Uma Mulher De Sorte
7 Capítulo 7 - Sara
Notas iniciais
Chapter 7: Sara
No caminho para casa, Sara não conseguia parar de pensar em Catherine. Ela era ainda mais linda ao vivo. Pela foto ela era maravilhosa, mas ao vivo era quase que perfeita. Ela sorriu ao pensar no sorriso da loira. Aqueles olhos azuis, e aquela boca. Aquela blusa decotada deixando a mostra um pouco os seios... Sara ruborizou ao se lembrar dos seios de Catherine.
– Me acha uma boba, né Bob? – perguntou Sara ao cachorro.
Bob continuou a andar e então Sara voltou a pensar em Catherine. Ela tirou a foto do bolso da calça e olhou novamente. Observou a mulher da foto e balançou a cabeça. Ainda não acreditava que tinha achado Catherine. Agora precisava descobrir como devolver a foto, não dava pra simplesmente chegar em Catherine e falar “Miss Willows, com licença, eu te salvei na guerra uns anos atrás, e da sua calça caiu uma foto e eu fiquei com a foto para devolver a você quando te achasse”. Seria mais complicado que Sara imaginava.
Eles chegaram ao hotel, e então Sara subiu com Bob para o quarto. Bob correu tomar água e comer um pouco de ração, enquanto Sara ia tomar banho. Durante o banho ela começou ter certos pensamentos um tanto... Eróticos com ela e Catherine. Logo Sara sentiu seu rosto enrubescer, e então balançou a cabeça e terminou logo seu banho.
Ela saiu do banheiro, se trocou e se deitou na cama. No chão ao seu lado, Bob se deitou e então ambos acabaram pegando no sono.
“- Vai Cath – gemeu Sara forçando a cabeça da loira para seu centro. – Eu... Ahn... Amo... Uuhh... Você – completou quando sentiu que estava para gozar – Por favor, não para!
Catherine a penetrava com a língua e brincava com seu clítores com o indicador, às vezes tirava a língua de dentro dela e passava por toda sua intimidade. Fez isso na morena até senti-la despejar seu líquido em sua boca.
– Minha Princesa – sussurrou Catherine no ouvido da morena que a abraçou.
– Minha linda – sussurrou Sara de volta.
Elas se deitaram lado a lado, entrelaçaram suas e ficaram se olhando até que Sara a puxou para mais perto e beijou a testa dela.”
– Meu Deus! – falou Sara se sentando repentinamente na cama – Que sonho foi... esse... – sussurrou a última parte ao perceber que estava molhada – Ér... Droga. – resmungou passando a mão por dentro da calcinha para verificar se estava realmente molhada.
Sara se deitou na cama novamente, tirou a mão da sua intimidade e fechou os olhos, logo as lembranças do sonho vieram a tona. “Eu não posso estar me apaixonando por você. Por uma foto. – sussurrou Sara – É sua uma foto! Eu te conheço por uma foto! Não posso me apaixonar assim. Posso? Não posso. Eu já passei da idade de ter esses amores platônicos, certo? Certo. Não estou apaixonada! Não estou!” pensou Sara depois de relembrar o sonho novamente.
Ela se mexeu na cama e suspirou. Estava incomodada. Estava molhada. Sara não queria se levantar, iria acordar Bob e depois para ele dormir novamente ia custar, porém estava tão incomodada. Sara fechou os olhos, passou a língua pelo lábio inferior, e escorregou sua mão para dentro de sua calcinha. Ela começou a se tocar, passou o dedo por toda intimidade e depois deu atenção para seu clitores, o massageou bastante e em seguida penetrou dois dedos em sua intimidade. Começou a fazer movimentos de vai e vem e quando chegou ao ápice soltou um gemido baixinho e tirou a mão de seu centro. Ela se virou novamente na cama e lambeu os dedos.
