Uma Noite na Mansão Nura
1 1º Ato : Rikuo traz visitas
Notas iniciais
Ryuzaki, é um investigador mundialmente conhecido como “L”, seu nome verdadeiro, Lawliet, estava sendo mantido em mistério devido ao seu trabalho arriscado, pois o garoto tem um grande renome e é considerado o maior detetive do mundo. L naquela noite retornava para casa apressadamente, o tempo era propício para a chegada de chuva. Algumas gotas começavam a cair, atingindo a cabeça do rapazote, descendo por seus fios de cabelo, Lawliet caminhava por uma calçada, pretendia fugir da chuva. Suas vestes resumiam-se em uma camisa branca com longas mangas, feita de lã, uma calça azul-escuro, e sapatos brancos com pormenores vermelhos.
Naquela mesma noite chuvosa o jovem Rikuo voltava à mansão da família Nura, o jovem predestinado a ser o terceiro chefe dos Youkais negava tal posto ao ter o conhecimento da verdadeira natureza dos mesmos, ele possuía apenas um quarto de sangue Youkai em suas veias e sua aparência era de humano, ele optou por viver uma vida normal. Rikuo possuí cabelos castanhos assim como seus olhos, trajava uma calça preta bem como sua camisa de longas mangas, ao aproximar da mansão notou a presença de um jovem, aproximou-se do rapazote e lhe ofereceu abrigo no grande guarda-chuva que usava.
“ Yo, vai acabar pegando um resfriado se ficar nesta chuva, não quer dividir o guarda-chuva comigo?”
Disse sorrindo e acenando para o detetive Lawliet, que se aproximava em sentido oposto. L notou o garoto vindo em sua direção, Lawliet caminhava como sempre de forma esquisita, com uma postura um tanto peculiar. Aproximando-se do jovem Rikuo se protegia abaixo do guarda-chuva que encobria, tanto a ele próprio quanto a Rikuo, aceitou apequena ajuda, bagunçando os próprios fios escuros de seus cabelos, para assim livrá-los de algumas gotas d’água que teimavam a escorrer até suas pontas, fitou o garoto com seus olhos castanho-escuros e por um momento Rikuo pareceu surpreso ao ver a expressão que Lawliet portava, parecia que o mesmo não dormia a semanas, enquanto L estranhou aquele ato de extrema bondade para com um desconhecido.
“ Eu irei aceitar, mas... Não acha meio imprudente ajudar um estranho assim?”
Disse L, o rapaz movia seu punho próximo à face mordendo assim a unha de seu polegar.
“Bem, as ruas são meio esquisitas à noite, mas... Não vi mal em ajudar você.”
Disse sorrindo, Rikuo tentava parecer o mais normal possível em todas as situações, sentir-se mais humano era deveras bom após horas dentro de uma mansão repleta de grandes Youkais e reuniões acontecendo entre eles com frequência.
“ Er... Parece que eu não tenho escolha... ”
Um tanto preocupado com o mancebo, Rikuo finalmente decide oferecer abrigo na mansão Nura, pelo menos até a chuva cessar.
" Eu moro logo ali, naquela mansão, podemos ficar lá até a chuva passar.”
Sorrindo sem jeito, estava um tanto preocupado com o que poderia acontecer se o jovem visse alguma entidade na mansão.
“Se você acha, eu agradeço...”.
Virou a face, observando a mansão a qual ele falara. Assentiu uma vez com a cabeça, seguindo até o local com ele. A chuva começara a engrossar a em meio ao tempo que um vento forte juntou-se à mesma, fazendo algumas gotas atingirem os garotos que se moviam ligeiramente rumo à mansão da família Nura, uma grande e estranha mansão que aparentava ser assombrada. Rikuo já notara presenças que se escondiam acerca, ao passar próximo do lago notou uma silhueta, seria o Kappa, um Youkai do tipo aquático, e com gestos discretos já o mandava esconder-se, bem como ordenava aos outros ali próximos para fazerem o mesmo e se possível avisar a todos na mansão, eram gestos muito vagos e os Youkais pouco entendiam.
Lawliet sequer havia notado qualquer uma das presenças que se escondiam nas proximidades dali, seus olhos castanho-escuros somente voltaram-se para o garoto, quando notou alguns pequenos, e quase imperceptíveis, gestos que o mesmo fazia, decidiu ignorar aquilo e continuou a seguir com ele. Aguardou para que ele pudesse abrir a porta da entrada que dava a cesso ao salão principal, Rikuo já notara a presença do lado de dentro pelo reflexo na janela.
“E-Essa não, quem será?!”
O jovem entre preocupado e cauteloso moveu a maçaneta lentamente abrindo a porta que pouco rangia, quando ouviu uma estranha voz adentro, parecida com a de um humano porém bastante estranha, rapidamente virou-se fechando a porta em simultâneo, focando no rapaz, quase não conseguiu esconder a expressão que denunciaria seu medo de entrar na sala. L notou o medo tomar conta da face de Rikuo repentinamente, franziu o cenho estranhando aquilo tão repentinamente.
“Está tudo bem? Parece que viu um fantasma...”
Disse o senhor Lawliet aproximando sua face à do garoto, com deveras atenção em cada expressão e movimento que Rikuo viria a fazer.
“F-Fantasma? Não seja bobo, fantasmas não existem!”
Sem jeito com o jovem começou a dar gargalhadas omitindo seu verdadeiro estado, estava com medo de quem poderia estar adentro. Subitamente uma figura peculiar abriu a porta pelo lado de dentro.
“ Quem está aí?! Ah... É você Rikuo, trouxe seu amigo? “
Disse Nurarihyon, o avô de Rikuo, o atual senhor de todos os Youkais, sua aparência denunciava sua idade avançada, já não possuía cabelos e seu físico apesar de poder ser equiparado a de um humano, sua cabeça mais parece de um Alien, pois tem uma grande curvatura para trás.
“Essa não! É o vovô !”
Pensava o jovem Rikuo preocupado, se seu avô mudasse um pouco sua postura sua cabeça ridiculamente grande seria notada.
“Boa-noite”.
Disse o senhor Lawliet ao senhor Nurarihyon.
" Não fiquem aí parados, vamos entrem".
Virava-se um pouco abrindo ainda mais a porta convidando ambos Rikuo e Lawliet, Rikuo já demonstrava uma expressão de pavor, pois já era visível o cabeção de seu avô, porém para a surpresa e felicidade deste, seu avô é um Youkai que pode esconder sua identidade e caminhar entre os humanos sem ser percebido.
“ Vovô é o mestre de todos os Youkais e ele não percebeu ? Nossa, que sorte a minha o vovô poder esconder a natureza de Youkai.”
Pensava Rikuo deveras aliviado com um suspiro profundo, voltou a fitar o senhor Lawliet com um sorrindo sereno e ditou...
“ Vamos entre, ah.... “
E L logo responde retrucando
“ Ryuzaki... “
Ao ouvir tais palavras logo lembrou-se de quem se tratava, o grande detetive, Rikou pensava consigo mesmo...
“Ferrou....”
Fale com o autor