Uma Noite em Fontaine
1 Uma Noite em Fontaine
Notas iniciais
Aviso: Menção de sangue. Menção a período Menstrual. Capitano Possessivo. Fofura.
O quarto do hotel é silencioso. Você está deitada na cama, observando a escuridão, esperando algo acontecer. Seu corpo se vira, encarando o teto, inquieta pelo fato de não estar dormindo. Culpando a adrenalina gerada nos catastróficos eventos de algumas horas atrás, como a causa de sua insônia.
“Meu dia de folga! De todos os dias da semana... Justo no meu dia de descanso um bando de criminosos decide perturbar o meu descanso! Que ultrajante!” – a frustração preenche seus pensamentos, e sua boca se contorce em uma careta.
Era um tanto irônico, sua mente se recorda de si mesma entusiasmada falando as ideias que teve para remodelar sua sala para receber visitas, não imaginava que o seu pequeno apartamento seria “remodelado” por chamas, graças ao grupo de incendiários, das últimas manchetes do “Pássaro a Vapor”.
Sua família que estava fora da cidade, certamente, quando retornarem vão sentir culpa por terem lhe deixado sozinha, que rapidamente vai se transformar em raiva e uma nova discussão tumultuosa surgiria entre seus tios e tias.
Mais uma vez, você movimenta o corpo, sua face se volta novamente para a parede, camuflada pela escuridão do quarto.
O suor está acumulando pela sua pele, que de tão pegajosa que está contra a roupa, te faz reconsiderar o culpado de estar acordada para o ambiente.
“Não consigo ver a janela. Que calor repentino... Aqui está ficando mais quente! Deve ser a falta de ventilação...” – Foi a lógica que pensou para deixar de lado o intrusivo desconforto dentro de si.
Sua mão aperta o cobertor ao sentir uma pequena pontada de dor. É incomodo..., sim, mas você decide ignorar e voltar a vagar em seus pensamentos.
Podia não ser uma humana abençoada com uma visão pelos Arcontes ou Celestia. Isso não importava em seu dia a dia, na verdade nunca sentiu vontade de ter uma benção dada pelos arcontes, os seus instintos eram aguçados o bastante para encontrar coisas que estivessem “fora do lugar”.
Antes do ataque, havia várias pistas lhe avisando que algo ruim iria acontecer como o cheiro forte na entrada do prédio, os caixotes no final do corredor de seu andar, profissionais da manutenção ainda trabalhando, em dia festivo na cidade.
Não queria parecer paranoica em frente do homem que se deu trabalho de lhe acompanhar até o seu apartamento, e também queria prolongar um pouco mais o tempo de companhia do estrangeiro do país da neve.
“Pelas marés! Ele ficou quieto ouvindo atentamente, enquanto eu divagava aleatoriedades sem sentido! Se não tivesse ficado tão distraída imaginando a reação dele com a visão da sala... Pela Arconte Hydro! Por que parecia uma boa ideia?”
Provavelmente, aqueles funcionários iniciaram as chama pyro enquanto transitávamos pelos andares, subindo os degraus.
Um esquema extremamente bem planejado, não é difícil um dos seus opositores na corte estar por trás dessa trama. Um incidente envolvendo fogo... será uma tarefa difícil juntar as provas necessárias para levar os culpados ao tribunal de Fontaine, a Ópera Epiclese.
Cada pessoa tem sua própria opinião de justiça, há aqueles que consideram um espetáculo, uma crueldade, um sistema demorado e ineficiente ou até mesmo uma piada, porém em seu interior você sabe que a verdadeira justiça sempre chega aos culpados, não importa o quanto se escondem ou quanto o tempo nade.
Você decide confiar em seus instintos e aguardar a investigação da polícia. Talvez os ocorridos possam indicar que estava sem sorte, por ter virado vítima de ações criminosas, no entanto...
Seu corpo se movimenta para o outro lado, de forma que possa encarar o homem mascarado, cuja cor preta da máscara é tão densa que rivaliza com a escuridão do quarto.
