Uma Mudança Muda Tudo
8 Ares gélidos
Notas iniciais
E assim se fez. A casa ficou ocupada por eles e suas respectivas famílias, agora, aquela casa que tão grande lhe parecia, se tornara totalmente um \"apertamento\".
- Eu ainda não sei porquê você fez isso, Duda, mas confesso que gostei da ideia, estou me sentindo meio nostálgica, uma saudade daquela época do início da banda.
-É Pitty, eu sei, também estou.
É, eram suas férias, podiam aproveitar tudo aquilo tranquilos, sem responsabilidades de shows nos próximos meses. Mas como eles já haviam percebido, aquela casa não era nomal e eles iriam descobrir por quê.
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Do lado de fora da casa...
\"Não, eles não vão tomar minha casa assim. Não mesmo, eu vou vingar meu filho, aahhh vou!!!\"
Henrique Carlos, um senhor morto por uma doença aos 57 anos, morava naquela casa com seus dois filhos e sua esposa, madrasta das crianças, a mãe os havia abandonado. Uma história trágica aconteceu com eles.
Ele ficara doente, de cama, somente se levantava para ir ao banheiro, mal comia e repousava dia e noite. Seu filho querido, André, cuidava dele ao extremo, levando-lhe comida, água, e tudo que precisava ao seu alcance em seu aposento. Mayllon, o caçula, desde criança pegou ódio dos pais e irmão, ninguém nunca soubera o por quê, talvez nem ele mesmo o soubesse.
Henrique passava os dias cuindo e amando André, o que cada vez alimentava mais o ódio de Mayllon por ambos. Para que Henrique parasse de o amar tanto, decidiu que seria bem melhor para todos que falessece, graças à doença. Pena que isso parecia não acontecer nunca...
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O vento soprava frio lá fora, Martin \"embrulhava\" Thomás contra o vento, a casa tomava um ar gélido de inverno, aparência obscura. Essas férias precisariam ser passadas ali naquele fim de mundo?
HHHHUUUUUURRRRRRRGGGGGGGGG.
- Você escutou isso Duda? Eu ouvi um barulho lá fora, será que é alguém perdido, machucado?
- Não ouvi Joe, não tem ninguém.
O barulho foi mais forte, ouvível à Duda.
- Tá, agora sim eu ouvi, vamos lá ver.
Os dois abriram a porta e só o vento batia, nenhum animal, humano ou galho seco.
- O que houve? — Pitty chegou junto à porta.
- Ouvimos um barulho aqui fora, parecia alguém machucado, mas nem é. — Joe disse.
Olhavam distraídos lá fora, e um vulto passou ao lado deles, como se entrasse dentro da casa...
- Tá, agora eu vi alguma coisa, gente.
- É Pitty, sei lá, foi uma sombra, pode ter sido um carro que passou por aqui?!
- Não Joe, olha em volta, que carro?!? — Disse Duda.
Fecharam a porta, e nem se preocuparam... pelo menos não deixaram que notassem.
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