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- Ziva, onde você está? – eu peguei o telefone e estiquei até o máximo, pedindo para o agente do lado achar o Mcgee ou a Abby.

- Eu estou em Israel Abby, está tudo bem – ela parecia ofegante.

- Mas eu não sou – eu tentei dizer, mas ela me interrompeu.

- Escuta, eu queria falar com o Gibbs, mas como ele não está aí, fala pra ele e pra todo mundo aí que eu fiz uma escolha, e estou feliz por aqui. Muito feliz.

- Ziva, você está aí por escolha própria?

- Sim, e estou ótima, não se preocupe. Não precisam vir aqui me buscar, ok?

De repente, ela soltou um “merda” bem baixinho e eu ouvi passos, e depois passos muito rápidos, como se alguém estivesse correndo.

- Tenho que ir Abs, meu pai esta me chamando – ouvi passos mais rápidos ainda.

- EU SOU A JESSY — gritei e parece que ela parou de correr, e depois começou de novo — Ziva, porque você está correndo? Quem esta atrás de você? – eu disse, com a voz embargada.

Então eu ouvi um barulho de queda, ela havia caído e pelo jeito o celular também, então ouvi um grito e um “NÃO” bem audível, e então uma voz masculina bem forte perguntou:

- Quem é?

Eu bati o telefone no bocal imediatamente, todos saíram do elevador, e eu devia estar com a maior expressão de choque possível.

- Era a Ziva – eu disse, e olhei para Gibbs – ela esta em apuros.

- O que ela disse? – perguntaram Mcgee, Tony, Ducky e Abby juntos.

- Aqui não – eu disse e apontei para cima – não confio nele.

- Porque não? – perguntou Palmer, que estava lá sem saber o que fazer.

- Ele é amigo do pai dela, do Eli. Pai da Ziva. Vamos para o laboratório, lá eu digo tudo o que quiserem, mas vamos sair daqui antes que alguém perceba.

Enquanto estávamos no elevador, Abby disse que estava tentando ver qual fora a ultima chamada para o celular da Ziva, mas o numero estava totalmente codificado.

- Se eu te der um numero, você pode me dizer pra quem ele ligou por ultimo?

- Se eu tivesse o numero sim, por quê?

- Ok, tente este – eu entreguei um papel a ela.

Assim que chegamos ao laboratório, ela colocou o numero e em menos de um minuto, e depois soltou um tipo de exclamação, e virou para mim:

- Ok, de quem é esse numero? – ela perguntou, e apontou para a tela, onde estava registrado o numero da Ziva como sendo o ultimo a ser discado.

- Do escritório do pai dela. Ok, gente eu vou contar o que ela disse no telefone, e depois quero compartilhar com vocês minha teoria, e vocês tem que ouvir, certo?

- Fale – Gibbs disse, e pegou uma cadeira para se sentar.

Eu narrei tudo o que ela disse, inclusive os barulhos que eu ouvi, contei quando ela caiu e sobre a voz masculina que atendeu ao telefone, Abby parecia assustada. Assim que eu terminei, eles iam começar a subir quando eu segurei o braço do Gibbs. Sussurrei um “você prometeu” e ele deu sinal para todos voltarem, e eu fechei a porta do laboratório.

- Ok, quando ela sumiu, vocês foram até o Mossad procurar por pistas, certo? E eles deixaram vocês entrarem em todas as portas?

- Sim – Dinozzo disse.

- Não – Gibbs disse, como se o corrigisse.

- Exatamente. Eles dizem que são armas secretas ou arquivos importantes que não podem ser comprometidos, mas estão mentindo. Ziva me disse lá tem um tipo de escada, sabem? Que leva para o subterrâneo e é onde ficam os prisioneiros – todos pareciam muito atentos agora – lembram se da operação dominó, onde vocês conseguiram invadir aquela agência?

- Só que nós tínhamos a planta do local, e nem ao menos sabemos quais portas que levariam ao subterrâneo – Mcgee disse.

- Olha gente, Ziva me disse que quando uma pessoa vai lá, para se tornar um agente, eles fazem um tipo de teste na pessoa, e depois um pequeno tour mostrando tudo da agencia, menos essas portas.

- Então poderíamos mandar alguém disfarçado, e pegar a planta do local, para localizarmos as portas e entrarmos – Tony disse, com a mão na boca, pensando.

- Não dá, eles vão muito a fundo por registros. O disfarce nunca é bom o bastante, e agentes tem registros demais. Agora, eu tenho registros apenas no Brasil e se a Abs pudesse criar uma identidade boa o bastante para...

- NÃO! – Tony disse.

- De jeito nenhum, não vamos arriscar – Mcgee disse.

- É muito perigoso – Abby disse, e antes que Ducky pudesse mostrar sua indignação, Gibbs disse:

- Qual o seu plano?

- Eu teria que entrar lá com câmeras, fingindo me interessar em tornar uma agente do Mossad, e então eles fariam o tour comigo e vocês saberiam em qual porta tentar – eu disse rápido, para não ser interrompida.

- Do que precisa? – Ducky disse, cruzando os braços.

- Sério? Estão pensando em tentar?

- Se isso ajudar a Ziva, eu topo – Tony disse, e olhou para mim.

- Ok, eu precisaria de um perfil falso, um personagem para interpretar.

- Eu faço – Ducky disse, e sorriu.

- E de câmeras pequenas, para não serem notadas, Mcgee.

- Certo – ele disse.

- Uma identidade falsa, combinando com a história de Ducky.

- Deixa comigo – Abby disse.

- Gibbs, você tem que me ensinar a lutar, e Tony a atirar – eles me olharam assustados – não que eu corra perigo, mas é por causa do teste, lembram?

- O que eu posso fazer para ajudar? – Palmer disse, parecendo entusiasmado.

- Eu tenho um serviço muito especial para você. Você vai achar roupas que descrevam a personalidade da personagem que Ducky criará, certo? É realmente sério Palmer, não pode errar!

- Ok! – ele disse, parecendo realmente feliz.

- Só temos dois problemas – continuei – tem um agente lá, que sabe quem eu sou. Eu o encontrei quando sai do enterro da Kate, mas ele me viu há anos, mas acho que não representa perigo. Ninguém lá sabe quem eu sou, porque o jornal não mostrou fotos minhas ou divulgou meu nome.

- Qual o segundo problema? – Perguntou Abby.

- Vance. Ele não pode saber de nada, se descobrir, tentará impedir. Todos prontos?