Capitano, um codinome, que não revela sua verdadeira identidade, o que abstém você e ele de entrarem em questões comprometedoras para ambos os lados. Você sabia que ele era um Fatui. Por seu próprio pedido, ele aceitou o combinado de você não saber a posição dele e que ele não soubesse qual era a sua profissão.
Uma condição equilibrada para que ambos pudessem interagir com o outro sem o peso dos Fatuis e da corte. Graças a isso, vocês puderam se encontrar para saírem juntos no festival.
Um sorriso leve se forma em seus lábios.
Foi salva pelo homem deitado ao seu lado. O jeito que a levantou colocando em seu ombro envolvendo sua cintura com braço, andando rapidamente para as escadas.
A mente ficou nublada pelo contato repentino, era um confuso estranho, porém era agradável sentir o calor que emanava da mão, pressionando firmemente contra o seu corpo, quase como a garra de um caranguejo possessivo.
A compreensão de que era uma fuga chegou ao pularem por um buraco que não existia mais cedo, com toda certeza ele quebrou a parede de concreto. Se não estivesse distraída poderia saber se a abertura foi feita por uma força física ou uma força Elemental.
“Eu poderia ter descoberto se ele usa uma espada ou um Espadão! Ah! Poderia ter visto se ele tem uma visão ou aquela tecnologia perigosa dos Fatuis.” — você analisa frustrada, nesse momento, e seus dedos se movimentam involuntariamente descarregando o sentimento. E volta, as lembranças.
Quando aterrissaram no teto do edifício vizinho, vocês se viraram para o prédio que escaparam. O cheiro da fumaça estava mais forte, o incêndio havia dois focos em combustão, as chamas pyro queimavam tanto dos andares de baixo quanto os de cima.
Não tinha potenciais culpados ou seguidores a vista. Logo, Capitano continuou a andar pelo telhado e salta para o chão. Ele vira seu rosto mascarado me observando, a mão dele se levanta tocando sua cabeça de maneira bruta bagunçando seu cabelo um pouco, em instantes se materializa um casaco branco longo enorme com uma pelugem escura cobrindo seu corpo e rosto lhe protegendo do frio da noite, ele continuou com a fuga de vocês pelas ruas. Foi um caminho longo, os passos dele diminuem o ritmo conforme se aproxima de um edifício grande, que pela pequena fresta na pelugem escura do casaco, você reconhece como sendo o Hotel Debord.
“Agora que penso nisso ele me carregou no ombro o tempo todo! Só me colocou no chão, depois que fechou a porta do quarto. Por que eu não pedi para me soltar antes?” – dessa vez, seu corpo fazia movimentos involuntários com os pés, descontando a frustação no cobertor.
Você se recorda da troca de perguntas desconfortáveis dentro do quarto, deixando clima tenso entre vocês e culminando no silêncio ao se deitarem. Agora, se encontravam distantes um do outro na cama grande e espaçosa, respeitando a divisória imaginária.
Hoje tinha sido a primeira saída dele contigo para interagirem apropriadamente, depois de tantos encontros curtos e acidentais nas ruas da cidade.
Durante o festival, você não conseguiu ver Capitano removendo a máscara que cobria todo o seu rosto, nem mesmo quando havia comida.
A aparência do rosto dele era um mistério tão intrigante quantos as profundezas submersas de seu país, Fontaine. Se abrisse a concha da ostra haveria uma pérola ou grãos de areia?
Tinha curiosidade sobre qual tipo de beleza encontraria nele.
Você morde o lábio inferior ao perceber que a pequena pontada de dor está aumentando.
Devagar e com cuidado para não acordar o misterioso homem ao lado, você sai da cama.
Tateando a parede, você segue em direção ao local que se recorda de ter visto uma porta secundária, provavelmente do banheiro.
Ao entrar, sua mão liga o aparato tecnológico responsável por iluminar ambientes fechados com mais segurança que as lamparinas e tochas energizadas com as chamas Pyro.
Encostando a porta, você anda alguns passos, de repente e coloca a mão em sua boca abafando seus xingamentos. A dor está localizada na parte inferior de seu abdome.
