um pouco da onde ele veio. -Kari remexia a comida em seu prato, tentando se lembrar de tudo o que havia falado — O que você tem contra ele Tai?

–Não tenho nada contra ele... -resmungou Tai dando mais uma garfada.

–Hey! Venham ver isso!- Chamou Agumon que assistia TV na sala, junto a Tailmon.

Tai não podia acreditar no que vi,aquilo estava acontecendo de novo?

–Uma enorme ave foi vista voando sobre a cidade de Odaiba hoje por volta do meio dia... — reportagem informava mais alguns detalhes que para Tai não eram mais importantes...

"Por volta do meio dia..." Era o horário que eles tinham encontrado seus parceiros, e Sanji não estava presente na ultima aula. Será que isso tinha alguma ligação ou era apenas mais uma coincidência?!

Naquela noite Tai mais uma vez sonhou que estava naquela praça, porem já estava escuro e ele estava sozinho... Seria uma continuação? Ele conseguiu se levantar, não tinha mais seus cinco anos, ele estava agora com 12...

–A idade que eu fui pela primeira vez ao Digimundo... — Pensou o menino.

Ele caminhou pela escuridão, não sabia para onde ir, nem se tinha algum lugar para ir. Como se surgisse do nada ele pode ver um menino sentado, ele chorava. Tai tentou se aproximar dele, mas o menino parecia não notá-lo.

–Ninguém pode me ajudar... Ninguém! — menino repetiu essa frase entre soluços. -Nem mesmo os digiescolhidos! — o garoto levantou a cabeça e sorriu para Tai.

Aquele sorriso, aquele olhar... Era o Sanji!