XXX
No dia seguinte Sara acordou e ao se recordar da noite anterior seu rosto ficou vermelho. Ela olhou para sua cama e para sua mão e mordeu o lábio inferior. “Droga... Eu não sou mais adolescente para esse tipo de comportamento! Eu? Ficando vermelha! Acha...” pensou Sara enquanto se levantava e ia ao banheiro.
Depois de tomar banho, se trocar, cuidar do Bob, comer alguma coisa, ela colocou a coleira no cachorro e então foram caminhando até o pet shop. Ao chegar lá olhou o horário, levou Bob para os fundos e voltou para o balcão. Ela apoiou os cotovelos no balcão e ficou observando a rua até que viu Catherine entrar no laboratório. Ela usava uma calça jeans justa e uma blusa vermelha decotada.
Sara suspirou, olhou para as mãos que estavam apoiadas no balcão, quando olhou para frente novamente viu uma mulher entrar no pet shop com um cachorrinho na mão.
– Em que posso ajuda-la? – perguntou Sara educadamente.
– Oh, a Molly aqui está com pulgas, será que você não tem algo para isso? – disse a mulher em tom de superioridade.
– Já volto – respondeu Sara secamente. Odiava pessoas que se achavam superiores a outras. Ela foi até o armário onde ficavam os medicamentos e voltou com um deles na mão – Aqui.
– Você não pode passar para mim? Sabe, ninguém quer encostar a mão na minha Molly.
– Não. A cachorra pulguenta é sua, não minha. – retrucou Sara entregando o remédio para a mulher que suspirou fundo e jogou uma nota de 50 dólares no balcão.
– Fica com o troco – disse a mulher enquanto saia do estabelecimento.
Sara se virou e suspirou fundo. Ela foi até o caixa e colocou o dinheiro lá.
– Isso foi um pouco rude, não?
Sara ouviu uma voz que vinha da porta. Ela sorriu ao reconhecer de quem era a voz.
– Talvez – respondeu se virando e sorrindo abertamente.
– Não precisava ter falado com aquela senhora daquele jeito – disse Catherine repreendendo a morena.
– Mais ou menos... – concordou Sara.
– Eu iria pedir ajuda para você, mas fiquei com medo de você ser rude comigo também – disse a loira brincando.
– Acha Miss Willows! O que você precisa?
– Linds acha que Meg precisa de uma casinha, crianças...
– Linds é sua filha? – perguntou Sara enquanto contornava o balcão e ia nas prateleiras onde ficavam as casinhas – Desculpe – pediu ao perceber que Catherine ficou com receio de responder – Não é da minha conta.
– Ela gosta de rosa – Catherine apontou para a casinha cor de rosa.
– Vou pegá-la – disse Sara pegando uma escada que estava encostada na parede – Com licença – pediu.
Sara apoiou a escada na prateleira e subiu nela para pegar a casinha cor de rosa que estava no último andar. Ela desceu com casinha e mostrou para Catherine que disse que ia levar aquela. Elas caminharam até o caixa e quando Sara estava anotando o produto no caderno de controle Catherine disse:
– Ela é minha filha. Tem 3 anos.
Sara parou de escrever e olhou para a loira e sorriu:
– Acho que ela gostaria de outra casinha então.
– Qual? – perguntou Catherine curiosa.
– A comum.
– Mas...
– Você compra tinta, pinta as mãozinhas dela e as suas e enfeitam a casinha. Vai ser divertido.
– Boa ideia!
Sara foi até a prateleira, pegou a casinha tradicional, voltou para o caixa, anotou o produto no caderno de controle e perguntou:
– Precisa de ajuda para levar?
– Não precisa – respondeu Catherine.
Sara olhou para ela tipo “você não vai conseguir”. Catherine foi tentar pegar a casinha, mas era pesada então olhou timidamente para Sara e disse que então precisaria de ajuda. Sara abriu um sorriso de orelha a orelha e levou a casinha até o carro da loira, que estava um pouco para cima da loja.
– Obrigada Miss Sidle!
– Não tem de quê, Miss Willows!
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