Se estivesse no seu apartamento poderia fazer o chá medicinal que sempre deixa armazenado para quando sente essas dores.
Tirando o fato de ter perdido sua moradia junto de todos os seus pertences, estava em um ambiente novo.
Era um hotel de grande porte que deveria estar ocupando políticos, jornalistas, figuras importantes nacionais e estrangeiras. Não gostaria de encontrar com essas pessoas na procura por remédio.
Aquelas línguas cruéis e tagarelas criariam os piores tipos de fofocas para manchar sua reputação profissional ou... o Capitano.
Sua mente volta para a lembrança da risada que gostou de ouvir de seu parceiro misterioso.
“Os ocorridos dessa noite ainda perturbam sua mente?” — diz a voz daquele que ocupa seus pensamentos. A porta está aberta, ele está em pé, a respiração movimenta as correntes em sua roupa fazendo um som suave de tilintar.
“Estou bem, não precisa se... ah!” — a frase foi interrompida ao ser prensada contra a parede e as fortes mãos dele te segurarem.
“Desde a primeira vez que te vi sabia que tinha uma personalidade difícil de lidar. Toda vez que tento obter alguma informação pessoal, você desvencilha.” — ele diz.
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Enquanto Capitano prende os seus braços acima da cabeça, com apenas dois dedos. A outra mão percorre seu corpo.
O polegar dele é pressionado contra a sua barriga. Um gemido dolorido escapa de seus lábios.
“O que está fazendo? Ei! Ei! Pare de levantar a minha blusa!” — você grita um aviso firme, ele ignora.
A grande estatura intimidante dele ficava mais nítida nessa situação.
“Se tivesse escolhido o caminho fácil respondendo as minhas perguntas, eu não teria que ir pelo caminho difícil...” — há uma longa pausa. Como se estivesse inspecionando a área exposta. “Vou perguntar mais uma vez, onde está o ferimento?”
A mente fica em branco. A máscara... não o rosto misterioso dele está muito mais perto do que jamais esteve do rosto dela! A situação toda era muito embaraçosa, ser interrogada enquanto sentia dores e sabendo que a qualquer momento o sangue se acumularia ao ponto de estar visível, isso tudo junto era uma combinação desastrosa, ao mesmo tempo lhe fazia sentir a proximidade, um tipo diferente de calor surgia, estranhamente lhe deixava aconchegada e... Você estava gostando disso.
“Hm!” — um pequeno ruído escapa de sua boca. Seu olhar confuso o encarando, quase como uma presa inocente encarando o terrível caçador, cujo destino está selado, em sua completa mercê.
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O seu rosto é coberto pela mão que te prendia, agora, os seus braços estão livres, mas você não se move. Ele fica parado como se estivesse lhe encarando, esperando alguma reação.
Ele se afasta saindo do banheiro.
Suas pernas parecem fracas, devagar se senta no chão, seus olhos encaram o espelho, seu rosto no reflexo parece cansado e suado, se prestasse mais atenção poderia ver que estava ficando mais claro.
Você começa a se preocupar, não queria que ele tivesse saído.
“Isso seria o sinal de que estava tudo acabado? Que nós não deveríamos continuar nos relacionando? Se bem que não se conheciam direito. Eram apenas duas pessoas sem definição!” — os seus pensamentos frios são acompanhados por lágrimas.
“O que estava pensando? Odeio essa época! Odeio que me deixe tão insegura!”
Você tapa o rosto com as mãos, uma medida para acalmar suas emoções.
Uma mão grande segura seu queixo com firmeza. Rapidamente, (Leitora Nome) enxuga as lágrimas antes de revelar sua face envergonhada.
“Quero deixar bem claro para que não me interprete errado. Eu sou um guerreiro, não espere que eu tenha pena de você. No campo de batalha, é necessário se endurecer para sobreviver as investidas do inimigo. Ser forte é um caminho árduo e trabalhoso.” — o discurso em si é severo, mas estranhamente te acalma. Quase como se fosse as ondas frias do mar batendo em seus pés descalços, refrescando em um dia de calor.
“Mesmo que haja diversos empecilhos à frente lhe encarando, jamais deve ser desleixado consigo mesmo e sua saúde. Estamos entendidos?” – ele diz demandando uma resposta imediata. Agora ficava claro que mesmo sendo áspero a forma dele falar, ele tentava mascarar uma genuína preocupação. Os seus lábios movem mostrando um sorriso ao sutil conselho dele.
“Sim. Estamos entendidos!” — você faz uma pausa, pensando no que dizer. “Obrigada, Capitano.”
Ele solta o queixo, e suas mãos vão para uma caixa no chão, abrindo. Há compartimentos de gases, ataduras, potes de pomada e outras caixas menores fechadas. Uma de suas mãos pega uma porção de gazes enquanto a outra mão vai para a sua coxa, sua calça está coberta por uma grande mancha de sangue fresco.
“Certo. Agora, irei estancar seu sangramento. Preciso que me mostre para determinar se será necessário ou não chamar uma médica.” — ele diz de maneira tão casual, como se fosse colocar um band-aid em um joelho ralado.
Assistir ele “preparado” para lhe ajudar com seu problema específico de sangramento...
Você não conseguia se segurar, e riu. As risadas foram um estranhamento para ele.
“Eu admito, estava relutante em te dizer por ser embaraçoso. Desculpe, não estou rindo de você, e sim da situação.” — ela dá uma pausa. “Esse sangramento não é de uma ferida em si. Simplesmente, meu período menstrual começou.”
O silêncio dele, dava entender que estava confuso, talvez. Era difícil de interpretar as emoções do homem, ao seu lado.
“Vejamos... como posso explicar.” — (Leitora Nome) inspira, sentindo-se mais corajosa ao perceber que o terrível e imponente homem, nesse momento se mostrava mais humano.
“É um evento natural em que o útero da mulher se prepara fisiologicamente para que haja o processo de reprodução, através de uma célula chamada ovócito.” — Ele se move se acomodando melhor ao lado dela, ouvindo a explicação com atenção.
“Quando não há acoplamento em um determinado tempo... no corpo feminino essa célula se romperá e se tornará esse sangramento, acompanhado de dores e outras mudanças irritantes, que alternam de mulher para mulher.” — enquanto fala, segura a mão dele.
“Meu útero vai liberar sangue durante 6 dias.” — você pausa sentindo dor, e aperta com força a mão dele.
“Quando chega o último dia de sangramento, é preciso contar 28 dias, e então... volta! Um ciclo interminável e MARAVILHOSO DA NATUREZA!” — dizendo a última parte em um tom sarcástico, você solta a mão dele e fecha os olhos.
“Entendo. O que usualmente é feito para cuidar disso?”
“Geralmente, em relação as dores uma compressa quente, chá medicinal ajuda. As vezes consumo alguma medicação quando a dor está mais forte. Até o sangramento acabar utilizo uns lenços absorventes descartáveis para não manchar minhas roupas durante o trabalho, e dia a dia” – você diz e abre os olhos encarando a mancha de sangue, que está aumentando.
Surge uma pontada de dor mais forte no seu abdome, fazendo com que diga um ríspido xingamento. Isso te recorda de continuar com seu plano de fazer compressas de água quente com as toalhas para aliviar.
“Certo. Irei fazer os arranjos.” — ele fala, enquanto parece estar estalando os dedos na mão.
“Hm?” — o pequeno ruído questionador sai de sua boca.
Um par de braços sólidos, como rochas de recife, te envolvem. Em segundos, Capitano está em pé contigo em seus braços, no estilo noiva, andando até a banheira. Uma das suas mãos se movimenta abrindo a torneira de água. Te segurando com apenas um braço.
Enquanto a temperatura da água era regulada, sua cabeça se apoia contra as correntes da roupa dele, fazendo um leve tilintar. Era estranho, tantas correntes chamativas, no entanto, em mais de uma vez conseguiu se provar ser habilidoso em se movimentar com velocidade e em silêncio.
Ele se senta na beirada da banheira lhe dando espaço para colocar os pés no chão. O corpo dele lhe abraça.
“Tire suas roupas.” – a voz saiu baixa e rouca, da máscara dele, contra o seu ouvido. Um arrepio percorreu todo o seu corpo.
“Desculpe, não consegui ouvir direito poderia repetir?” – sua voz sai confusa. “Pela Arconte Hydro! Eu tenho que dizer não! Não é certo ele pedir algo assim quando eu estou menstruada! Eu tenho que...” — seu pensamento é interrompido.
“O seu corpo está tremendo. Tome um banho quente, isso irá lhe aquecer.”
“Acredito que minha presença nesse...” -ele tenta formular uma frase, mas não consegue finalizar. Ele move a face escondida em um angulo que para você é como se olhasse para o teto.
As mãos dele lhe ajudam a remover a calça e a calcinha. As peças de roupa se encontram no chão.
É como se o seu rosto estivesse esquentado por essas ações dele, te desnorteando.
Você sente a textura macia da toalha quente e úmida, removendo o sangue de sua pele.
“Capitano” – você profere o nome falso dele, há tantas mentiras entre vocês.
Que lhe faz sentir culpa por não poder dizer o nome verdadeiro dele. Principalmente, em um momento como esse! A outra mão dele massageia sua coxa. Você sente o queixo dele contra o seu ombro.
O toque da mão enluvada, ajuda a aliviar a sua dor e lhe traz tantas emoções indescritíveis.
“Hmn... Capitano!” – um gemido escapa de seus lábios, que se prologa em um sorriso nervoso. As ações dele estão despertando algo em seu corpo, os seus instintos e o desejo. Ainda há dor em seu corpo, mas o instinto de ter ele... Desejar ele... isso está fazendo sua mente ficar nublada, desejando descobrir qual será a reação dele ao doce som que sua boca produziu.
“Eu... Continue seu banho! Retornarei em breve ao quarto.” — ele diz se levantando, lhe deixando em pé e anda rapidamente para a saída. O som da porta se fechando lhe desperta do seu estado de euforia.
Você ri, removendo a camiseta e o resto de sua roupa. Finalmente, entrando na banheira, a água quente cumpre o seu papel relaxando todos os músculos do corpo. A dor vai diminuindo, após alguns minutos, se encontra tolerável.
Sua mente pensa no que poderia ter acontecido se Capitano não tivesse fugido com pressa.
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“Uma retribuição? Isso é desnecessário. Guarde suas finanças para sua nova residência. Considere isso um presente...”
Seu rosto voltou a encarar as 5 bolsas cheias em cima da mesa do quarto. Claro que trocava os lenços mais de uma vez por dia, mas isso... Isso era demais! Não sabia dizer se ele foi zeloso demais ou enganado por um comerciante.
Por mais que estivesse com raiva pelo exagero, não conseguia parar de sorrir com a atitude inocente dele para com o desconhecido mundo das mulheres.
“Ah! Como queria desbravar o desconhecido sabor de seus lábios.” -você pensa o encarando. Involuntariamente, há um sorriso em seu rosto ao pegar o necessário e deixar o quarto.
No banheiro, um lenço é colocando de maneira estável em sua nova calcinha, se encaixando perfeitamente entre as pernas. Agora, suas vestes consistiam em uma camiseta grande o suficiente para cobrir parte de sua coxa, uma calcinha protegida e por último, um par de meias. Definitivamente está protegida pela melhor “armadura” de conforto.
Quando retorna ao quarto, você vê o Capitão colocando uma xicara de chá quente na mesa, sem pensar duas vezes, você bebe o conteúdo. A medicação que consumia tinha um gosto amargo. O som da xícara sendo colocada na mesa, transmite ao homem sua prontidão para tentar dormir novamente.
Deitando-se no meio da cama, seus pés empurravam o cobertor para longe, abrindo espaço para os dois, seu olhar suave era direcionado para ele.
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Onde seria sua face, estava direcionado para (Leitora Nome) enquanto desligava a iluminação. O peso dele contra a cama causou um leve tremor.
“Chegue mais perto estou com frio.” — a voz dela sonolenta pede.
Os dois ficam próximos, as costas dela contra o peitoral dele, agora, sem as correntes...
“Este arranjo lhe agrada?” — a voz metálica dele sussurra no ouvido dela.
Uma mão percorre a barriga dela, por debaixo da camiseta, em movimentos circulares, lentos e com cuidado para as garras de metal não arranharem a pele. Já a outra mão segura queixo dela.
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“Perfeito.” – os seus lábios respondem sem hesitação, uma resposta positiva. Aquilo era tão relaxante quanto um mergulho nas águas profundas, apreciando a paisagem dos corais e peixes nadando, sem preocupação, apenas aproveitando a energia Elemental hydro, que os rodeia.
Você sentia um frio metálico contra o seu pescoço, provavelmente da máscara dele.
“Eu percebo que não lhe agradeci por ter salvado a minha vida e...” – um bocejo interrompe sua fala, e você continua: “também não lhe agradeci pelo nosso encontro. De fato, sua companhia foi....” – outro bocejo.
“Eu gosto disso entre nós.” – a frase sai em um sussurro. E finalmente você adormece.
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“Eu também aprecio (Leitora Nome).” — Capitano diz sussurrando.
Agora, que ela dormia em seus braços, podia se concentrar em como retalhar todos os envolvidos no ataque.
A presença da mulher de Fontaine não se equipara a sua longa devoção de anos a sua regente, no entanto, sempre que esbarravam, as ações dela fora do comum lhe intrigavam, e isso criava a expectativa de cruzarem os caminhos, mais uma vez. Sua personalidade forte e sem medo é atraente. Foi interessante ver uma outra faceta dela hoje, isso despertou algo nele.
Ainda não sabia como deveria classificar o relacionamento dos dois ou o que ela representava para si mesmo. Talvez, ela fosse... uma informante, uma conselheira, companheira de discussões, uma distração...
Sua racionalidade lhe dizia que a situação não tinha importância. Assim que os reparos do navio terminassem, poderia retornar para a sua nação, entregar o relatório de sua última missão ao Pierro, continuar a treinar os soldados, e aguardar as novas etapas do plano de sua Majestade. No entanto, seu instinto guerreiro ansiava por explorar o desconhecido, era um prazer secreto. Desejava descobrir qual o máximo de proveito poderia obter dessa mulher de Fontaine. Precisava garantir que ela estivesse sob a proteção dele.
Com cuidado moveu a mão agarrando a mão dela com ternura, seu dedo mindinho segurou o dedo mindinho da (Leitora Nome). Promessas de dedinho são comuns entre crianças Snezhnayan.
A mente vaga para uma memória de Snezhnaya em que assistia crianças com gravetos brincando de serem heróis leais da Tsaritsa pelo cenário nevado, seus gritos ecoavam suas promessas de dedinho com tanto compromisso, que o fazia rir por dentro.
Talvez estivesse sendo tolo como uma daquelas crianças que desconhecem os perigos do mundo, do banho de sangue inimigo derramado no campo de batalha ou do sono eterno que os irmãos e irmãs Fatuis encontram descanso quando seu serviço a sua Majestade termina. Mesmo assim em seu íntimo desejava ser um Fatui Harbinger que faria uma promessa de dedinho a (Leitora Nome), a pessoa cuja ações e personalidade o atraíram ao ponto de ser digna da proteção e atenção dele.
“Com este dedo, te faço um juramento, os que te perseguirem jogarei no gelo. O frio matará os seus inimigos, a geada congelará sua língua, o calor que restar será tomado por minhas mãos, para que assim NUNCA MAIS voltem a ameaçar sua vida!” – o tom na voz era sombrio.
“Pela sua segurança, não pouparei esforços. Boa Noite (Leitora Nome).” – sussurra em tom rouco contra o ouvido dela, apreciando o calor do corpo dela contra os braços dele.
Notas finais
No entanto essa oneshot vai ganhar um capitulo bônus com pequenas histórias extras com personagens secundários.
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